Robinson escolhe tirar direitos para manter privilégios

Reunião Bancada Federal_Demis Roussos (1)

O governador cumpriu o roteiro teatral. Chamou os poderes para pedir que eles abrissem mão dos próprios privilégios sabendo que ouviria um não. Reuniu-se para decidir que tudo fica como está. O passo seguinte foi chamar a bancada federal para fingir união e tirar fotos sorridentes num rasgo de sincera hipocrisia.

O ato seguinte era anunciar um pacote de ajustes para sacrificar os servidores estaduais cuja a maioria esmagadora recebe abaixo de R$ 4 mil. O pacote de maldades inclui acabar com o acumulo de vínculos, suspender licenças-prêmio, demitir servidores não-concursados, tirar o direito a aposentadoria de celetistas aposentados, aumentar de 11 para 14% alíquota previdenciária e o corte de 20% dos cargos comissionados.

É um pacote pesado, duro com o lado mais fraco da história. Robinson escolheu o lado mais forte.

Vai fazer tudo isso, para manter os repasses acima do previsto na Constituição para judiciário, legislativo, Ministério Público e Tribunal de Contas manterem seus privilégios. Assim, auxílio moradia, servidores fantasmas, auxílio paletó e tudo mais que vemos nos poderes será garantido.

É fácil explicar porque Robinson vai manter esses privilégios. Quem aprovaria um impeachment do governador? O sindicato zoadento ou a Assembleia Legislativa?

Quem reprova as contas do governador o professor ou TCE?

Quem o afasta por corrupção é o TJ ou professor da UERN?

Quem investiga o governador é o MP ou servidor da saúde?

Robinson preferiu encarar os protestos. Dói menos do que o risco de entrar para história como um governador “impichado” ou preso.

Assim é mais fácil tirar direito de muitos para manter os privilégios de poucos.

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4 opiniões sobre “Robinson escolhe tirar direitos para manter privilégios

  • 5 de janeiro de 2018 em 14:42
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    Essa cambada de políticos do Rio Grande do Norte nunca tiveram o prazer do meu voto, e como diz a Sra.Ana Santana Carvalho vai continuar sem ter porque eu não tenho memória fraca!

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  • 6 de janeiro de 2018 em 07:43
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    Esse governo é uma gaitisse, temos que dá o troco nas eleições não reelegendo nenhum . São todos picaretas junto com o judiciário, e MP.

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  • 6 de janeiro de 2018 em 15:02
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    É importante lembrar que os funcionários que estão em questão são aqueles que estão no estado sem concurso público e foram colocados no chamado trem da alegria no governo José Agripino. Antes de sair do governo, José Agripino incorporou ilegalmente 10 mil funcionários sem a menor identificação com os cargos. Gente sem preparo intelectual e sem formação que adentrou ao serviço público por mera troca de votos. Inclusive essas demissões são devido a uma ordem judicial do STF que desde do ano passado os estados são obrigados a fazer. Não é apenas o RN. Inclusive o governador Robinson não acatou a decisão, mas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), terá que cumprir.
    Os poderes são independentes e o executivo infelizmente não possui direito legal de intervir nos outros poderes, coisa que este blog sabe e possui conhecimento, até porque é da comunicação e tem o dever de informar aos seus leitores. Me estranha a falta de isenção e a opção do blog de inflamar e torcer para o quanto pior melhor ou mesmo a desinformação total que seria ou será, não tenho certeza o suposto amadorismo desse blog. Torço que não, mas fica a impressão. A previdência é um problema mundial onde a própria Europa está em declínio devido ao maior número de inativos do que ativos. A previdência é uma problemática global.

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    • 8 de janeiro de 2018 em 15:19
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      Por outro lado, o executivo e o único poder estatal que arrecada, e o governador ´pode sim, e na situação atual, deve, propor projeto de lei adequando os repasses aos ditos “poderes” à realidade do RN, que muito difere de outras unidades da federação, gerando prejuízos ao pessoal do executivo, enquanto TJ, AL, MP e TCE estão com as burras cheiras de dinheiro.

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