Jorge do Rosário afirma que grupo de empresários ainda não escolheu partido

O empresário Jorge do Rosário em entrevista ao Meio-Dia Mossoró da 95 FM disse que o grupo de empresários que estuda o lançamento de uma candidatura a Prefeitura de Mossoró de um nome do segmento deles ainda não tem um partido definido. “Alguns políticos têm nos procurado para conversar sim. A gente ainda não pensou num partido. Temos até março para se pensar num partido, mas tem o Partido Novo que é o partido dos empresários”, frisou

Ele disse ainda que a mídia tem classificado como um projeto político algo que até o momento não passa de discussões entre lideranças empresariais da cidade. “Não há um projeto formal para uma candidatura. Isso não quer dizer que não possa acontecer e para minha surpresa muitos empresários estão querendo participar dessa discussão. O que existe são vários empresários preocupados com a falta de investimentos na cidade e com esses problemas que Mossoró tem passado. A gente acha que a cidade paga um preço muito alto”, frisou.

De acordo com Jorge há uma preocupação do segmento empresarial com os destinos da cidade. Há uma avaliação de que a instabilidade política provocada pela judicialização das eleições de 2012 ainda causa danos ao município. “Nós deixamos de fazer investimentos na cidade. A falta de continuidade administrativa provocada por decisões judiciais prejudicou muito”, declarou.

Ao analisar a situação administrativa de Mossoró, Jorge do Rosário avaliou que faltou planejamento da atual gestão para enfrentar a crise. “A crise foi subestimada. Respeitando os problemas causados na Prefeitura de Mossoró provocados pela crise, mas o corte na carne poderia ser feito desde o início e priorizando projetos”, avaliou.

Para o empresário a “prefeitura precisa buscar parceria público privadas chamando os empresários para colaborar em projetos”.

Ele relatou que isso é possível e citou o exemplo de um entrave com a CAERN resolvido com a intermediação do prefeito Francisco José Junior (PSD). “Nós estávamos com um problema na CAERN porque os nossos estudos de empreendimentos não andavam porque a CAERN negava as nossas solicitações. Numa reunião com o governador em que fomos levados pelo prefeito e o governador disse que iria atender”, relatou.

Sobre a antecipação dos royalties, o empresário avaliou com reservas a iniciativa da Prefeitura. “A minha opinião é muito pessoal. Particularmente acho que antecipar uma receita para pagar contas é meio temerário. Não acho que seja uma medida que uma gestão deveria fazer. Seria melhor sacrificar o custo da máquina e fazer a antecipação para um projeto de investimento. Eu defendo que seja usado para infraestrutura”, sugeriu.

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