Prefeitura quita folha de agosto

A Prefeitura de Mossoró pagou nesta quarta-feira, dia 11, o décimo-terceiro salário aos servidores municipais aniversariantes do mês e também o terço de férias, PMAQ, plantões da segurança, saúde e trânsito, insalubridade e horas-extras.

A comunicação da Prefeitura de Mossoró informa que todas as vantagens fixas e variáveis estão “rigorosamente em dia”.

A folha foi quitada com cinco dias de atraso desrespeitando decisão do juiz Pedro Cordeiro que obriga a quitação da folha até o quinto dia útil do mês subsequente.

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Prefeitura acumula novos atrasos com terceirizadas

A terceirizada Athos está devendo 15 de junho mais os meses inteiros de julho e agosto dos funcionários que fazem a limpeza das Secretaria e Saúde.

São mais de cem de trabalhadores prejudicados.

Segundo Aldeiza de Sousa, coordenadora de Sindlimp, a empresa informou que já enviou a documentação a Prefeitura de Mossoró e aguarda o pagamento para quitar os salários.

Ainda tem o caso da empresa Releecun que presta serviços na área de jardinagem e colocou 21 funcionários para gozar férias e eles não receberam ao retonarem ao trabalho.

Além disso, os salários de agosto de 105 funcionários também estão atrasados. A explicação dada ao sindicato é de que estão aguardando.

Histórico

A Prefeitura de Mossoró vem acumulando atrasos com os funcionários das empresas terceirizadas desde o início da gestão. Esses são casos novos que se juntam aos do passado. Ainda assim Rosalba Ciarlini (PP) assina licitações para terceirizar ainda mais.

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Fátima e Rosalba: estilos opostos de governar, mas com dificuldades parecidas

Rosalba e Fátima tem estilo opostos de governar (Foto: web)

Uma preza pelo diálogo. A outra aposta da imposição das decisões sem discutir com a sociedade. Um governa de forma descentralizada, a outra concentra decisões em um núcleo duro. Uma divide o poder com aliados. A outra prefere concentrar poder. Quando uma toma uma medida polêmica e é criticada, recua. A outra prefere insistir no erro.

A primeira citada é a governadora Fátima Bezerra (PT). A segunda é a prefeita de Mossoró e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Em comum, ambas chegaram ao poder para suceder gestões mal avaliadas. De diferente, a ausência de experiência administrativa de Fátima, qualidade que sobra em Rosalba Ciarlini. Outra semelhança está na forma como trataram a questão da folha atrasada: ambas usaram a mesma estratégia: pagar a folha do primeiro ano de governo e empurrar o que está atrasado para depois.

O que falta em uma sobra na outra. São vidas totalmente opostas o que explica as diferenças de estilo de governar. Fátima tem origem popular. Rosalba iniciou a carreira política em uma das mais tradicionais oligarquias do Estado.

Até aqui Rosalba não conseguiu quitar a folha de 2016. Faltam retroativos do reajuste salarial daquele ano. A prefeita vende o discurso do salário em dia mesmo pagando de forma fatiada o que é devido aos servidores.

Meio que a contragosto, Fátima reconhece os atrasos, mas como Rosalba tem dificuldades para pôr a folha em dia. A petista aposta tudo em recursos extras que o Estado deve receber nos próximos meses.

Fátima tem como vantagem o tempo. São mais de três anos de governo pela frente. Já Rosalba não pode dizer o mesmo. Ano que vem ela tenta a reeleição num pleito decisivo para a sobrevida de seu grupo político-familiar.

As dificuldades para gerir a coisa pública não estão atreladas somente ao estilo de governar, mas também a falta de dinheiro. Democrática ou autoritária, nenhuma gestora faz mágica sem grana.

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Deputados cobram pagamento de salários dos servidores

Deputado cobra falta de ações para pagar salários atrasados (Foto: Eduardo Maia)

A falta de perspectiva do Governo de pôr a folha de servidores em dia preocupa deputados estadual. Em pronunciamentos na Assembleia Legislativa a questão foi abordada.

O deputado José Dias (PSDB) lembrou que já se passaram nove meses sem que medidas sejam tomadas no sentido de resolver a questão salarial. Ele defendeu união das bancadas. “Se faz necessária a união do Legislativo, situação e oposição, em busca de solução”, frisou.

Em aparte, o deputado Nelter Queiroz (MDB) lamentou a situação do Governo Estadual que, segundo ele, “parece esquecer suas origens, seus servidores e aposentados”. Em seguida, Sandro Pimentel (PSOL) pediu que o Governo apresente um calendário para o pagamento dos atrasados. “Não é possível que o ano termine sem o encerramento deste problema”, concluiu Sandro.

Num outro pronunciamento, Kelps Lima (SD) classificou como inaceitável o silêncio do Governo. “É uma situação muito grave e o Governo trata como desimportante. O Governo não fala mais nos atrasados. Três meses sem salários desorganizam completamente a vida dessas pessoas, que ficam sem poder comprar remédios ou pagar o plano de saúde”, disse.

Já Coronel Azevedo (PSC) focou na situação de policiais e inativos. “Reafirmo meu respeito a todos os inativos e pensionistas que estão lutando por seus direitos. Continuarei dando prioridade a essas pessoas que dedicaram sua vida ao serviço público e ao bem do povo potiguar, pois os servidores que hoje estão na ativa, no futuro estarão em situação semelhante”, lembrou. “Os policiais militares do Rio Grande do Norte possuem o pior salário isolado do País”, completou.

As palavras dele contaram com o endosso da deputada Cristiane Dantas (SDD).

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“A Prefeitura mente quando diz que paga em dia”, afirma vereador

Vereador se coloca como exemplo de quem é servidor com salários atrasados (Foto: Blog do Barreto)

Entrevistado ontem no Meio-Dia Mossoró (95 FM) o vereador Ozaniel Mesquita (PL), que também é funcionário municipal, reforçou a tese de que a gestão de Rosalba Ciarlini (PP) mente quando divulga que está pagando os salários em dia.

“A Prefeitura mente quando diz que paga em dia. Teve mês que eu recebi os salários em três parcelas. Isso não é pagar em dia”, frisou.

Sobre a operação tapa-buraco ele disse que a prefeita está maquiando a cidade. “Ela está fazendo o serviço de tapa-buraco nas principais vias e deixando a periferia de lado. Ainda temos problemas com iluminação e coleta de lixo”, disse.

Questionando se teria um ponto positivo da gestão a apresentar, Ozaniel disse que sim: “o que está acontecendo de bom é muito mais fruto do esforço dos servidores municipais que são dedicados”.

PL

Sobre as eleições de 2020, Ozaniel falou que pretende tentar mais um mandato pelo PL. “Sou contra essa história de ficar mudando de partido”, argumentou.

Ele também defendeu a candidatura de Jorge do Rosário (PL) a prefeito de Mossoró. “É um excelente nome”, avalia.

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Deputados entram com ação para obrigar Governo a pagar salários atrasados

Deputados entram com ação conjunta (Foto: Tribuna do Note)

Os deputados estaduais do Solidariedade Kelps Lima, Allyson Bezerra e Cristiane Dantas acabam de ingressar na Justiça com um pedido de liminar para que a governadora Fátima Bezerra (PT) pague os salários atrasados dos funcionários públicos do RN com o dinheiro que já está estocado no caixa do Governo.

Os deputados são representados na ação popular pelo advogado e ex-vice-governador do Estado, Fábio Dantas (SD), e também trabalham no caso os advogados Caio Vitor Barbosa e Jules Queiroz.

A ação popular dos deputados pede a nulidade de retenção dolosa de proventos de servidores ativos e inativos.

Os deputados informaram à Justiça que o Governo tem salários atrasados desde 2017 e, mesmo assim, está mantendo dinheiro em caixa do Governo sem quitar os vencimentos dos servidores, que estão em desespero com as economias pessoais em frangalhos e vivendo dramas familiares de questão alimentar.

“Os salários têm natureza alimentar e, por força do expresso pelo art. 7º, X, da Constituição Federal, não podem ser retidos dolosamente, seja pelo empregador privado, seja pela Administração Pública. Por isso, sobrepõem-se, quanto à ordem de pagamento, a todos os demais débitos”, diz um trecho da ação.

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O reino do silêncio e medo dos terceirizados com salários atrasados desde janeiro em Mossoró

No Facebook eu provoco: “Hoje me falaram que seguem os atrasos dos salários dos terceirizados que prestam serviços à Prefeitura de Mossoró.

Nos tempos de Silveira eles faziam zoada. Hoje parecem aceitar os atrasos salariais em silêncio.

O que houve? Me ajudem a entender essa história nem que seja no privado”.

As respostas surgem em larga escala. No privado um servidor terceirizado da Prime relata:

“Bruno é o seguinte eu vi um comentário seu aí sobre os salários dos funcionários terceirizados que prestam serviços à Prefeitura de Mossoró. Peço a você que não revele meu nome, mas eu quero lhe pedir para você divulgar aí que trabalho em uma terceirizados de nome Prime. O último mês que eu recebi foi janeiro desse ano”.

De forma aberta outro cidadão, Márcio Cunha, explica porque o assunto não é objeto de denúncias:

O caso dos terceirizados que prestam serviços à Prefeitura de Mossoró é dramático e alvo de um estranhíssimo silêncio. Em outros tempos a questão ganharia os veículos de comunicação e as redes sociais com intensidade.

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Fantasma dos atrasos salariais começa a encarnar nos bolsos dos servidores da PMM

O fantasma dos atrasos salariais ronda os servidores da Prefeitura de Mossoró desde meados da gestão de Francisco José Junior. A sucessora, Rosalba Ciarlini, não conseguiu exorcizar o problema.

Primeiro ela ainda não quitou os atrasados de dezembro de 2016. Depois chegou a pagar salários no mês subsequente em algumas oportunidades.

Vende uma meia verdade de folha em dia aos servidores.

Agora a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSERPUM), Marleide Cunha, relata nas redes sociais que os salários de outubro vieram incompletos.

“O desrespeito com o servidor público se repete na gestão Rosalba Ciarlini. Mais uma vez os servidores passam pela humilhação e frustração de não terem na sua conta o salário a que tem direito. A gestão Rosalba fatia os salários igualzinho a gestão Silveira, porém com um agravante: está há dois anos sem nem ao menos repor a inflação no salário dos servidores. A verdade é que em questão de desvalorização, a gestão atual ainda consegue ser pior”.

A Prefeitura promete pagar no dia 10 o décimo terceiro dos aniversariantes do mês, 1/3 de férias, adicionais e plantões que faltaram nos salários de outubro.

O fantasma dos salários atrasados volta a encarnar nos bolsos dos servidores.

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Uma vergonha em forma de bancada federal

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O governador Robinson Faria (PSD) é o culpado pelos atrasos salariais, mas não é o único responsável por isso. Ele tem companhias importantes nessa tragédia chamada Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

Desde segunda-feira ele está em Brasília em uma articulação desesperada para garantir recursos para pagar os salários de novembro, dezembro e 13º. Está nas mãos do presidente Michel Temer que promete editar a Medida Provisória enviando os recursos para o sofrido elefante apenas no dia 25 de dezembro. Uma decisão com requintes de crueldade para o servidor que vai passar a noite de natal sem ter o que comer.

Qual membro da bancada federal apareceu para reforçar a luta do governador? Apenas o filho dele em Brasília. Se Robinson não os convidou pouco importa. Momentos como esse são para separar políticos e estadistas. No Rio Grande do Norte a picuinha sempre tem mais força entre os nossos políticos.

Se Robinson não pediu ajuda aos seus pares pouco importa. Mas a sensação que tenho, com base no que ouço nos bastidores, é a da existência de forças ocultas para que esse aporte não seja feito.

Os senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) deveriam ser os mais cobrados. São os mais importantes aliados do presidente Temer no Estado. Não abrem a boca para falar no assunto. Não há registro de nenhuma palha ser movida pela dupla. Até parece que não são responsáveis por esse caos também pelas péssimas administrações que fizeram no passado. A crítica vale para os seus bambinos travestidos de deputados federais Walter Alves (PMDB) e Felipe Maia (DEM) que preferem seguir com seus inúteis mandatos.

Melhor deixar Robinson “sangrar” sozinho como se isso não afetasse milhares de famílias nesse período de fim de ano.

Um desconto para a senadora Fátima Bezerra (PT) e aos deputados federais Antônio Jácome (PODE), Rafael Mota (PSB) e Zenaide Maia (PR). Na oposição eles têm pouco a influir, mas poderiam ao menos usar suas vozes para abordar essa questão dos atrasos salariais indo além do tom politiqueiro.

Os deputados federais Beto Rosado (PP) e Rogério Marinho (PSDB) passam a impressão que só são governistas na hora de aprovar projetos para prejudicar a classe trabalhadora.

Bancada federal desça desse muro da vergonha, reaja!

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