Fafá e o tempo que passou

A última gestão à frente da Prefeitura de Mossoró que pode se orgulhar de ao menos ser razoável foi a de Fafá Rosado. Mas ela não formou grupo, não deixou legado no imaginário popular e foi punida com o esquecimento.

Tem gente que deixa a política. Tem gente que a política deixa. Fafá Rosado foi deixada pela política e a cada eleição dá mostras de que não percebe isso.

Em 2014 recebeu uma fraca votação para deputado federal, em 2016 não conseguiu se viabilizar como vice de Rosalba Ciarlini e agora teve candidatura aprovada para deputado estadual, mas sequer colocará o bloco na rua.

Em 2018, seis anos após o último mandato de prefeita, Fafá será apenas uma apoiadora nas eleições deste ano. Segundo o jornalista Carlos Santos ela retirou o nome do pleito para apoiar Jorge do Rosário.

A política abandonou Fafá.

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O tempo de Sandra

Sandra sem pressa. O rosalbismo em compasso de espera

Pela manhã surgiu a informação de que a vereadora Sandra Rosado (PSDB) iria desistir da candidatura a deputado federal ainda hoje.

O blog faz contato com ela e recebe a reposta: “até quarta”. Em até 48 horas teremos desfecho da última novela eleitoral antes do início propriamente dito da campanha.

O rosalbismo que tantas frustrações impôs a Sandra negando-lhe a indicação do vice de Rosalba Ciarlini em 2016 e depois impedindo neotucana de ser presidente da Câmara Municipal agora recebe o troco ao precisar da desistência de Sandra para descomplicar a reeleição de Beto Rosado (PP).

Tudo ao tempo de Sandra que agora tem o controle da situação.

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Cuidado com a cantilena do “novo”

Muita gente querendo pintar como novidade nas eleições 2018 na carona da indignação generalizada com a política. No entanto, não basta ser o “novo” é preciso ter qualidade e projeto.

Tenho ouvido muitas entrevistas dos que se propõe a serem os “novos” este ano. Não tenho visto nada além do que as críticas (merecidas) aos políticos tradicionais.

É necessário e até obrigatório apontar o dedo, mas se limitar a isso é de uma constrangedora pobreza argumentativa.

A estratégia não empolga.

É preciso ser “novo” e propositivo. Sem isso parece-me mais uma cantilena do “novo” para conquistar um mandato e repetir o velho na prática.

Os exemplos das “novidades” decepcionantes são inúmeros.

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Desistência de Sandra tem roteiro pronto. Vereadora resiste

Sandra esteve ontem na convenção tucana. Ela quer ser candidata. O bom senso recomenda desistência

Os dias têm sido tensos no grupo político familiar da vereadora Sandra Rosado (PSDB). Ela quer ser candidata a deputada federal, mas não tem grandes chances de ser vitoriosa nas urnas.

O bom senso indicaria a parceria política com o rosalbismo para garantir a preservação dos atuais mandatos de sobrenome Rosado.

O rosalbismo pressiona para que ela desista da postulação para apoiar a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP). O jogo nos bastidores tem sido duro (ver AQUI), mas Sandra resiste.

Nas idas e vindas o roteiro da desistência está traçado. Ela ser homologada candidata a deputado federal pelo PSDB como aconteceu ontem já estava no script por causa das circunstâncias internas do partido.

O próximo capítulo é Sandra ao final ceder e desistir da candidatura para garantir a estrutura palaciana a Larissa Rosado (PSDB) que tenta a reeleição e manter o ex-vereador Lairinho Rosado na condição de secretário de desenvolvimento econômico. Cogita-se, como compensação, uma outra pasta para o professor Pedro Almeida, aliado de longa data do sandrismo.

Está previsto para ainda nesta semana um evento para celebrar a dobradinha Larissa/Beto. Tudo dependerá da palavra final de Sandra. Ela resiste, repito.

Os bastidores fervem.

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Saída de Agripino turbina Geraldo. Entrada de Styvenson prejudica Zenaide

A eleição para o Senado caminha para ser a mais emocionante dos últimos anos. Neste momento quatro nomes despontam como viáveis e outros dois ainda podem chegar dependendo do desenrolar da campanha que começa dia 16 de agosto.

Até o mês de maio, o pleito caminhava para uma disputa entre o senador Garibaldi Alves Filho (MDB) e a deputada federal Zenaide Maia (PHS) para saber quem seria o mais votado. O senador José Agripino (DEM) corria por fora.

Mas o quadro mudou bastante por dois fatos novos. Primeiro a desistência de José Agripino. Depois a entrada de capitão Styvenson Valentim (sem partido).

A saída de Agripino deu fôlego a Geraldo Melo que estava distante dos principais concorrentes. O “Tamborete” acabou absorvendo a boa parte do eleitorado agripinista. Ele passou a parecer em segundo lugar nas duas últimas pesquisas (IBOPE e Certus).

Por outro lado, a entrada de Capitão Styvenson atrapalhou Zenaide. Ela caiu de segundo (em algumas pesquisas chegou a liderar) para quatro lugar. O capitão ficou em terceiro na última sondagem do Instituto Certus.

Ainda dois nomes podem ganhar fôlego (ou não) nos próximos dias: Antônio Jácome (PODE) e Alexandre Mota (PT).

A disputa para definir dois representantes do Rio Grande do Norte no Senado tem tudo para ser das mais emocionantes das últimas décadas.

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Solidariedade para Fábio Dantas

FABIO DANTAS

Quando o vice-governador Fábio Dantas (PSB) botou na cabeça que do nada seria governador contando com o apoio do PSDB muita gente embarcou na onda. Outros, mais matreiros, fingiram embarcar pulando da barca na hora certa.

Fábio ficou só e colocou a reeleição da esposa Cristiane Dantas em risco. Pelo menos ele não foi totalmente tolo nessa história. Colocou ela no pequeno PPL, o suficiente para ser encaixada em uma coligação em que tenha chances de êxito.

Nada mais simbólico do que Fábio sair do isolamento aliando-se a um partido que se chama Solidariedade. Essa aliança “solidária” pode salvar o mandato de Cristiane.

Para Fábio fica a lição.

 

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O baile pragmático de João Maia

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O ex-deputado federal João Maia (PR) é um sujeito pragmático. Ontem ele deu mais uma demonstração disso ao definir o futuro político de seu PR. A legenda fechou com o PSD do governador Robinson Faria, que vai tentar uma improvável reeleição.

Esse é o melhor caminho para João Maia voltar a ser deputado federal a partir de 2019.

Mas uma pedra representada pela repulsa popular ao governador estava no sapato do ex-deputado. Ele removeu a dita cuja com uma solução tão simples quanto pragmática.

Para ficar de boa com seus comandados João Maia liberou eles para apoiarem quem desejar para Senado e Governo.

Para Robinson fica apenas o bom tempo de rádio e TV que o PR oferece e o apoio de João Maia. Já é muita coisa, diga-se.

Aos demais a liberdade para ir para onde quiserem.

Do ponto de vista pragmático ficou de bom tamanho.

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Os caminhos de Sandra Rosado

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A vereadora de Sandra Rosado (PSDB) disse ao Blog do Barreto (ver AQUI) que vai seguir o comando partidário no apoio ao Governo. Neste caso o ungido será o governador Robinson Faria (PSD) que tenta a reeleição e é o nome escolhido pelo tucanato potiguar.

No entanto, Sandra trabalha com outras alternativas conforme se conversa nos bastidores. O apoio a Carlos Eduardo Alves (PDT) é uma possibilidade. Tudo passa por um acordo envolvendo a chapa proporcional que ela nega.

Qual seria o acordo? Bem situada em Mossoró para deputado federal, Sandra mesmo com poucas chances de voltar a Brasília atrapalha a reeleição de Beto Rosado (PP). Sendo assim ela desistiria da candidatura para ajudar o primo e em troca a filha dela, Larissa Rosado (PSDB), seria convertida em candidata à reeleição apoiada pelo Palácio da Resistência.

Repito, Sandra nega esse acordo. Mas ele é verossímil.

Sandra tem um campo de possibilidades, inclusive ser candidata a deputada federal apoiando ou não Robinson Faria.

Nada está 100% fechado.

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Uma prévia de 2020 em Mossoró na eleição de deputado estadual

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A vereadora Isolda Dantas (PT) e o professor e empresário Gutemberg Dias (PC do B) travam uma disputam à parte nas eleições deste ano. Pré-candidatos a deputado estadual eles atuam no mesmo campo eleitoral em Mossoró.

São dois nomes em ascensão na política local e podem emergir das eleições 2018 candidatos a prefeito de Mossoró em 2020.

O problema é que são de partidos historicamente aliados que necessitam um do outro numa esquerda ainda incipiente na capital do Oeste.

Quem for o mais votado em Mossoró poderá suplantar o outro na corrida ao Palácio da Resistência como principal nome de esquerda. Tudo isso independente do resultado geral das eleições.

Nas eleições de 2016 Gutemberg obteve a maior votação de um candidato a prefeito no campo da esquerda em Mossoró com 11.152 votos. Isolda desbancou a velha guarda do PT se elegendo vereadora com 1.861 sufrágios.

A sorte está lançada e 2020 é logo ali.

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Está faltando divulgar a avaliação do governo Rosalba

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Quem teve acesso as pesquisas de consumo interno sabe que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) vai mal das pernas. No entanto, a oposição comete um erro estratégico em não divulgar esses números.

Os dados são ruins e a olho nu o mal desempenho da administração da atual prefeita é perceptível. Mas de forma capciosa quem contrata as pesquisas omite os dados sobre a avaliação da prefeita de Mossoró.

Falta materializar em números.

Até nisso a oposição ajuda a Rosa.

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