Covid-19: RN registra 31.700 casos confirmados e 1.067 óbitos com confirmação da doença

“Nós estamos vivendo um momento extremamente delicado, nós estamos falando de mais de mil mortes”, disse o secretário adjunto de Saúde do RN, Petrônio Spinelli – Foto: Demis Roussos

O Rio Grande do Norte tem 31.740 casos confirmados do novo coronavírus e registra 1.067 óbitos com confirmação da doença, segundo dados repassados durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 1º, em Natal, com o secretário adjunto de Saúde, Petrônio Spinelli.

São 1.460 confirmações em relação às que foram informadas no boletim epidemiológico divulgado ontem, 30, pela Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP-RN), que informava 30.287 casos.

Dos 33 óbitos registrados em relação ao boletim epidemiológico divulgado ontem, seis foram confirmados nas últimas 24 horas.

O RN tem 43.500 suspeitos, 50.700 descartados e 156 óbitos suspeitos, como informado na coletiva.

“Nós estamos vivendo um momento extremamente delicado, nós estamos falando de mais de mil mortes. Nós estamos falando ainda de pressão por leitos de UTI, que ainda não está resolvido, estamos tentando resolver. E falamos ainda da dificuldade de abrir leitos de UTI. Às vezes parece que é simples. ‘Vamos abrir leitos de UTI’. É complexo. A própria cooperativa médica está com dificuldade de formar as escalas completas em todos os cantos”, disse o secretário adjunto de Saúde.

No dia em que teve início o processo de flexibilização das medidas restritivas com retomada de parte das atividades econômicas no Estado, por meio de Decreto Estadual, o secretário adjunto de Saúde falou sobre o que leva à redução da transmissibilidade e da pressão por leitos de UTI. “A partir do momento em que as pessoas tomam cuidado, mantêm o isolamento social, a transmissão de pessoa para pessoas vai diminuir. Diminuindo, menos pessoas adoecem, menos pessoas adoecendo aquela fração do todo que agrava, que precisa de hospitais vai diminuir também, a pressão por leitos de UTI vai diminuir também e, consequentemente, o número de óbitos”, disse.

Segundo ele, o momento ainda é grave e o isolamento continua. “A flexibilização que foi colocada no decreto é uma flexibilização em etapa inicial”, afirmou.

Ele acrescentou que se as pessoas forem para a rua vai haver retorno em relação à situação dramática que está sendo vivenciada e que foi vivenciada, particularmente, na semana passada.

O secretário disse ainda que se houver descompromisso por parte de prefeitos e empresários não há certeza de continuidade do processo de flexibilização. “Se houver incompreensão da sociedade, se houver descompromisso dos prefeitos, dos empresários e a gente não atingir essa meta, nós não vamos ter certeza que vai evoluir a flexibilização nem muito menos se não vai haver retrocesso”, disse.

“Qualquer ilusão criada nesse momento que tem outra medida que possa evitar situações dramáticas como as mortes, as internações e a falta de UTI, que não seja o isolamento social, pode levar à falsa segurança, quebrar o isolamento social e aumentar o número de óbitos”, acrescentou.

O secretário disse ainda que as pessoas que estão autorizadas a abrir precisam puxar para si a responsabilidade.

Isolamento social

Com base em dados do Inloco, o índice de pessoas isoladas no Rio Grande do Norte ontem, 30 de junho, quando o processo de retomada das atividades econômicas no RN como um todo ainda não havia sido iniciado, foi de 39,16%.

Em nenhum momento, desde o início da pandemia, o Estado atingiu o percentual ideal de 70% indicado pelas autoridades sanitárias.  No mês de junho o maio percentual alcançado pelo RN foi de 49,63%, registrado no dia 7, um domingo, dia em que os índices são mais elevados.

Nota do Blog: Matéria divulgada pelo Blog informava 30.010 casos, conforme informado em coletiva. O boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP-RN) foi divulgado à noite com informações atualizados.

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