O país em crise e quase toda bancada do RN calada

Os políticos do Rio Grande do Norte são conhecidos nos estudos científicos por não terem uma ideologia clara. São sempre muito silentes quando o momento exige uma posição firme. Fogem sempre a responsabilidade em assuntos delicados.

Veja o caso do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Somente o senador José Agripino (DEM) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) apresentam-se abertamente favoráveis ao afastamento da chefe do executivo nacional. “Essa apelação que o PT usa, de que o impeachment é golpe, é uma atitude meramente escapista de um governo que não tem como explicar porque tem enganado a sociedade”, argumenta o senador.

Para o tucano é preciso tirar o PT do poder para recolocar o país nos trilhos. “A economia está destroçada. Nunca houve na história da República algo assim, causado pela corrupção e pela total falta de condições de comandar o país demonstrada pela presidente”, declarou.

Em outra linha de atuação a senadora Fátima Bezerra (PT) é abertamente contra o impeachment de Dilma. “Essa crise acontece principalmente porque o partido derrotado nas eleições de 2014 não reconheceu sua derrota, e tenta reverter o resultado das urnas por meio de manobras e incitação ao conflito, com apoio da mídia conservadora e de setores do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal”, disse.

O símbolo da postura silenciosa é o senador Garibaldi Filho que embora tenha comparecido discretamente ao ato simbólico que marcou o afastamento do PMDB no governo.

Ele fez um discurso ontem no Senado sem manifestar o posicionamento dele em relação ao impeachment limitando-se apenas a pedir um debate político equilibrado. ““Se não dermos o respeito a isso, se desqualificarmos o debate dizendo (por exemplo) que o PMDB é o anjo e o PT é o demônio, onde é que iremos chegar?”, questionou.

O restante da bancada federal potiguar tem se comportado de forma muito discreta e até mesmo evitado dar entrevistas.

Sabe-se, “por alto”, que Antonio Jácome (PTN), Walter Alves (PMDB), Rafael Motta (PSB) e Felipe Maia (DEM) são favoráveis ao afastamento de Dilma. Este último por motivos óbvios, é filho de José Agripino.

Zenaide Maia (PR), única representante do Rio Grande do Norte na Comissão que analisa o impeachment na Câmara dos Deputados (Rogério Marinho é suplente) até agora não se posicionou. Beto Rosado (PP) diz que vai esperar um posicionamento do partido embora exista rumores na mídia de que ele vote favorável ao impeachment.

Sem maiores delongas, o deputado federal Fábio Faria (PSD) se posicionou contra o impeachment, mas nos últimos tempos tem ficado ainda mais ausente do debate.

À grosso modo a bancada federal do Rio Grande do Norte está totalmente alheia ao debate do impeachment.

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