Simulação de segundo turno indica embate equilibrado entre Fátima e Carlos Eduardo. Propaganda negativa terá peso decisivo

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Um dado que vem passando despercebido nas análises sobre a pesquisa Certus encomendada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) são as várias simulações de segundo turno realizadas.

Em todas a senadora Fátima Bezerra (PT) vence com folga, exceção para o duelo com Carlos Eduardo (PDT) que por sua vez vence todas as simulações excetuando o confronto com a petista.

O mais provável hoje é um segundo turno entre Fátima e Carlos. Segundo a pesquisa Certus o confronto está 33,76% x 24,18%. A decisão ficaria quanto aos indecisos que somam 6,95% e a parcela que vai “amolecer o coração” entre os 35,11% dos eleitores que afirmam não votar em nenhum dos candidatos.

Aí teríamos dois cenários: 1) a rejeição aos políticos das oligarquias familiares. Cenário que favorece Fátima; 2) sentimento antipetista. Cenário que favorece Carlos Eduardo. A conquista desse eleitorado passará pela propaganda negativa.

Será a desconstrução do rival quem vai nortear o pleito nos próximos meses. Há muito a ser discutido nos bastidores e no planejamento das campanhas.

A política de aliança não pode ser descartada, mas a eleição de 2014 já informou a classe política do Estado que um palanque pesado demais pode desmoronar nas urnas.

 

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Antipetismo é o maior vencedor das eleições 2016

O PSDB cresceu muito. O PRB deu um salto para deixar de ser um partido periférico. Aécio Neves mostrou fragilidade em Minas Gerais e Geraldo Alckmin mostrou que está forte para 2018.

A antipolítica está em alta com as vitória de João Dória em São Paulo e Kalil em Belo Horizonte.

Mas o que mais chamou a atenção nessas eleições foi a derrocada do PT. A legenda que comanda a esquerda brasileira vive o pior momento da história. Só elegeu um prefeito de capital. Perdeu cidades importantes na Grande São Paulo, no chamado cinturão vermelho, e de quebra perdeu sete em cada dez votos num comparativo entre 2012 e 2016.

O antipetismo vive o auge. O PT está no pior momento. A legenda virou símbolo de corrupção e por mais que não seja a campeã em envolvidas na Lava Jato a imagem do partido está encalacrada aos escândalos de corrupção.

As narrativas petistas que sempre se sobressaíram, agora não são mais hegemônicas. Uma ala mais conservadora da sociedade rompeu o silêncio e as bandeiras petistas encontram antagonistas que defende, inclusive, pensamentos preconceitos.

A onda antipetista venceu em 2016. O partido vai ter que se reinventar como o DEM fez num passado não muito distante. Como o maior partido de direita do país, o PT pode voltar a respirar, mas sem ter a mesma força de antes.

Ainda é cedo para fazer avaliações, mas não será fácil. O vácuo da esquerda deixado pelo PT pode ser assumido por outra agremiação ou o partido pode recuperar terreno. Por mais que os radicais de direita não aceitem o pensamento progressista não vai ser varrido do mapa do mesmo jeito que o de direita não foi quando esteve em baixa.

A política é feita de ciclos. O atual é o de fortalecimento do antipetismo.

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