Fátima critica reforma da previdência de Bolsonaro: “vai piorar para os mais pobres”

Governadora critica proposta de Bolsonaro (Foto: Assecom)

A governadora Fátima Bezerra ressaltou nesta quarta-feira (20), no III Fórum dos Governadores, em Brasília, que vê com preocupação aspectos da proposta de Reforma da Previdência, que foi enviada pelo Governo Federal à Câmara dos Deputados na manhã de hoje. Ela defendeu que o governo federal retire do projeto o texto que reduz para 40% (sobre o valor do salário mínimo) o Benefício de Prestação Continuada (BPC) de Assistência Social para quem tem menos de 70 anos.

“Se a proposta prevalecer, vai piorar a vida dos mais pobres, vai condenar à miséria milhares de brasileiros e brasileiras, especialmente das regiões mais vulneráveis como Nordeste e Norte”, declarou, diante do ministro da Economia, Paulo Guedes, do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Santos Cruz, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, e de mais 15 governadores.

De acordo com a regra atual, o BPC (que consta na Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS) é uma ajuda mensal equivalente a um salário mínimo, pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), aos idosos com idade superior a 65 anos e deficientes físicos que não contribuíram para a previdência, no entanto, apresentam renda familiar comprovada equivalente a um quarto do salário mínimo por pessoa. A proposta do governo é diminuir a idade mínima de 65 para 60 anos, contudo, reduz a menos da metade o valor pago atualmente. “Temos que retirar isso da proposta apresentada agora pelo governo federal”, reforçou.

Ao iniciar sua participação no debate, cujo tema central foi a Reforma da Previdência, Fátima fez questão de registrar que “não é simples adotar uma regra universal para um país de dimensão continental como o nosso, com muitos recortes de desigualdade do ponto de vista social, regional e especificidades do exercício de algumas categorias”. “Sabemos da necessidade de uma reforma, mas não nestes moldes”, acrescentou.

Além de defender uma atenção especial à pauta do BPC, ela também alerta acerca do tratamento dado às aposentadorias rurais e à aposentadoria especial para a Educação, sobretudo aos professores da rede básica de ensino que exercem funções de magistério (que compreende Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio).

Com relação às aposentadorias rurais, Fátima pediu aos presentes que tivessem cautela. “Não podemos tratar os trabalhadores rurais do Nordeste, com as condições a que eles são submetidos, do mesmo modo como serão tratados os trabalhadores de outras regiões”, destaca.

Ela fez um alerta para as mudanças na aposentadoria dos professores.  “Não se trata de defender privilégios, ao contrário. Se trata de afirmar direitos. Estamos falando daquela professora e daquele professor que enfrenta o sistema de educação do País ainda extremamente precário, com salas de aulas superlotadas, sem ter ainda a política de valorização que lhes é devida.

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3 opiniões sobre “Fátima critica reforma da previdência de Bolsonaro: “vai piorar para os mais pobres”

  • 21 de fevereiro de 2019 em 12:35
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    A fala da governadora, tem apenas um tom ideológico, e nada mais. Todo mundo sabe q sem a reforma da previdência e outras como, a tributária, o país e os estados, não soluciona os problemas do déficit e de infraestrutura. Pode ser q a apresentada não seja perfeita, mas, pode ser ajustada, mas, necessárias ela é. Só mesmo os ideólogos de esquerda não enxergam isso. Bom mesmo p o país e p os estados era manter a política econômica e previdenciária do governo do PT, que deixou 12.500 milhões de desempregados, inflação de 11% e juros SELIC de 14.5%. Né mesmo? Governadora devia ter mais juízo e responsabilidade. Né não?

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    • 21 de fevereiro de 2019 em 14:07
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      Então temos todos que concordar com as reformas da previdência. Exatamente como o governo quer? A governadora fez correto quando tocou nesse assunto do BPC. Pois é simplesmente desumano se ficar como o governo quer. Se aprovado, em breve teremos nas calçadas das cidades do Brasil inteiro, milhares de velhinhos e velhinhas pedindo esmolas, e a fome e a miséria vai se agigantar mais ainda pelo Brasil inteiro. Só espero que os deputados e senadores façam algumas modificações nessa reforma, pelo menos naquelas que venha beneficiar verdadeiramente os pobres e miseráveis desse Brasil afora. A reforma é importante e tem que ser feita. Mas não da maneira que está posta.

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  • 23 de fevereiro de 2019 em 09:23
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    Interessante é não terem incluído nessa reforma da previdência a extinção da isenção do pagamento de impostos aos portadores de doença grave e incurável que estejam exercendo outra atividade remunerada.
    Que doença grave e incurável é essa que permite o exercício de outra função, mas aposenta com todos os direitos o que diz ser doente grave e incurável?
    Sequer um pente-fino passam nestes portadores de doença grave e incurável que compram carros de luxo com total isenção de impostos.
    Se tem renda para comprar carro de luxo tem para pagar impostos.
    Passam pente-fino nos pobres que estão beneficiados pelo auxílio-doença etc.
    Para os pobres o rigor da lei.
    Para os privilegiados a tolerância que causa revolta.

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