A escada se lava de cima para baixo

Celso Tracco*

 

Celso TraccoUma das máximas na atividade empresarial é que “a escada se lava de cima para baixo”. Ela faz analogia ao trabalho de uma assessoria contratada por determinada empresa que precisa de uma real transformação para sobreviver, pois o seu modelo de negócio está se deteriorando e ela não consegue, sozinha, se reerguer. Ou seja a “limpeza” tem de começar pela diretoria e ir descendo até chegar à base, degrau por degrau. Muitas vezes, o gestor da empresa, que teve sucesso no passado, não quer perceber que o seu tempo passou, que seus métodos são ultrapassados. Continua se agarrado ao seu posto de maneira monolítica. O gesto pode até ser nobre, poético, heroico, mas é inócuo e principalmente egocêntrico. Pensa em si mas não no bem comum.

Nas próximas eleições de outubro, o Brasil precisa começar a lavar a escada de cima para baixo. Uma verdadeira limpeza, com produtos bem fortes, daqueles que removem toda a sujeira. Certamente dará muito trabalho, será extenuante e precisaremos de muitas mãos. A escada do poder, cujo degrau mais alto é simbolizado pelo Palácio do Planalto, deveria ser de limpeza imaculada, porém, está imundo de tantos detritos, de tantos dejetos, de tantos restos de material velho e abandonado. Olhando bem de perto seu aspecto causa nojo e repulsa. Não adianta fazer uma limpeza assim por cima, leve, apenas para constar. Temos realmente de nos empenhar para eliminar toda a sujeira.

O melhor detergente para essa limpeza? O voto, o seu voto, o nosso voto! Quem deve limpar a escada? Sem dúvida, nós os eleitores. Apenas pela força do voto podemos começar a limpar a “principal escada” de nosso país. Esse deve ser um trabalho contínuo e com a participação de toda a sociedade, não pode ser reduzido a algumas pessoas ou grupos que se julgam “iluminados”.

A empresa Brasil até que começou com ares de limpeza mas, com o passar do tempo, passou a ter uma propina aqui, um mensalão ali, pedaços de malas e roupas usadas para guardar dinheiro, porcentagens e nomeações espúrias em quase todos os departamentos. Privilégios, pensões, obras faraônicas paradas, indicações políticas (cabides de emprego). Foram tantas as ingerências, que a empresa ficou sem caixa para cumprir com os compromissos assumidos. Mas, o gestor não demite ninguém, ao contrário, aumenta ainda mais os gastos.

O gestor, sua diretoria e seus gerentes, querem manter os mesmos hábitos de sempre, não querem perder seus privilégios e, principalmente, não querem salvar a empresa. Que a nossa participação nas eleições saiba expulsar todos esses políticos que insistem em destruir a empresa Brasil.

*Celso Luiz Tracco é economista e autor do livro Às Margens do Ipiranga – a esperança em sobreviver numa sociedade desigual.

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Dois mundos: a mídia negativa de Lula e Alckmin

Por ALBERTO CARLOS ALMEIDA

Um dos temas mais debatidos no Brasil tem sido o efeito da mídia na política. Refiro-me não às mídias sociais, mas sim à mídia impressa e televisiva dominante. Uma das informações mais chocantes dos últimos 3 anos, diz respeito à incapacidade da cobertura de mídia negativa acerca de Lula e do PT piorarem a rejeição do líder maior do partido.

Os dados abaixo mostram na escala vertical direita a rejeição a Lula (linha vermelha) e Alckmin (linha azul escura): são aqueles que não votariam neles de jeito nenhum. Na escala vertical da esquerda há o total de matérias negativas mensuradas pelo Manchetômetro na Folha de S. Paulo, Estadão, jornal O Globo e Jornal Nacional.

A linha laranja mostra as matérias negativas sobre Lula e o PT e a azul clara sobre Alckmin e o PSDB. As informações sobre as notícias estão sistematizadas por trimestre, ao passo que as pesquisas têm os meses especificados no eixo horizontal.

Nota-se que o ponto mais alto do noticiário negativo foi no período do impeachment, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2016. Havia uma onda crescente contra o PT e o governo Dilma. Foi ali que a rejeição de Lula atingiu seu máximo, quando 57% do eleitorado afirmou que não votaria nele de jeito nenhum. Naquele momento somente 19% disseram que não votariam em Alckmin, tratava-se de um patamar bastante abaixo do 1/3 do eleitorado que tradicionalmente vota no candidato a presidente do PT.

Após o impeachment, as matérias negativas sobre Lula e o PT despencaram para 200 e voltaram a subir meteoricamente em julho de 2017, quando o juiz Sérgio Moro o condenou a 9 anos de prisão. Depois disso, houve uma nova diminuição seguida de uma subida forte entre janeiro, quando o TRF-4 condenou Lula, e abril, quando ele foi preso. Contudo, em todo o período, a rejeição a Lula mensurada pelas pesquisas do Datafolha caiu, ela atingiu 36%, mais de 20 pontos percentuais abaixo do que seu máximo.

Merece destaque, portanto, que apesar da intensa cobertura de mídia negativa envolvendo Lula e o PT a rejeição do principal líder do partido tivesse caído tanto no mesmo período. Pode-se especular afirmando que se a mídia não fosse tão intensamente negativa, sua rejeição teria caído ainda mais. Jamais saberemos. O que sabemos, todavia, é que todas as más notícias que envolveram seu nome e de seu partido, e a intensidade das mesmas, não foi suficiente para impedir que a rejeição caísse muito.

Por outro lado, a mídia negativa envolvendo o nome de Alckmin e do PSBD foi bem pequena quando comparada a de seu principal adversário. O máximo foi no final da série de dados, 82 matérias negativas, ao passo que o máximo sobre Lula e o PT foi na época do impeachment, com 618. Ainda assim, a rejeição a Alckmin cresceu nos últimos dois anos, atingindo 29% em abril de 2018. Há aqui o fenômeno oposto ao ocorrido com Lula, houve pouco noticiário negativo, o que não impediu o crescimento da rejeição do líder tucano.

Para muitos, fica a indagação acerca da variação da rejeição dos dois políticos, pois se a cobertura de mídia não explica a queda de um e o aumento de outro, o que então poderia explicar?

A rejeição de Lula começou a cair a partir do momento em que o PT saiu do Palácio do Planalto. Ou seja, de uma maneira ou de outra foi graças à cobertura de mídia, mas não devido a matérias positivas ou negativas, mas sim em função de algo factual.

O eleitorado foi aos poucos sendo informado de que o Brasil não era mais governado pelo PT, e que uma aliança entre vários partidos, que incluía o PSDB, passou a fazê-lo. Como o Governo Temer é mal avaliado, o eleitorado passou a responsabilizar seus aliados, resultando no aumento da rejeição de Alckmin.

Foi graças ao impeachment e consequentemente à mudança dos nomes dos ocupantes do poder (e da oposição) que a diferença entre as rejeições de Lula e Alckmin que já foi de 38% em março de 2016 caiu para 7% em abril de 2018. A cobertura de mídia negativa não deteve essa mudança.

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Blog lança projeto “Diário das Eleições”

O Blog do Barreto buscando trazer alternativas e profundidade ao debate eleitoral fará a partir de segunda-feira o projeto Diário das Eleições.

Todos os dias, por volta das 20h, serão realizadas lives no Facebook no perfil pessoal e página deste operário da informação além do grupo do Facebook.

Nossa intenção é sempre trazer aos nossos leitores informações e análises sempre com compromisso com a honestidade intelectual.

Vamos comentar respeito dos assuntos do dia na campanha eleitoral no Rio Grande do Norte e no Brasil.

Ontem fizemos um teste no Facebook.

Confira abaixo:

 

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Entidade apresentará propostas a candidatos ao Governo

A Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do RN (Fetarn) irá promover, na próxima segunda-feira (20), o ato de entrega do documento “Plataforma da Agricultura Familiar: Por um Rio Grande do Norte com Desenvolvimento Sustentável e Solidário” aos oito candidatos ao governo do estado no pleito de 2018. O evento será realizado no Monza Palace Hotel, em Natal, das 9h às 18h. Todos os candidatos confirmaram presença.

A Fetarn, que tem como missão representar, coordenar e defender os interesses dos agricultores familiares e dos trabalhadores rurais entrega, tradicionalmente em todas as campanhas para governo do estado, um documento com propostas contendo um modelo de desenvolvimento sustentável e solidário para a agricultura familiar do Rio Grande do Norte.

Esta edição do documento aborda a implantação de um modelo de produção e de organização dos trabalhadores rurais e agricultores familiares, com garantia da soberania alimentar e nutricional, de renda, qualidade de vida e emancipação dos sujeitos políticos em um projeto de desenvolvimento da sociedade e dos territórios que compõem o nosso estado.

Para o presidente da Fetarn, Manoel Cândido, este documento é importante para que os candidatos conheçam a temática da agricultura familiar e possam elaborar políticas públicas para a categoria. O documento apresenta propostas de desenvolvimento agrícola e agrário; recursos hídricos; segurança pública no campo; mulheres rurais; juventude rural; marcha das margaridas; terceira idade; saúde; e educação.

PROGRAMAÇÃO de ENTREGAS

09h – BRENNO QUEIROGA

10h – PROFESSOR CARLOS ALBERTO MEDEIROS

11h – CARLOS EDUARDO ALVES

12h – INTERVALO

13h – DÁRIO BARBOSA

14h – FÁTIMA BEZERRA

15h -FREITAS JÚNIOR

16h – HERÓ BEZERRA

17h – ROBINSON FARIA

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Apoio de Rosalba não altera estagnação de Carlos Eduardo

Carlos Eduardo segue com 15% de intenções de voto

No dia 19 de julho Carlos Eduardo Alves (PDT) conseguia um de seus principais objetivos na pré-campanha: receber o apoio da prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) com ela indicando o filho, Kadu, como vice.

Dois dias depois a Tribuna do Norte publicou pesquisa do IBOPE colocando o pedetista com 15% das intenções de voto contra 31% de sua principal concorrente, Fátima Bezerra (PT).

Logicamente, não dava para em 48 horas o quadro ter mudado além de os números terem sido coletados antes do anúncio oficial da aliança.

Mas passados quase 30 dias da parceria política era de se esperar que a prefeita tivesse impactado positivamente na campanha de Carlos Eduardo. Mas o efeito é literalmente nulo até aqui.

Carlos Eduardo tem os mesmos 15% de um mês atrás e ainda viu Fátima Bezerra subir para 34%, indo além do limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Os números materializam a repercussão negativa da aliança bem como um quadro de menor potencial de influência eleitoral da prefeita que ainda é malvista fora dos limites de Mossoró. Sem contar o quadro de desgaste administrativo no segundo colégio eleitoral do Rio Grande do Norte.

O poder de transferência de votos de Rosalba já foi maior, mas não pode ser subestimado. Neste primeiro momento a influência dela, com filho e tudo, em favor de Carlos Eduardo, é nula.

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Presidenciável cumprirá agenda em Mossoró

Haddad será candidato a presidente quando a Justiça Eleitoral negar o registro de Lula

O futuro candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, cumprirá agenda em Mossoró no próximo dia 23, quinta-feira.

A agenda está sendo definida, mas já é certa uma coletiva de imprensa com Haddad.

Por enquanto, Haddad é candidato a vice-presidente, mas a partir do momento em que o ex-presidente Lula for excluída da disputa presidencial pela lei da ficha limpa caberá a Haddad assumir o posto tendo como vice a deputada gaúcha Manuela D’ávila.

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Partido pode “desertar” da campanha de Robinson

O PRB está insatisfeito com o governador Robinson Faria (PSD) a indignação começa por Mossoró, mas ganha capilaridade em outras cidades.

Em Mossoró, a agremiação, que tem dois vereadores, se irritou com a demissão de Nilza Batista Rodrigues do Departamento Administrativo do Hospital Regional Tarcísio Maia.

A nomeação de Denise Aragão no cargo diretora também chateou o pessoal do PRB. Ela é ligada ao candidato a vice-governador Tião Couto (PR).

O PRB está incomodado e alega estar presente em 147 municípios do Rio Grande do Norte além de comandar 11 prefeituras, entre elas a de Parnamirim, terceiro maior colégio eleitoral do RN.

O governador tenta acalmar os ânimos com o PRB.

Desertar é o mesmo que abandonar, ausentar-se, despovoar, fugir do serviço militar, deixar a tropa sem autorização, bandear-se, renegar, trair.

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Apoio de Sandra é pouco explorado em divulgação de Beto

“Sacrifício” de Sandra em favor de Beto é minimizado

O fato político mais significativo do início desta campanha eleitoral foi a oficialização do apoio da vereadora Sandra Rosado (PSDB) à reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP). No entanto, a assessoria do parlamentar, preferiu marcar o evento de ontem por um outro viés.

“Beto Rosado destaca honestidade e compromisso como marcas do seu trabalho”, foi o título do material enviado aos jornalistas.

O espaço reservado a Sandra foi discreto:

“A vereadora Sandra Rosado (PSDB) relatou que abriu mão da candidatura para deputada federal para fortalecer a aliança e declarou apoio a Beto. ‘Estou aqui para dizer que essa aliança, que é para o futuro e para o bem da nossa cidade, vai contar com a nossa participação. Desta vez não estarei nos palanques, estarei no meio do povo, pedindo voto de porta em porta, com a mesma dedicação que sempre tive. E irei as ruas para pedir voto para Beto Rosado deputado federal.’, afirmou”.

O Blog recebeu informações de que foi muito tenso o processo que levou Sandra Rosado a desistir de tentar voltar à Câmara dos Deputados para declarar apoio a Beto.

Foto: Vanessa d’Oliviêr

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Robinson tem 81% de desaprovação, segundo o IBOPE

O governador Robinson Faria (PSD) tem 81% de desaprovação de acordo com a pesquisa do IBOPE divulgada ontem pela Intertv Cabugi. No mês de julho a mesma sondagem revelou 80% de desaprovação.

Confira os números:

Já na avaliação de ótimo/bom e ruim/péssimo, 72% dos eleitores entrevistados mostraram insatisfação com o atual governador.

Confira:

A pesquisa do Ibope foi realizada entre os dias 14 a 16 de agosto ouvindo 812 eleitores de todas as regiões do Estado com idade acima de16 anos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos com nível de confiança utilizado é de 95%. Os registros no TRE/RN e  TSE são respectivamente RN-5553/2018 e BR‐03466/2018.

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