Vereadores explicam que “grupo livre” é apenas um bloco partidário

Após a repercussão da criação do “Grupo Livre”, espécie de versão com nova roupagem da surrada tática do “grupo independente”, os vereadores João Gentil (PV), Aline Couto (PHS) e Zé Peixeiro (PTC) estão dizendo que não é bem assim.

João Gentil fez contato com o Blog para dizer que o grupo não foi criado para obter benesses. “Não tenho interesse NENHUM em conversar com CA (Carlos Augusto Rosado, líder do rosalbismo). Talvez ele converse com os colegas, comigo não. Tenho princípios e ideologia”, garantiu.

No plenário da Câmara Municipal, tanto Zé Peixeiro como Aline Couto falaram que se trata de apenas um bloco parlamentar para serem mais ouvidos na casa, mas garantem que seguem governistas.

Notam do Blog: qual o sentido de dois vereadores governistas se aliarem a um colega que não é mais aliado da prefeita? O ajuste de discurso não convence.

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“Grupo independente” ressurge com novo apelido na Câmara Municipal

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Toda legislatura da Câmara Municipal a história se repete. Um grupo de vereadores governistas fica amuado com o inquilino de plantão do Palácio da Resistência. O ajuntamento de deles forma o “grupo independente”. Essa história é de priscas eras, como diria nosso decano do jornalismo mossoroense Emery Costa.

Agora o apelido é “Grupo Livre” formado por Zé Peixeiro (PTC), Aline Couto (PHS) e João Gentil (de saída do PV). Deste trio, João Gentil já tinha deixado a vaga há alguns meses.

Vão ficar naquela brincadeira de não ser oposição nem governo até que Carlos Augusto Rosado faça um carinho e voltam para o governismo sem qualquer anúncio formal.

Essa conversa de “Grupo Livre” só convence os desavisados sobre a história do nosso glorioso parlamento.

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Candidatura de Carlos Eduardo ao Governo é uma distopia política

Alves e Mais
Carlos Eduardo pode formar chapa com Garibaldi e Agripino abrindo espaço para Álvaro Dias ser candidato a prefeito de Natal

O Brasil vive um momento de desejo profundo por mudanças. As manifestações nas redes sociais são invariavelmente no sentido de rejeitar os políticos tradicionais e seus parentes.

Trocando em miúdos: o povo cansou. É um cansaço que em vez de gerar revolta e manifestações de rua é expressado numa apatia política típica de nossa sociedade, mas ainda assim o ambiente não é bom para os grupos tradicionais.

O Rio Grande do Norte é um dos Estados mais presos ao sistema oligárquico no Brasil. Aqui Alves, Maias e Rosados (divididos ou juntos) ditam as cartas há mais de 60 anos.

Pouca gente percebeu, mas vivemos um período de hiato no poder desses grupos. Robinson Faria (PSD), com o apoio velado (e não velado) do rosalbismo, derrotou Alves e Maia e hoje é adversário das três oligarquias. O modelo de gestão dele foi tão igual ao dos seus antecessores tanto que ninguém nem notou que esse pessoal está longe do erário estadual.

A decadência do governo Robinson não favoreceu a ascensão dos grupos tradicionais, pelo menos por enquanto eles seguem merecidamente ignorados.

Os grupos tradicionais foram parcialmente rejeitados em 2014. Juntos perderam Governo e Senado, mas dominaram vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Mesmo com a fragorosa derrota na eleição majoritária em 2014, os grupos tradicionais ignoram o sentimento do eleitor e trabalham para fazer uma chapa misturando Alves, Rosados e Maias, juntando a fina flor da velha política potiguar.

Carlos Eduardo Alves, o prefeito de Natal que andou atrasando salários, quer pintar como solução para substituir um governador que também atrasa salários. É um paradoxo difícil de entender e explicar ao (e)leitor. Filiado ao PDT e posando de diferenciado, ele começa a pôr a cabeça para fora para formar chapa ao lado dos senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM), que tentam a reeleição ao Senado. O trio sonha com um vice made in Mossoró com sobrenome Rosado.

É como se a política do Rio Grande do Norte ainda estivesse nos anos 1990 quando estes sobrenomes não sofriam resistência eleitoral de hoje.

Garibaldi e Agripino nunca tiveram intenções de voto tão baixas nas pesquisas como em 2018, mas seguem competitivos. Suas derrotas dependem de quem serão os oponentes. Em entrevista ao Conversa de Alpendre da TCM, o emedebista admitiu que essa será a eleição mais difícil da vida dele.

Na pesquisa do Instituto Consult, contratada pela FIERN, o eleitor mostrou-se disposto a mudar a nossa elite política e ignorar as orientações de prefeitos e cabos eleitorais. O problema é, repito, qual a alternativa a tudo isso que está aí?

A utopia do eleitor potiguar médio é mudar a classe política e seu modelo de gestão cansado, mas há um movimento remando no sentido contrário que sabe o caminho das pedras que levam aos votos e vitórias e isso pode levar o eleitor apático a sufragar votos em quem não quer por falta de alternativas.

A postulação de Carlos Eduardo Alves ao Governo do Estado é uma distopia política por representar o sentido inverso dos desejos dos eleitores potiguares, mas não pode ser subestimada.

Entenda: Utopia e distopia são dois conceitos que fomentam a discussão acerca da realidade. A utopia pode ser compreendida como a ideia de uma civilização ideal, imaginária, perfeita e, por isso, inalcançável.

A distopia ou antiutopia, por sua vez, é a antítese da utopia, apresentando uma visão negativa do futuro, sendo geralmente caracterizada pelo totalitarismo, autoritarismo e pelo opressivo controle da sociedade.

Fonte: www.estudopratico.com.br

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Aline Couto é eleita segunda secretária da Câmara Municipal

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Formalmente na oposição, mas com um pé na base governista a vereadora Aline Couto (PHS) foi eleita segunda secretária da Câmara Municipal e passa integrar a mesa diretora da casa.

Ela assume a vaga de Alex Moacir (PMDB) que abriu mão do cargo para assumir a liderança da base governista na casa.

Aline está em ascensão política. Recentemente assumiu a presidência do diretório municipal do PHS.

Foto: Edilberto Barros

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Vereadora assume comando de partido em Mossoró

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A vereadora Aline Couto nem estreou na Tribuna da Câmara Municipal de Mossoró e já sofre uma nova mudança (para cima) de patamar na política mossoroense. Ela está assumindo a presidência do PHS municipal.

Começa com o desafio de reorganizar o partido. Ela foi eleita apoiando Tião Couto (PSDB) enquanto que o restante do partido esteve com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), vitoriosa no pleito de 2016.

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