Grupo de Tião terá que se reinventar antes da própria invenção

Robinson e Tião formam chapa fracassada

Primeiro ele seria candidato a governador, depois a deputado federal e terminou compondo como vice de Robinson Faria (PSD), o governador mais impopular da história potiguar.

Tião Couto (PR) saiu de condição de nome emergente da política mossoroense para a de quem colocou as digitais num desastre eleitoral. O quadro conseguiu ser pior que as projeções com a chapa amargando o quarto lugar em Mossoró com 8.996 votos (8,30%) ficando atrás da candidatura de Brenno Queiroga (SD) com 11.810 votos (10,89%).

Em junho, Tião tomou uma decisão que seria um marco em sua vida política ao anunciar que não seria candidato a deputado por não aceitar as alianças firmadas pelo presidente do seu partido João Maia (PR) para longo em segui se tornar vice da chapa que foi alvo da própria repulsa. Sua popularidade foi aos píncaros da glória nas redes sociais na mesma velocidade que despencou quando decidiu ser vice de Robinson contrariando a lógica política.

Ele deixou a condição de homem público diferente para a de político comum.

Na eleição a estrutura colocada em favor de Robinson não trouxe o resultado esperado. Nas urnas, não conseguiu o principal objetivo que era destronar Rosalba dentro de Mossoró gerando uma polarização com a chapa Carlos Eduardo-Kadu Ciarlini que não se materializou. Esse papel foi ocupado por Fátima Bezerra (PT) que mal fez campanha por estas bandas.

O pior disso, é que a eleição “certa” de Jorge do Rosário (PR) terminou numa terceira colocação em Mossoró com 12.017 votos e na quarta suplência em nível estadual. A parceria política com Robinson puxou o candidato para baixo.

Para piorar, faltou montar uma estratégia para ocupar o vácuo na disputa pela Câmara dos Deputados. O grupo titubeou em investir na candidatura de Alex do Frango (PMB) e disse recomendar o voto no vereador e no deputado federal eleito João Maia. O primeiro teve 5.388 votos e o segundo 1.072. Um desempenho baixo para quem seriam os nomes do segundo maior grupo da cidade.

Para piorar dois petistas (Fernando Mineiro e Natália Bonavides) de fora de Mossoró ocuparam espaço no eleitorado antirosalbista que, em tese, seria de Tião.

O grupo de Tião (ver AQUI) nem foi inventado para valer e já precisa passar por uma reinvenção para chegar em 2020 com fôlego na corrida ao Palácio da Resistência.

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