Escolha de secretário é elogiada pela FIERN

A escolha do ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico foi elogiada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN).

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte cumprimenta a governadora eleita, Fátima Bezerra, pela escolha do ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, como futuro titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico.

Jaime Calado tem larga experiência na gestão pública, já tendo sido, dentre outros cargos, Diretor da Fundação Nacional de Saúde, Presidente da CAERN e, durante oito anos, prefeito de São Gonçalo do Amarante. Como gestor municipal foi sempre atento ao diálogo com as instituições representativas dos empreendedores potiguares e muito qualificado para discutir e encaminhar projetos na área do desenvolvimento econômico.

Diante dos desafios que precisaremos enfrentar, para resgatar o Estado da gravíssima crise que atravessa, é muito importante que o diálogo seja exercido com insistência e exaustão a favor do Rio Grande do Norte, o que também tem sido enfatizado pela nova Governadora e sua equipe, posicionamento muito bem recebido pelo setor produtivo potiguar.

Desejamos ao futuro secretário êxito no novo desafio e nos colocamos à disposição para contribuir no que estiver ao nosso alcance para ajudar o nosso estado a retomar o rumo do desenvolvimento.

 

Amaro Sales de Araújo

Presidente do Sistema FIERN

 

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Heróis da resistência

Por Amaro Sales de Araújo*

Apesar do Estado, a indústria nacional industrializou o Brasil. Sobreviveu, cresceu, e ajudou a transformar o país numa potência econômica no cenário internacional. Impossível se pensar no Brasil atual, sem reconhecer, em todas as áreas este legado.

Os industriais nacionais resistiram a inúmeros planos econômicos desastrosos; a inflações estratosféricas; ao cerco das licenças ambientais; medidas regulatórias e fiscalizações draconianas; ao chamado “Custo Brasil”; à burocracia (chegamos ao ponto de ter um “Ministério da Desburocratização”!), e ajudaram a inscrever o país como oitava economia do mundo. Infelizmente, muitos ficaram pelo caminho.

No entanto, apesar do generalizado ambiente hostil aos negócios, o setor empresarial nacional tem avançado. Os números mostram a pujança e importância deste segmento para a economia. A indústria, como um todo, representa 18,5% do PIB (1,2 trilhão de Reais); responde por 51,3% da receita de exportação (111,7 bilhões de dólares); por 68% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado e por 32% dos tributos federais (exceto receitas previdenciárias).

Para cada R$ 1,00 produzido na indústria, são gerados R$ 2,32 na economia como um todo. Nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,67 na agricultura e R$ 1,51 nos comércio e serviços. A indústria contribui com R$ 1,2 trilhão para a economia brasileira; emprega 9,4 milhões de trabalhadores; e é de 20% sua participação formal no país.

Nesse contexto, chama atenção a força, coragem e criatividade do microempreendedor. O país conta hoje com 11.835.084 empresas ativas. Desse total, 99% são Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e MEIs. As MPEs respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (19 milhões).

Este ano, apesar da crise, o número de empresas optantes pelo Simples chegou a 11,4 milhões, sendo 6,6 milhões de MEI e 4,8 milhões de ME e EPP. Segundo dados do Sebrae este ano, as Micro e Pequenas Empresas (MPE) criaram 330 mil postos no período de 2017.

Somente o desconhecimento desses números pode levar alguém a diminuir a importância desse segmento para o país e menosprezar a epopéia em que se transformou ser empresário no Brasil.

Costuma-se dizer, com razão, que “O Brasil não é para amadores”. Os empresários que o digam! Esses anônimos “heróis da resistência” tem resistido como podem e jamais se negaram a dar sua contribuição para desenvolver o país.

Não defendemos privilégios para este ou aquele setor específico, mas regras claras e ambiente de negócio favorável. Defendemos, sim, a Democracia liberal e a livre iniciativa, aliás, cláusulas previstas na nossa Constituição, e imprescindíveis ao Capitalismo sustentável e com responsabilidade social.

O setor industrial é um grande termômetro da nossa economia. Se ele vai mal, a economia sofre, se ele vai muito bem, a economia avança. Não existe mágica para o país retomar o rumo do crescimento. As “invenções da roda” tentadas tantas vezes na economia todos sabemos como acabaram.

Todos os países têm política industrial. Têm uma estratégia para fortalecer seu setor industrial. É só observar como os governos dos Estados Unidos e da China cuidam dos seus respectivos setores industriais. O Brasil também deve tê-la, sempre que possível de forma horizontal, e, claro, podem existir mecanismos, que podem constantemente ser avaliados e ajustados.

Nesse momento de transição governamental, é necessário bom senso, humildade e diálogo para juntos construirmos o Brasil que todos queremos. Independente de quem seja o presidente ou os ministros, temos que produzir, gerar emprego e renda para manter a máquina pública funcionando.

Juntos e voltados para os mesmos objetivos, podemos fazer um país melhor para todos; desunidos e sem rumo não chegaremos a lugar nenhum.

* É presidente da FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) e do COMPEM/CNI (Conselho da Micro e Pequena Empresa)

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Agenda Potiguar 2019-2022

Por Amaro Sales de Araújo*

Em 2005, o Rio Grande do Norte era o estado melhor posicionado, em condições gerais de vida, entre todos os estados do Norte e Nordeste do país, ocupando o 12º lugar entre os estados brasileiros. Era também o 3º mais seguro. Hoje, tornou-se o campeão nacional na violência e apresenta um dos menores índices de dinamismo econômico do Brasil (www.desafiosdosestados.com.br).

Esta perda de dinamismo foi diagnosticada desde 2014 pelo Plano “Mais RN”, que propôs um pacto político e social de todos para melhorar o estado. Infelizmente este Pacto não aconteceu e a trajetória de declínio se acentuou. E o pior ainda pode acontecer: se nada de novo for feito, até 2022 corremos o risco de cair para a 23ª posição entre os estados brasileiros, sendo ultrapassados por Rondônia, Paraíba, Roraima, Bahia, Tocantins, Piauí, Amazonas, Alagoas e Sergipe. À frente apenas do Acre, Amapá, Pará e Maranhão.

Essa trajetória preocupante não se deve à falta de potencialidades: além de ter um povo trabalhador e hospitaleiro, o Rio Grande do Norte tem potenciais muito valiosos, como energia, turismo, fruticultura, pesca/camarões, mineração, confecções, comércio, construção civil e serviços avançados. Além do bioma caatinga que as novas tecnologias produtivas estão viabilizando. Mas, essas potencialidades só serão plenamente aproveitadas, se superarmos a profunda crise fiscal e financeira do Governo do Estado e melhorarmos os serviços públicos e o ambiente para os negócios do setor privado.

É neste cenário que lideranças empresariais e especialistas, mobilizados pela FIERN, atualizaram o Mais RN e, com o apoio da Macroplan, montaram a Agenda Potiguar 2019-2022, uma proposta concreta, objetiva e realista para resgatar o Rio Grande do Norte nos próximos quatro anos, mantida a original visão de futuro do Projeto para 2035.

É uma agenda que vê os problemas e soluções de frente, mas com os pés no chão e para os próximos quatro anos, tem foco em quatro grandes desafios.

Primeiro, melhorar os serviços públicos e a infraestrutura com ênfase na continuidade e melhoria da segurança, saúde, educação, assistência e inclusão social, transportes e conectividade e recursos hídricos e saneamento.

Em paralelo, melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos. Sem isso, não teremos investimentos privados nem tampouco crescimento econômico que é quem gera empregos.

Para realizar os dois primeiros desafios, o terceiro que se impõe é fazer um forte ajuste fiscal e melhorar a qualidade do gasto público. Por último, mas não menos importante, será preciso por em prática uma governança cooperativa e solidária, sob a condução comprometida e exemplar do Governador eleito em 2018.

O Rio Grande do Norte tem jeito. A Agenda Potiguar mostra o caminho, com 44 metas ousadas e 180 ações prioritárias. Mas não há mais tempo a perder. É hora de união, coragem para tomar as medidas duras que são inadiáveis e assim fazer o Rio Grande do Norte voltar a ser um lugar seguro para crescer, dinâmico para prosperar e bom para viver.

* É industrial, Presidente da FIERN e do COMPEM/CNI

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