Sem auxílio pedagógico vai ter professor com prejuízo de até R$ 26 mil em perdas salariais

A categoria disse não em assembleia. Assim os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) voltaram ao trabalho sem reajuste.

Os docentes entenderam em assembleia que não valia a pena receber a compensação oferecida pelo governador Robinson Faria (PSD) convertendo os 12,035% cobrados em auxílio pedagógico.

Agora surge na UERN um movimento dos professores com o objetivo de encontrar uma fórmula de recolocar esse auxílio na mesa de negociação. Afinal de contas vai ter professor perdendo R$ 26 mil até abril de 2017. “Em um momento de perdas salariais pelo processo inflacionário fizemos um cálculo de quanto corresponderia a não incorporação do auxilio até abril/2017, em que possivelmente teríamos uma nova negociação”, analisa o professor Leovigildo Cavalcanti Neto do Departamento de Economia da UERN.

Ele explica o que consta na tabela acima: “a não ‘aceitação’ do auxílio além do prejuízo contido na coluna amarela, ainda teríamos uma desvalorização salarial em torno de 25% – correspondente a inflação de 2015/2016 e até abril de 2017, o que totalizaria uma desvalorização salarial de 87,55% no período (resultante de defasagem correspondente a 55%, até 2014, e 10% em 2015; 10% de inflação em 2016, conforme previsões do boletim focus do Banco Central)”.

O professor explica que o movimento visa minimizar as perdas de remuneração. Por isso um grupo de professores estará solicitando à Associação dos Docentes da UERN (ADUERN) assembleia para que possa ser revista a possibilidade de solicitar auxilio. “Esse Auxílio teria como referência de cálculo o salário base, a gratificação de ensino superior, o adicional por titulação e o adicional por tempo de serviço”, explicou.

O Blog do Barreto ouviu o presidente da Aduern, Lemuel Rodrigues, que explicou no vídeo abaixo que a decisão da categoria é soberana.

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