Rosalba apresenta informações contraditórias ao defender ações como governadora

Primeiro quero deixar claro que não tenho nada contra a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP). Até a considero uma pessoa simpática e agradável. Mas não posso ficar omisso diante do “horário eleitoral extra” que ela colocou ontem nas redes sociais.

Entendo como legítimo o direito de defender a gestão dela no Governo do Estado. Acho até que ela demorou a abordar o assunto.

Também quero deixar claro que é só pesquisar minhas colunas em O Mossoroense ou vídeos do Observador Político para ver que me posicionei contra os pedidos de impeachment contra Rosalba protocolados (um em 2013 e o outro em 2014). O primeiro pelo Sindsaúde e o segundo pelo MARCCO, órgão de combate à corrupção ligado ao Ministério Público. Também achei cruel a forma como ela foi impedida de disputar a reeleição em 2014. Embora em condições adversas, ela tinha o direito de se defender e até chances de surpreender.

O programa eleitoral exposto nas redes sociais para defender a gestão dela é cirúrgico. Omite o Hospital da Mulher entre as realizações, por exemplo. Traz algumas ações meritórias da gestão dela como o RN Sustentável e a duplicação da RN que liga Mossoró à Tibau. Curiosamente não cita a reforma da Rodoviária Diran Ramos do Amaral, que resultou na transferência da Central do Cidadão para lá.

Mas o vídeo tem um cabedal de contradições. A primeira é a mesma transferência de culpa

Bancada federal e líderes do RN acompanham Rosalba em audiência com a então presidente da Petrobras, Graça Foster
Bancada federal e líderes do RN acompanham Rosalba em audiência com a então presidente da Petrobras, Graça Foster

exercida atualmente por Francisco José Junior (PSD), cuja retórica Rosalba atualmente não tolera. Ela culpa a classe política pelo mau desempenho dela no Governo do Estado do mesmo jeito que o prefeito se diz perseguido pelas oligarquias.

Justo ela que ao avaliar o primeiro ano de governo agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa, da Bancada Federal do RN e à Presidente Dilma Rousseff (hoje, ex-presidente). O trecho do discurso foi destacado em sites. Você pode checar AQUI. A foto ao lado mostra uma reunião em que adversários e aliados estiveram juntos num encontro (que não deu em nada além da foto, para ser honesto) para discutir a crise da Petrobras no Rio Grande do Norte em 2013. Essa é apenas uma imagem ilustrativa de várias e várias reuniões em que a então governadora não só foi recebida por integrantes do Governo Federal como teve a companhia até de adversários.

Em outra parte do programa, Rosalba afirma que foi prejudicada por ser de um partido de oposição. De fato, ela foi a primeira governadora do RN a fazer parte de um partido adversário do presidente da República em mais de 50 anos, mas nos primeiros meses da gestão, vários ministros de Dilma vieram ao Rio Grande do Norte conversar com Rosalba e saber as necessidades do governo. Tanto que grande parte das conquistas citadas no vídeo são frutos de parcerias com a então presidente. Mas ela tenta passar a imagem de que ela fez tudo sozinha, sem apoio. Ela diz ter tirado do papel da obra da barragem de oiticica, uma obra importante. Mas basta acessar essa matéria (clique AQUI) e essa outra (clique AQUI) para ver o tamanho da ajuda do Governo Federal para que a obra saísse do papel.

Rosalba não pode reclamar de Dilma. Chegou a ser defendida pela outrora presidente no momento em que era vaiada. O vídeo abaixo mostra isso:

Antes de Dilma defender a governadora, a então deputada federal Sandra Rosado (PSB), hoje candidrosalba-vaia-sandraata a vereadora e aliada de Rosalba, filmava a sonora vaia que a “Rosa” levava em Natal. A socialista ria atrás de uma presidente constrangida. A imagem correu o país e se tornou alvo de vários comentários da mídia nacional.

Mais a frente no vídeo das redes sociais, Rosalba diz ter dobrado os salários dos professores da Rede Estadual de Ensino. Fato, nunca alguém deu tantos aumentos para os professores, mas nunca uma gestão estadual precisou encarar tantas greves (veja AQUI) e sem contar que ela foi a primeira governadora a administrar o Estado os quatro (mandato inteiro) anos já com a lei do piso nacional dos professores valendo. No entanto, ela precisou recorrer aos recursos do O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação(FUNDEB), cujos repasses são feitos pelo Governo Federal. Ela chegou a pedir ajuda em Brasília para conseguir atender essas demandas (confira AQUI).

onibusEm outro momento, ela destaca que o governo Rosalba investiu na aquisição de ônibus escolares. Faltou lembrar da ajuda do Governo Federal, que ela diz não ter lhe apoiado por questões políticas. Um investimento importante (confira AQUI), mas só viabilizado graças ao programa Caminhos da Escola (conheça AQUI) financiado pelo Fundo Nacional da Educação (FNDE). Quer mais ironia? Os recursos que começaram a viabilizar os veículos escolares para a gestão de Rosalba foram viabilizados ainda em 2010 pela então deputada federal (hoje senadora) Fátima Bezerra (PT). Isso não tira o mérito de Rosalba, mas ela não poderia dizer que não teve apoio do Governo Federal nessa ação (veja AQUI). Ela regojiza-se por ter tirado o Rio Grande do Norte da “lanterninha” na educação, mas responde a processo movido pelo Ministério Público (veja AQUI) acusada de “maquiar” os gastos com educação.

O Sanear RN foi uma das ações mais importantes da passagem de Rosalba pelo Governo do Estado. Ela orgulha-se de ter deixado Natal 100% saneada, mas nada aconteceria mais uma vez sem a participação da União (confira AQUI).

Em outro trecho do vídeo, Rosalba diz ser a responsável por interiorizar o SAMU. Faltou lembrar que os investimentos contaram com apoio do Governo Federal e das prefeituras. Tudo bem que 60% foi do Governo do Estado, mas os recursos foram deixados pelos governo Wilma e Iberê (veja AQUI e AQUI), dupla que ela passou quatro anos acusando de ter deixado uma “terra arrasada”.

Há contradições diversas no discurso adotado por Rosalba. Como ela foi prejudicada por ser de um partido adversário se boa parte das ações realizadas por ela foram em parceria com a hoje ex-presidente Dilma Rousseff?

POLÍTICA

paulo-de-tarso-apontandoNo vídeo, Rosalba assume o papel de vítima. Coloca como prejudicada pelo “jogo duro da política”. Qualquer semelhança não é mera coincidência com o discurso de Francisco José Junior que diz nunca ter visto um prefeito sofrer uma oposição tão dura em Mossoró. O mesmo complexo de transferência de culpa, como já relatado no começo deste artigo.  Qualquer pessoa minimamente bem informada sabe que ela teve um grande apoio político e foi perdendo pouco a pouco por inabilidade. A começar por Paulo de Tarso Fernandes (FOTO), um amigo pessoal da família que deixou o governo (era o chefe do gabinete civil) em solidariedade ao então vice-governador Robinson Faria (PSD) que não fora renomeado secretário de meio ambiente e recursos hídricos (entenda AQUI) em outubro de 2011. A medida foi uma retaliação ao fato de Robinson ter sido mais rápido e conseguido o comando no Rio Grande do Norte do recém fundado PSD.  No desabafo, Paulo de Tarso denunciou que Carlos Augusto era o “governador de fato”.

O próprio Robinson passou a gestão inteira na condição de governador dissidente, mas foi para as eleições de 2014 como aliado da governadora, ainda que com apoio “por debaixo dos panos” por causa da impopularidade recorde de Rosalba que chegou a ser rejeitada até mesmo em Mossoró (veja AQUI).

Mas cada aliado que deixava o governo enumerava as queixas que eram quase sempre giravam em torno do termo “governo centralizador” (vejam algumas reclamações AQUI e AQUI). Para perder os apoios, ela cometeu, sim, vários equívocos. Em política ninguém é sempre vítima ou sempre algoz.

IMPOPULARIDADE

Em outro momento do vídeo, eu fiquei sem acreditar quando Rosalba atribuiu a impopularidade dela também aos protestos de junho de 2013. A ex-governadora chega a dizer que ela e vários outros gestores estaduais foram atingidos por esse efeito. De positivo, pelo menos ela nos poupou de usar o argumento da perseguição dos natalenses que “não suportavam” ter uma governadora de Mossoró. Afinal de contas, nas únicas vezes em que foi testada nas urnas pelo eleitor natalense ela saiu como a mais votada na capital (Senado em 2006 e Governo em 2010). Mas esse assunto (que beira uma lenda) dá um outro artigo.

A impopularidade de Rosalba começou logo no primeiro ano de governo (veja AQUI)  e foi subindo mês a mês até que ela se tornou, ainda em 2013, a governadora mais impopular do país (veja AQUI). Ironicamente, a notícia foi divulgada no dia 13 de dezembro, dia santa Luzia, padroeira de Mossoró. Ela até diminuiu um pouco o desgaste ao longo de 2014 (veja AQUI), mas o estrago era irreversível.

VETO

veto_rosaA ex-governadora pode até dizer-se injustiçada pelo veto do DEM à sua tentativa de reeleição. Ela tinha o direito de se defender mesmo que as chances de vitória fossem mínimas (veja AQUI). Enquanto analista político, diria que diante da fragilidade dos principais adversários (Henrique Alves e Robinson Faria) ela poderia com a força do carisma pessoal contrariar a lógica e ir ao segundo turno (há na literatura política casos semelhantes e até em situações ainda mais adversas) e vencer. Ela contava com poucos apoios partidários. Somente PTB, PSC e PP estavam com ela. Mas era o suficiente para um tempo de TV razoável. Até concordo com o argumento de que o senador José Agripino (DEM) pensou apenas em garantir uma reeleição tranquila para o filho/deputado federal Felipe Maia.

Mas por outro lado, Agripino tinha argumentos sólidos. Afinal de contas, em junho de 2014 Rosalba estava inelegível, chegou a ter o afastamento do poder decretado em duas oportunidades e governava graças a liminares (veja as condenações AQUI e AQUI). O mérito das duas questões só foi julgado ano passado quando a elegibilidade dela foi devolvida. Se ela fosse para a campanha era por conta e risco e com a possibilidade real de ganhar e não levar. Era uma fragilidade jurídica semelhante a de Larissa Rosado (PSB) nas eleições suplementares de maio de 2014.

ALIADA DOS VILÕES

Curioso no discurso de Rosalba no vídeo, é que ela se diz vítima do “jogo duro da política”. Pois bem… um dos principais articuladores para a exclusão dela da disputa foi o ex-deputado federal Henrique Alves. O PMDB, comandado por ele no Estado, está na campanha dela. Políticos que confabularam pelo “acordão” de 2014 como o senador Garibaldi Filho e Wilma de Faria (aquela que “deixou a terra arrasada”) são hoje aliados da “Rosa”. José Agripino e ex-deputado federal João Maia (PR) só não estão no palanque dela porque tiveram que ceder as pressões dos aliados no plano local.

A defesa de Rosalba em relação período como governadora está recheada de contradições no próprio discurso e comportamento dela.

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Saúde e atraso são palavras que se misturam em Mossoró

Atraso e saúde são duas palavras que se misturam em Mossoró. A primeira ainda tem duplo significado na junção com a segunda.

A nossa saúde pública é atrasada. Temos muito o que avançar.

Parte dos problemas são materializados por conta dos constantes atrasos de pagamentos de Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró.

Por isso, o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) suspendeu os atendimentos pelo SUS em Mossoró. O Governo deve R$ 800 mil. A Prefeitura de Mossoró mais R$ 400 mil.

Os anestesiologistas suspenderam os atendimentos no Hospital da Mulher porque aguardam o pagamento do Governo do Estado que não vem desde março, perderam a paciência. Resultado: a Maternidade Almeida Castro anuncia que está com superlotação.

O Hospital Wilson Rosado que no passado era bem atendido pela Prefeitura de Mossoró, agora tenta na Justiça receber os recursos.

Isso sem contar os problemas denunciados no Hospital Regional Tarcísio Maia pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as constantes reclamações dos usuários das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Isso sem contar os constantes fechamentos de hospitais cujo mais recente foi o Hospital da Polícia.

O problema de Mossoró vai além de ser apenas de gestão. Passa também pelo cumprimento das obrigações constitucionais por parte de acada uma das esferas de Governo.

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Empresário relata sofrimento para receber por obras no HRTM

Em comentário a respeito de postagem do Blog do Barreto sobre o relatório que o Ministério Público, o empresário Marcos Limeira da Tecnicenter relatou a luta para receber por uma obra realizada no Hospital Regional Tarcísio Maia.

“E sobre as obras paralisadas desde janeiro de 2014? Somos a empresa responsável por aquelas obras, e ainda temos fatura de outubro de 2013 para ser quitada. Temos medições para serem realizadas de serviços executados, e nada. Apelar prá quem? Para o Judiciário? Contra a coisa pública? Dificil se resolver. Temos uma ação monitória desde novembro de 2008, e até agora absolutamente nada. como confiar na eficácia do Judiciário?”.

Marcos Limeira

Veja o texto que provocou o comentário AQUI

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PT realiza encontro na próxima segunda-feira

Na próxima segunda-feira, 18, será realizado em Mossoró (RN), o Encontro Municipal do Partido dos Trabalhadores que visa definir a política de alianças e a tática eleitoral a ser adotada pelo PT nas eleições de outubro de 2016.
Participarão do evento além dos pré-candidatos (as) a vereador (a) e o pré-candidato a prefeito Gutemberg Dias do Partido Comunista do Brasil (PC do B) que é apoiado pelo PT em nível municipal. Também a senadora da República Fátima Bezerra (PT/RN), além dos filiados (as) do PT e da militância dos demais partidos de esquerda estarão presentes no evento. Filiados (as) do Partido dos Trabalhadores que estão em dia com as suas obrigações partidárias, terão direito à voz e voto no Encontro.
Segundo o vice-prefeito de Mossoró, Luiz Carlos Martins (PT), a aliança com segmentos e partidos que se uniram recentemente em torno do combate ao Golpe contra a democracia com o impeachment da presidenta Dilma Roussef (PT), representa uma vitória do campo de esquerda na cidade.
“A aliança do PT com o PC do B é um passo muito importante que reafirma localmente a unidade e o enfrentamento de dois importantes partidos da esquerda brasileira contra o golpe parlamentar em curso através do impeachment de uma presidenta eleita. Desde que começamos a dialogar durante as atividades da Frente Brasil Popular, nós acreditávamos que seria possível e viável termos a transformação daquela parceria nas atividades em uma parceria para às urnas unindo a esquerda em torno de um nome que procedesse da esquerda, então é uma vitória da linha que já defendíamos que preza cima de tudo pela coerência”, disse Luiz Carlos.  
Segundo Valmir Alves, membro do Diretório Municipal do PT, o encontro aprovará uma aliança com o PC do B, que de fato vinha se desenhando e que passará a ser algo consolidado para o pleito eleitoral deste ano. “É positivo ter essa demarcação da esquerda através de uma aliança sólida em Mossoró seguindo uma linha nacional, pois de fato, o encontro vem para consolidar a posição do nosso partido quanto à pré-candidatura a prefeito de Gutemberg Dias do PC do B. Logo, estamos diante de pré-candidaturas como alternativa de poder na cidade em contraposição às forças conservadoras e aos partidos golpistas. Neste encontro, os pré-candidatos (as) a vereador (a) do PT também estarão sendo apresentados (as) e irão participar de um momento voltado à construção da tática eleitoral em nível partidário”, disse Valmir.
No Brasil pós Golpe, PT e PC do B já estão unidos contra o impeachment da presidenta Dilma e contra o desmonte das conquistas dos direitos dos trabalhadores e a favor da privatização do patrimônio nacional. “A eleição municipal é também uma oportunidade de resistência e de denúncia das iniciativas regressivas de um governo golpista que repercutirá em todos os estados e municípios do Brasil. Então, estaremos buscando discutir o modelo de gestão da cidade com base naquilo que defendemos em âmbito nacional, ou seja, querendo implantar um modelo que inverta prioridades e garanta uma gestão com participação popular e controle social na execução das políticas públicas locais”, finaliza Valmir Alves.
Amanhã, às 9h, na sede do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, haverá ainda uma reunião com todos (as) os (as) pré-candidatos (as) a vereador (a) à legenda.

 

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Vice de Francisco José Junior poderá ser do segmento evangélico

Está encaminhado um entendimento entre o prefeito Francisco José Junior (PSD) e o deputado federal Antonio Jácome (PTN) para que o parlamentar indique um nome do segmento evangélico para vice da chapa governista.

Não necessariamente o nome viria do PTN. Poderá ser Daniel Gomes (PSD) que é ligado ao deputado ou Lamarque (PTN) que nas eleições de 2014 coordenou as campanhas de Jácome e do deputado estadual Jacó Jácome (PSD).

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Câmara presta solidariedade à Soldado Jadson

Por meio de nota, a Câmara Municipal manifestou solidariedade ao vereador Solado Jadson (SD) que passou uma situação constrangedora ao ser convidado a se retirar de uma reunião como o secretário de segurança, o general Ronaldo Lundgren.

“A Câmara Municipal de Mossoró manifesta solidariedade ao vereador Soldado Jadson (SD), a quem não foi permitida participação em cerimônia entre o comando da Secretaria Estadual de Segurança Pública e policiais militares, nesta terça-feira (12), em Mossoró.

O Poder Legislativo reconhece o compromisso do edil com a segurança pública, demonstrado em reiteradas ocasiões, e lamenta o prejuízo à sua prerrogativa de acompanhar mais um relevante momento para gloriosa Polícia Militar, a qual serviu com denodo por 12 anos.

A reunião ocorreu em espaço público municipal (Estação das Artes Elizeu Ventania), e não em unidade militar. O vereador habitualmente participa de solenidade dessa natureza e sequer foi previamente comunicado de que não poderia comparecer, a serviço do Legislativo que estava.

Diante disso, a Câmara Municipal entende que o vereador Soldado Jadson teve tolhido o direito do pleno exercício do mandato que lhe foi conferido pelo povo, e que sua participação acrescentaria à cerimônia no sentido de fortalecer a segurança pública em Mossoró. Portanto, o Poder Legislativo Municipal lastima profundamente o episódio.

Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mossoró”.

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Sistema de integração está em funcionamento

O transporte coletivo de Mossoró já conta com os benefícios do sistema integração. O mecanismo facilita o deslocamento do usuário, ao permitir acesso a dois ônibus, no período de uma hora e meia, pagando tarifa única. Para informar e evitar possíveis transtornos, a Cidade do Sol, prestadora do serviço, alerta sobre o funcionamento da operação.

Para utilizar o serviço, é necessário possuir Vale Transporte ou cartão Passe Fácil. O pagamento da tarifa em dinheiro não permite a integração. O sistema não funciona se o usuário estiver retornando ao bairro de onde ele veio. Apenas quando o passageiro precisar de outro ônibus para seguir viagem até o destino final.

“Por exemplo: o usuário vem do bairro Nova Vida até o centro, pagando a passagem neste ônibus. No centro, ele embarca em outro ônibus, com destino a qualquer outro bairro. Se estiver ainda no intervalo de 90 minutos, ele não pagará a passagem neste segundo ônibus.”, ilustra Waldemar Araújo, diretor da Cidade do Sol.

Os usuários que ainda não possuem os cartões Passe Fácil e Vale Transporte (fornecido pelas empresas aos funcionários) podem solicitar o documento no Mossoró Card (antigo Setrans), localizado no Centro, em frente onde funcionou o Café Mossoró, das 7h às 17h.

Texto e foto: Assessoria Cidade do Sol

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Justiça aumenta pena de Fernando Freire

A Câmara Criminal do TJRN, na sessão desta terça-feira (12), deu provimento parcial a uma Apelação do Ministério Público Estadual em processo envolvendo o ex-governador do Estado, Fernando Freire. À unanimidade de votos, a Câmara determinou a ampliação da pena do ex-chefe do Executivo, por delitos praticados, quando do exercício da função em 2002.

A decisão, que teve a relatoria da desembargadora Maria Zeneide Bezerra, presidente do órgão colegiado, concedeu parcialmente o pleito do Ministério Público, para incluir na condenação de Fernando Freire e Aristides Siqueira Neto a conduta ilícita que resultou no desvio de quantia, cujo beneficiário foi Fernando Antônio Siqueira de Góis. A inclusão resulta no aumento da pena de cada um deles, de seis anos e seis meses de reclusão, para sete anos, nove meses e dez dias de reclusão.

O caso

O ex-governador e os demais envolvidos foram condenados por crimes de Peculato, em continuidade delitiva (17 vezes), quando, no ano de 2002, exerceu as funções de vice-governador e de gestor do Executivo estadual e realizou o desvio de dinheiro público para a concessão fraudulenta de gratificações, por meio do pagamento de cheques salário. O MP moveu recurso, ao defender ampliação das reprimendas.

No caso investigado, Aristides Siqueira atuava como indicador dos beneficiários e Fernando Siqueira incluiu o nome da ex-esposa como uma das beneficiárias. À época, explicou ao filho que a inclusão foi para facilitar o pagamento de pensão alimentícia. No entanto, a ex-cônjuge afirmou, em juízo, que desconhecia tal benefício.

Dentre os argumentos utilizados pela defesa das partes, estão as alegações, por exemplo, de que o advogado não teria sido intimado, tanto no arrolamento de uma testemunha, quanto sobre a chamada ‘deprecação’ de juízo, que ocorre quando o juiz da outra comarca, recebe carta precatória do juiz deprecante para cumprimento dos atos processuais.

No entanto, para a relatora da Apelação, nem a testemunha e nem os depoimentos no juízo deprecado colaboraram negativamente ou causaram prejuízo às partes. “A testemunha, por exemplo, pedia dispensa do ato por afirmar não ter informações sobre o ocorrido”, destaca.

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Cunha pedia propina para campanha de Henrique

Henrique Eduardo Alves tomou posse do Ministério do Turismo depois do afastamento de Dilma

Último Segundo

Ao vasculhar informações no celular apreendido do ex-presidente da construtora Andrade Guiterrez, Otávio de Azevedo, a Polícia Federal voltou a encontrar pedidos de doações ao ex-presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A propina em questão seria destinada ao correligionário Henrique Eduardo Alves (PMDB) no período em que o último era candidato ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.

Henrique Alves pediu demissão do Ministério do Turismo em 16 de junho, cerca de um mês depois de tomar posse do cargo. A decisão surgiu diante dos avanços da Lava Jato que, nas investigações, chegou a uma conta do peemedebista na Suíça e o denunciou por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além disso, Eduardo Cunha e o ex-ministro foram denunciados por suspeita de integrar esquema de corrupção envolvendo os negócios financiados pelo Fundo de Investimentos do FGTS.

As informações encontradas no celular do ex-presidente da construtora reforçam as suspeitas sobre a colaboração de Cunha com empreiteiros de empresas investigadas na Operação Lava Jato e que ele teria repetido a prática de pedir apoio a Henrique Alves com outros empresários.

Os pedidos foram feitos por meio do aplicativo Whatsapp em julho de 2014. Nas conversas, Cunha fornece ao empreiteiro dados da conta da campanha de Henrique Alves ao governo do Estado. Oficialmente, a Andrade Gutierrez doou R$ 100 mil para a campanha do peemedebista, que foi derrotado nas eleições daquele ano.

Cunha também passou informações de uma conta que seria do diretório do PMDB no Rio de Janeiro e um CNPJ que seria dele mesmo. Ao não receber resposta de Azevedo, o deputado afastado cobra: “Fez Henrique?”. Duas horas mais tarde, o empreiteiro encaminha os dados da conta do ex-ministro para um outro executivo da companhia.

Henrique Eduardo Alves é alvo de inquérito justamente pelas trocas de mensagens em que Cunha pede recursos para ele. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, as doações recebidas pelo ex-ministro do Turismo seriam, na verdade, propina.

Defesas

Henrique Eduardo Alves nega envolvimento em esquemas de propina e lavagem de dinheiro. Ele diz, ainda, que todas as suas doações foram declaradas.

Nem Eduardo Cunha, nem Henrique Eduardo Alves se manifestaram sobre o caso. Já a Andrade Gutierrez informou, em nota, que  a construtora “mantém o compromisso de colaborar com a Justiça. Além disto, tem feito propostas concretas para dar mais transparência e eficiência nas relações entre setores público e privado.”

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Pragmatismo humilha militância

Quem diria. O PT vai apoiar Rodrigo Maia, da fina flor do “golpista” DEM, para presidência da Câmara dos Deputados . Quantas vezes o diretório nacional interviu nos grotões para impedir alianças com os “reaças” demistas.

Agora tudo são palavras que ficam no passado “radical”. Os tempos são outros. É hora de pragmatismo.

Por estas plagas todo mundo vai se preparando psicologicamente para uma eventual aliança entre sandrismo e rosalbismo após quase três décadas de arengas, intrigas e ofensas e até vias de fato.

As inimizades ficam no campo da militância. Dos “bestas” que brigam por política. Lá em cima eles se entendem conforme suas conveniências e os problemas da planície são motivos de risadas.

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