Vingança da Rosa: José Agripino não disputa reeleição por exigência da prefeita de Mossoró

Convenção do DEM foi último ato de Agripino e Rosalba como colegas de partido. A vingança veio com o tempo
Convenção do DEM foi último ato de Agripino e Rosalba como colegas de partido. A vingança veio com o tempo

Há quatro anos, em plena Copa do Mundo, o senador José Agripino (DEM) costurou o resultado da polêmica convenção do DEM que resultou na rejeição a proposta de candidatura a reeleição da então governadora Rosalba Ciarlini.

Por 121×63 os delegados demistas escolheram salvar o mandato de Felipe Maia (DEM) a arriscar uma reeleição dificílima de Rosalba que estava inelegível àquela altura do campeonato do voto. Além disso, ela era até então a governadora mais impopular da história do RN com quase 80% de desaprovação e tinha apenas um punhado de partidos pequenos lhe dando sustentação política.

Foi uma decisão pragmática de Agripino que preferiu garantir as condições de reeleição do filho Felipe Maia e dos deputados estaduais do partido. Deu certo, mas quatro anos depois a fatura seria cobrada.

Nos bastidores Rosalba jurou vingança. Carlos Augusto Rosado também.

A lei do retorno veio com força e no momento certo para o casal rosalbista. O Blog do Barreto apurou junto a várias fontes em Natal que nas negociações com Carlos Eduardo Alves (PDT) foi oferecido a indicação do vice na chapa do pacto oligárquico. No entanto, Rosalba e Carlos Augusto quiseram mais: exigiram que Agripino fosse excluído da chapa majoritária. Daí iniciou-se uma longa negociação que passou por um jogo de gato e rato em que a prefeita e o marido atuaram com maestria sugerindo em diversas ocasiões que poderia se entender com a senadora Fátima Bezerra (PT) ou com o governador Robinson Faria (PSD). A dupla se deixou iludir atendendo as necessidades do rosalbismo se deixando fotografar com eles durante o Mossoró Cidade Junina.

Nem mesmo uma improvável “neutralidade” (ver AQUI) foi descartada no trabalho para atrair o ex-prefeito de Natal.

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Até a “eterna” adversária Fátima Bezerra “chegou perto” de ter o apoio de Rosalba no jogo de cena

Carlos Eduardo mordeu a isca porque colocou na cabeça que Henrique Alves perdeu as eleições em 2014 porque não tinha o apoio de Rosalba em Mossoró. Isso deu a prefeita de Mossoró as condições de impor exigências.

As coisas aconteceram rapidamente na semana passada. Na sexta-feira Agripino anunciou que não disputaria a reeleição. No mesmo dia Rosalba convidou Carlos Eduardo para passar o Boca da Noite em sua companhia indicando o acasalamento político.

Ao leitor menos interessado na política uma questão dessa passa despercebido, mas em política as ações falam mais que as palavras.

Agora as discussões giram em torno da escolha do nome do vice que será indicado por Rosalba. Segundo o Blog apurou o acordo está muito próximo e Carlos Eduardo tem um plano B caso a prefeita não faça a indicação: o nome é Felipe Maia.

Agripino

José Agripino é pragmático.  Sabia que tinha uma reeleição difícil. Excluído da chapa ele tinha um discurso: dizer que se sacrificou para fortalecer a chapa de Carlos Eduardo. Não era bem assim.

Quando surgiram os rumores de que ele desistiria por meio da assessoria ele disse: “O que está em cogitação são apoios de novos partidos à candidatura de Carlos Eduardo. Isso abre negociações em torno da chapa. Essa negociação é que está sendo cogitada”. O plural na frase não deixa dúvidas sobre o que estava acontecendo.

O ato seguinte confundiu a cabeça de quem acompanha o noticiário político: Agripino desistiu da reeleição para acomodar o deputado federal Antônio Jácome (PODE) candidato ao Senado.

Mas repare que Agripino não disse “novo partido”, mas “novos partidos” e isso significa que além do PODEMOS de Jácome estava em jogo o PP de Rosalba. Foi a exigência dela quem abriu o espaço para atrair Jácome que estava se entendendo com Robinson.

O sacrifício político de Agripino não foi necessariamente para atrair o deputado e a força dele no segmento evangélico, mas para garantir o apoio de Rosalba. A consequência foi a ocupação do espaço na majoritária por um outro ator político.

A intepretação de que Agripino desistiu de ir à reeleição por conta dos problemas no Supremo Tribunal Federal (STF) onde ele é réu em dois processos não é de todo errada. Afinal de contas candidato a deputado federal ele tem um caminho mais fácil para manter o foro privilegiado. Essa é a versão, até pelo fundo de verdade, mais consistente serve para esconder o fator determinante para a desistência de Agripino: a condição de Rosalba para apoiar Carlos Eduardo.

Por ironia, se Agripino tirou Rosalba do páreo há quatro anos para salvar o mandato de Felipe Maia desta vez é Felipe que ficará sem mandato de deputado federal por causa da exigência da agora prefeita de Mossoró.

Pensar que há 12 anos Agripino exigiu desalojar Geraldo Melo da chapa de Garibaldi Filho para colocar Rosalba candidata ao Senado, condição que levou ela, após vencer uma eleição apertada em cima de Fernando Bezerra, a se viabilizar para ser eleita governadora em 2010. Só falta agora a “Rosa” votar no “Tamborete”, o que não é de todo descartado, diga-se.

Agripino colhe as consequências do que fez de bom e ruim para Rosalba no passado.

Em 2018 a vingança é dela.

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Por que não CEI?

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A resposta ao título deste texto é simples. A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) precisava estancar a sangria no começo.

Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) geraria um palanque para a oposição além de expor auxiliares em possíveis convocações para prestar depoimentos.

Essa é a grande diferença para a investigação que o Ministério Público de Contas faz junto aos contratos de limpeza urbana.

Para a bancada governista foi uma ótima chance para ficar de boa com a prefeita. Foi só Carlos Augusto Rosado entrar na história que tudo se resolveu.

Melhor deixar esse negócio de lixo é para ficar embaixo do tapete.

Tudo em paz.

CEI!

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Rosalba e Carlos Augusto discutem parceria política com PSDB

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A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado foram recebidos hoje pelo presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

A conversa também contou com a presença dos deputados estaduais Gustavo Carvalho e Larissa Rosado.

Na pauta a possibilidade de parceria política para as eleições de 2018 e a análise das conjunturas eleitorais para 2018.

O PSDB tem 8 deputados estaduais, um federal e almeja lançar Geraldo Melo para a majoritária, tendo como uma possibilidade uma das vagas para o Senado.

Nos bastidores se comenta, e isso nunca foi desmentido por Rosalba, que o grupo da prefeita de Mossoró descarta totalmente apoiar a reeleição do senador José Agripino (DEM), o que facilitaria um entendimento.

Contas

A fonte que revelou a conversa não disse que o assunto foi abordado, mas estão em análise na Assembleia Legislativa as contas do ano de 2014, último da gestão de Rosalba.

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O filho da Rosa

Kadu

Carlos Eduardo Ciarlini ou simplesmente Kadu, como a mãe, sempre omitiu o sobrenome Rosado, quem sabe para evitar o peso que o clã carrega. Ele, tudo leva a crer, será o nome para iniciar o processo de sucessão do rosalbismo e dando continuidade ao sobrenome dos descendentes de Jerônimo na política.

A geração dos bisnetos de Jerônimo Rosado já está na política há bastante tempo, ao contrário do que se imagina. Começou com Laíre Rosado no final dos anos 1970 quando presidiu a Arena (depois PDS) e mais efetivamente em 1986 quando ele foi eleito deputado estadual e depois federal por três vezes (1990, 94 e 98). Ele disputou a última eleição em 2002 quando foi candidato derrotado a vice-governador.

Seus filhos, Larissa e Lairinho Rosado, são ao mesmo tempo bisnetos e trinetos de Jerônimo. Vingt-un Neto também é outro bisneto que andou pela política assim como o ex-deputado estadual Frederico Rosado. Agora é a vez de Kadu Ciarlini.

Como se vê a terceira geração dos descendentes do “Velho Rosado” não tem repetido o mesmo brilhantismo da primeira e segunda. Nenhum deles, por exemplo, conseguiu eleger-se para a Prefeitura de Mossoró ou alçar voos políticos em faixa própria sem a tutela da primeira e segunda geração.

Esse será o desafio de Kadu Ciarlini que tentará muito mais como filho da Rosa do que como um Rosado, mesmo sendo filho de Carlos Augusto, o “Ravengar”.

O jovem tem experiências no marketing político bem-sucedida no Amazonas onde atuou na campanha do governador eleito e depois cassado José Melo (PROS).

Nas eleições de 2016 ele coordenou a campanha da mãe, Rosalba, obtendo sucesso mais uma vez. Agora é a vez de cuidar da formatação do próprio nome.

Na primeira experiência no serviço público a frustração. Durou pouco mais de dois meses na função de chefe de gabinete do governo da própria mãe.

Na “aristocrática” política potiguar onde os nomes se sucedem, mas os sobrenomes se perpetuam ele chega a disputa com a máquina municipal na mão e o peso de ser filho de uma ex-governadora e ex-senadora e de um ex-presidente da Assembleia Legislativa (1981-82).

A Prefeitura de Mossoró sempre fez um deputado estadual. Com Kadu não deve ser diferente.

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Um novo destino partidário em nome da sobrevivência política do sandrismo

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O ano de 2018 é crucial para o grupo da vereadora Sandra Rosado, um dos mais importantes do Rio Grande do Norte que nos últimos anos vem perdendo fôlego ao acumular seguidas derrotas.

O sandrismo foi rebaixado de status político em Mossoró após fechar parceria política com o rosalbismo. O natural quando dois grupos antagônicos se unem é o aderente indicar o vice. Isso não aconteceu e nem mesmo foi dada uma compensação como o apoio para presidir a Câmara Municipal.

O líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado foi diminuindo o sandrismo ao impor seis derrotas em sete eleições disputadas pela Prefeitura de Mossoró. Cada derrota, um desgaste e a doença do ocaso político foi cada dia se alastrando.

Hoje o grupo de Sandra respira por aparelhos. Não tem recursos próprios para uma campanha e a reeleição de Larissa Rosado está em risco. A própria Sandra Rosado tem chances remotas de se eleger deputada federal.

Os aparelhos que mantêm o sandrismo respirando estão sob controle político de Carlos Augusto Rosado. Ele não cedeu a vice-prefeitura ao grupo da prima nem lhe deu apoio para comandar a Câmara Municipal justamente para não dar um remédio que curasse as dificuldades de um grupo político que no fundo continua rival.

Ir para o ninho tucano é uma oportunidade para o sandrismo sair da UTI e repousar numa enfermaria política. O PSDB está sob comando do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza, um amigo de longa data para Larissa Rosado e pode lhe garantir alguma estrutura para as eleições desse ano.

O “partido do presidente da Assembleia” é sempre forte nas eleições proporcionais e Larissa, que tem tudo para ser bem votada novamente em Mossoró, pode ter em 2018, com a ajuda de Ezequiel, os apoios que lhe tiraram a reeleição em 2014.

O sandrismo fez uma escolha segura para ganhar uma sobrevida e tirar do controle de Carlos Augusto Rosado os aparelhos que lhe dão alguma sobrevida política.

Resta saber se teremos a “melhora da morte” ou a retomada da saúde política. Vamos esperar para ver como as urnas vão reagir a essa medicação.

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Vereadores explicam que “grupo livre” é apenas um bloco partidário

Após a repercussão da criação do “Grupo Livre”, espécie de versão com nova roupagem da surrada tática do “grupo independente”, os vereadores João Gentil (PV), Aline Couto (PHS) e Zé Peixeiro (PTC) estão dizendo que não é bem assim.

João Gentil fez contato com o Blog para dizer que o grupo não foi criado para obter benesses. “Não tenho interesse NENHUM em conversar com CA (Carlos Augusto Rosado, líder do rosalbismo). Talvez ele converse com os colegas, comigo não. Tenho princípios e ideologia”, garantiu.

No plenário da Câmara Municipal, tanto Zé Peixeiro como Aline Couto falaram que se trata de apenas um bloco parlamentar para serem mais ouvidos na casa, mas garantem que seguem governistas.

Notam do Blog: qual o sentido de dois vereadores governistas se aliarem a um colega que não é mais aliado da prefeita? O ajuste de discurso não convence.

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Como fica o grupo de Sandra Rosado após a prisão de Laíre?

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Não precisa ser gênio da análise política para dizer que o grupo da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) vem perdendo capital político nos últimos anos. O pós-eleição de 2012, quando o grupo esteve muito próximo de ganhar a Prefeitura de Mossoró, só registrou retrocessos.

Embora bem votadas em Mossoró, Sandra e a deputada estadual Larissa Rosado não se reelegeram em 2014. Hoje a mãe é vereadora com votação muito aquém das expectativas e a filha só está no exercício do mandato graças a um acordo político em 2016 que colocou Álvaro Dias na condição de vice do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, abrindo uma vaga na da coligação que apoiou Henrique Alves em 2014.

O grupo hoje é um apêndice do rosalbismo numa união de rosados com ares de mera mistura política de ocasião. Sandra não teve força para indicar o vice da prefeita Rosalba Ciarlini em 2016. Também não conseguiu apoio para ser presidente da Câmara Municipal. A própria indicação de Lairinho Rosado para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico foi a duras penas e ele assumiu uma pasta que mais lhe traz problemas do que alguma oportunidade de evolução política.

A aliança com outrora arqui-inimigo rosalbismo não trouxe dividendos políticos ao grupo de Sandra. Pelo contrário, a facção política se apequenou, perdendo o comando da oposição em Mossoró, ao se submeter como mero penduricalho de Carlos Augusto Rosado.

O rosadismo também não está bem situado dentro do PSB, tanto que a própria Sandra chegou a admitir a possibilidade de trocar de partido. O grupo não tem estrutura financeira e está com a aguerrida militância desanimada com a aliança com o rosalbismo onde poucos foram indicados na estrutura do município.

A prisão de Laíre é um fator a mais para o enfraquecimento do capital político do grupo de Sandra Rosado.

O futuro de um dos mais tradicionais grupos políticos do Rio Grande do Norte é incerto e recheado de percalços colocando em risco a reeleição de Larissa Rosado e o retorno de Sandra à Câmara dos Deputados.

Talvez a parceria política com o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza pode ser a luz no fim do túnel (tema para outro texto).

Hoje é difícil mensurar qual o tamanho do grupo de Sandra em Mossoró, mas a olho nu percebe-se a inanição política.

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Qual a situação de Rosalba em relação à Operação Candeeiro que investiga desvios de R$ 35 milhões no IDEMA em números atualizados?

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Uma coisa é ponto pacífico no que foi divulgado até hoje a respeito da Operação Candeeiro: durante o governo Rosalba Ciarlini foram desviados R$ 35 milhões (números atualizados) do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

Isso quer dizer que ela está envolvida com o escândalo? Não necessariamente. O que se sabe até o momento é que o então presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, seria o beneficiário do esquema desbaratado em 2 de setembro de 2015. Ano passado, Motta chegou a ficar seis meses afastado do mandato e proibido de pôr os pés no parlamento estadual. Ele acabou sendo liberado porque os seus pares se aproveitaram-se de uma brecha concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu que cabe ao legislativo decidir pelos afastamentos dos parlamentares.

Mas o que há contra Rosalba Ciarlini? O Blog do Barreto apurou junto ao Ministério Público que o processo se encontra em sigilo. Não veio à tona nada contra a “Rosa de Mossoró”. Nem dela nem de um senador e dois deputados federais cujos nomes jamais foram revelados.

Existem delações vazadas de Gutson Reinaldo, personagem central nas investigações, que está sob sigilo. A delação de Rita das Mercês, mãe de Gutson, também é sigilosa, mas em nível de Ministério Público Federal.

Há duas versões sobre a delação de Gutson Reinaldo. Numa delas, em 2016, ele inocenta tanto Rosalba quanto Carlos Augusto Rosado, marido da atual prefeita de Mossoró. “Nunca tratei sobre nada ilegal com o casal”, alegou.

Gutson depoimentoNa mais recente, em junho do ano passado, Gutson traz uma outra versão: a de que recebeu “sinal verde” de Carlos Augusto Rosado para seguir com o esquema no IDEMA beneficiando Ricardo Motta.  Eis o trecho em que o delator muda o depoimento ao relatar a permanência dele no cargo após o rompimento do então vice-governador Robinson Faria com Rosalba: “QUE um dia depois da primeira reunião com RICARDO MOTTA, o colaborador foi a uma reunião com CARLOS AUGUSTO ROSADO, marido da então Governadora ROSALBA CIARLINI, na qual foi confirmada a continuidade do colaborador no IDEMA/RN; QUE, na ocasião, CARLOS AUGUSTO ROSADO deu “sinal verde” para que o colaborador atendesse aos interesses financeiros e arrecadatórios de RICARDO MOTTA”.

Resumindo: não se sabe o conteúdo do depoimento de Rita das Mercês nem se ela menciona algum envolvimento do casal mais poderoso de Mossoró nos desvios do IDEMA.

A Operação Candeeiro apura desvios de R$ 19 milhões que em números corridos chegam atualmente a R$ 35 milhões segundo o Portal Agora RN.

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Articulações políticas isolam José Agripino

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Quem diria? Que o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, algoz de Dilma Rousseff, influente no governo de Michel Temer e político dos mais importantes do Rio Grande do Norte entraria o ano de 2018 excluído das negociações políticas.

Fragilizado com alta rejeição nas pesquisas e ameaçado por Zenaide Maia (PR) na disputa pelo Senado, Agripino não tem visto o nome vinculado a nenhuma das chapas que vem sendo montadas nas negociações políticas.

Há quem aposte que o senador está menos enfraquecido do que se imagina. Há quem garanta que ele forma um grupo de prefeitos no atacado e está deixando as negociações no varejo para quando as eleições estiverem mais próximas.

Na mesma proporção, mas em sentido inverso, se conversa discretamente sobre a possibilidade de sequer ser candidato a reeleição numa improvável resignação que lhe levaria a uma candidatura a deputado federal num rebaixamento político. Difícil acreditar nessa hipótese.

Até aqui ele tem se apegado à candidatura do prefeito de Carlos Eduardo Alves (PDT) ao Governo do Estado formando um palanque exageradamente tradicional, mas que pode ter um Garibaldi Alves Filho (MDB) se desgarrando e a má vontade do líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado resistindo em formar uma parceria política com tantos algozes de 2014.

Esta caminha para ser a eleição mais difícil para José Agripino. Mas não subestimem sua capacidade de superação. Quem apostar todas as fichas contra o líder demista pode se arrepender.

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Nova divisão dos Rosados é discutida nos bastidores

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O clã Rosado passou três décadas se engalfinhando nas disputas políticas em Mossoró e se juntou no ano passado. Na época o jornalista Carlos Santos cravou com propriedade que estava “misturados”.

Fato!

A atual proximidade política entre primos tem tudo para ter problemas na medida em que a eleição se aproxima. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem planos de pôr um de seus filhos na disputa para a Assembleia Legislativa o que prejudicaria a deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Na outra ponta, Kadu Ciarlini, filho da prefeita, sonha com a Câmara Federal, projeto que bate de frente com o atual deputado Beto Rosado (PP). Se esse desejo for colocado para a frente pode provocar uma nova crise.

Vale lembrar que nas convenções de 2016, Betinho chegou a discutir com o líder do rosalbismo, Carlos Augusto Rosado (ver AQUI). A relação deles está arranhada desde então.

Está configurado um cenário que lembra o dos anos 1980 quando surgiram as disputas Rosado x Rosado em que uma geração se prepara para suceder a outra.

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