Cláudio Santos volta a atacar UERN e apresenta números irreais

O presidente do Tribunal de Justiça Cláudio Santos deu entrevista à TV Ponta Negra defendendo mais uma vez a privatização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). No vídeo abaixo ele apresentou alguns números que não correspondem a realidade orçamentária da instituição de ensino superior.

Na condição de cidadão, jornalista e servidor concursado da universidade me senti na obrigação de apresentar a realidade dos números.

Cláudio Santos fala que a UERN custa R$ 30 milhões por mês ao Estado. Não procede. O custeio da UERN em é média é de R$ 1,4 milhão, excluindo a folha de pagamento que é de responsabilidade do Governo. Mesmo que se inclua a folha os investimentos na instituição não chegam a R$ 20 milhões segundo dados que chequei com pró-reitor adjunto de planejamento Adonias Vidal.

Outro ponto abordado pelo magistrado é que a UERN custa R$ 317 milhões anuais. Até 28 de outubro (última atualização do sistema) os custos não ultrapassam R$ 183 milhões, incluindo a folha de pagamento que ocupa 94% do orçamento uerniano.

Se a UERN fosse privatizada, como defende o presidente do TJ, esses servidores seriam deslocados para órgãos do Governo do Estado. Em resumo a economia seria de 0,01% no Orçamento Geral do Estado (TCE).

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2 opiniões sobre “Cláudio Santos volta a atacar UERN e apresenta números irreais

  • 3 de novembro de 2016 em 17:26
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    Bruno, parabéns pela forma didática, direta e informativa com que você está abordando esse assunto.

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  • 4 de novembro de 2016 em 07:56
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    A UERN precisa organizar dados. O movimento de defesa da UERN precisa que a instituição forneça dados. Nao é possível defender a instituição se ela não coopera fornecendo dados e informações institucionais. Realmente professor Juarez, a UERN precisa se repensar, na minha opinião precisa urgentemente de uma reforma administrativa. Do modo como se encontra, reproduz quase fielmente um pequeno subsistema político. República Velha,…, sem comentários! Reforma administrativa se faz necessária. O problema é: que grupo teria capacidade e ‘peito’ para enfrentar os vícios e distorções, corte de privilégios, excesso de cargos comissionados, e outros arranjos institucionais que mais do que nunca conspiram contra o bom funcionamento da instituição ? (…) Não sei se este é o momento de discutir tais questões mas isso (me) parece cada dia mais inadiável. Pronto, falei!

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