Adeus a um grande amigo

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Meu amigo Léo Sodré hoje fui informado de uma notícia que já esperava: a sua morte. Já esperava, pelas notícias que sempre recebia de sua pessoa. Nesses últimos anos não tomamos aquelas cervejas daqueles tempos após o fechamento do jornal. Afinal de contas. Você tinha retornado para Natal.

De todos os editores com quem convivi em O Mossoroense você é com sobras o que mais me marcou. Não só pelos conselhos, mas também pela vibração com cada matéria bem feita, com cada capa feita com esmero e pelos furos de reportagem.

Lembro de cada conselho como se fosse hoje. Um deles era: “faça matérias analíticas. Você tem conteúdo para isso”. Sempre ouvia com a desconfiança do menino com autoestima baixa, mas criei coragem e perdi a timidez passando a assinar matérias analíticas. De fato, seus conselhos sempre regados a uma cerveja gelada fizeram a diferença.

Quis o destino que você se fosse no mesmo ano de outro grande amigo nosso: Justino Neto.

Pena que não pude me despedir de você, mas ao menos guardo na lembrança nossas conversas e a boemia de um passado que teima em não ser esquecido.

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