Candidatura de Carlos Eduardo ao Governo é uma distopia política

Alves e Mais
Carlos Eduardo pode formar chapa com Garibaldi e Agripino abrindo espaço para Álvaro Dias ser candidato a prefeito de Natal

O Brasil vive um momento de desejo profundo por mudanças. As manifestações nas redes sociais são invariavelmente no sentido de rejeitar os políticos tradicionais e seus parentes.

Trocando em miúdos: o povo cansou. É um cansaço que em vez de gerar revolta e manifestações de rua é expressado numa apatia política típica de nossa sociedade, mas ainda assim o ambiente não é bom para os grupos tradicionais.

O Rio Grande do Norte é um dos Estados mais presos ao sistema oligárquico no Brasil. Aqui Alves, Maias e Rosados (divididos ou juntos) ditam as cartas há mais de 60 anos.

Pouca gente percebeu, mas vivemos um período de hiato no poder desses grupos. Robinson Faria (PSD), com o apoio velado (e não velado) do rosalbismo, derrotou Alves e Maia e hoje é adversário das três oligarquias. O modelo de gestão dele foi tão igual ao dos seus antecessores tanto que ninguém nem notou que esse pessoal está longe do erário estadual.

A decadência do governo Robinson não favoreceu a ascensão dos grupos tradicionais, pelo menos por enquanto eles seguem merecidamente ignorados.

Os grupos tradicionais foram parcialmente rejeitados em 2014. Juntos perderam Governo e Senado, mas dominaram vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Mesmo com a fragorosa derrota na eleição majoritária em 2014, os grupos tradicionais ignoram o sentimento do eleitor e trabalham para fazer uma chapa misturando Alves, Rosados e Maias, juntando a fina flor da velha política potiguar.

Carlos Eduardo Alves, o prefeito de Natal que andou atrasando salários, quer pintar como solução para substituir um governador que também atrasa salários. É um paradoxo difícil de entender e explicar ao (e)leitor. Filiado ao PDT e posando de diferenciado, ele começa a pôr a cabeça para fora para formar chapa ao lado dos senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM), que tentam a reeleição ao Senado. O trio sonha com um vice made in Mossoró com sobrenome Rosado.

É como se a política do Rio Grande do Norte ainda estivesse nos anos 1990 quando estes sobrenomes não sofriam resistência eleitoral de hoje.

Garibaldi e Agripino nunca tiveram intenções de voto tão baixas nas pesquisas como em 2018, mas seguem competitivos. Suas derrotas dependem de quem serão os oponentes. Em entrevista ao Conversa de Alpendre da TCM, o emedebista admitiu que essa será a eleição mais difícil da vida dele.

Na pesquisa do Instituto Consult, contratada pela FIERN, o eleitor mostrou-se disposto a mudar a nossa elite política e ignorar as orientações de prefeitos e cabos eleitorais. O problema é, repito, qual a alternativa a tudo isso que está aí?

A utopia do eleitor potiguar médio é mudar a classe política e seu modelo de gestão cansado, mas há um movimento remando no sentido contrário que sabe o caminho das pedras que levam aos votos e vitórias e isso pode levar o eleitor apático a sufragar votos em quem não quer por falta de alternativas.

A postulação de Carlos Eduardo Alves ao Governo do Estado é uma distopia política por representar o sentido inverso dos desejos dos eleitores potiguares, mas não pode ser subestimada.

Entenda: Utopia e distopia são dois conceitos que fomentam a discussão acerca da realidade. A utopia pode ser compreendida como a ideia de uma civilização ideal, imaginária, perfeita e, por isso, inalcançável.

A distopia ou antiutopia, por sua vez, é a antítese da utopia, apresentando uma visão negativa do futuro, sendo geralmente caracterizada pelo totalitarismo, autoritarismo e pelo opressivo controle da sociedade.

Fonte: www.estudopratico.com.br

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Henrique Alves em prisão domiciliar é um alívio para Garibaldi

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O senador Garibaldi Alves Filho e o primo Henrique Alves são a mesma entidade política. O primeiro é o carismático e puxador de votos. O segundo complementa a entidade com um poder de articulação raríssimo na fauna política. Um não vive sem o outro.

Em recente entrevista ao programa Conversa de Alpendre (TCM), Garibadi admitiu essa assertiva que este operário da informação vem fazendo há vários anos: o senador depende do primo na articulação política.

O senador Garibaldi estava amuado, incomodado com a missão de ter que pedir votos para ele e o filho Walter Alves ao mesmo tempo em que tinha de tocar a articulação política. Com a possibilidade real de Henrique migrar para uma prisão domiciliar o quadro muda totalmente.

Mesmo com todas as limitações, o ex-presidente da Câmara dos Deputados poderá receber políticos em casa e fazer articulação sem as amarras como a falta de privacidade que teria em um quartel da Polícia Militar.

Quem conhece os meandros da política potiguar sabe do peso da inclusão de Henrique Alves nas discussões política.

Quem ganha com isso é Garibaldi e o clã Alves.

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Mensagem anual de Robinson é um festival de lamúrias

 

Festival de lamúrias de Robinson faz cochilar mulher ao fundo
Festival de lamúrias de Robinson faz cochilar mulher ao fundo

O governador Robinson Faria (PSD) subiu pela quarta vez à Tribuna da Assembleia Legislativa para fazer a leitura da mensagem anual. O texto desse ano, provavelmente o último dele a frente do sofrido elefante, é um festival de lamurias e indiretas.

O tom político adotado não é o habitual nessas mensagens que costuma ter foco em questões administrativas cujo governador de plantão presta contas do ano anterior e anuncia medidas para o ano em curso.

Robinson apresentou algumas ações que foram motivos de ironia nas redes sociais como os “avanços” na saúde em Mossoró. “Nunca um governo investiu tanto em saúde como em Mossoró. Em Mossoró, fizemos uma revolução na saúde”, ousou dizer.

Governador não apresentou nenhuma novidade. Fez bem ao poupar os potiguares de promessas que não serão cumpridas. No máximo renovou as antigas, jamais cumpridas.

O restante do discurso foi se lamuriando e mandando recados aos deputados que resistem em aprovar o pacote de reformas apelidado por ele de “RN Urgente”. Dizia respeitar a posição dos deputados, mas nas entrelinhas falava em fidelidade.

Nos recados, o governador também avisou que não vai largar o osso como alardeia-se em Natal.

O governador caminha a passos largos para repetir o outrora pupilo Francisco José Junior que surfa num exílio político forçado.

 

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O que leva pré-candidatos ao Governo do Estado a cobiçarem o apoio de Rosalba?

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Rosalba ainda segue uma campeã de empatia popular em Mossoró

Ela foi uma das governadoras mais impopulares da história potiguar, mas é ao mesmo tempo a prefeita de melhor avaliação da história de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Hoje a gestão dela é alvo de escassas críticas muito embora exista o sentimento de que pouco ou quase nada melhorou em relação à trágica administração de Francisco José Junior. Mesmo assim ela mantém intacto o status de maior eleitora de Mossoró.

É com esse conjunto contradições que Rosalba Ciarlini (PP) terá um papel importante nas eleições de Mossoró e é cobiçada pelos pré-candidatos ao Governo do Estado.

Além do carisma pessoal, que ainda encanta parcela do eleitorado, Rosalba Ciarlini tem na mão a Prefeitura de Mossoró.

Mas não se pode descartar o problema para quem tiver sua companhia no palanque. Fora dos limites de Mossoró a imagem que persiste é a da governadora desgastada.

Mesmo assim o pacto oligárquico entre Alves e Maias que vai sustentar a candidatura do prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) ao Governo do Estado quer Rosalba indicando o vice. Especula-se que a senadora Fátima Bezerra (PT) também faz a mesma oferta.

Com chances de ser governador com direito a reeleição em 2018, o vice-governador Fábio Dantas (PC do B) também andou procurando a prefeita de Mossoró para conversar.

Todos de olho no potencial de votos dela em Mossoró. Quem não conseguir terá um discurso para usar no restante do Estado. Afinal de contas, o mau desempenho do governo da “Rosa de Mossoró” ainda está vivo na memória coletiva dos potiguares, o que faz de Mossoró uma ilha em termos de avaliação pessoal da pepista.

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Combinação de “novidade” com falta de projeto novo repetirá fórmula do fracasso no RN

O Rio Grande do Norte clama por um nome novo. Pelo menos é o que apontou a última pesquisa qualitativa encomendada pela Federação das Indústrias do RN (FIERN).

Mas que tipo de novo é esse?

Não basta ser novo por ser novo. É essa a reflexão que o eleitor potiguar precisa fazer na hora de escolher quem vai sufragar nas urnas.

Ser um nome novo não é garantia de mudança, mas apenas de um sobrenome diferente fazendo o de sempre que levou o Estado a um desastre econômico e administrativo.

Um grupo de empresários ensaia a entrada na política. Por enquanto mais parece “pantim” para ocupar espaços menores nas chapas majoritárias como a suplência de senador.

O eleitor vai preferir os nomes tradicionais se o badalado grupo não sugerir um projeto de verdade, indo além do surrado discurso de que empresário gera emprego como se isso fosse obra de caridade.

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Robinson não consegue emplacar propostas polêmicas e fragilidade na Assembleia Legislativa é exposta

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Quando o mais celebre “Deputado PG (Partido do Governo)” se coloca contra um governador é porque as coisas não andam bem para o chefe do executivo estadual. É o que acontece com Robinson Faria (PSD) que não conta nem com o apoio de Ramundo Fernandes (PSDB) para aprovar reformas.

Ontem, Fernandes deixou o silêncio típico dos políticos que sempre servem aos governos sem qualquer preocupação com a opinião pública e detonou o outrora correligionário de longa da data, Robinson Faria.

Claro que não é apenas o voto de opinião que o preocupa. Há interesses paroquiais na pequena São Miguel onde disputa protagonismo político com o adversário Galeno Torquato (PSD), aliadíssimo de Robinson. Mas a postura do “Bigodão” (que não usa mais bigode) é sintomática e revela a dificuldade do governador na casa.

Das 20 matérias analisadas na convocação extraordinária, apenas oito foram aprovadas. Todas sem grandes polêmicas como a instituição do abono de 12% para os servidores que não receberam o 13º salário em 2017.

Tudo bem que só uma matéria foi rejeitada: a proposta que definia desconto no duodécimo de salários de servidores cedidos pelo Executivo aos poderes e órgãos autônomos.

Mas o que chama atenção é a incapacidade do governo de fazer passar matérias que possuem forte lobby contrário como o aumento da alíquota previdenciária dos servidores, extinção dos quinquênios e venda de ativos como a Potigás.

A maioria dos deputados estava disposta a ajudar o governo, mas a pressão de sindicatos fez alguns parlamentares mudarem de posição. Ninguém quer o carimbo de votar contra o povo na testa em ano de reeleição.

Não pôr as propostas em análise é uma derrota para o governador Robinson Faria e expõe a fragilidade da relação com o parlamento.

Quando nem Raimundo Fernandes vota com o governo é sinal que a gestão acabou antes de 31 de dezembro.

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Qual a moral da Assembleia Legislativa para falar em direito de ir e vir?

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A Assembleia Legislativa não funcionou hoje por pressão dos servidores que lutam para barrar propostas que na prática vão diminuir seus salários e tirar direitos como os quinquênios.

Qual a moral da Assembleia para chancelar essas medidas se ela é um dos templos do desperdício do dinheiro público no Rio Grande do Norte? Na Assembleia 80% dos servidores são comissionados com salários acima da média do serviço público estadual.

Na Assembleia não se pode falar em zelo com a coisa pública. Lá existem quase 200 servidores efetivados por meio de atos secretos que se arrastam há anos no judiciário.

Qual a moral que a Assembleia Legislativa tem em falar em equilibrar contas quando ela desperdiça, segundo o G1RN, R$ 900,2 mil em combustíveis para os deputados rodarem o mundo por nossa conta? Falando em mundo o G1RN explica que dava rodar o planeta 48 vezes com a quantidade de combustível usada pelos deputados.

Na casa tem o líder do governo que usa tornozeleira eletrônica (Disson Lisboa) e o ex-deputado (Gilson Moura, servidor nomeado por atos secretos) que recebe R$ 24 mil todos os meses mesmo sendo condenado a 30 anos de cadeia por corrupção.

Há poucos dias, a Assembleia tentou impedir os servidores de entrar na casa, resistiu em dialogar. Chegou a colocar policiais na entrada na casa para impedir a entrada dos manifestantes. A Justiça precisou intervir para garantir que apenas 33 manifestantes entrem na casa.

Agora, por conta de um protesto (que pode se discutir o exagero), essa mesma Assembleia emite nota lamentando o cerceamento do direito de ir e vir.

Com qual moral?

Foto: G1RN

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Tião e o desafio de usar a fantasia de novidade perdido no meio dos trapos mofados da política potiguar

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Em 2016, Tião Couto surgiu como a novidade eleitoral em Mossoró. Pintou como novo na política vestindo uma surrada fantasia de tucano. Pior: se juntou a políticos tradicionais como Rogério Marinho (PSDB) e João Maia (PR).

Derrotado nas urnas com uma boa votação, Tião sabe que precisa seguir na política, mas ainda não entendeu que não precisa ser ele o candidato em 2018. Basta que nomes de seu grupo ocupem espaços políticos.

Se alguém tem foco no grupo de Tião é o empresário Jorge do Rosário (PR). Começou na política com o pé direito cravando o espaço como homem de palavra ao resistir as tentadoras investidas do rosalbismo para ser vice da atual prefeita Rosalba Ciarlini. Cumpriu o compromisso de caminhar com Tião.

Jorge está focado numa vaga para deputado estadual. Tem chances se souber trabalhar bem uma campanha fora dos limites de Mossoró, principalmente.

Mas Tião segue sendo o nome de maior expressividade do Mossoró Melhor, hoje RN Melhor em versão estadual. Certa vez comentei que ao escolher o PSDB ele correria um risco, mas o novato na política entendia que o tempo de TV era o mais importante.

O mofo estragou a fantasia tucana usada por Tião e ele agora busca uma nova roupagem. Fará o que todo político (tradicional ou não) precisa fazer quando é encurralado por lideranças: sair do partido.

A escolha de um novo partido para Tião não permite erros. Ele precisa encontrar uma agremiação em que exerça controle em nível local e estadual para não ficar refém dos políticos que se fantasiam de caciques e raposas.

Tião precisará ser cirúrgico na escolha do novo partido para não repetir o erro. Outro problema que ele precisa resolver é o de encontrar um foco político: vai para o bloco majoritário ou proporcional? Vai pôr o adereço de novidade ou se resignar à política tradicional? E a fantasia partidária a ser escolhida vai ficar ao seu gosto ou ao dos estilistas da política?

O ano de 2018 será decisivo para Tião se consolidar como alternativa aos Rosados em Mossoró e cada fantasia precisa ser usada com esmero.

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Ex-dono de empresa que deve mais de R$ 120 milhões ao RN ensaia volta à política

Geraldo Melo

A Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim deve R$ 125.629.571,87 ao Governo do Rio Grande do Norte. É a quarta colocada no ranking dos caloteiros do sofrido elefante.

Afundada em dívidas ela foi vendida a um empresário cearense em 2009. Como ele não cumpriu o acordo, o antigo proprietário entrou em uma guerra jurídica com o novo dono da empresa.

Quem é o antigo dono da quarta maior devedora do Estado? Geraldo Melo.

Ele mesmo!

Ex-vice-governador, ex-governador (um dos piores da história) e ex-senador. Num momento em que os potiguares clamam pelo novo ele tira o mofo dos velhos paletós e ajusta o gogó cansado para pintar como velha novidade na política potiguar.

Geraldo Melo deixou o MDB (que também tenta ser novo com lata velha) e se aproxima do projeto do grupo de empresários que se articula para galopar em cima do elefante a partir de 2019 caso consiga a aprovação dos eleitores.

Hoje ele deu até uma entrevista ao Agora RN revelando alguns detalhes da reunião de empresários que envolve o mossoroense Tião Couto mais Luiz Roberto Barcelos e Marcelo Alecrim. A turma ainda conta com o desembargador Cláudio Santos. Parecia ser o “guru” do quarteto.

Legitimo representante da velha política, Geraldo Melo quer se travestir de novo, mas é tão antigo quanto as dívidas que deixou com o Rio Grande do Norte seja na política ou na conta bancária.

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Judiciário potiguar tenta minimizar desgaste junto à opinião pública

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Marcado nos últimos dois anos por não devolver sobras dos duodécimos ao poder executivo arrecadando mais de R$ 500 milhões que ficaram dormindo em suas contas, o Tribunal de Justiça do RN decidiu mudar de postura que lhe rendeu a fama de o mais insensível dos poderes.

Ontem os desembargadores que foram contra a cessão de R$ 100 milhões para o Governo do Estado investir em segurança provocando uma disputa jurídica, inclusive, decidiram doar alguns imóveis sem uso ao executivo.

São quatro prédios, um em Mossoró, inclusive, que totalizam R$ 6,6 milhões.

O presidente do TJ, Expedito Ferreira, também aproveitou para dar alguma satisfação a sociedade. Explicou que o judiciário cedeu R$ 20 milhões para a construção de um presídio e mais R$ 14 milhões para a Polícia Militar fazer o pagamento de diárias operacionais e comprar equipamentos como novas viaturas, coletes balísticos, armamentos e munições. Entra na conta mais R$ 1,2 milhão.

Expedito Ferreira relatou que vem fazendo de tudo para contribuir: “O Tribunal não está alheio à crise. Estamos com o nosso orçamento congelado há três anos. No ano passado, abrimos mão de R$ 80 milhões e outros R$ 16 milhões foram contingenciados. Tudo isso estamos fazendo para contribuir para que o estado se recupere desta situação”.

O desgaste perante a sociedade fez o TJ acordar, mas não serão essas medidas e explicações que vão tirar a imagem de poder insensível. O estrago está feito e será preciso um longo período de reconstrução da imagem.

Sugestão do Blog: atacar privilégios e julgar processos contra políticos com rigor, coisa que o Tribunal de Justiça do RN costuma não fazer. Seria uma grande iniciativa.

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