Governantes são desaprovados nos três níveis de poder em Natal

Ainda que com percentuais diferentes os governantes estão desaprovados em Natal nos três níveis de poder. A maior desaprovação é do presidente Jair Bolsonaro com 59%.

Confira a avaliação do presidente.

A governadora Fátima Bezerra (PT) que manteve índices de aprovação superiores ao de desaprovação na capital ao longo do ano passado agora tem avaliação negativa de 50%.

O prefeito Álvaro Dias (MDB) também passou a ser visto de forma negativa pelo eleitor natalense com desaprovação de 44%.

O Instituto Seta foi às ruas de nos dias 5 e 6 de fevereiro entrevistando 700 eleitores de todas as zonas eleitorais de Natal. A pesquisa tem intervalo de confiança (nível de significância) de 95% com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. O registro na Justiça Eleitoral é de número RN-02069/2020.

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Primeiro ano de Fátima é marcado por dificuldades e disposição para o diálogo

Fátima Bezerra fez balanço do primeiro ano de gestão (Foto: Elisa Elsie)

Não poderia ser diferente. Fátima Bezerra (PT) recebeu o Governo do Rio Grande do Norte destroçado. Fazendo um recorte a partir da estabilidade econômica advinda do Plano Real (julho de 1994) nunca uma governante potiguar ascendeu ao poder em condições tão adversas.

Eram quatro folhas por pagar, mais de um bilhão de reais em dívidas com fornecedores. Fátima não ficou o tempo todo falando em “herança maldita” como fazia Rosalba Ciarlini em situação bem menos adversa em 2011.

A governadora passou o ano apagando incêndios e acertando em recuos de medidas que não dariam certo. Fátima recuou muito ao longo do ano. Alguns interpretam como fraqueza (esse é tema para outro artigo). A governadora precisa amadurecer mais as decisões antes de anuncia-las.

A grande qualidade da gestão de Fátima é a capacidade em dialogar. Dizem que petista não gosta de empresário, mas a governadora contrariou a máxima direitista e construiu o promissor Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI). Há tempos que explico neste espaço e em programa de rádio que o Estado só vai sair do fundo do poço por meio de geração de novas receitas.

Atrair indústrias é o melhor caminho.

A governadora está mantendo intenso diálogo com os representantes dos servidores estaduais e construindo coletivamente o calendário de pagamento. Isso é um avanço inegável.

A governadora encerra o ano sem cumprir a promessa de botar os salários em dia. Pagou o que faltava do 13º de 2017 e promete pagar em janeiro o que resta de novembro de 2018. Faltarão as folhas de dezembro e 13º de 2018. A petista tem o argumento de que a expectativa com as receitas extras foi frustrada, mas o servidor não tem muita paciência para se conformar com isso.

Fato.

O Governo Fátima não atacou o gravíssimo problema previdenciário. Ela perdeu um ano esperando uma posição em nível nacional para agir no plano estadual. A proposta de reforma da previdência deverá sair do papel ainda em janeiro.

A saúde segue em dificuldades, nossa educação tem muito a avançar e a segurança pública traz reduções nos índices de violência que ainda são altos no Rio Grande do Norte.

O ano foi de apagamento de incêndios. A casa chamada Governo do Estado ainda está desarrumada e as reformas adiadas em 2019 não podem mais ficar para depois em 2020 sob pena de ser tarde demais.

Apesar de todos os problemas as pesquisas realizadas ao longo do ano mostraram que a aprovação de Fátima é maior que a desaprovação.

O povo potiguar está dando um crédito de confiança, mas a paciência não é eterna.

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O pau que bateu em Francisco não bate na Rosa

Francisco José Junior não teve trégua da oposição. Rosalba sofre bem menos pressão (Foto: reprodução)

Entre os anos de 2014 e 2016 Mossoró viveu um surto de cidadania com a sociedade engajada e cobrando intensamente por direitos e denunciando desmandos do então prefeito Francisco José Junior, cuja gestão, de fato, foi desastrosa.

Três anos depois as coisas não vão tão melhores do que antes. O silêncio de hoje é desproporcional nas redes sociais num comparativo com os desempenhos da antiga e atual gestão.

Mas o foco deste texto é buscar refletir sobre o que nos leva a essa inércia em Mossoró.

Em parte, é culpa do próprio ex-prefeito. Ele não teve o time para comprar certas brigas como aquela com os ambulantes do Centro ou quando exagerou na expectativa em torno das mudanças no transporte público.

Por outro lado, tudo de ruim ganhou um peso maior porque a militância rosalbista estava afinada no discurso e ajudava a propagar cada desmando, cada ato de incompetência.

Hoje alguns problemas persistem. Um deles são os atrasados nas terceirizadas. Lembro de receber uma carta desesperada de um cidadão que dizia estar passando fome. Os relatos nas redes sociais seguiam esta linha. As manifestações eram na frente do Palácio da Resistência.

Hoje nada disso acontece.

Quando Francisco José Junior bateu de frente com o Sindserpum a Prefeitura de Mossoró foi ocupada por servidores. Rosalba fez muito pior impondo a medida que sufoca financeiramente a entidade e não houve qualquer mobilização mais dura.

A falta de médicos e medicamentos nas unidades de saúde ocorre como antes sem a mesma ênfase no noticiário de antes. Obras seguem paradas sem que isso seja motivo de revoltas como até 2016.

Rosalba pode ser dar ao luxo de fazer uma gestão pífia sem ser incomodada a altura.

Diz que a folha é paga rigorosamente em dia quando nos últimos meses as gratificações são pagas no dia 10 do mês subsequente tirando o a leitimidade do “rigor”, que se torna mera retórica apologética.

Nas palavras dela a folha não tem qualquer dívida quando estão em aberto os retroativos de maio, junho e julho de 2016 relativos ao reajuste daquele ano. Ela chegou a celebrar um acordo de pagar em novembro de 2017.

Nunca cumpriu.

A operação tapa-buraco é tratada como “recuperação asfáltica” (sic) pela gestão sem ninguém apontar essa distorção, salvo raras vozes na imprensa local.

Francisco José Junior enfrentou uma oposição mobilizada. A de hoje é bem mais desarticulada que a de ontem. Bom para Rosalba. Ruim para a qualidade do debate político.

O rosalbismo tem um aparato organizado de mídia e redes sociais e certamente se o eleitor mandar ela de voltar para a oposição os que hoje se calam estarão aos berros denunciando tudo.

Rosalba possui um patrimônio político que poucos têm: militância orgânica. Daí a oposição não ter a mínima capacidade de fazer frente e o que acontece de reação aos atuais desmandos vem em escala bem menor e desorganizada por parte dos cidadãos revoltados com os problemas da gestão.

Ainda assim, a prefeita goza de desprestígio e impopularidade exposta com a dificuldades e se impor nas eleições de 2018 e corrosão de imagem foi evidenciada pela pesquisa Seta/Blog do Barreto divulgada em maio.

Apesar disso, diferente de Francisco José Junior ela segue competitiva por razões muito mais emocionais que administrativas.

Esseas são alguns apontamentos que ajudam a explicar porque o pau que bateu em Francisco não bate na Rosa.

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Pesquisa aponta aprovação do Governo Fátima Bezerra

Eleita com votação recorde, com mais de 1 milhão de votos, a governadora Fátima Bezerra segue com aprovação alta pela população do estado: 55,35% dos potiguares aprovam a sua gestão. O índice dos que desaprovam a gestão Fátima ficou em 23,18%. Os dados são da Pesquisa Retratos da Sociedade Potiguar 2019, encomendada pela FIERN ao Instituto Consult Pesquisa. O levantamento foi feito em 57 municípios, em 12 regiões do Rio Grande do Norte, durante o período de 17 a 20 de maio, com margem de erro de 2,3%.

O índice de aprovação é maior nas regiões Central Cabugi, com 71,7%; Alto Oeste, com 64,3%; e Sertão Apodi, com 62%. Além disso, a governadora é melhor avaliada pelo público feminino, com 56,8%, na faixa etária até 24 anos – 59,3%, e com nível superior completo – 63,6%.

Apesar de ter obtido apenas 39,24% dos votos válidos em Natal, a aprovação da governadora na capital agora é de 58,2%. Na Grande Natal, a aprovação chega a 49,5%. Enquanto isso, o pior desempenho da governadora concentra-se em Mossoró, com 42,5%, e no Trairi, com 30,7%.

31,47% dos entrevistados avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 18,11% disseram ser ruim ou péssimo. Nas regiões Central Cabugi/Litoral Norte, Serão Apodi e Alto Oeste a classificação positiva do Governo do Estado ultrapassa os 40 pontos percentuais.

Também foi aferida a confiabilidade na governadora e ela está alta.49,06% dos entrevistados afirmaram confiar na atual gestão estadual, enquanto os que não confiam somam 31,24%. Apenas 19,71% disseram não saber responder.

A expectativa com relação ao futuro da gestão de Fátima Bezerra também está otimista. Para 45,53% dos entrevistados o governo atual será ótimo e bom; enquanto 11,59% responderam acreditar que será ruim e péssimo. Foi perguntado aos entrevistados se eles consideravam a atual gestão melhor, pior ou igual em relação às gestões anteriores. Para 48,94%, a atual gestão é considerada melhor do que as anteriores, enquanto apenas 8,65% acham pior e 33,65% acham ser igual.

Avaliação dos principais serviços do governo

Segurança e saúde pública, geração de empregos foram alguns dos pontos avaliados pela pesquisa FIERN/Consult. “Qual o sentimento com a segurança pública?”, “A saúde pública e a geração de irão melhorar ou piorar?” foram alguns dos questionamentos feitos.

Comparando com os últimos seis meses, para 30,59% a sensação é que a segurança pública melhorou; para 52,59% está igual; e para 13,18% está pior.

As expectativas para saúde pública estão positiva para 31,12%, enquanto que para 18,41% vai piorar e para 39,29% será igual.

Sobre como será a geração de emprego durante a gestão Fátima Bezerra, 29% acreditam que vai melhorar, 35,41% acham que permanecerá será igual e 12,82% não souberam dizer.

Para 59,12% dos potiguares, o trabalho desenvolvido pela atual gestão para solucionar o pagamento dos salários atrasados de 2017 e 2018 dos servidores estaduais é ótimo ou bom, enquanto 25,88% consideram o trabalho regular e 7,47% avaliam como ruim e péssimo.

Em pergunta aberta , quando o entrevistado cita respostas espontaneamente, sem catalogação ou indução, foi perguntado sobre os pontos positivos da gestão. Destacaram-se respostas sobre o pagamento dos salários em dia, sobre a existência de um calendário para os pagamentos e os esforços para quitação dos salários atrasados. Quando instados a apontar os pontos negativos, os entrevistados apontaram a falta de investimentos em segurança e a má qualidade da saúde pública.

Informações da Assessoria da FIERN

Nota do Blog: ainda hoje publicaremos análise sobre o assunto.

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Bolsonaro tem 45% de avaliação ruim/péssima em Mossoró

A pesquisa do Instituto Seta realizado em Mossoró a pedido do Blog do Barreto mostrou que a avaliação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) acumula 45% de ruim (27%) e péssimo (18%).

Para 29% a gestão dele é apenas regular. Já bom (15%) e ótimo (8%) somam 23% e 3% não souberam responder.

O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

Ainda hoje traremos os cenários eleitorais para 2020.

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Bolsonaro é desaprovado em Mossoró

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa.Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

A pesquisa do Instituto Seta para o Blog do Barreto aponta que o povo de Mossoró está insatisfeito com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). A desaprovação dele é de 51%, a aprovação de 39% e 9% disseram não saber avaliar a gestão do mandatário nacional.

O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

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Pesquisa Seta/Blog do Barreto: Mossoró desaprova Fátima

Fátima está desaprovada em Mossoró (Foto: José Aldenir/Agora RN)

O início da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) está desaprovado para 54,3% dos mossoroenses. É o que aponta a pesquisa do Instituto Seta encomendada pelo Blog do Barreto.

Aprovação dela é de 30,3%. Outros 15,5 não souberam responder.

O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

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Pesquisa Seta/Blog do Barreto aponta desgaste de Rosalba. Confira os números

A pesquisa aplicada pelo Instituto Seta em parceria com o Blog do Barreto apontou que 48,5% dos eleitores mossoroenses desaprovam a administração da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

A aprovação dela está em 33,8%. Não sabem ou não responderam totalizam 17,8%.

O Instituto Seta ouviu 600 pessoas em 27 localidades das zonas urbana e rural de Mossoró entre os dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 3,5% para ou mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%.

Ainda hoje traremos outros números sobre a avaliação pessoal da prefeita.

 

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Eleitor natalense aprova governantes nas três esferas de governo

A pesquisa encomendada pela Tribuna do Norte ao Instituto Consult aponta que o prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB), a governadora Fátima Bezerra (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) estão com seus governos aprovados pelos natalenses.

O melhor desempenho é o de Álvaro e o pior de Bolsonaro.

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