Ninguém quer o PROS

 

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) sigla cujo o nome diz nada com coisa alguma em termos políticos foi uma daquelas legendas de ocasião criadas para abrigar políticos que queria mudar de lado por interesses pessoais.

O “PROS” passou a ter mais “contras” desde que foi esvaziado com a saída dos irmãos Gomes (Ciro e Cid) que se afastaram da presidente Dilma Rousseff.

A legenda será a primeira de uma lista de partidos de ocasião que vai se destruindo. As outras duas são PSD e Solidariedade.

Até aqui só o PSD que nasceu alegando não ser de esquerda, nem de direita, muito menos de centro tem sido o partido de ocasião mais promissor. Em outras palavras é uma agremiação água: insipida, inodora e incolor que na prática atendeu conveniências políticas e que por alguma organização partidária apresenta consistência em termos de durabilidade.

O PROS caminha para sumir na Assembleia Legislativa. Os deputados estaduais Vivaldo Costa e Gustavo Carvalho estão de malas prontas para o PL. Curioso nesse caso é que Vivaldo fundou na década de 1980 o primeiro PL que depois se tornou PR. Carvalho disse hoje à 95 FM de Natal que o PROS vai sumir por falta de lideranças nacionais.

O deputado estadual Ricardo Motta e o filho dele/deputado federal Rafael Motta aguardam a confirmação da janela da infidelidade partidária para assumirem o PTB.  São mais duas baixas no PROS.

O PROS ficaria com o deputado estadual Raimundo Fernandes que ainda não encontrou um jeito de ir para a base do governo porque lá existe uma barreira chamada Galeno Torquato (PSD), seu adversário em São Miguel. Já o deputado estadual Albert Dickson é a incógnita entre os integrantes do PROS potiguar.

Em Mossoró é pouco provável que o vereador Heró Silva siga no PROS. O problema é arrumar uma outra sigla. As que estão formando boas nominatas para a Câmara Municipal rejeitam vereadores.

A principal liderança da agremiação é Genivan Vale que vai ter dificuldade para encaixar o partido numa coligação. O PROS tende a sumir como partido em tempo recorde e sem mostrar a que veio.

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Uma opinião sobre “Ninguém quer o PROS

  • 22 de setembro de 2015 em 06:57
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    O PROS foi criado a partir dos integrantes do PSB insatisfeitos com o posicionamento oposicionista do então líder Eduardo Campos. Ou seja, o PROS era a ala governista do PSB, liderados pelos irmãos Gomes do Ceará. Com o falecimento de Campos e o afastamento dos Gomes do governo, o partido começou a definhar, perder sua razão de ser.

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