Extra! Extra! Ministro da Educação se Vinga dos Brasileiros!!!

Abraham Weintraub deixou o MEC (Foto: Reprodução redes sociais)

Por Thiago Fernando de Queiroz*

Depois de ter dito na Reunião Ministerial com Bolsonaro no dia 22 de abril que os Ministros do Supremo Tribunal Federal são “vagabundos” e deveriam “ser presos”, depois de ter ido em mobilizações sem máscara e pedindo a ditadura militar; não podíamos ter dúvidas, o Ministro da Educação Abraham Weintraub iria arquitetar algo para prejudicar o povo brasileiro.

Por pressão do “Grupo do Centrão” da Câmara dos Deputados, neste dia 18 (quinta-feira) Abraham Weintraub pediu para sair do cargo de Ministro da Educação, e, como Bolsonaro não queria tirá-lo, fez um vídeo com o mesmo demonstrando apoio as opiniões ao retrocesso a educação. Weintraub sabe que se ficar, o pescoço dele pode rodar, por isso, está indo para a terra do “Tio Sam”, para tentar fazer as pessoas esquecer dele enquanto “mama” do povo brasileiro, e, ainda se dizendo ser “santinho”.

Porém, o pior que suas últimas ações foi emitir a Portaria nº 545, do dia 16 de junho de 2020, que revoga a Portaria Normativa do MEC nº 13, de 11 de maio de 2016. A Portaria nº 13/2016 garantia o direito de cotas as pessoas com deficiência, índios, pretos e pardos em Pós-graduação em universidades, dando oportunidades a tais cidadãos que historicamente vivenciaram uma segregação social, e, pode até se afirmar que ainda vivem essa segregação.

Para que todos compreendam o que estou abordando, vale citar o Artigo 1 da Portaria Normativa do MEC nº 13/2016 para obter maior compreensão do que se tratava a Portaria:

Art. 1º As Instituições Federais de Ensino Superior, no âmbito de sua autonomia e observados os princípios de mérito inerente são desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, terão o prazo de noventa dias para apresentar propostas sobre inclusão de negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação (Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado), como Políticas de Ações Afirmativas.

Essa atitude de revogar a Portaria do MEC nº 13/2016 e todas as demais ações de Abraham Weintraub demonstradas nesses últimos dias tem sido deplorável, a verdade é que não podemos aceitar isso, precisamos lutar juntos e não separados, pois, esse Governo de alguma forma está tentando articular um Golpe de Estado, e, não podemos aceitar.

O triste é que a população não está se unindo para lutar contra esses absurdos, ao contrário, como este caso, vamos ver grupos só defendendo o direito dos negros, outro grupo defendendo os direitos dos índios, e, outro grupo defendendo o direito das pessoas com deficiência, mas, na verdade, é um direito de todos.

Todos deveriam estar unidos, juntos, de forma coletiva, e, por não ser assim, por haver tantos desmembramentos de grupos sociais, não conseguimos ser fortes, precisamos nos unir para lutarmos para que nossos direitos voltem a ser garantidos.

Assim, peço a vocês caros leitores, vamos reivindicar nossos direitos, não vamos deixar e assistir calados os nossos direitos sendo destruídos. Precisamos ir à luta, e, desta forma, convido a você a se posicionar e não aceitar esse Governo retirar nossos direitos. Precisamos de mais educação, precisamos de uma saúde melhor, precisamos de mobilidade urbana, e, precisamos de igualdades de condições.

Então, vamos à luta, pois assim, juntos somos mais fortes.

*É pesquisador em Inclusão e nos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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Eleição da UFERSA está mantida com devolução de MP

Ato de Alcolumbre garante eleição da UFERSA (Foto: UOL)

O presidente do Congresso Nacional Davi Alcolumbre (DEM/AP) devolveu a Medida Provisória que suspendei as eleições nas universidades federais e dava ao ministro da educação Abraham Weitraub poderes para nomear os reitores temporários.

A decisão garante o calendário da consulta a comunidade acadêmica da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) prevista para a próxima segunda-feira, 15.

Por causa da pandemia do novo coronavírus a consulta a comunidade acadêmica será de maneira virtual por meio do sistema SIGEleição.

O pleito que vai elaborar a lista tríplice para que o presidente Jair Bolsonaro escolher o reitor será das 8h às 19h59.

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Ufersa terá reitor pró-tempore

Sem eleição, Ufersa terá reitor pró-tempore (Foto: arquivo)

O presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 979 de 9 de junho de 2020 que determina a não realização de consulta pública para escolha de reitores e diretores de campi das universidades federais durante o período de emergência da pandemia de covid-19.

A MP atinge em cheio a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) que tinha eleição virtual marcada para a próxima segunda-feira.

De acordo com a determinação proposta pelo presidente caberá ao ministro da educação Abraham Weintraub fazer a nomeação do reitor pró-tempore da instituição cujo mandato de reitor se encerrar.

O mandato de Arimatéia Matos termina no dia 7 de setembro, dois dias antes do encerramento da validade da MP. Logo, sem eleições, um reitor pró-tempore será nomeado por livre escolha do Governo Federal.

O pró-tempore ficará no cargo até que seja realizada uma nova consulta pública e um novo reitor seja nomeado.

Confira a MP aqui

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Bolsonaro cumpre decisão judicial e nomeia reitor eleito do IFRN

Alunos estão na porta da Reitoria para acompanhar a posse do novo reitor (Foto: cedida)

O presidente Jair Bolsonaro nomeou José Arnóbio de Araújo Filho como reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). O chefe supremo da nação cumpriu decisão da juíza Gisele Leite, da 4º Vara Federal do Rio Grande do Norte.

A magistrada tinha dado um prazo para até às 16h para Bolsonaro e o ministro da educação Abraham Weintraub nomearem o reitor eleito em dezembro.

Numa manobra para evitar a posse de José Arnóbio, o ministro da educação e o deputado federal General Girão (PSL) articularam a nomeação do professor Josué Moreira (PSL) na condição de reitor pró-tempore sob a alegação de que o vencedor das eleições de dezembro teria um processo administrativo.

Nomeação do reitor do IFRN

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MPF cobra esclarecimentos ao ministro da educação sobre nomeação de reitores ignorando resultado de eleições

Weintraub ignorou resultado de eleições nos IFs do RN e SC (Foto: redes sociais)

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, pediu ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, que esclareça as razões para o descumprimento dos resultados decorrentes das eleições realizadas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia no Rio Grande do Norte e também em Santa Catarina.

Na sexta-feira (17), o MEC publicou no Diário Oficial da União portarias na quais, ao invés dos nomes eleitos, indica reitores temporários para as duas instituições.

No caso do Rio Grande do Norte, o ministro Abraham Weintraub designou Josué de Oliveira Moreira para exercer o cargo de reitor pro tempore do Instituto Federal. O servidor, no entanto, sequer concorreu às eleições, realizadas em dezembro de 2019.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o professor José Arnóbio de Araújo Filho foi eleito reitor do IFRN após ter obtido 48,25% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Wyllys Abel Farkatt Tabos, que ocupou o posto de reitor da gestão passada, com 42,26%.

No caso de Santa Catarina, embora o vencedor do pleito tenha sido o professor Maurício Gariba Júnior, o MEC indicou o servidor Lucas Dominguini, que também não participou do processo eleitoral.

Maurício Gariba foi eleito reitor do IFSC em dezembro do ano passado, e aguardava a nomeação para exercer o mandato 2020-2024 .

A eleição para o cargo de reitor nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia em todo o Brasil conta com a participação de alunos, professores e servidores técnico-administrativos dos campi e da reitoria.

No ofício enviado nesta segunda-feira (20) ao ministro Abraham Weintraub, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão estabelece o prazo de dez dias para receber os esclarecimentos quanto a não observância do resultado dos pleitos. A resposta deve vir acompanhada dos respectivos documentos que fundamentaram as decisões.

Com informações da Assessoria do MPF.

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Ex-candidato a prefeito de Mossoró vira reitor sem receber um único voto

Josué Moreira vira um reitor sem voto (Foto: Web/Autor não identificado)

O professor Josué Moreira (PSL) conseguiu uma proeza digna do seriado House of Cards: chegar a um mandato eletivo sem conquistar um único voto. Foi assim que ele se tornou reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

“Eterno candidato” a prefeito de Mossoró, sempre com votações inexpressivas, o professor do IFRN que nem disputou a reitoria em dezembro foi nomeado para a função de reitor.

Na era bolsonarista que despreza a vontade da comunidade acadêmica, Josué Moreira de perfil ameno e agregador acabou sendo alçado para uma função que sequer se candidatou.

Hoje o Diário Oficial da União traz a número 405 de 17 de abril de 2020 com o ministro da educação Abraham Weintraub nomeando-o na condição de pró-tempore.

A articulação teve a frente o deputado General Girão (PSL) que ontem avisou no Twitter que estava chegando a hora da onça beber água.

Na eleição realizada em dezembro o professor José Arnóbio de Araújo Filho recebeu 48,25% dos votos, derrotando o atual reitor Wyllys Farkatt Tabosa, que teve 42,26%.

Nota do Blog: a informação da nomeação de Josué Moreira foi dada ontem em primeira mão pela jornalista Thaísa Galvão.

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“Imprecionante” não é Weintraub, mas Bolsonaro não ter ministro da Educação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, com um guarda-chuva em um vídeo em que reclamou de uma suposta
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, com um guarda-chuva em um vídeo em que reclamou de uma suposta “chuva de fake news” Imagem: Reprodução/Twitter

Por Leonardo Sakamoto

Impressionante não é o ministro da Educação ter escrito “imprecionante”. Tampouco grafar paralisar com “z”. Ou chamar o escritor tcheco Kafka de kafta, o prato árabe.

Isso poderia passar para a história como folclore político caso ele fosse competente, preparado e mentalmente equilibrado para conduzir a educação brasileira diante de seus desafios. Mas não é.

Também não é um bufão, apesar dos vídeos dançando com guarda-chuvas. Os bobos da corte faziam rir, enquanto Abraham Weintraub é violento. Em agosto, por exemplo, curtiu uma postagem com ameaças de violência física a estudantes, com imagens de tacos de baseball cobertos com arame farpado. E, não raro, os bobos tinham a liberdade de criticar reis e rainhas e falar a verdade sobre o reino em suas performances. Já Weintraub não ousa dizer o que Bolsonaro não quer ouvir.

Pois se o presidente é o pet de Donald Trump, Weintraub é o pet do presidente.

Impressionante ou “imprecionante” é Jair Bolsonaro ter mantido a cadeira de ministro da Educação vazia por mais de um ano, colocando pessoas despreparadas, nocivas para o país, como prepostos que desperdiçaram nosso tempo. Substituiu a busca pela melhoria da educação básica e superior e pelo aumento da produtividade da força de trabalho por debates que interessam ao passado, não ao futuro.

Como já disse aqui, se ele tivesse indicado um profissional, seja de direita ou de esquerda, a tarefa estaria em curso e, neste momento, haveria discordância de linhas a serem adotadas, como em qualquer discussão democrática, mas não ojeriza e desalento.

Melhor seria se Bolsonaro tivesse repatriado Olavo de Carvalho, guru ideológico de sua família, para ocupar o cargo diretamente. Correríamos o risco da implantação do terraplanismo? Sim, mas, ao menos, a fonte desse “projeto” poderia defendê-lo sem intermediários à sociedade brasileira, que poderia abraçá-lo ou refutá-lo.

O Brasil conta com uma formação precária dos docentes e com alunos que saem do Ensino Médio analfabetos funcionais. Assiste a roubo, ausência e baixa qualidade da merenda escolar. Paga baixos salários aos professores e não fornece estrutura suficiente em todas as escolas. Mantém um teto orçamentário, aprovado no governo passado, que restringe novos investimentos em uma área que ainda está distante de um mínimo aceitável.

Mas repito o que sempre escrevo aqui: a sensação, de acordo com as preocupações do governo, é de que o problema da Educação passa pela presença de ilustrações de pipius e xaninhas em cartilhas voltadas a explicar a adolescentes cuidados de saúde com o próprio corpo. Ou a presença de conteúdo didático destinado a combater a violência contra mulheres, homossexuais e transexuais. Ou ainda um suposta doutrinação gayzista-globalista-político-partidária por militantes comunistas travestidos de professores, que pregam o fim da família e da propriedade privada e distribuem mamadeiras de piroca aos alunos.

Combater fantasmas serve para transformar algo insignificante em um inimigo terrível. Anima, dessa forma, a batalha da extrema direita, aliada de primeira hora do presidente, cujo engajamento é peça-chave para um governo que pretende manter a campanha eleitoral acesa até o seu último dia.

Cada erro de Weintraub, mesmo os intencionais (é possível que as falhas sejam propositais para criar polêmica), dos banais aos estruturais, devem ser debitados de Bolsonaro. É ele que terá que prestar contas com as novas gerações quando o futuro ficar mais distante.

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Seis pontos que reafirmam o lugar de Paulo Freire na educação

Por ANA LUIZA BASILIO

Entra ano, sai ano e o educador Paulo Freire segue sob ataque de integrantes do governo Bolsonaro. Ao longo de 2019, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da educação Abraham Weintraub vincularam inúmeras vezes a baixa qualidade da educação brasileira ao pernambucano, e se esforçaram (muito!) em manchar a memória do educador. “Energúmeno” e “vodu, sem comprovação científica” são apenas alguns dos baixos predicados atrelados ao educador pela dupla bolsonarista.

Mentiras à parte, Freire segue com seu legado intacto e suas ideias seguem inspirando estudantes, professores e toda a comunidade educacional ao redor do mundo. Todos entendem a educação como política, não a partidária, mas aquela que emancipa e é capaz de formar cidadãos cientes de seus direitos e capazes de fazer uma leitura crítica do mundo. Para celebrar Paulo Freire, selecionamos alguns pontos da trajetória do educador que o solidificam como pensador que, de fato, contribuiu para a educação. Confira:

1. Alfabetização em Angicos (RN)

Em 1963, Paulo Freire supervisionou um trabalho de alfabetização de adultos na pequena cidade de Angicos, na região central do Rio Grande do Norte, a 170 km de Natal. Inédita no Brasil, a experiência tinha a ousada meta de alfabetizar cerca de 300 angicanos em 40 horas. Os estudantes eram, em maioria, trabalhadores rurais analfabetos e sem acesso à escola. Deu certo e a iniciativa ficou conhecida como “40 Horas de Angicos”.

Mais do que o letramento, o educador despertava nos estudantes o senso crítico, a partir das experiências de vida que tinham. Em vez de alfabetizar por meio de cartilhas e ensinar, por exemplo, “o boi baba” e “vovó viu a uva”, ele trabalhava as chamadas “palavras geradoras” a partir da realidade do cidadão. Por exemplo, um trabalhador de fábrica podia aprender “tijolo”, “cimento”, um agricultor aprenderia “cana”, “enxada”, “terra”, “colheita” etc.

O aprendizado se dava em três etapas. Na primeira, a da investigação, o educador levantava um universo vocabular com base na vida e na sociedade ao qual pertencia o aluno. Na segunda, a de tematização, os estudantes codificavam e decodificavam esses temas, buscando o seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido. Por fim, ocorria a fase da problematização, quando os estudantes buscavam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica do mundo, partindo para a transformação do contexto vivido.

2. Patrono da educação brasileira

Freire passou a ser reconhecido como patrono da educação brasileira em 2012, pela lei 12.612, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. A homenagem foi proposta pela deputada federal Luiza Erundina, que, quando prefeita de São Paulo (1989-1993), o nomeou secretário de Educação. “O título de Freire como patrono da educação é para nós, brasileiros, uma forma de homenagearmos o grande educador, mestre que foi. Ele não precisava de título para oferecer ao mundo o que fez”, declarou Erundina à CartaCapital.

3. Secretário de Educação em São Paulo

Paulo Freire foi Secretário de Educação em São Paulo durante o governo de Luiza Erundina, de 1989 a 1992. Na cidade, ajudou a construir uma política de educação marcante, com legados memoráveis como o Estatuto do Magistério, importante não só aos docentes como a todos os profissionais da educação.

“Foi a fase que a política de educação na cidade de São Paulo mais avançou, nos índices de aprovação, na redução dos índices de desistência e de qualidade reconhecida não só internamente no País, mas fora. Há estudos e análises da experiência de educação de Paulo Freire em São Paulo em teses de doutorado, pós doutorado…”, lembrou a ex-prefeita.

4. Construção de organizações e movimentos de massa

Paulo Freire influenciou diversas organizações e movimentos sociais, caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A ideia de uma educação feita com base na vivência das pessoas influenciou positivamente o movimento, que passou a repensar o tipo de abordagem educacional ofertada. O educador ainda mostrou que era preciso reconhecer a trajetória das crianças dos movimentos sociais, protegendo-as de estigmas que criminalizavam sua existência.

5. Reconhecimento por suas obras dentro e fora do país

Paulo Freire foi agraciado com 48 títulos, entre doutorados honoris causa e outras honrarias de universidades e organizações brasileiras e do exterior. É considerado o brasileiro com mais títulos de doutorados honoris causa e é o escritor da terceira obra mais citada em trabalhos de ciências humanas do mundo, Pedagogia do Oprimido. O educador é estudado em universidades americanas, homenageado com escultura na Suécia, nome de centro de estudos na Finlândia e inspiração para cientistas em Kosovo.

6. Autor de obras importantes, como Pedagogia do Oprimido

Publicada há 51 anos, Pedagogia do Oprimido continua sendo o principal marco do pensamento freiriano, condensando boa parte das ideias do educador.  O livro propõe uma pedagogia dialógica como base de uma nova forma de relacionamento entre professor, estudante, e sociedade, ao passo que critica os pressupostos da educação bancária como instrumento de opressão. Segundo um levantamento do pesquisador Elliott Green, professor da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, na Inglaterra, o livro é o terceiro mais citado em trabalhos acadêmicos na área de humanidades em todo o mundo.

Em “Educação como Prática de Liberdade” (1967), Freire fala sobre a palavra como instrumento de transformação do homem e da sociedade. Ele reforça o papel da escola de ensinar o aluno a ler o mundo e nele intervir positivamente. Na obra Pedagogia da Autonomia (1996), o educador reforça os princípios da ética, do respeito à dignidade e do estímulo à autonomia dos estudantes como base para uma educação emancipadora.

 

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