Alta de preços de materiais preocupa setor da construção civil em Mossoró

Construção Civil mossoroense tem preocupação com alta dos preços (Foto: reprodução)

O setor da Construção Civil foi um dos únicos que não parou durante a Pandemia do Novo Coronavírus. Esse indicativo positivo acabou gerando um efeito preocupante agora que as atividades começam a voltar ao normal.

Com as empresas fornecedoras de insumos antes trabalhando de forma retraída e a expansão repentina da demanda provocada pela retomada das atividades, resultou em um forte aumento de preços dos materiais de construção.

Em Mossoró a situação não é diferente. Para se ter uma ideia, o cimento, considerado o termômetro da construção civil, podia ser encontrado antes da pandemia por um valor entre R$ 16 e R$ 18 o saco, hoje, é preciso desembolsar até R$ 28 para levar o produto para a obra.

O aumento pode ser sentido também no tijolo, ferragens, parte elétrica, entre outros.

O preço nas alturas preocupa as construtoras e empresários do setor em Mossoró. O receio é que a alta dos insumos inviabilize a atividade e que algumas obras sejam paralisadas. Se isso acontecer, o mercado de trabalho também será afetado.

Para Sérgio só a demanda não explica alta de preços (Foto: cedida)

O Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon Mossoró), Engenheiro Sérgio Freire, explica que o isolamento social despertou nas pessoas a necessidade de melhoria dos imóveis através de reparos e reformas, e até mesmo de mudança para imóveis melhores. Aliado a isso, a retomada das atividades fez com que elas antecipassem seus projetos em relação a compra de imóveis. Essa combinação provocou uma demanda exponencial.

Ainda segundo Sérgio Freire, a relação oferta e demanda sozinha não explica o aumento exorbitante dos preços dos materiais de construção. Em um ambiente de incertezas diante da pandemia, há oportunismo na precificação dos insumos. “Há situações em que observamos aumentos injustificáveis de mais de 100%, além de falta do produto”, diz.

Sérgio Freire acredita que o equilíbrio dos preços virá com o tempo, mas que algo precisa ser feito em um curto espaço de tempo para que a construção civil não seja paralisada.

Texto: Assessoria de Imprensa do Sinduscom

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