Rosalba comemora vitória derrotando servidores com truculência política

Bancada governista seguiu à risca orientação palaciana (Foto: Edilberto Barros)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) acumulou dois anos sem reajustes para os servidores municipais. As perdas inflacionárias são de 10,30%. Se recusando a negociar com o sindicato e com o discurso falacioso de valorização dos servidores ela entregou reajuste de 3,75%, um terço do desejado pelos trabalhadores.

Nada contra reajuste.

Tudo contra a falta de diálogo e respeito com os servidores que não tiveram o direito de dizer se estão ou não de acordo em receber um terço do que têm direito.

O reajuste linear descumpre o percentual de 4,17% do piso nacional dos professores e traz perdas das horas trabalhadas para agentes comunitários de saúde e agentes de endemias.

Tudo foi feito ignorando um preceito básico da boa política que é o diálogo. Dentro de seu primitivismo político, o rosalbismo vende a ideia de que era isso ou nada.

Que tal ter feito isso dialogando e permitindo que os servidores se posicionassem em assembleia?

Na Câmara Municipal nada do que foi decidido ontem foi ilegal. Mas a bancada governista disciplinada e enquadrada seguiu à risca a estratégia acertada na segunda-feira em uma reunião.

Tradicionalmente em dias de votações polêmicas as sessões são interrompidas para se reunir com manifestantes. Ontem a bancada governista se recusou a fazer isso, quebrando uma tradição e usando um direito legal para ser deselegante e antidemocrática com os servidores.

A prefeita e seus devotos cantam vitória. Mas se trata de uma derrota política porque não há festa entre os servidores. Trocando em miúdos: os trabalhadores não se sentem agradecidos.

Muito pelo contrário: professores estão em greve. Agentes de saúde e de endemias em breve vão se manifestar.

A truculência política com que este processo foi tratado não é boa para a prefeita e reforça percepção do discurso falacioso dos membros da atual gestão.

O grande problema não é o resultado, que poderia ser bem-vindo pela via negociada, mas pelo método. Não consigo encontrar explicação racional para justificar a recusa de Rosalba em sentar para dialogar com a presidente do Sindserpum Marleide Cunha.

A prefeita, tão experiente, deveria saber que na política existem vitórias que são derrotas. O longo prazo mostrará isso.

Ontem foi um exemplo.

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5 opiniões sobre “Rosalba comemora vitória derrotando servidores com truculência política

  • 13 de março de 2019 em 15:30
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    Acho que não houve vitoriosos nem derrotados, houve sim, bom senso. É o que penso. Né mesmo.

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  • 13 de março de 2019 em 15:39
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    Enquanto isto a CEF que assumiu existir inconsistência na planilha do meu financiamento não fornece uma nova planilha.
    E responde ao Banco Central que o caso está encerrado.
    Será que CARAINHO, o hoje presidiário Geddel, ainda é vice-presidente da CEF?
    Eu quero uma nova planilha.
    Desejo comparar a nova planilha com a que me foi fornecida onde consta prestação com preço 4 vezes maior do que a do mês anterior.
    Por que a CEF não fornece uma nova planilha? Por quê?

    Resposta
  • 13 de março de 2019 em 15:44
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    Quem está mais prejudicado nesta história é Mossoró.
    Crianças continuam sem aulas. Daqui a alguns anos teremos mais violência.
    Dinheiro existe para viagens e pagamento de diárias.
    Para pagar o piso salarial aos professores não existe.
    Vereadores recebem gasolina e agora deverão receber uma Verba de Desempenho Parlamentar, chamada pelos mossoroenses de Verba da Mordomia dos Vereadores.
    A Câmara Municipal de Mossoró continua sendo presidida por uma condenada pelo TJRN, 13/09/2018, a vários anos de cadeia, por prática de CORRUPÇÃO.
    Qual o futuro de Mossoró?

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  • 14 de março de 2019 em 00:40
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    Bruno,
    Teve um ato ilegal na sessão e na lei aprovada: o governo federal anunciou e repassou para os cofres municipais e estaduais do país inteiro o reajuste de 4,17% para os profissionais em educação, a lei é federal, os repasses foram é continuam a ser feitos desde 1 de janeiro
    Portanto, a prefeita comete crime de responsabildiade fiscal, pois se apropria de recursos federais, FUNDEB, para objetivos não esclarecidos.

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