Indústria no RN segue em crise

A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, aponta que no mês de setembro ocorreu uma moderação no cenário de desaquecimento da produção industrial em relação ao mês de agosto, tanto entre as pequenas quanto entre as médias e grandes indústrias. Em virtude do menor dinamismo da atividade industrial, o número de empregados também apontou queda. O nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI), por sua vez, ficou estabilizado em 69%, mas ainda é considerado pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para meses de setembro, comportamento que se vem repetindo continuamente desde setembro de 2011. Além disso, os estoques de produtos finais caíram em relação a agosto, e ficaram abaixo do nível planejado pelo conjunto da indústria.

Quando comparados os resultados dos dois portes de empresas pesquisados, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que as pequenas indústrias apresentaram queda nos estoques de produtos finais, enquanto as médias e grandes apontaram estabilidade.

Em outubro, refletindo as elevações das taxas de juros e o ambiente econômico mais incerto, as perspectivas para os próximos seis meses continuam pessimistas – exceção feita ao volume exportado, cujo indicador mostra que os empresários potiguares preveem estabilidade nos próximos seis meses. Já o índice de intenção deINVESTIMENTO do conjunto da indústria aumentou em relação aos patamares de agosto e setembro, mais ainda está abaixo do nível de outubro 2014.

Quanto aos indicadores avaliados trimestralmente, os empresários continuavam insatisfeitos com a margem de lucro e a situação financeira de suas empresas. Além disso, o acesso ao crédito tornou-se menos difícil no terceiro trimestre de 2015, ainda que parcialmente; e os preços médios das matérias-primas aumentaram em relação ao trimestre anterior.

O principal problema do trimestre, na opinião dos empresários potiguares, foi a elevada carga tributária; seguida pelas altas taxas de juros, pela falta ou alto custo da energia, pela demanda interna insuficiente e pela falta ou alto custo da matéria-prima.

Comparando-se os indicadores mensais e trimestrais avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais preveem aumento da quantidade exportada nos produtos nos próximos seis meses.

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