Francisco Carlos justifica fechamento de hospitais na “era Fafá”

Vereador Francisco Carlos em entrevista à FM 95 - foto - Regy Carte

Em entrevista à FM 95, ontem à noite, o vereador Professor Francisco Carlos (PV) rechaçou a secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz, que, na mesma rádio, dias atrás, lhe atribuiu responsabilidade pelo fechamento de hospitais em Mossoró, na gestão Fafá Rosado, quando era secretário de Cidadania.

“Ao afirmar isso, a secretária revela desconhecimento ou má fé”, disparou. O vereador justifica o fechamento de hospitais à inversão da lógica da saúde pública no Brasil, que deixou de investir no topo da pirâmide (hospitais) para priorizar a base (atenção básica), com o PSF, Unidades Básicas de Saúde, etc.

“O Brasil todo começou a inverter o investimento. Pois não se pode esperar que a pessoa fique doente para fazer uma cirurgia. Tem que tratar para evitar que precise da cirurgia. Então, fecharam-se 14 mil leitos hospitalares no país.  E, fruto desse movimento nacional, também fecharam-se hospitais em Mossoró”, explica.

Responsabilidade

Francisco Carlos esclarece que não cabia à Prefeitura, quando era gestor da Saúde, salvar hospitais privados. “Por que a Prefeitura iria salvar hospital privado, ou filantrópico, se aquilo fazia parte de um movimento natural de deslocamento de lógica de saúde pública no Brasil? Isso ocorreu em todo o país”.

E lamenta que a secretária Leodise Cruz não fale a verdade ao omitir esse fato, e até tente confundir a opinião pública. “O Centro de Especialidades Odontológicas paralisou suas atividades, o Centro de Controle de Zoonoses está com suas portas fechadas. É a atual gestão que está fechando serviços”, observou.

Prova

Outro fato, segundo Francisco Carlos, foi a tentativa da Prefeitura de fechar o Hospital da Mulher, pois buscou transferir para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado, a qual controla por junta interventora, os serviços da unidade, conforme declaração, gravada em vídeo, do presidente da Câmara, Jório Nogueira (PSD).

“Então, fica claro que, naquela época, a Prefeitura não fechou hospitais. Era um movimento nacional, envolvendo instituições privadas, e que, se a Prefeitura fosse socorrer financeiramente, entraria em dificuldade”, concluiu Francisco Carlos, que atribui a falsa acusação a questões políticas menores.

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