Enquetes consagram Genivan como melhor vereador e expõem rejeição a Jório

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Somente foram realizadas três enquetes ouvindo o povo de Mossoró para avaliar os piores e os melhores vereadores. A primeira foi realizada na RPC pelo radialista Jota Nobre que apontou Genivan Vale (PDT) como o melhor vereador de Mossoró com 47 votos a favor.

O programa Meio-Dia Mossoró  da 95 FM consagrou Izabel Montenegro (PMDB) a melhor vereadora com 44 indicações e Jório Nogueira (PSD) o pior com 34 votos.

Como muitos ouvintes queriam votar pela internet, o Blog do Barreto, através do perfil do editor no Facebook, consultou os leitores. O resultado em três horas de votação apontou Genivan Vale (PDT) como o melhor vereador com 71 indicações e Jório o pior com 67 votos.

Eleição da Câmara

Na eleição organizada pela Câmara Municipal cujos eleitores são escolhidos mediante um sorteio apontou Jório Nogueira (PSD) como o vereador do ano com 4 sufrágios. No entanto, o presidente da Câmara anunciou que abdica da conquista.

Nota do Blog: entendo que a eleição de vereador do ano na Câmara Municipal deve envolver todos os jornalistas que cobrem os trabalhos da casa nos moldes do que acontece na Assembleia Legislativa com um diferencial de incluir representantes das entidades. Eu que cubro a casa há dez anos só pude votar uma única vez.  Há colegas que são mais assíduos que os vereadores e nunca puderam votar por conta desse sistema de sorteio excludente.

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Após demitir mais de 100 servidores em decisão polêmica, Jório relaxa no Carnatal

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Dezembro começou com uma péssima notícia para os servidores que trabalham nos gabinetes da Câmara Municipal. O presidente Jório Nogueira (PSD) decidiu demitir mais de 100 assessores numa decisão unilateral controversa (ver AQUI) afinal de contas decidir quem sai ou entra dos gabinetes é uma prerrogativa do vereador.

Alheio ao choro de quem vai ter um natal magro na amargura do desemprego, Jório Nogueira se deixou fotografar na folia do Carnatal em um dos camarotes do evento. Não que ele não possa se divertir, mas a imagem foi vista como uma afronta por parte dos agora desempregados. Muitos memes circulam nas redes sociais a partir da imagem que ilustra esse texto.

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Lançamento da frente em defesa da UERN é um sucesso apesar de Robinson

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O lançamento da Frente Popular e Parlamentar em Defesa da UERN foi um sucesso. A prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP) reafirmou o apoio à universidade, bem como Sandra e Larissa Rosado (ambas do PSB). O deputado estadual Souza Neto (PHS) em nome da Assembleia Legislativa reforçou a luta.

O vereador Francisco Carlos (PP) está de parabéns pela iniciativa que conta com apoio da senadora Fátima Bezerra (PT) e o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) e pode se estender a outras casas legislativas.

Cá desse espaço percebi a ausência do governador Robinson Faria (PSD). Querer a presença dele seria querer demais, afinal ele sofre de “mossorófobia”, mas ao menos poderia mandar um representante.

Na política os gestos pesam mais que as palavras e Robinson sabe disso.

Foto: Luciano Léllys.

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Câmara dos Deputados tripudia da dor de uma nação

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Enquanto o Brasil chorava os mortos no trágico acidente da delegação da Chapecoense, os deputados federais tripudiaram do povo. O luto foi ignorado e os escrúpulos foram às favas. O importante era salvar a pele e combater o combate à corrupção.

Em país com uma elite política séria o luto seria respeitado e nem votação haveria. Mas luto para político só existe quando é conveniente. Neste caso a conveniência era aproveitar-se  de um momento de comoção nacional para picotar o projeto das 10 medidas de combate à corrupção.

Temos os políticos que merecemos!

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Briga “besta” entre Henrique e Robinson expõe mediocridade da classe política potiguar

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O que é mais importante para o povo seridoense: saber quem trouxe a água ou acabar com o problema secular? Com certeza é a segunda opção. Mas distante da realidade do povo o governador Robinson Faria (PSD) briga para executar a obra e ter votos com ela. Na outra ponta, o ex-ministro Henrique Alves (PMDB) cada dia mais enrolado com a Justiça quer que a obra seja executada pelo Governo Federal para que seu algoz de 2014 não colha os frutos.

Os dois estão errados na picuinha e quem perde é o povo seridoense. O governador gasta energias numa briga besta e infrutífera tentando desviar o foco de outros problemas de uma gestão que conta moedas para pagar aos servidores e se esconde da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Nossa classe política segue medíocre, como sempre. Gasta-se 100 para que o outro não ganhe 50.

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A diferença entre Caicó e Mossoró para Robinson Faria

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Caicó vive uma gravíssima crise de abastecimento de água. Exige-se a presença do governador Robinson Faria (PSD) que faz questão de ir à cidade seridoense. Fez certo, diga-se.

Mossoró vive a maior explosão de violência de sua história, tem problemas na UERN que chegou a ter a Reitoria ocupada, a DIREC está ocupada por aqui, o Hospital Tarcísio Maia vive os problemas de sempre, o Hospital da Mulher fechou… se existe uma palavra que sirva para coletivo de “problema” ela seria Mossoró. Mas Robinson ignora a cidade.

Nem foi a audiência pública para debater a UERN na Assembleia Legislativa.

Quando o assunto é Mossoró, Robinson treme nas bases. Teme vaias, teme perguntas embaraçosas de uma imprensa não alinhada aos seus interesses e se constrange com a falta de ter o que mostrar.

O governador sofre de “Mossorófobia” aguda.

Foto: Blog Robinson Pires

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Asfixia de uma cidade que precisa de gás para respirar

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Mossoró está sem gás, asfixiada. A frase vai da analogia à literalidade. 

Na literalidade temos o caso da Indústria Nordestina de Gases (ING) que suspendeu o fornecimento de oxigênio para pacientes que recebem os serviços em casa e das unidades médicas do município.

Na analogia temos uma miríade (quantidade indeterminada, porém considerada imensa) de problemas. Passa pela própria incapacidade de pagar a ING e outros fornecedores passando pelos atrasos dos terceirizados, comissionados e efetivos.

Mas inclua também a explosão de violência com mais de 200 homicídios, a falta de combustível das viaturas da Guarda Municipal e fiscalização do trânsito passando pelas constantes ameaças de médicos de interromperem serviços por falta pagamento.

Mas os problemas não se resumem aos inquilinos do Palácio da Resistência. O Corpo de Bombeiros de Mossoró está em vias de se “auto-interditar”, a Polícia Militar funciona em condições precárias e a Reitoria da UERN está ocupada por estudantes.

Mossoró precisa de gás.

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Em meio à violência desenfreada, políticos discutem assuntos que não interessam ao povo

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Mossoró chega a 200 homicídios em um único ano. É algo assustador. Estamos perdendo a guerra para os bandidos, mas a classe política parece alheia ao que está acontecendo na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Lembrando a rainha Maria Antonieta às vésperas da Revolução Francesa (1789) que teria proferido frase “Se não tem pão que comam brioches”, os políticos perdem tempo com assuntos inócuos.

Enquanto 200 mossoroenses tombaram nas ruas vítimas da violência, os nossos caríssimos vereadores perderam boa parte da manhã de hoje discutido o formato de uma sessão solene que prestará algumas homenagens. Depois discutiram a proibição do próximo presidente da casa de poder antecipar eleições da mesa diretora.

Na Assembleia Legislativa os nossos representantes debateram e aprovaram o título de persona non grata para a atriz Alexia Dechamps por ter insultado os nordestinos. A preconceituosa artista está morrendo de preocupação com essa bobagem. Tudo isso num cenário em que o Estado do Rio Grande do Norte está falido.

Aí eu me pergunto para que políticos?

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Presença de Cláudio Santos faz Mossoró viver “dia de guerra” por causa de uma opinião

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Mossoró viveu um dia tenso devido ao grande aparato de segurança adotado pelo presidente do Tribunal de Justiça Cláudio Santos. Para onde ele se movia havia um grande contingente de policiais. Tudo para mantê-lo longe dos manifestantes que não concordam com a proposta do magistrado de privatizar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Ele ficou distante das manifestações. Chegou a usar uma estratégia para “driblar” o grupo que estava em frente ao fórum. Deu certo.

De todas as palavras proferidas pelo comandante do Judiciário em uma delas é coberta de razão: ele tem direito a ter a opinião dele. O problema é que não se trata de uma mera visão de mundo. Trata-se do presidente de um poder que tem fortes ligações com o governador Robinson Faria (PSD) a ponto de ser visto como o plano B do pessedista caso ele não reúna condições de tentar a reeleição em 2018.

Esse quadro, ainda que no campo das especulações, torna legítima a manifestação em defesa da UERN.

Então ficamos assim: Cláudio Santos tem o direito de manifestar a opinião dele. Os mossoroenses têm o dever de defender a UERN, um dos maiores patrimônios potiguares.

Foto: Luciano Léllys/O Mossoroense

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A política mudou mesmo? Candidatos que admitem roubar e vomitar com cheiro de pobre vencem eleições

As análises das eleições 2016 giram em torno do lugar comum de que “o povo acordou” ou que o eleitor está rejeitando os políticos. Será isso mesmo? Não seria mesmo uma rejeição ao PT em específico?

Ontem que a finalização do segundo turno das eleições deste ano duas vitórias provocaram em mim um sentimento de que nada mudou. O eleitor segue desatento ou fazendo vista grossa votando com base em critérios passionais.

Em Curitiba, Rafael Greca (PMN) admitiu ter vomitado com cheiro de pobre e mesmo assim foi vitorioso:

Já em Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS) venceu admitindo que rouba, mas não recebe propina. Isso mesmo. Ele admitiu ser um gatuno e venceu o pleito.

O eleitor continua desastroso em seus critérios. Temos muito o que evoluir como nação e democracia. Assim penso.

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