Futuro de Wilma no PSB está indefinido

marcia maia

Agora RN

Não deverá ser fácil a transição de comando dentro do PSB. Em Natal para articular a ascensão do deputado federal Rafael Motta ao comando do partido no Estado, o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, se reuniu na manhã desta sexta-feira (29) com a vice-prefeita, Wilma de Faria. Na pauta, a saída da mesma da presidência estadual da sigla. Para a deputada estadual Márcia Maia, filha da ex-gestora, o futuro político do grupo da “guerreira” ainda está indefinido.

“Nada foi comunicado a gente em relação a isso (filiação de Rafael Motta), o que sabemos são as especulações em torno desse assunto, que vem circulando na imprensa local e nos bastidores da política, desde o momento que a ex-governadora Wilma estava em São Paulo, fazendo cirurgia. Foi naquele momento que nós ficamos sabendo que Rafael Motta havia assinado ficha de filiação ao PSB”, disse Márcia em entrevista a 95 FM nesta quinta-feira (28).

Segundo Márcia, Wilma estava como presidente do diretório do PSB até outubro, quando foi formada uma comissão provisória sob o comando também da ex-governadora. “Nossa história tem 22 anos de PSB, quando partido não tinha prefeitos, vices, vereadores, era bem pequeno aqui. Wilma chegou dialogando com os militantes da época. Não houve imposição para que fosse presidente, houve articulação local”, afirmou.

Márcia Maia enfatizou que ninguém no partido foi contra a vinda de Rafael Motta para o PSB, mas que há questionamentos em torno da forma como tudo foi feito. “Wilma tem uma história que deve ser respeitada, o que nós discordamos é da forma como tudo isso foi feito. A própria Wilma estava na UTI quando isso aconteceu”, relembra.

A deputada estadual disse que Wilma ficou surpresa ao saber das mudanças, já que foi informada apenas no dia 11 de janeiro, quando já havia sido liberada pelos médicos para voltar a Natal. “Nunca tinha visto filiação de um deputado longe da sua terra, da sua base política, fora do diretório estadual. O que aconteceu foi uma filiação em Brasília, longe de todos e sem nenhum comunicado”.

A parlamentar argumentou ainda que, caso o partido coloque a preferência pelo nome de Rafael Motta para presidir a legenda, uma das opções será sugerir a escolha por meio de eleições internas. “O correto é que se fala eleição no diretório estadual”, diz Márcia.

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