RN tem 15.690 casos confirmados de Covid-19 e ultrapassa 600 óbitos com confirmação da doença

Secretário adjunto de Saúde do RN, Petrônio Spinelli informou situação do Estado quanto à pandemia (Imagem: Reprodução)

O Rio Grande do Norte tem 15.690 casos confirmados de Covid-19 e 626 óbitos com confirmação da doença foram registrados. 129 óbitos estão em investigação no Estado, segundo informou o secretário adjunto de Saúde do Estado, Petrônio Spinelli, na entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 17, em Natal.

Do total de 41 óbitos confirmados em relação ao boletim epidemiológico divulgado pela Secretária de Saúde Pública do RN (SESAP-RN) ontem, 16, quando haviam sido informados 585 óbitos, oito ocorreram nas últimas 24 horas.

Na quarta-feira passada, 10, havia 11.568 casos confirmados e 487 óbitos com confirmação do Covid-19. O número de óbitos em investigação passou de 92, no dia 10, para 129.

Atualmente, o Estado tem 24.136 casos suspeitos e 24.974 descartados.

A taxa de ocupação dos hospitais continua elevada, mesmo com abertura de novos leitos. Segundo dados do RegulaRN, às 14h26 desta quarta-feira, 17, a taxa de ocupação dos leitos críticos do SUS exclusivos para o tratamento de pacientes com sintomas do novo coronavírus na região Oeste (incluindo Mossoró e Pau dos Ferros) era de 100 %. Em Mossoró, 100% dos leitos do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital São Luiz estavam ocupados. Em Pau dos Ferros, a ocupação do Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade também era de 100%.

Na Região Metropolitana, o percentual médio de ocupação era de 97,9%, com ocupação de 100% no Hospital de Campanha de Natal, Hospital Luiz Antonio, Hospital Giselda Trigueiro e Hospital Municipal de Natal; no Hospital da Polícia Militar a taxa de ocupação era de 95,5% e no Hospital Rio Grande 80% dos leitos estavam ocupados.

Na região do Mato Grande, os três leitos de UTI do Hospital Manoel Lucas de Miranda, em Guamaré, estavam ocupados.

Na Região do Seridó, a taxa de ocupação do Hospital Regional Telecila Freitas Fontes era de 59,3%.

A fila de espera formada por pessoas atendidas em unidades dos municípios que aguardavam por leitos críticos do SUS exclusivos para o tratamento de pacientes com sintomas do novo coronavírus contava com 133 pessoas, conforme observado às 14h27 no RegulaRN. Oito pacientes considerados ‘prioridade 1’ e 60 classificados como ‘prioridade 2’ aguardavam por leitos críticos. A espera por leitos contava ainda com 63 pacientes classificados como ‘prioridade 3’ e duas como ‘prioridade 4’.

Em todo o Estado, 764 pessoas estão internadas em leitos críticos e clínicos das unidades públicas, privadas e filantrópicas do Estado com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Gráfico mostra situação dos leitos críticos nos hospitais voltados ao atendimento de pessoas com sintomas de Covid-19 (Fonte: RegulaRN – SESAP – LAIS)

Durante a coletiva, o secretário adjunto de Saúde comentou a abertura de leitos na região do Mato Grande, na 3ª Região de Saúde, nesse momento localizada em Guamaré e informou que em uma expansão de leitos nessa região haverá ampliação de leitos críticos em João Câmara e possibilidade de abertura em Macau. “Estamos tentando ver com o município a estruturação do serviço para que a gente venha a ter mais leitos ainda na região do Mato Grande”, disse Petrônio Spinelli.

Isolamento social

O índice de isolamento social registrado pelo Rio Grande do Norte ontem, 16, segundo dados do Inloco, foi de 41,52%.

Carência de profissionais e insumos dificulta abertura de novos leitos e reabertura de leitos bloqueados

De acordo com o secretário adjunto de Saúde, alguns fatores dificultam a abertura de novos leitos e a reabertura dos que estão bloqueados.

“Os leitos bloqueados e os leitos para serem abertos, eles têm alguns elementos de dificuldade que nós estamos em processo de solução. Então, ontem e hoje nós estamos fazendo reuniões permanentes, inclusive envolvendo a governadora, para solucionar os gargalos. Os gargalos, eles são de um modo geral, de respeito a pessoal, que no caso de João Câmara, as pessoas estão se apresentando, então, no máximo até quarta-feira da próxima semana vamos ter toda a equipe, provavelmente, de João Câmara feita”, afirmou o secretário.

Outra dificuldade mencionada por Spinelli é relacionada ao acesso à medicação, problema enfrentado não só no Estado.

“Nós temos problemas de insumos. Existem um problema muito grave, que não é do Rio Grande do Norte é do Brasil, que são os relaxantes musculares. Então, nós estamos em uma tarefa, uma força tarefa gigantesca para além da Secretaria de Saúde, é uma negociação direta com a fábrica, direta com governadores, com secretários, pira a gente equacionar uma falta grave que é do relaxamento muscular, que é importante”, afirmou.

“Ele não é, digamos assim, impossível se fazer o acompanhamento em UTI ou entubar a pessoa sem essa medicação. É possível fazer, mas é muito mais doloroso, muito mais difícil do que com essa medicação. Essa medicação, então, o relaxante muscular está sendo trabalhando em uma força tarefa, porque a abertura de novos leitos depende disso também, de ter a medicação. Fora disso, as outras coisas estão, praticamente, equacionadas”, acrescentou.

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