Pesquisa mostra quase 60% dos eleitores definindo candidatos e indica polarização entre Fátima e Carlos Eduardo

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A pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Certus divulgada ontem pelo Blog do BG indicou que o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte caminha para uma polarização entre a senadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Como nas sondagens dos outros institutos, a petista segue liderando as intenções de votos com 25,60%, o que lhe garante vaga num eventual segundo turno. Em segundo aparece Carlos Eduardo com 14,54%.

O terceiro colocado é o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) que já avisou que não é candidato ao governo, mas insistentemente é colocado como postulante ao Governo. Ele tem 7,66%.

Outros nomes que colocam como candidatos ao Governo se mostram inviáveis até aqui. O governador Robinson Faria tem 5.04% seguido pelo deputado estadual Kelps Lima (SD) com 4,68%. O professor Carlos Alberto (PSOL) aparece na frente do vice-governador Fábio Dantas (PSB).

A situação do governador é delicada, além da baixíssima intenção de voto ele ainda é o campeão da rejeição com 39,65%.

O cenário é claramente de polarização entre Fátima e Carlos Eduardo. Segundo a sondagem 58,65% dos eleitores já apontam preferência por algum candidato, restando 41,35% do eleitorado para ser conquistado ao longo dos próximos meses.

Interior x Grande Natal

Um dado curioso da pesquisa é o desempenho de Carlos Eduardo na Grande Natal onde lidera com 23,38% contra 17,10% da principal adversária. Já nas demais regiões Fátima fica na frente do ex-prefeito no Médio Oeste (região de Mossoró) ele o derrota por 29,49% x 8,29% e no Alto Oeste (“Tromba do Elefante) ele vence com a maior folga: 36,36% x 5,19%.

Pesquisa Estimulada

Fátima Bezerra (PT) 25,60%

Carlos Eduardo (PDT) 14,54%

Geraldo Melo (PSDB) 7,66%

Robinson Farias (PSD) 5,04%

Kelps Lima (SD) 4,68%

Carlos Alberto (PSOL) 1,13%

Fábio Dantas (PSB) 0,71%

Outros 0,14%

Nenhum 31,49%

Não Sabe 8,87%

Não Respondeu 0,14

Rejeição

Robinson Farias 39,65%

Rejeito Todos 20,14%

Rejeito Nenhum 16,67%

Fátima Bezerra 9,72%

Geraldo Melo: 8,16%

Carlos Eduardo 7,94%

Fábio Dantas 5,04%

Kelps Lima 4,75%

Carlos Alberto 2,84%

Outras respostas 2,77%

Não Sabe 1,06%

Não Respondeu 0,78%

 

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“Sem investir em educação ficaremos condenados à miséria”, afirma pré-candidato ao Governo

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Empresário e professor universitário, Carlos Alberto Medeiros é o candidato do PSOL ao Governo do Estado. Ele vem com a missão de superar a surpreendente votação de Robério Paulino nas eleições de 2014. Conheça um pouco das propostas de mais um pré-candidato ao Governo do Estado.

 

Blog do Barreto: O senhor foi vice de Fernando Mineiro em 2012. O que te levou a deixar o PT?

Carlos Alberto: Venho sendo convidado para ingressar no PSOL há algum tempo. Desde então, procurei estudar profundamente sobre o partido. Analisei o programa de fundação do PSOL, um programa com visão de futuro e coerência. Impressionante a capacidade do PSOL em antever que a política de alianças com partidos de centro e até de direita ia dar errado. A aliança dos partidos de esquerda tem que ser com os anseios da população e com a busca da justiça social, isso é inegociável.

Blog do Barreto: O PSOL teve um desempenho surpreendente em 2014 na eleição de governador do RN, inclusive forçou o segundo turno. Como o senhor pretende ir além disso?

Carlos Alberto: O PSOL teve um bom desempenho na eleição para o governo do estado em 2014. O professor Robério Paulino, meu colega de UFRN, obteve 130.000 votos, chegando a quase 9% dos votos no Rio Grande do Norte e a 22,5% em Natal. Nesta eleição, acredito que a possibilidade de mudança é grande, as pessoas querem um candidato novo que busque fazer uma política diferente da que vem sendo feita no Rio Grande do Norte. Se o eleitor se identificar com a possibilidade de mudança a chance de vitória é real.

Blog do Barreto: O senhor é empresário. Como ser candidato ao Governo em um partido de orientação socialista?

Carlos Alberto: Como sempre fui um militante de esquerda, não me vejo em um partido com orientação diferente do PSOL, que busca o fim da miséria e da exploração. Deixei a condição de empresário há 20 anos quando ingressei como professor da UFRN no Departamento de Ciências Administrativas, desde então fiquei apenas como sócio da pequena empresa que fundei. Nesses 20 anos coordenei o Programa de Pós-Graduação em Administração de 2005 a 2007 e o Curso de Graduação em Administração de 2014 a 2017. Sou professor nos cursos de graduação em Administração e em Turismo, e também na pós-graduação desses dois cursos.  Além disso, me considero um pesquisador bem-sucedido na academia pois já fui citado por mais de 1.300 trabalhos científicos. Essa experiência no estudo da gestão é que desejo levar para o governo do Rio Grande do Norte.

Blog do Barreto: Como o senhor pretende se apresentar ao eleitorado potiguar?

Carlos Alberto: Pretendo me apresentar como um professor e administrador que quer fazer uma gestão diferente no Governo do Rio Grande do Norte. Um governador que perseguirá a meta de colocar todas as crianças e jovens na escola. Como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o Mundo”. Não existe outra saída para o Rio Grande do Norte que não seja a educação, só ela liberta as pessoas. Nos últimos 10 anos as matrículas das crianças e adolescentes vem caindo no Rio Grande do Norte, o IBGE aponta uma redução de aproximadamente 91.000 matrículas a menos do que em 2009. Temos o segundo pior ensino médio do Brasil, o terceiro pior ensino fundamental, uma enorme falta de vagas nas creches, como vamos crescer com uma educação tão desprezada?

Blog do Barreto: O PSOL tem chances de finalmente eleger um deputado estadual no Rio Grande do Norte. Esse projeto atrapalha ou ajuda sua candidatura?

Carlos Alberto: A ampla nominata de pré-candidatos do PSOL vai fortalecer bastante a campanha, serão mais de 50 candidatos nessas eleições. Mossoró terá a ex-vereadora professora Telma Gurgel como candidata ao Senado e o sindicalista Audiclésio Maia como candidato a deputado federal.  Acredito que o PSOL pode eleger dois ou até três deputados estaduais, já temos mais de 30 pré-candidaturas apresentadas. O professor Zacarias Marinho da UERN é um deles. A nominata para estadual vem com muita força, o vereador de Natal Sandro Pimentel, que está fazendo um grande mandato, os ex-vereadores Maurício Gurgel, com raízes no Seridó, e o Prof. Luis Carlos, que possui bases na região do Apodi. Temos o ex-prefeito de Janduís Dr. Salomão Gurgel; o professor Robério Paulino, que foi o candidato do PSOL a govenador em 2014; um importante líder comunitário do maior bairro de Natal que é o Milklei Leite; o professor Walker Francis, que tem um excelente trabalho como educador em Felipe Camarão. Além desses, candidaturas importantes em Currais Novos, com Solange Medeiros, Tibau do Sul e agreste com Suzane de Paula. Será uma campanha em que o PSOL apresentará uma nominata muito qualificada.

O senhor sendo governador qual seria prioridade principal?

Carlos Alberto: Os países que conseguiram vencer a luta contra a miséria foram os que investiram fortemente na educação. A prioridade do governo será a educação, por ela se atinge e se soluciona outros problemas graves como a segurança pública e o desenvolvimento. Não há mais como ficar se tapando o sol com a peneira, sem investir em educação ficaremos condenados à miséria. Quase 10% da população do Rio Grande do Norte vive na extrema pobreza, são quase 350.000 pessoas. 17% da população é analfabeta, em alguns municípios o número beira os 40%. Nosso governo executará as políticas públicas que estarão em nosso Programa de Governo e que serão extraídas dos anseios da sociedade.

Blog do Barreto: O senhor é do ramo empresarial deve compreender bem o quanto o modelo econômico do Estado carece de inovações. O senhor pensa em alterar os rumos da economia potiguar?

Carlos Alberto: Fui aluno do ex-governador Cortez Pereira, uma pessoa brilhante, o melhor governador que o Rio Grande do Norte já teve. Cortez Pereira foi o único governador com perfil socialista, isso em plena ditadura militar. Cortez trouxe a CEPAL para ajudar a planejar o Rio Grande do Norte. Concebeu e implantou o projeto Serra do Mel, um exemplo de sucesso de colonização e reforma agrária; apoiou o início da carcinicultura em nosso estado, hoje colhemos esses frutos; o plantio do coco; a fruticultura; o turismo. Cortez sabia identificar as atividades econômicas que tínhamos vantagem competitiva. Gostaria muito de fazer um governo nos mesmos moldes que ele fez, sem dúvida ele alterou para melhor os rumos da economia potiguar.

Blog do Barreto: O PSOL passou por algumas turbulências como a filiação rejeitada do advogado Fábio Holanda. Esses problemas atrapalham a disputa majoritária?

Carlos Alberto: Acredito que não.

Blog do Barreto: Como o senhor analisa a UERN?

Carlos Alberto: O desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte passa pela UERN, pois ela está presente em quase todas as regiões do estado, atuando fortemente na Graduação e na Pós-graduação. Vejo a UERN como a executora de uma política governamental abrangente no ensino e na pesquisa aplicada. A UERN deve assumir um papel preponderante em nossa gestão, pois tendo a educação como prioridade a UERN será um braço de atuação do governo para a elevação de nossos indicadores educacionais.

Blog do Barreto: Quais as propostas para Mossoró?

Carlos Alberto: Mossoró é a capital industrial do estado. Sou impressionado com a pujança econômica da região mossoroense e acredito que Mossoró será a líder do desenvolvimento do estado no médio prazo. O desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte tem que crescer do campo para as cidades. Só reverteremos o atual cenário de empobrecimento que o estado atravessa apoiando a agricultura familiar, as cooperativas, agregando valor aos produtos em nosso território com a industrialização. Quero estimular fortemente a produção de alimentos e a industrialização no território potiguar. Mossoró e região lideram a produção agrícola e a extração mineral em nosso estado e contará com o apoio do governo para instalar a infraestrutura necessária para continuar com seu forte crescimento.

 

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