Antipetismo é o maior vencedor das eleições 2016

O PSDB cresceu muito. O PRB deu um salto para deixar de ser um partido periférico. Aécio Neves mostrou fragilidade em Minas Gerais e Geraldo Alckmin mostrou que está forte para 2018.

A antipolítica está em alta com as vitória de João Dória em São Paulo e Kalil em Belo Horizonte.

Mas o que mais chamou a atenção nessas eleições foi a derrocada do PT. A legenda que comanda a esquerda brasileira vive o pior momento da história. Só elegeu um prefeito de capital. Perdeu cidades importantes na Grande São Paulo, no chamado cinturão vermelho, e de quebra perdeu sete em cada dez votos num comparativo entre 2012 e 2016.

O antipetismo vive o auge. O PT está no pior momento. A legenda virou símbolo de corrupção e por mais que não seja a campeã em envolvidas na Lava Jato a imagem do partido está encalacrada aos escândalos de corrupção.

As narrativas petistas que sempre se sobressaíram, agora não são mais hegemônicas. Uma ala mais conservadora da sociedade rompeu o silêncio e as bandeiras petistas encontram antagonistas que defende, inclusive, pensamentos preconceitos.

A onda antipetista venceu em 2016. O partido vai ter que se reinventar como o DEM fez num passado não muito distante. Como o maior partido de direita do país, o PT pode voltar a respirar, mas sem ter a mesma força de antes.

Ainda é cedo para fazer avaliações, mas não será fácil. O vácuo da esquerda deixado pelo PT pode ser assumido por outra agremiação ou o partido pode recuperar terreno. Por mais que os radicais de direita não aceitem o pensamento progressista não vai ser varrido do mapa do mesmo jeito que o de direita não foi quando esteve em baixa.

A política é feita de ciclos. O atual é o de fortalecimento do antipetismo.

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Uma opinião sobre “Antipetismo é o maior vencedor das eleições 2016

  • 31 de outubro de 2016 em 20:27
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    Há, contudo, uma espécie de paradoxo nessa ideia de antipetismo, isto é, de fato, aquilo que alguns chamam de “campanha contra o PT” (mídia seletiva, transformação do ambiente de consultório médico para palanque anti PT, seletividade da Lava Jato, o grande acordo nacional classificado por Jucá na famosa frase “é preciso tirar Dilma e colocar Temer para estancar a sangria” e etc.) logrou êxito, sobretudo devido aos erros reais, por assim dizer, do partido dos trabalhadores (nessa história, cabe lembrar, o PT não é só vítima), entretanto, Lula aparece como o melhor candidato em todos os cenários possíveis para as eleições presidenciais de 2018. Se Geraldo Alckmin sai forte das eleições, não é por outro motivo que não o de ser o candidato escolhido pela Folha.

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