Desistência de Sandra tem roteiro pronto. Vereadora resiste

Sandra esteve ontem na convenção tucana. Ela quer ser candidata. O bom senso recomenda desistência

Os dias têm sido tensos no grupo político familiar da vereadora Sandra Rosado (PSDB). Ela quer ser candidata a deputada federal, mas não tem grandes chances de ser vitoriosa nas urnas.

O bom senso indicaria a parceria política com o rosalbismo para garantir a preservação dos atuais mandatos de sobrenome Rosado.

O rosalbismo pressiona para que ela desista da postulação para apoiar a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP). O jogo nos bastidores tem sido duro (ver AQUI), mas Sandra resiste.

Nas idas e vindas o roteiro da desistência está traçado. Ela ser homologada candidata a deputado federal pelo PSDB como aconteceu ontem já estava no script por causa das circunstâncias internas do partido.

O próximo capítulo é Sandra ao final ceder e desistir da candidatura para garantir a estrutura palaciana a Larissa Rosado (PSDB) que tenta a reeleição e manter o ex-vereador Lairinho Rosado na condição de secretário de desenvolvimento econômico. Cogita-se, como compensação, uma outra pasta para o professor Pedro Almeida, aliado de longa data do sandrismo.

Está previsto para ainda nesta semana um evento para celebrar a dobradinha Larissa/Beto. Tudo dependerá da palavra final de Sandra. Ela resiste, repito.

Os bastidores fervem.

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Menos de dez dias das convenções chapas majoritárias estão próximas de serem fechadas

O histórico recente da política do Rio Grande do Norte é marcado por decisões tomadas em cima da hora literalmente minutos antes das convenções. Este ano aos poucos as chapas estão sendo formadas e com alguma antecedência.

As convenções começam no dia 20 de julho e as principais candidaturas estão com as chapas encaminhadas.

Pela esquerda a senadora Fátima Bezerra é candidata ao governo com o vice, Antenor Roberto, indicado pelo PC do B. A chapa para o Senado tem o nome da deputada federal Zenaide Maia (PHS) e o médico Alexandre Mota caminha para ser o segundo integrante.

O prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) trabalha para ter um vice indicado pela prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP). Caso ela decline, o plano B seria o deputado federal Felipe Maia (DEM). Os senadores do pedetista são Garibaldi Filho (MDB) e Antônio Jácome (PODE).

O governador Robinson Faria (PSD) é quem está mais distante de formar uma chapa. Ainda não tem um vice fechado, mas a tendência é que nome venha do PSDB. Dois nomes despontam: o ex-prefeito de Lajes Benes Leocádio e o empresário Haroldo Azevedo. Por enquanto, Robinson tem apenas um senador: Geraldo Melo. Existe a possibilidade de o governismo não ter um segundo nome para o Senado.

No Solidariedade o candidato ao Governo é o ex-prefeito de Olho D’água Breno Queiroga. O vice ainda não está definido. A ex-atleta Magnólia Figueredo é um nome para o Senado e o outro tem grandes chances de ser o Capitão Styvenson Valentin.

No PSOL o candidato ao Governo é o professor Carlos Alberto e a vice é a sindicalista Aparecida Dantas. Os senadores são os professores Telma Gurgel e Laílson Almeida.

No dia 20 de julho começam as convenções partidárias que vão homologar as candidaturas.

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Garibaldi não passou mal por acaso ao saber da mudança de status da prisão de Henrique

Garibaldi_HenriqueAlves

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves (MDB) deve ser libertado nas próximas horas. Na verdade, ele vai para uma prisão domiciliar em seu confortável apartamento em Natal.

Poderá receber algumas visitas cujo perfil será orientado em um despacho do juiz federal Eduardo Guimarães.

Conforme noticiou a jornalista Thaísa Galvão, o senador Garibaldi Filho (MDB), primo de Henrique, passou mal ao tomar conhecimento da decisão.

A emoção foi grande. Primeiramente pela motivação afetiva. Henrique e Garibaldi são o que a gente costuma chamar de “primos-irmãos”.

Mas politicamente eles são uma única entidade política. Henrique é o articulador e arrecadador dos recursos de campanha. Garibaldi o líder carismático e populista.

Sem Henrique, o MDB potiguar estava definhando a ponto de perder para o PSDB um de seus parceiros mais sólidos: o deputado estadual Gustavo Fernandes, filho do ex-deputado Elias Fernandes, nome ligadíssimo a Henrique.

Henrique estará em casa. Muito provavelmente não poderá receber visitas de ordem política, mas a relação afetiva com Garibaldi não levará um magistrado a impedir as visitações do senador ao primo. Isso fará uma grande diferença para Garibaldi, mas também afetará o jogo político. Henrique é muito mais criativo na formatação de alianças (o próprio Garibaldi reconhece isso) e terá mais mobilidade para entrar nas discussões.

Garibaldi teve uma dupla alegria: a afetiva e a política. Henrique estará mais próximo. Isso faz toda diferença.

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