A indiferença da injusta justiça do RN

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Não é de hoje que existe uma profunda distância entre judiciário e sociedade. Já escrevi vários artigos criticando a casta togada do Rio Grande do Norte que se sente acima do bem e do mal.

O mais recente episódio mostra o tamanho da indiferença dos senhores magistrados com o sofrimento de um Estado onde falta de tudo. O povo aqui no Rio Grande do Norte não tem acesso a educação, saúde e segurança de qualidade. Falta dinheiro para tudo.

Aí o Tribunal de Justiça baixa uma portaria permitindo que os juízes desembargadores possam receber em dinheiro as licenças-prêmio não gozadas retroativo a 1996. Para a medida ser ainda mais vergonhosa aposentados, inclusive os envolvidos em corrupção, e parentes de falecidos poderiam receber o benefício.

Bastou poucas horas de zoada na imprensa e redes sociais para o Tribunal de Justiça recuar. Em nota, o presidente da corte Expedito Ferreira explica que o recuo será até o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1059466 pelo Supremo Tribunal Federal.

A situação é tão absurda que foi criticada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha que classificou a medida como absurda.

O presidente da Associação dos Magistrados do RN (AMARN), Herval Sampaio Junior, defendeu fervorosamente a medida e acabou levando um “rela” da apresentadora do RNTV Emily Virgílio. O magistrado, que fez história no combate a corrupção eleitoral em Mossoró, vai sepultando a própria reputação ao defender o indefensável em nome de uma categoria que se julga superior as outras, inclusive usando esse argumento, ao justificar os absurdos penduricalhos.

A justiça no Rio Grande do Norte além de injusta é indiferente com a penúria em que vive nosso povo.

Sugiro aos senhores magistrados que façam visitas em uma escola pública dos grotões, num hospital público e numa delegacia para que se reencontrem com a realidade e a missão institucional.

Mais justiça e menos indiferença!

 

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