Rosalba Ciarlini reassume Prefeitura sob expectativa de reforma no secretariado e cortes em comissionados

Ontem a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) reassumiu o posto para o qual fora eleita pela quarta vez em 2016. Ela passou por uma cirurgia na vesícula no Hospital Wilson Rosado.

A prefeita vem de uma derrota humilhante nas eleições dos dias 7 e 28 de outubro. Há um entendimento dentro da cúpula do rosalbismo de que é preciso dar uma resposta ao povo que anda de mau humor em relação aos inquilinos do Palácio da Resistência.

A saúde foi eleita a grande culpada pelo fracasso do rosalbismo, mas outras áreas devem por mudanças como a chefia de gabinete.

Também se discute um pacotão de exonerações de cargos comissionando para enxugar a máquina. A redução de terceirizados também está na pauta.

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Finalmente um secretário de agricultura

Novo secretário já tomou posse (Foto: PMM/Secom)

Foi praticamente uma gestação de nove meses, mas finalmente nasceu a nomeação do novo secretário de agricultura de Mossoró. Será José Carlos Vieira de Souza, antigo seguidor do rosalbismo. Ele tomou posse ontem.

A vaga estava reservada há tempos para o vereador Rondinelli Carlos (PMN), que aderiu recentemente ao governismo com ampla repercussão negativa nas redes sociais e na Câmara Municipal (ver AQUI).

Rondinelli ficou sem clima para assumir a pasta.

Currículo

O novo secretário municipal de agricultura é formado em Engenharia Agrônoma pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e possui experiência em empresas de renome nacional e atuou em diversos setores da agronomia.

 

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Secretário assume cargo em pasta esvaziada

Rosalba acomoda sandrismo em pasta esvaziada (Foto: Secom/PMM)

A foto acima mostra o “climão” na posse de Pedro Almeida como secretário municipal de administração. Não é por acaso. Além da decisão política ser fruto de tensas negociações com o grupo de Sandra Rosado (PSDB), o novo auxiliar da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), recebe uma pasta esvaziada.

O novo secretário cuidará praticamente apenas dos Recursos Humanos do Município e dos problemas inerentes a essa área.

A parte que dava mais poder a Secretaria de Administração ficou com a nova Secretaria Municipal de Finanças que ficou com os setores de compras e licitações.

A pasta das finanças fica sob controle de Herbênia Rosado, que age sob influência do líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado.

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Rosalba exonera filha

Filha de Rosalba deixa cargo

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) exonerou Lorena Ciarlini do cargo de secretária municipal de desenvolvimento social. A decisão tem a finalidade de deixar a jovem com dedicação exclusiva a campanha eleitoral deste ano.

No lugar dela assume a professora Fernanda Kaline que já vinha atuando com adjunta dando suporte a filha de Rosalba no comando da pasta.

O irmão de Lorena, Kadu Ciarlini (PP), é candidato a vice-governador na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT) e o primo, Beto Rosado (PP), é candidato à reeleição de deputado federal.

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Presidente do PREVI classifica como preocupante atrasos de repasses da Prefeitura

 

Elviro lamenta atrasos da Prefeitura de Mossoró

Em conversa com o Blog do Barreto o presidente da Previ-Mossoró Elviro Rebouças classificou como preocupante os atrasos dos repasses da Prefeitura de Mossoró ao Instituto de Previdência.

A prefeitura ainda não pagou os repasses patronais entre setembro de 2017 e maio de 2018 e está devendo mais dois meses dos descontos feitos nos contracheques dos servidores (ver AQUI). “É preocupante e não deveria estar acontecendo isso. Nós não concordamos com esse procedimento”, frisou.

Para Elviro a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem tratado o assunto com seriedade e prometeu quitar os atrasos dos repasses na próxima semana. “Ela vai pagar o dinheiro descontado dos servidores nos contracheques de maio e junho e a dívida vai ser reduzida a algo em torno de R$ 14 milhões”, acrescentou.

Questionando se as críticas a prefeita não causariam embaraços a prefeita de quem possui uma longeva relação de amizade, Elviro disse que separa as coisas. “Sou presidente da Previ. Tenho deveres com o órgão”, esclareceu.

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Manobra contábil da Prefeitura provoca dívida milionária com instituto de previdência

Trecho da ata que revela manobra contábil

A fonte é insuspeita: o Jornal Oficial de Mossoró (JOM). A ata tem a assinatura do presidente do Instituto de Previdência de Mossoró (PREVI-Mossoró) Elviro Rebouças.

No documento consta a informação de que o órgão sofre um rombo de R$ 18 milhões por ausência dos repasses patronais e dos descontos nos contracheques dos servidores.

Os dados foram revelados em uma ata do Conselho Municipal de Previdência publicada no JOM do último dia 1º agosto.

Na reunião, o insuspeitíssimo presidente do PREVI Elviro Rebouças revelou que as contribuições patronais do período de setembro de 2017 a maio de 2018 estão atrasadas cumulando uma R$ 18,4 milhões.

Na própria ata consta que ele revela que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) faz uma manobra contábil na previdência para pagar a folha de pagamento. “(Elviro) Destacou que a situação financeira da Prefeitura não boa e que a Senhora Prefeita estaria tendo que escolher entre pagar os servidores ou fazer os repasses devidos ao Previ”, frisou.

O Blog do Barreto fez contato com o presidente da PREVI Elviro Rebouças que confirmou o teor da ata e contou que a contribuição dos servidores de maio e junho estão atrasadas porque a prefeita desconta e não faz o repasse ao instituto.

ALENTO

Na ata ao menos um alento para os servidores municipais. Elviro conta que os repasses das dívidas parceladas da Prefeitura de Mossoró estão em dia e que o INSS pagou R$ 15 milhões a título de compensação previdenciária.

Elviro informa que a saúde da PREVI está equilibrada com R$ 60 milhões de saldo.

Nota do Blog: o PREVI-Mossoró foi criado em 2011 através de um projeto que tramitou apenas duas horas na Câmara Municipal. Não houve discussão com os servidores. A irresponsabilidade de constituição do órgão já constava no seu nascedouro. Este operário da informação denunciou desde o início que isso não ia dar certo. Na época a Prefeitura de Mossoró “zerava” o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por constantes atrasos nos repasses ao INSS.

Ainda hoje publicaremos a avaliação de Elviro Rebouças sobre a situação.

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Mossoró está sem secretário de agricultura há mais de dois meses

A Prefeitura de Mossoró está sem titular mais na Secretaria executiva de Agricultura e Recursos Hídricos de Mossoró desde 1º de fevereiro quando Anne Katherine de Holanda Bezerra pediu exoneração para assumir o cargo de professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Depois de muito tempo a cidade começa a ter chuvas e alguém a frente da pasta seria fundamental para atender a maior Zona Rural do Rio Grande do Norte.

Desde que ela deixou o cargo o secretário municipal de desenvolvimento econômico, Lahyre Rosado Neto, acumula as pastas.

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Secretaria Municipal de Cultura retorna com contenção de despesas

Com a recriação da Secretaria Municipal de Cultura, a prefeita Rosalba Ciarlini alterou o Decreto nº 5.025, que determina medidas de diagnóstico da situação administrativa e de contenção de despesas.

A formatação da Secretaria será feita de forma planejada e regulamentada.  Na última composição, não havia limite na nomeação dos cargos comissionados. “A nova Secretaria terá organização e limite. A Secretaria foi criada e precisa de cargos, observando a situação financeira que enfrenta o município”, afirmou  a prefeita Rosalba Ciarlini, esclarecendo que será mantida a determinação de promover uma estrutura administrativa enxuta.

Antes de ser transformada em Secretaria Executiva, fazendo parte da Secretaria Municipal de Educação, a Cultura chegou ter mais de 60 cargos comissionados.

O novo decreto também excetua da proposta do corte de 50% os cargos de diretor e vice-diretor de escolas para as unidades de maior porte, que funcionam em dois turnos, e diretor de Unidades de Saúde.

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Cem dias de choque de realidade para Rosalba

trecho Bom Jardim

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) durante a campanha eleitoral ignorou a crise que assola os municípios de ponta a ponta no Brasil. Para ela era tudo falta de gestão. A então candidata apostou no argumento de que ela seria o nome mais capaz de recolocar Mossoró nos eixos graças a fama de maior prefeita que a cidade já teve.

Mas ao assumir a administração o quadro era negativo. Salários atrasados, dívidas e mais dívidas causadas pelo furacão Francisco José Junior (PSD).

A prefeita acertadamente livrou-se da responsabilidade de manter BICs que não diminuíam a violência. O único erro foi ela não ter dito isso na eleição.

Ela conseguiu diminuir os atrasos da folha salarial, mas ainda está devendo a folha de dezembro para parte funcionalismo. Está em curso uma operação tapa-buraco que diminuído o estrago nas vias da cidade.

A prefeita também mostrou que aprendeu algumas lições da traumática passagem pelo Governo do Estado. Está mais aberta ao diálogo com os representantes sindicais.

Houve alguns avanços. Dá para dizer que está menos ruim com Rosalba.

E por que não está bom? Perguntaria o devoto rosalbista? Seria precipitado classificar como desastrosa a quarta passagem de Rosalba pelo Palácio da Resistência com base na tradição da avaliação dos 100 primeiros dias. Também seria equivocado tecer loas pelos parcos avanços.

Por outro lado, os cem primeiros dias de Rosalba foram marcados pelo nepotismo, demora em definir um secretário de cultura e situações constrangedoras como o caso Rosina Ciarlini (ver AQUI) na Escola de Artes.

A prefeita se equivoca ao evitar uma aproximação com o governador Robinson Faria a ponto de deselegantemente desautorizá-lo em praça pública. A cidade perde muito com isso, principalmente na segurança.

A prometida reforma administrativa até aqui não saiu. O decreto anunciando corte de 50% dos cargos comissionados e funções gratificadas tem mais exceções do que verdades e a prefeita chegou a receber um salário com aumento e só assinou o decreto abrindo mão do reajuste após ser “lembrada” pela mídia.

De uma forma resumida: a prefeita apagou incêndios deixados pelo antecessor, se enrolou em questões morais e precisa de mais tempo para ter a gestão avaliada como boa ou ruim.

Há pontos negativos e positivos, mas é preciso mais do que cem dias para fazer uma avaliação mais aprofundada da gestão de Rosalba.

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