Micarla ignorada em Mossoró é prova de que ser esquecido na política também pode ser bom

Micarla passou despercebida em Mossoró
Micarla passou despercebida em Mossoró

Em 2008, Micarla de Sousa foi eleita prefeita de Natal pelo PV no primeiro turno. Uma vitória acachapante sobre Fátima Bezerra (PT) que tinha o apoio de Lula no auge e dos bem avaliados Wilma de Faria (governadora) e Carlos Eduardo Alves (prefeito).

Estava surgindo o nascimento de um fenômeno na política potiguar capaz de derrotar os poderes federal, estadual e municipal. Os mais afoitos já projetavam ela eleita governadora em curto prazo.

Não era para menos. Bonita, articulada e carismática. Micarla era o produto político perfeito.

Mas deu tudo errado. A gestão dela foi um fracasso retumbante. Ela sequer terminou o mandato no exercício do cargo após ser afastada sob a desconfiança de corrupção.

Passaram-se cinco anos e alguns meses do fim da era Micarla. O nome dela está marcado no dicionário político potiguar pelo termo “micarlização”, usado para o processo de desgaste de um governo.

Na semana que passou ela esteve anonimamente em Mossoró onde acompanhou a mãe, Miriam de Sousa, que lançou um livro sobre o pai de Micarla, Carlos Alberto de Sousa (já falecido).

Na sessão de homenagem ao Dia do Jornalista na Câmara Municipal de Mossoró, ela esteve lá como mais um parente de homenageado, no caso Carlos Alberto. Ela sequer foi citada pelo cerimonial como ex-prefeita de Natal.

Na política, Micarla foi do céu ao inferno em quatro anos. Hoje parece curtir o limbo com muita satisfação. Ser esquecida foi um alívio para a ex-prefeita de Natal.

Foto: Wilson Moreno

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