Discussão sobre impeachment termina em troca de agressões na Câmara

G1

Em protesto contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de determinar votação secreta na eleição das chapas que irão compor a comissão especial do impeachment, deputados governistas quebraram urnas eletrônicas instaladas no plenário para escolher os integrantes do colegiado.

Policiais legislativos tentaram conter os deputados mais exaltados, mas não conseguiram impedir a depredação dos equipamentos. Em meio à confusão, houve empurrões entre parlamentares e seguranças. Alguns deputados que estavam próximos às urnas reclamaram agressões.

Apesar da confusão, o presidente da Câmara decidiu manter a eleição. Ele disse que daria continuidade à votação mesmo que fosse necessário ficar no plenário até as 5h da madrugada desta quarta.

O peemedebista também informou da Mesa Diretora que proibiria manifestações e discursos em plenário. “Vamos fazer como em qualquer votação. Não haverá manifestação durante a votação”, disse.

Então, líderes governistas subiram à Mesa Diretora para cobrar que Eduardo Cunha encerrasse o processo de escolha dos integrantes da comissão especial.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a apontar o dedo para o rosto do presidente da Casa, que estava cercado por parlamentares governistas. Bastante exaltados, a líder do PC do B, Jandira Fegalli (RJ), e o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE) gritavam no plenário criticando a decisão de Cunha.

Em meio ao momento mais tenso do tumulto, o presidente da Câmara determinou que o áudio da transmissão da TV Câmara fosse cortado. A emissora pública continuou transmitindo as imagens do plenário, mas sem áudio.

Segundo o G1 apurou, o Centro de Informática da Câmara comunicou à Polícia Legislativa que 10 das 14 urnas instaladas no plenário foram danificadas e ficaram fora do ar. Até a última atualização desta reportagem, parte dos equipamentos já havia sido restabelecida.

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