“Caso Kerinho”: TSE adia julgamento de recurso que pode mudar resultado de eleição proporcional

Estava previsto para ser julgado ontem no Trubunal Superior Eleitoral (TSE) o recurso do “caso Kerinho” que teve o registro de candidatura negado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Kerinho foi um candidato a deputado federal que manteve-se na disputa com registro indeferido. Ele teve 8.990 votos em 7 de outubro. Se os sufrágios forem validados muda-se o resultado do quociente eleitoral proporcionando a coligação 100% RN eleger mais um nome que seria o mossoroense Beto Rosado (PP).

Quem perderia a vaga seria o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) da coligação Do Lado Certo.

Segundo o Blog do Barreto apurou o líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado e o senador José Agripino Maia (DEM) estão atuando fortemente nos bastidores para que o TSE devolva o processo ao TRE.

Para saber mais sobre o “Caso Kerinho” leia abaixo

Beto pode herdar vaga de Mineiro. Entenda o caso

TSE já tem decisão que “corta o barato” de Beto

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UERN e Sindicato dos Jornalistas emitem notas em repúdio a atos de intimidação política

Seguem notas de repúdio da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e do Sindicato dos Jornalistas do RN (Sindjorn) emitiram notas a respeito dos casos de intimidação política neste período eleitoral.

 

Confira a nota do Sindjorn

NOTA

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte vem a público repudiar os atos de intolerância e autoritarismo cometidos em todo o País, à medida que se aproxima o dia da votação do segundo turno da campanha eleitoral à Presidência. Práticas totalitárias, violentas e preconceituosas, têm manchado a história da nossa democracia e colocado a vida de muitos em risco, inclusive dos colegas que fazem a imprensa norte-riograndense.

Repudiamos veementemente atos como o praticado pelo deputado estadual Getúlio Rêgo contra a colega jornalista Juliana Celli, no interior da Assembleia Legislativa, durante o expediente de trabalho. Tais atos foram relatados por ela em suas redes sociais nesta segunda-feira (15). Por anunciar um voto contrário ao do deputado, numa conversa corriqueira, a jornalista teve seu direito à livre opinião abafado pelo discurso autoritário do parlamentar, que passou a agredí-la verbalmente, na presença de diversas pessoas, numa clara prática de assédio moral e constrangimento profissional.

Num processo democrático, atitudes como a do parlamentar colocam em risco direitos constitucionalmente garantidos como a liberdade de opinião e de expressão, e revela o perigo que nos cerca.

O Sindjorn estará sempre na trincheira da democracia, base de nascimento de todas as conquistas sociais que temos hoje. Nos solidarizamos com a colega Juliana Celli, colocando os setores do Sindjorn à disposição para o acompanhamento do caso.

 

SINDJORN

 

Confira a nota da UERN

 

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vem a público reafirmar sua defesa do ensino público, gratuito e de qualidade como pilar da transformação social de um país, assim como reiterar o papel da universidade como espaço de livre pensamento, pluralidade de ideias e exercício diário da democracia.

 

Repudiamos qualquer tipo de ação de autoritarismo, intolerância, preconceito, constrangimento e violência física e moral, como algumas que têm ocorrido pelo País, inclusive no interior das universidades, em meio ao período eleitoral.

Em sua missão como universidade socialmente referenciada, a UERN atuará de todas as formas possíveis para garantir a proteção à sua comunidade acadêmica, no exercício da liberdade de opinião, e no respeito às liberdades políticas e individuais, assim como na apuração e punição a quem venha infringir estes preceitos fundamentais.

A defesa dos princípios constitucionais é dever de todo cidadão brasileiro e das instituições que constroem este País. Seguir num caminho contrário é abrir espaço ao caos e à barbárie.

Somente pelo fortalecimento dos direitos garantidos em nossa Constituição, e pela defesa da universidade pública, gratuita e autônoma, podemos vislumbrar uma sociedade mais forte, justa e igualitária. É esta a nossa missão.

 

Pedro Fernandes Ribeiro Neto

Reitor

 

Fátima Raquel Rosado Morais

Vice-reitora

 

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Haddad vence Bolsonaro no RN segundo Instituto Seta

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) derrotaria Jair Bolsonaro (PSL) pelo menos dentro do Rio Grande do Norte. É o que indica a pesquisa do Instituto Seta contratada pelo Blog do BG.

Na pesquisa estimulada (que apresenta uma lista de candidatos) o petista teria 45% contra 35% de Bolsonaro.

Considerando apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos) o placar fica 56% x 44%.

A rejeição de Bolsonaro segue maior no Rio Grande do Norte com 35% contra 28% de Haddad.

A pesquisa do Instituto SETA foi realizada sob encomenda do Blog do BG. Foram ouvidos1.300 eleitores de todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 13 e 15 de outubro. O protocolo na Justiça Eleitoral é o de número RN-00988/2018 e BR-08895/2018. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

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Fátima abre 12% sobre Carlos Eduardo em pesquisa

O Blog do BG divulgou os números da Pesquisa Seta há poucos minutos. Considerando os votos válidos ela tem 56% contra 44% de Carlos Eduardo Alves (PDT).

A vantagem de 12% é maior do que o quadro apresentado pelo Instituto Certus que foi em torno de 8% (ver AQUI).

Na pesquisa estimulada (que apresenta os nomes dos candidatos) incluindo brancos, nulos e indecisos a senadora tem 42% contra 34% do ex-prefeito de Natal.

 

Pela primeira vez Carlos Eduardo apresenta maior rejeição que Fátima em termos numéricos: 23% x 21%.

A pesquisa do Instituto SETA foi realizada sob encomenda do Blog do BG. Foram ouvidos1.300 eleitores de todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 13 e 15 de outubro. O protocolo na Justiça Eleitoral é o de número RN-00988/2018 e BR-08895/2018. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

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Carlos Eduardo não fere a honra da família Alves ao declarar apoio a Bolsonaro. Entenda a história

Aluízio Alves com os articuladores do golpe de 1964 Magalhães Pinto e Milton Campos

Li algumas críticas ao candidato ao Governo do Estado Carlos Eduardo Alves (PDT) por declarar apoio a Jair Bolsonaro (PSL). A grita gira em torno sempre do passado de perseguição sofrido pelos ícones políticos de sua família pela ditadura militar exaltada pelo presidenciável.

De fato, o pai de Carlos Eduardo, o jornalista Agnelo Alves, foi perseguido pelo regime. Chegou a ser preso por duas notas publicadas na Tribuna do Norte e teve os direitos políticos cassados assim como o tio do pedetista, Aluízio Alves.

Mas também é preciso lembrar que os Alves não foram uma resistência raiz da ditadura dos fardados. Foram entusiastas de primeira hora do golpe de 1964 e compuseram a “Arena Verde” nos primórdios da ditadura.

Aluízio participava das escolhas dos governadores no ciclo biônico como foi no caso de Lavoisier Maia

Só depois, após perder uma disputa interna contra Dinarte Mariz, que Aluízio foi cassado por dez anos pela ditadura em 1969. Mesmo assim ele se manteve influente nas escolhas dos governadores biônicos e formalizou uma aliança com a família Maia (aliada do regime) em 1978 no que ficou conhecida como paz pública.

Sempre que foi conveniente, a família Alves não teve dificuldades em deixar de lado as mágoas pela repressão do passado.

O fato de Bolsonaro ser fã do regime militar é o de menos.

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Deputado e suplente declaram apoio a Carlos Eduardo

O deputado estadual reeleito Albert Dickson e a vereadora e primeira suplente de Carla Dickson, ambos do PROS, estão com Carlos Eduardo para governador no segundo turno. O anúncio foi feito no início da noite desta terça-feira(16/10) ao candidato do PDT.

Albert Dickson foi reeleito para a Assembleia Legislativa com 31.698 votos. Carla Dickson obteve 60. 590 votos para deputada federal. “Vamos entrar firmes para ajudar na vitória do futuro governador Carlos Eduardo”, afirmou Albert.

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Fátima recebe apoio de 12 prefeitos

A candidata Fátima Bezerra recebeu o apoio de 12 prefeitos e lideranças de 20 municípios do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (15). Os prefeitos Fernando Cunha (Macaíba), Laerte Paiva (Rio do Fogo), Renato de Doquinha (São Miguel do Gostoso), Polion Medeiros (São Fernando), Tiquinho (Rui Barbosa), Miguel Cabral (São Pedro), Kêka (São Bento do Trairi), Amarildinho (Caiçara do Norte), Valdemir Valentim (Pedra Grande), Cláudio Henrique (São Bento do Norte), Joaz Oliveira (Extremoz) e Babau (Marcelino Vieira) anunciaram que estão do lado certo e afirmaram que a candidata do PT é a melhor opção para governar o RN.

“Esse início de segundo turno tem sido muito proveitoso para nossa campanha. Nós temos recebido muitas declarações de apoios novos, de lideranças e pessoas que, juntos com os parceiros que estão com a gente desde o primeiro turno, confiam em um governo popular para o RN. Que sabem que, eleitos, nós iremos fazer do estado um lugar melhor de se viver”, agradeceu Fátima.

Ela disse que até o final de semana novos apoios deverão ser anunciados. “Essas lideranças se somam aos cidadãos comuns do nosso estado, que desde o início demonstram a confiança no nosso projeto. Isso nos incentiva cada dia mais”, concluiu a futura governadora.

Lideranças de outros municípios, como Nova Cruz, Vera Cruz, Espírito Santo, Parnamirim, Patu, Serra Caiada, entre outros, também conversaram com a senadora para anunciar que seguem o seu projeto.

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Câmara dos Deputados homenageia UERN

 

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) foi homenageada nesta terça-feira, 16 de outubro, na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF. A sessão solene em homenagem aos 50 anos da UERN foi proposta pelo deputado Beto Rosado e presidida pelo deputado Walter Alves.

O reitor Pedro Fernandes e a vice-reitora Fátima Raquel participaram da solenidade, juntamente com a secretária estadual de Educação, Cláudia Santa Rosa, o professor e vereador Francisco Carlos, representando a Câmara Municipal de Mossoró, além de prefeitos de municípios do Rio Grande do Norte que prestigiaram a solenidade.

Da bancada federal do RN participaram os deputados Walter Alves e Felipe Maia, além do senador José Agripino. A solenidade foi transmitida ao vivo pela TV Câmara e também pela Internet. Na ocasião, foi exibido o vídeo institucional dos 50 anos da UERN.

Em sua fala, o reitor Pedro Fernandes agradeceu a homenagem e resgatou a história da UERN, ressaltando a importância da Instituição para o RN e seu potencial de transformar vidas a partir da educação. “A UERN é uma Universidade inclusiva, com a missão de formar, produzir e disseminar o conhecimento em nosso Estado. Abrangemos todo o interior. Conforme o Conselho Estadual de Educação, a cada 20 diplomas de professores da Educação Básica, 17 são da UERN. Manter a UERN como patrimônio do povo do RN é nossa missão”, afirmou Pedro Fernandes.

Outro destaque da fala do reitor foi a luta pela autonomia financeira: “A autonomia de gestão financeira e patrimonial é nosso objetivo, meta, que consiste, dentre outros aspectos, em definir, em regulamento próprio, aprovado nos conselhos superiores, normas e procedimentos de elaboração, execução e controle do orçamento. A defesa e a materialização da autonomia de gestão financeira e patrimonial devem nos unir e mobilizar nossas energias e relações para sua concretização. É uma luta de todos nós”, enfatizou Pedro Fernandes.

Representando a Câmara Municipal de Mossoró, o professor Francisco Carlos falou sobre os trabalhos da Frente Parlamentar e Popular em Defesa da UERN. Já a secretária de Educação, Cláudia Santa Rosa, ressaltou a importância da UERN: “O dia de hoje homenageia a UERN e, portanto, o povo potiguar. Importante o reconhecimento ao trabalho da UERN pela Educação. Os desafios da UERN para os próximos 50 anos são muitos, contudo nenhum país consegue ser digno se não educar com excelência”.

A solenidade também contou com as falas do senador José Agripino e do deputado Felipe Maia. “A UERN é um marco na educação no interior do nosso Estado”, declarou José Agripino. Já Felipe Maia falou sobre a abrangência da Universidade, ressaltando seu potencial.

Ao término da solenidade, o deputado Walter Alves anunciou a dotação de emendas para a Universidade. “O senador Garibaldi vai destinar emenda para 2019 à UERN e eu irei alocar emenda de R$ 200 mil para a UERN”, concluiu.

Texto: Agecom/UERN

Fotos: Vanessa D´Olivier

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Cid falou verdades inconvenientes na hora errada e antecipa reflexão pós-eleitoral

Cid fala verdades na hora errada

Ganhou o mundo o vídeo em que o senador eleito do Ceará Cid Gomes (PDT) desafiou a militância petista a fazer um mea culpa e cobrou autocrítica pelos erros do PT no poder.

As verdades inconvenientes proferidas por Cid foram antecipadas, por coincidência, por este operário da informação durante a live do diário das eleições no Facebook de ontem.

O problema é que Cid não escolheu o momento adequado fazendo um discurso de adversário que faz o favorito nas pesquisas Jair Bolsonaro (PSL) vibrar. Dá até para desconfiar que foi proposital.

Mas o que importa é que o petismo tem muito a aprender com a derrota que virá no dia 28. Vai ter que fazer autocrítica sim.

Aqui pondero que não é só o PT que deve se autocriticar, mas os demais partidos. O PSDB afundou numa derrota humilhante no dia 7 de outubro. O MDB diminuiu de tamanho. O PP se esconde no ranço contra o PT, mas é o partido campeão no ranking da corrupção. O DEM deixou de ser partido grande faz tempo.

Poderia ficar o dia inteiro escrevendo sobre quem precisa fazer autocrítica, mas o foco é o PT. O partido é o mais cobrado pelo tamanho e representatividade que tem. Só os fanáticos bolsonaristas e antipetistas não conseguem enxergar avanços civilizatórios na era petista. Pegam 18 meses do governo Dilma cravam como se fosse o conjunto de uma obra de 13 anos.

É injusto.

O PT vai precisar rever a forma como se comunica para não repetir o erro tucano que não soube defender o legado de FHC. A vitória de Bolsonaro terá ele ocupando a mídia dia sim dia sim satanizando o PT como Lula fez com FHC.

Será um grande desafio encarar isso do outro lado balcão.

O PT terá que reorientar sua militância para que respeite quem pensa diferente no processo de reconquista da simpatia popular. A empáfia do esquerdista que se sente intelectualmente superior ao “jumentalizado” terá que ser revista.

É essa mágoa das discussões passadas que faz com que muitos topem arriscar conquistas trabalhistas, sociais e até mesmo pessoais votando em um candidato de perfil autoritário e imprevisível apenas pela satisfação de ver o PT derrotado.

Tem muita coisa a se refletir sobre o comportamento da esquerda nos próximos anos. Agora ela tem diante de si não um tucano sem base social, mas uma versão piorada de tudo que a direita poderia produzir e com algo inédito no outro lado do espectro político: base social.

O batido de Cid Gomes seria didático se não fosse na hora errada por favorecer o adversário.

 

 

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IFRN emite nota sobre casos de violência política

Segue abaixo a nota do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) sobre os casos de violência política no Estado, inclusive envolvendo um professor da instituição. Confira a manifestação:

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), diante de casos de agressão sofridos por cidadãos de todo país, inclusive da Instituição, devido ao momento político-eleitoral, torna público seu posicionamento de defesa às diferenças e direitos de expressão garantidos pela democracia.

Os casos de intolerância também foram citados em nota pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com a qual o IFRN se solidariza e se une como instituição de ensino pública, autônoma e de qualidade referenciada socialmente. Desse modo, lamenta os casos de violência física e moral sofridos por qualquer cidadão e aponta o diálogo e a educação como caminhos para superar o momento de tensão e construir um país com mais inclusão e democracia.

O posicionamento toma como base um dos principais norteadores das ações do Instituto, a sua função social, a qual enfatiza o compromisso com a formação humana integral, o exercício da cidadania e a produção e a socialização do conhecimento, “visando, sobretudo, à transformação da realidade na perspectiva da igualdade e da justiça sociais”.

 

Wyllys Farkatt Tabosa, reitor, representando o Colégio de Dirigentes do IFRN

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