Robinson e a valorização tardia da UERN

O governador Robinson Faria (PSD) repete o mesmo erro cometido por Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini: o da valorização tardia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Como suas antecessoras, Robinson Faria só passou a valorizar a UERN após acumular um profundo desgaste em Mossoró.

Para se ter ideia em 14 meses de governo esta é a primeira vez que Robinson Faria cumpre uma agenda voltada para a UERN.

Wilma demorou dois anos a começar a valorizar a UERN, Rosalba idem. Pelo menos Robinson demorou menos tempo.

A UERN é o órgão do Governo do Estado que mais resultados apresenta. Só ontem foram formados 130 alunos. É a única universidade do Estado presente em todas as regiões potiguares.

Apesar das dificuldades a UERN se supera e consegue apresentar resultados. O governador demorou menos que as antecessoras para perceber isso, mas demorou.

Hoje ele visita o Restaurante Popular do Campus Central, acompanha a afixação do outdoor que marcará o local da construção do Hospital Regional da Mulher, fará a doação de um terreno onde será feita a ampliação do serviço ambulatorial da Faculdade de Medicina, conhecerá o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e no final da tarde finalmente porá os pés na Reitoria onde terá uma audiência com o reitor Pedro Fernandes.

Nota do Blog: dou ao leitor a liberdade de discordar da importância que dou a UERN, afinal de contas tenho uma vida totalmente ligada a essa instituição de ensino superior onde me graduei, faço mestrado e sou servidor concursado.

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2 opiniões sobre “Robinson e a valorização tardia da UERN

  • 10 de março de 2016 em 11:53
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    Desde quando tentar anular sua imagem negativa na cidade por meio de visitas para apresentar à UERN o que já havia sido aprovado no governo anterior é valorizar a Instituição?
    A valorização da UERN passa pela aprovação da sua autonomia financeira, passa pela valorização dos seus servidores e especialmente, pelo reconhecimento dos serviços prestados à educação pela UERN ao formar quase 100% dos professores que atuam no Estado.
    Os servidores, maltratados pelo governador Robinson durante uma greve de cinco meses, nunca foram recebidos por ele, mas por negociadores diferentes para nunca chegar a um consenso e mesmo assim para justificar a judicialização de uma greve que lutava por uma correção salarial correspondente a quatro anos de defasagem salarial, ele soltou uma nota onde afirmava ter recebido os servidores em 14 audiências. Para que fique bem claro, 14 audiências nas quais ele se recusou a estar presente, para não negociar. Governador, voto lhe dá o poder e o voto também lhe escurraça dessa cadeira que pertence, originariamente, ao povo. Não vamos esquecer desse tratamento infame!

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  • 10 de março de 2016 em 12:26
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    Jornalista Bruno Barreto,
    Concordo com seu reconhecimento sobre a importância da UERN. Nós que fazemos esta instituição, melhor que ninguém, sabemos de seus inúmeros problemas e fragilidades acadêmicas, de sua infra estrutura incompatível com aquilo que deve ser um estrutura universitária e sobretudo sua trama político-administrativa que remonta as estruturas de poder da República Velha – se é que me faço entender dessa forma –
    Conhecemos suas deficiências gerais mas sabemos também de sua importância sobretudo para a região Oeste do Estado, a mais municipalizada de todas, que demanda pessoal com formação em variados campos mas especialmente na formação de professores para as redes pública e privada. Só na cabeça de energúmenos pode ser concebido o fim de uma instituição que com toda precariedade cumpre inequívoco papel como fator de desenvolvimento material humano em nosso estado.

    Agora discordo do jornalista quando afirma que Robinson percebeu tarde o valor da UERN. Na minha opinião continua não entendendo nada dessa importância, vem aqui fazer proselitismo político e tentar (re)construir uma nova imagem de respeito e consideração à Instituição. Uma imagem que, igualmente, na minha individualissima opinião, não condiz com a verdade. Daqui Robinson só quer votos. O resto é blá blá blá. E release fantasioso e concessão de micharias.
    Mossoró e a UERN merecem mais e melhor, vamos combinar…

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