Por que a saúde tem dificuldades mesmo consumindo mais de 30% do orçamento?

A resposta a pergunta do título é simples. Mossoró investe 32,73% do orçamento municipal em saúde, mas o que não faltam são dificuldades nas Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento.

Mas por que isso acontece? Dois fatores são decisivos para o problema: 1) o excesso de moradores de cidades e até Estados vizinhos são atendidos em Mossoró; 2) com a omissão dos investimentos em alta e média complexidade do Governo do Estado a Prefeitura de Mossoró assumiu uma responsabilidade que não é dela.

Trocando em miúdos: a Prefeitura de Mossoró descobre um santo para cobrir outro que nada tem a ver com ela. O vereador Francisco Carlos (PP) que tanto criticou a prestação de contas da saúde quando era secretário reclamava justamente da omissão do Governo do Estado na alta e média complexidade além de uma dívida que não é paga até hoje. Ele chegou, também, a ameaçar cortar os atendimentos aos cidadãos de outros municípios. Hoje ele critica os mesmos problemas que enfrentou quando era gestor.

Para o povo é difícil compreender as causas e consequência. O cidadão, com razão, quer ter o serviço de qualidade em todas as áreas da saúde. Pouco importa se é Prefeitura ou Governo do Estado.

Ao prefeito resta uma dúvida cruel: limitar os recursos às obrigações constitucionais ignorando as pessoas que correm risco de morrer à míngua ou fazer o que está fazendo tentando cumprir uma obrigação que não é dele assumindo o desgaste que não é deveria ser dele.

De todo jeito o prefeito perde e o Governo do Estado segue fingindo que o problema não é dele.

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