Rosalbismo entre a palavra “empenhada” e a conveniência

O objetivo do rosalbismo em 2018 é muito claro: é eleger Kadu Ciarlini deputado estadual e reeleger Beto Rosado. O resto é mera alegoria, inclusive a indicação do vice em alguma chapa.

A questão é que o entendimento com o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) estava avançado a ponto de o senador José Agripino (DEM) deixar de ser um entrave (ver AQUI) para o entendimento.

No entanto, uma ponta segue solta: a chapa proporcional. O agrupamento de Carlos Eduardo (PDT) não tem esteiras e não oferece as melhores condições para eleger Kadu e Beto. O que pesa a favor do pedetista é sua maior viabilidade eleitoral.

Aí entra em cena o governador Robinson Faria (PSD) que está tentando atrair o rosalbismo. O trunfo dele é dar as melhores condições a Beto e Kadu e é nesse sentido que as conversas prosseguem.

Não tenham dúvidas: o rosalbismo vai para onde for melhor para garantir seus espaços de sempre. Indicar vice é um plus nas negociações.

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Vingança da Rosa: José Agripino não disputa reeleição por exigência da prefeita de Mossoró

Convenção do DEM foi último ato de Agripino e Rosalba como colegas de partido. A vingança veio com o tempo
Convenção do DEM foi último ato de Agripino e Rosalba como colegas de partido. A vingança veio com o tempo

Há quatro anos, em plena Copa do Mundo, o senador José Agripino (DEM) costurou o resultado da polêmica convenção do DEM que resultou na rejeição a proposta de candidatura a reeleição da então governadora Rosalba Ciarlini.

Por 121×63 os delegados demistas escolheram salvar o mandato de Felipe Maia (DEM) a arriscar uma reeleição dificílima de Rosalba que estava inelegível àquela altura do campeonato do voto. Além disso, ela era até então a governadora mais impopular da história do RN com quase 80% de desaprovação e tinha apenas um punhado de partidos pequenos lhe dando sustentação política.

Foi uma decisão pragmática de Agripino que preferiu garantir as condições de reeleição do filho Felipe Maia e dos deputados estaduais do partido. Deu certo, mas quatro anos depois a fatura seria cobrada.

Nos bastidores Rosalba jurou vingança. Carlos Augusto Rosado também.

A lei do retorno veio com força e no momento certo para o casal rosalbista. O Blog do Barreto apurou junto a várias fontes em Natal que nas negociações com Carlos Eduardo Alves (PDT) foi oferecido a indicação do vice na chapa do pacto oligárquico. No entanto, Rosalba e Carlos Augusto quiseram mais: exigiram que Agripino fosse excluído da chapa majoritária. Daí iniciou-se uma longa negociação que passou por um jogo de gato e rato em que a prefeita e o marido atuaram com maestria sugerindo em diversas ocasiões que poderia se entender com a senadora Fátima Bezerra (PT) ou com o governador Robinson Faria (PSD). A dupla se deixou iludir atendendo as necessidades do rosalbismo se deixando fotografar com eles durante o Mossoró Cidade Junina.

Nem mesmo uma improvável “neutralidade” (ver AQUI) foi descartada no trabalho para atrair o ex-prefeito de Natal.

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Até a “eterna” adversária Fátima Bezerra “chegou perto” de ter o apoio de Rosalba no jogo de cena

Carlos Eduardo mordeu a isca porque colocou na cabeça que Henrique Alves perdeu as eleições em 2014 porque não tinha o apoio de Rosalba em Mossoró. Isso deu a prefeita de Mossoró as condições de impor exigências.

As coisas aconteceram rapidamente na semana passada. Na sexta-feira Agripino anunciou que não disputaria a reeleição. No mesmo dia Rosalba convidou Carlos Eduardo para passar o Boca da Noite em sua companhia indicando o acasalamento político.

Ao leitor menos interessado na política uma questão dessa passa despercebido, mas em política as ações falam mais que as palavras.

Agora as discussões giram em torno da escolha do nome do vice que será indicado por Rosalba. Segundo o Blog apurou o acordo está muito próximo e Carlos Eduardo tem um plano B caso a prefeita não faça a indicação: o nome é Felipe Maia.

Agripino

José Agripino é pragmático.  Sabia que tinha uma reeleição difícil. Excluído da chapa ele tinha um discurso: dizer que se sacrificou para fortalecer a chapa de Carlos Eduardo. Não era bem assim.

Quando surgiram os rumores de que ele desistiria por meio da assessoria ele disse: “O que está em cogitação são apoios de novos partidos à candidatura de Carlos Eduardo. Isso abre negociações em torno da chapa. Essa negociação é que está sendo cogitada”. O plural na frase não deixa dúvidas sobre o que estava acontecendo.

O ato seguinte confundiu a cabeça de quem acompanha o noticiário político: Agripino desistiu da reeleição para acomodar o deputado federal Antônio Jácome (PODE) candidato ao Senado.

Mas repare que Agripino não disse “novo partido”, mas “novos partidos” e isso significa que além do PODEMOS de Jácome estava em jogo o PP de Rosalba. Foi a exigência dela quem abriu o espaço para atrair Jácome que estava se entendendo com Robinson.

O sacrifício político de Agripino não foi necessariamente para atrair o deputado e a força dele no segmento evangélico, mas para garantir o apoio de Rosalba. A consequência foi a ocupação do espaço na majoritária por um outro ator político.

A intepretação de que Agripino desistiu de ir à reeleição por conta dos problemas no Supremo Tribunal Federal (STF) onde ele é réu em dois processos não é de todo errada. Afinal de contas candidato a deputado federal ele tem um caminho mais fácil para manter o foro privilegiado. Essa é a versão, até pelo fundo de verdade, mais consistente serve para esconder o fator determinante para a desistência de Agripino: a condição de Rosalba para apoiar Carlos Eduardo.

Por ironia, se Agripino tirou Rosalba do páreo há quatro anos para salvar o mandato de Felipe Maia desta vez é Felipe que ficará sem mandato de deputado federal por causa da exigência da agora prefeita de Mossoró.

Pensar que há 12 anos Agripino exigiu desalojar Geraldo Melo da chapa de Garibaldi Filho para colocar Rosalba candidata ao Senado, condição que levou ela, após vencer uma eleição apertada em cima de Fernando Bezerra, a se viabilizar para ser eleita governadora em 2010. Só falta agora a “Rosa” votar no “Tamborete”, o que não é de todo descartado, diga-se.

Agripino colhe as consequências do que fez de bom e ruim para Rosalba no passado.

Em 2018 a vingança é dela.

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Sinal vermelho para Fátima Bezerra e Carlos Eduardo

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A pesquisa do Instituto Consult divulgada no último domingo mostrou que a senadora caiu de 29,24% para 26,06%. São três pontos percentuais a menos numa margem de erro de 2,3% para mais ou menos.

É um sinal vermelho para a candidatura petista. Tanto que ela se impôs para fechar com PC do B e PHS também na chapa proporcional. Além de garantir aos comunistas a indicação do vice.

O cenário só não é pior porque o principal adversário, Carlos Eduardo Alves (PDT), caiu de 18,88% para 16,06%. O pedetista também precisa ficar com o sinal vermelho aceso. A solução dele foi dar mais leveza a chapa trocando José Agripino (DEM) por Antônio Jácome (PODE) além de avançar na conquista do apoio da prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP).

Só quem apresentou crescimento entre os principais candidatos foi o governador Robinson Faria (PSD), ainda assim insignificantes 0,41%.

O quadro mostra ainda um grande desinteresse do eleitorado em relação ao pleito de 2018, mas a ausência de crescimento dos candidatos principais mostra há espaço para o surgimento de outros nomes, o que é muito improvável.

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Uma sexta de vitórias políticas para Robinson e Carlos Eduardo Alves

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A sexta-feira foi de vitórias políticas para o governador Robinson Faria (PSD) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT). Numa mesma manhã ambos conseguiram metas importantes para a viabilidade política deles.

Para Carlos Eduardo era fundamental diminuir o peso do palanque nas eleições deste ano. Era preciso tirar um dos senadores do caminho da reeleição sem maiores prejuízos políticos. Foi exatamente o que aconteceu. Acuado pela condução de réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e com a reeleição eleitoralmente inviabilizada não restou a José Agripino (DEM) outro caminho que não fosse a desistência da disputa ao Senado. Vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados desalojando o filho, Felipe Maia, da política muito provavelmente.

Carlos ainda tirou o deputado federal Antônio Jácome (PODE) do palanque de Robinson e o colocou na condição de candidato ao Senado ao lado de Garibaldi Alves Filho (MDB). O cenário não poderia ser melhor. Garibaldi mesmo que combalido ainda tem mais competitividade que Agripino e Jácome atrai o eleitorado evangélico.

Agora Carlos Eduardo foca na conquista do apoio da prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) dando a ela a condição de indicar o vice da chapa.

Por outro lado, Robinson evitou que o PSDB caísse no colo de Carlos Eduardo. Conseguiu o apoio de um partido estruturado que conta com oito deputados estaduais e o presidente da Assembleia Legislativa. Ele agora tem um candidato a senador parceiro na chapa, Geraldo Melo, e pode trabalhar uma segunda indicação e um vice para chamar de seu.

O PSDB não vem 100% porque a tendência é que os deputados Raimundo Fernandes e Gustavo Fernandes fiquem no palanque de Carlos Eduardo, mas não deixa de ser uma vitória importante ter o apoio formal de uma agremiação que possui um dos maiores tempos de TV.

Na luta para ir ao segundo turno podemos dizer que Carlos Eduardo e Robinson Faria tiveram uma sexta de vitórias em termos de viabilidade eleitoral.

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Chapa proporcional vira “nó” para principais candidatos ao Governo

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Os pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal estão também preocupados com as chapas proporcionais que serão decisivas para atraírem as melhores alianças majoritárias. O famoso quociente eleitoral é o fator decisivo para cada deputado, seja estadual ou federal. Uma coligação ou partido terá que ter cerca de 70 mil votos para eleger a primeira vaga na Assembleia Legislativa. Já para a deputado federal o cálculo é estimado em 200 mil votos para cada uma das oito vagas em questão.

Lembrando que esse ano tem um fator novo. As sobras eleitorais beneficiarão partidos que não atingiram o quociente eleitoral. A medida, neste caso, beneficia pequenos partidos.

Somando a votação de todos os candidatos por coligação, aí gera quanto cada aliança fará para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. A Justiça Eleitoral não considera eleito para deputado, quem tem mais votos, mas sim a soma dos votos de todos os candidatos por coligação. Em 2014, por exemplo, Vivaldo Costa, Larissa Rosado, Adan Eridan, Major Fernandes, Bispo Francisco de Assis, Amazan e Leonardo Nogueira tiveram mais votos que os deputados Souza Neto (PHS) e Carlos Augusto Maia (PCdoB), que conseguiram pouco mais de 20 mil votos em alianças menores.

A “chapa fechada” Carlos Eduardo (Governo), Garibaldi Filho e José Agripino (Senado) estão enfrentando problemas na questão das nominatas do PDT, MDB e DEM. É que baseados em pesquisas e comparando o resultado de 2014, só tem medalhões para concorrer a Assembleia Legislativa: Hermano Morais, Adjuto Dias e Nelter Queiroz pelo MDB, além do deputado Getúlio Rego no DEM, que almejam mais de 50 mil votos. Álvaro Dias foi o menos votado do MDB com 34 mil votos, mas quando assumiu a Prefeitura do Natal em abril decidiu lançar o filho, Adjuto Dias, que tem perspectiva, graças a máquina pública municipal, para sair somente da capital com 20 mil votos, segundo analistas eleitorais. O PDT de Carlos Eduardo só tem a vereadora Nina Souza como postulante a Assembleia Legislativa.

O PSB do vice-governador Fábio Dantas só tem o deputado Ricardo Motta e analisa lançar a ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado. Alguns nomes menores foram incentivados como o jovem empresário Artur Maynard, de Caicó e o vereador Franklin Capistrano em Natal, mas juntos não conseguem 20 mil votos em todo Estado. Existe a possibilidade de lançar Fábio Dantas a estadual e tentar emplacar a deputada Cristiane Dantas do PPL como vice-governadora na chapa de Fátima Bezerra, do PT. Falta só convencer o PT aceitar uma aliança do PSB de Ricardo Motta, com o PHS de Souza Neto e o PCdoB de Carlos Augusto Maia.

O PT da senadora Fátima Bezerra tem nominata própria, mas não aceita aliança com o PHS do deputado Souza Neto e talvez faça com o PCdoB do deputado Carlos Augusto Maia. Os nomes do ex-prefeito de Parelhas, Francisco Medeiros, da vereadora Isolda Dantas (Mossoró), do vereador de São Gonçalo, Eraldo Paiva, da jovem Mada Maia, filha da deputada federal Zenaide Maia, além do vereador de São Paulo do Potengi, João Cabral, entre outros estão sendo mobilizados em cada região do Estado.

Já o PSD do governador Robinson Faria, tem uma chapa reforçada na proporcional. Os deputados Galeno Torquato, que atua no Alto Oeste, Vivaldo Costa no Seridó, Dison Lisboa no Agreste Potiguar e  Jacó Jácome em Natal e no segmento evangélico são postulantes à reeleição. Ederlinda Dias que parte com o apoio do prefeito de Macaíba, Fernando Cunha, e os ex-prefeitos Ivan Júnior (Assu) e Wellinson Ribeiro (Canguaretama), além de Raimundo Costa, ex-secretário estadual de Assuntos Fundiários e Reforma Agrária, também serão postulantes.

O PSB de Fábio Dantas, o PDT de Carlos Eduardo e o PSD de Robinson Faria devem ter a melhor chapa proporcional para desembarcar o PSDB que tem nove deputados, o PR de João Maia e o PP de Rosalba Ciarlini, que prioriza a reeleição do deputado federal Beto Rosado e a candidatura do publicitário Kadu Ciarlini a estadual.

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Carlos Eduardo passa despercebido em Mossoró

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Foto: BCS

Rendeu pouca repercussão política a passagem do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) em Mossoró na última sexta-feira. O pedetista se limitou a correr atrás do apoio da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) que faz charme. Os dois posaram para fotos no show de Alceu Valença na Estação das Artes.

Publicamente Rosalba não deu tanto cabimento ao ex-prefeito e pré-candidato ao Governo do Estado. Nos bastidores eles conversaram.

Carlos Eduardo erra estrategicamente ao demonstrar tamanha dependência de Rosalba para penetrar no eleitorado mossoroense (entenda lendo AQUI). O apoio dela deve ser cobiçado por se tratar da maior eleitora da cidade, mas ela não tem o mesmo poderio de antes e está em baixa por conta de uma série de problemas da própria gestão.

Em termos de mídia, Carlos Eduardo optou por falar com escassos veículos de comunicação ao invés de usar uma tática de ocupar vários espaços de forma articulada como fazem vários políticos que visitam Mossoró.

Isso só reforça a tese equivocada que basta ter e, apenas ter, o apoio de Rosalba para se sair bem na cidade. Não necessariamente é assim.

Como já escrevi neste espaço: Mossoró e Carlos Eduardo ainda não deu “liga”. Um ignora o outro.

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Fátima enfim esquece assuntos nacionais e se envolve na política local

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Em entrevista ao Agora RN a senadora Fátima Bezerra (PT) finalmente falou como pré-candidata ao Governo do Estado. Lula, Temer e cia ficaram em segundo plano na conversa.

Ela criticou o governador Robinson Faria (PSD) acusando-o de ser incompetente. “O Rio Grande do Norte é uma tragédia. Há incompetência nessa atual gestão. Dois anos sem o servidor ter o direito de chegar ao final do mês e receber o seu salário em dia. Fornecedor nem se fala. Capacidade de investimento é zero no Rio Grande do Norte. Temos, ainda, um rombo fiscal por mês, segundo a Tributação do Estado, que ultrapassa R$ 130 milhões”, explicou.

Ela ainda acrescentou que o governador traiu o PT.

Sobre o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) as críticas giraram em torno do palanque oligárquico que ele montou. “Carlos Eduardo representa a mesmice, o mesmo projeto conservador e oligárquico que vem predominando nesse estado há décadas. A nossa candidatura vai quebrar paradigmas”, disparou.

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Carlos Eduardo ignora Mossoró. Mossoró ignora Carlos Eduardo

Carlos Eduardo esteve pela última vez em Mossoró como mero expectador da palestra de Ciro Gomes
Carlos Eduardo esteve pela última vez em Mossoró como mero expectador da palestra de Ciro Gomes

Pré-candidato a governador há dois meses, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) ainda não colocou os pés em Mossoró este ano. O pedetista esteve discretamente pela última vez na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte em novembro do ano passado quando acompanhou a agenda do presidenciável Ciro Gomes.

Carlos Eduardo ainda fez uma visita a prefeita Rosalba Ciarlini. Ele fez questão de registrar nas redes sociais. Ela não.

Dos pré-candidatos colocados até aqui, o pedetista é o caso mais emblemático de desinteresse pelo eleitorado mossoroense. Até aqui o único elo entre ele e Mossoró é o desejo de ter o apoio da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), incluindo a indicação de um vice made in Palácio da Resistência.

Não há registro sequer de contatos de Carlos Eduardo com os ex-vereadores Genivan Vale e Tomaz Neto, estrelas de seu partido em Mossoró.

Se Carlos Eduardo ignora Mossoró, a resposta da cidade também é com indiferença. Ele não consegue juntar dois dígitos nas pesquisas realizadas na cidade nem existe qualquer movimento político na cidade no sentido de lhe dar alguma sustentação no pleito vindouro.

O ex-prefeito de Natal não tem previsão de agenda em Mossoró conforme informou a assessoria de imprensa dele. Nem mesmo o contato popular no “Pingo” atraiu o homem.

Então fica assim: Carlos Eduardo ignora Mossoró. Mossoró ignora Carlos Eduardo. Nesse dito pelo não dito quem perde é o pré-candidato.

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Média de Carlos Eduardo nas pesquisas eleitorais apresenta oscilação. Fátima Bezerra tem números estáveis

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No domingo o site Agora RN publicou uma pesquisa eleitoral do Instituto Seta apontando que a senadora Fátima Bezerra (PT) segue liderando para o Governo do Estado. No dia seguinte, a Consult anunciou através da 98 FM uma sondagem apontando a petista com um percentual praticamente idêntico.

O Blog do Barreto tirou a média percentual das duas pesquisas dos seis nomes que seguem no cenário eleitoral, excluindo da tabulação nomes que os institutos insistem em incluir nas listas políticos que já desistiram da disputa como o deputado estadual Kelps Lima (SD) e gente que nunca se colocou como candidato ao Governo como o ex-senador Geraldo Melo (PSDB). Nos limitamos aos que seguem na disputa considerando como nulos os votos em quem não é pré-candidato.

Os institutos utilizam metodologias diferentes e nem sempre visitam as mesmas cidades, mas seguindo uma estratégia comum nas coberturas eleitorais americanas, foi tirada uma média.

Sendo assim somente o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) ficou com uma variação elevada no comparativo entre os números dos dois institutos. Os demais pré-candidatos ficaram bastante aproximados.

Lembrando que a pesquisa do Instituto Consult foi realizada entre os dias 17 e 20 de maio e a do Instituto Seta aconteceu entre os dias 11 e 13 de maio.

Confira abaixo o boxe com a média dos dois candidatos nas pesquisas.

Média dos candidatos ao Governo do Estado

Candidato Seta Consult Média
Fátima Bezerra 29,3% 29,24% 29,27%
Carlos Eduardo Alves 12% 18,88% 15,44%
Robinson Faria 8,4% 9,06% 8,73%
Fábio Dantas 0,5% 3,12% 1,81%
Carlos Alberto 1% 1,35% 1,75%
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Fátima Bezerra se consolida na liderança em pesquisa Seta, mas indica estagnação nas intenções de voto

Fátima admite candidatura ao Governo (Foto: Tribuna do Norte)
Fátima vai ter que superar estagnação das intenções de voto

A pesquisa Seta divulgada ontem pelo Jornal Agora RN tem um dado que passou despercebido: Fátima Bezerra (PT) não cresceu no comparativo com a última sondagem do Instituto Seta divulgada em março. Está estagnada nos 29,3%.

Os principais adversários Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD) cresceram. Se a eleição fosse hoje conforme o Instituto Seta teríamos segundo turno por pequena margem de votos representados em 0,9%. A soma de todos os adversários dá 30,2% contra de 29,2% Fátima Bezerra. Se levarmos em consideração que Kelps Lima (SD) e Eliezer Girão (PSL) não são candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte a soma de todos os adversários da petista cai para 25,9%, o que daria a ela a vitória no primeiro turno levando em consideração que os votos nulos e brancos não são válidos.

Em 20 de março, em outro cenário, a soma de todos os candidatos, incluindo os que na época não tinham desistido, era de 24.05% contra 29,56% da senadora. Os crescimentos de Robinson e Carlos Eduardo diminuíram a possibilidade de segundo turno em 2018 conforme o instituto. Ainda não é possível afirmar que existe uma tendência de crescimento dos dois porque é necessária uma nova pesquisa repetindo o avanço.

Esses números indicam, em um primeiro momento, que Fátima está estabilizada na liderança, mas ao mesmo tempo não consegue crescer nas intenções de voto. São dois meses na casa dos 29% enquanto os dois principais adversários cresceram de forma tímida. Digamos que a petista esteja “estagnada na liderança” até segunda ordem.

O desafio para provocar um segundo turno será conquistar os 31,3% de eleitores que dizem não votar em nenhum dos candidatos e convencer os 9,2% de indecisos. Se eles anularem o voto Fátima pode até vencer no primeiro turno.

A formação das alianças será fundamental, principalmente nas cidades menores onde os líderes políticos locais exercem mais influência sobre o eleitorado.

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