Geraldo Melo vira o “jabuti na árvore” das pesquisas

jabotinaarvore

O ex-governador Geraldo Melo (PSDB) deixou 12 anos de aposentadoria política e se anunciou candidato ao Senado. Mas curiosamente os institutos de pesquisa insistem em colocar o nome dele como postulante ao Governo do Estado.

Uma esquisitice que distancia da realidade o cenário delineado para a disputa pelo Governo do Estado. Geraldo está sempre lá “comendo” algo em torno de 7% das intenções de votos. Pouco, mas é algo que termina teoricamente atrapalhando o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) que está se tornando o principal nome do bloco conservador.

A exclusão de Geraldo nas sondagens para o Senado é uma “mão na roda” para os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM). Além de estar no mesmo campo político da dupla, Geraldo almeja excluir um dos dois da chapa de Carlos Eduardo como resultado das negociações para acomodar o PSDB na chapa do ex-prefeito de Natal.

Geraldo não tem muita musculatura para um pleito majoritário por motivos óbvios, mas mesmo aposentado da política há 12 anos é capaz de atrapalhar como o “jabuti na árvore” das pesquisas. Ninguém sabe como ele foi parar numa postulação que rechaçou e parece não saber como colocá-lo na lista correta.

Daí se mede o quanto as oligarquias familiares estão fragilizadas.

Compartilhe:

Simulação de segundo turno indica embate equilibrado entre Fátima e Carlos Eduardo. Propaganda negativa terá peso decisivo

Carlos-e-Fatima

Um dado que vem passando despercebido nas análises sobre a pesquisa Certus encomendada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) são as várias simulações de segundo turno realizadas.

Em todas a senadora Fátima Bezerra (PT) vence com folga, exceção para o duelo com Carlos Eduardo (PDT) que por sua vez vence todas as simulações excetuando o confronto com a petista.

O mais provável hoje é um segundo turno entre Fátima e Carlos. Segundo a pesquisa Certus o confronto está 33,76% x 24,18%. A decisão ficaria quanto aos indecisos que somam 6,95% e a parcela que vai “amolecer o coração” entre os 35,11% dos eleitores que afirmam não votar em nenhum dos candidatos.

Aí teríamos dois cenários: 1) a rejeição aos políticos das oligarquias familiares. Cenário que favorece Fátima; 2) sentimento antipetista. Cenário que favorece Carlos Eduardo. A conquista desse eleitorado passará pela propaganda negativa.

Será a desconstrução do rival quem vai nortear o pleito nos próximos meses. Há muito a ser discutido nos bastidores e no planejamento das campanhas.

A política de aliança não pode ser descartada, mas a eleição de 2014 já informou a classe política do Estado que um palanque pesado demais pode desmoronar nas urnas.

 

Compartilhe:

Pesquisa mostra quase 60% dos eleitores definindo candidatos e indica polarização entre Fátima e Carlos Eduardo

images-8

A pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Certus divulgada ontem pelo Blog do BG indicou que o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte caminha para uma polarização entre a senadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Como nas sondagens dos outros institutos, a petista segue liderando as intenções de votos com 25,60%, o que lhe garante vaga num eventual segundo turno. Em segundo aparece Carlos Eduardo com 14,54%.

O terceiro colocado é o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) que já avisou que não é candidato ao governo, mas insistentemente é colocado como postulante ao Governo. Ele tem 7,66%.

Outros nomes que colocam como candidatos ao Governo se mostram inviáveis até aqui. O governador Robinson Faria tem 5.04% seguido pelo deputado estadual Kelps Lima (SD) com 4,68%. O professor Carlos Alberto (PSOL) aparece na frente do vice-governador Fábio Dantas (PSB).

A situação do governador é delicada, além da baixíssima intenção de voto ele ainda é o campeão da rejeição com 39,65%.

O cenário é claramente de polarização entre Fátima e Carlos Eduardo. Segundo a sondagem 58,65% dos eleitores já apontam preferência por algum candidato, restando 41,35% do eleitorado para ser conquistado ao longo dos próximos meses.

Interior x Grande Natal

Um dado curioso da pesquisa é o desempenho de Carlos Eduardo na Grande Natal onde lidera com 23,38% contra 17,10% da principal adversária. Já nas demais regiões Fátima fica na frente do ex-prefeito no Médio Oeste (região de Mossoró) ele o derrota por 29,49% x 8,29% e no Alto Oeste (“Tromba do Elefante) ele vence com a maior folga: 36,36% x 5,19%.

Pesquisa Estimulada

Fátima Bezerra (PT) 25,60%

Carlos Eduardo (PDT) 14,54%

Geraldo Melo (PSDB) 7,66%

Robinson Farias (PSD) 5,04%

Kelps Lima (SD) 4,68%

Carlos Alberto (PSOL) 1,13%

Fábio Dantas (PSB) 0,71%

Outros 0,14%

Nenhum 31,49%

Não Sabe 8,87%

Não Respondeu 0,14

Rejeição

Robinson Farias 39,65%

Rejeito Todos 20,14%

Rejeito Nenhum 16,67%

Fátima Bezerra 9,72%

Geraldo Melo: 8,16%

Carlos Eduardo 7,94%

Fábio Dantas 5,04%

Kelps Lima 4,75%

Carlos Alberto 2,84%

Outras respostas 2,77%

Não Sabe 1,06%

Não Respondeu 0,78%

 

Compartilhe:

Palanque de Carlos Eduardo pode ter 4 ex-governadores e duas décadas de poder

Agora RN

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT) decidiu no último fim de semana iniciar sua peregrinação pelo interior do Estado, ao lado do senador José Agripino, um dos seus potenciais companheiros de chapa, e já pleiteando o apoio da ex-governador Rosalba Ciarlini (PP). E confirmando a parceria entre Carlos Eduardo, Agripino, Rosalba e mais o senador Garibaldi Alves Filho (MDB), esse palanque poderá acumular quase 50 anos de gestão estadual, participando de forma direta ou indireta dos governos que se sucederam ao longo dos anos.

Contando apenas os anos que Agripino, Rosalba e Garibaldi comandaram o Estado, já se somam 17 anos de chefia do Executivo Estadual unido pela eleição do pré-candidato Carlos Eduardo Alves. Acrescentando a possibilidade de ter, ainda, o apoio do PSDB de Geraldo Melo, esse essa somaria fecharia com duas décadas de gestão estadual, agora, querendo lançar o nome do ex-prefeito como “opção” de renovação da chefia do Executivo Estadual.

Isso porque o PSDB tem, atualmente, o pré-candidato ao Senado Geraldo Melo, que assim como Agripino, Garibaldi e Rosalba, foi governador do Estado. Essa possibilidade, inclusive, foi ressaltada em análise do jornalista mossoroense e cientista social Bruno Barreto, que acompanhou boa parte das entrevistas que Carlos Eduardo concedeu enquanto esteve no Seridó.

Carlos tem como principais companheiros o primo Garibaldi e o senador José Agripino. Nas entrevistas oscilou entre dizer que os dois são ‘inamovíveis’ da chapa majoritária e o reconhecimento de que um dos dois pode cair fora da disputa para acomodar alguém de fora. O foco, logicamente, é o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e seu séquito de oito deputados estaduais. O nome do tucanato para a vaga seria o do ex-senador Geraldo Melo, que não disputa uma eleição há 12 anos”, analisou Barreto.

Para vice, a preferência é por um nome de Mossoró indicado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A bola da vez é a ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini (PP), que está fora da política desde 2012. Se já tem optado por um palanque pesado pelo desgaste, as alternativas apresentadas a Carlos Eduardo não propõem leveza nem ao menos um calço de jovialidade que sustente um projeto marcado pela união das três mais tradicionais oligarquias familiares da política potiguar. As alternativas apresentadas até aqui exalam um ‘cheiro’ da naftalina que ficava impregnado nas roupas que ficavam muito tempo nos armários de antigamente”, acrescentou o cientista social.

Alternância

Além de somar um palanque com quatro ex-governadores, os integrantes do grupo político do palanque do ex-prefeito, apoiaram outros nomes (alguns deles, familiares) quando não estiveram no poder. Pode-se dizer que essa alternância começou ainda em 1961, com o governador Aluizio Alves, tio de Garibaldi; continuou durante os governos Tarcísio Maia (pai de Agripino), Radir Pereira, Vivaldo Costa e Fernando Freire (vices de Agripino e Garibaldi) e não caiu nem durante a gestão Wilma de Faria, visto que parte desse palanque, como Garibaldi, Carlos Eduardo e Henrique, a apoiou durante alguns momentos de sua gestão.

Rompimento oficial mesmo com a máquina só ocorreu em 2014, quando o grupo foi derrotado pelo atual governador, Robinson Faria. Alias, o grupo inteiro não, uma parte dele, visto que, afirma-se, que Rosalba Ciarlini teria apoiado Robinson, extraoficialmente, com a intenção de derrotar o ex-aliado Agripino Maia.

Nota do Blog: este humilde operário da informação agradece ao Portal Agora RN pela citação.

Compartilhe:

Carlos Eduardo se prende a alternativas com “cheiro” de naftalina

img_0967
Carlos Eduardo iniciou pelo Seridó as andanças pelo interior

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) iniciou pelo Seridó as andanças pelo interior do Estado para se tornar mais conhecido do eleitorado e realizar o sonho de governar o Rio Grande do Norte.

Numa cruzada distópica (inverso da utopia), Carlos tem como principais companheiros o primo Garibaldi Alves Filho (MDB) e o senador José Agripino Maia (DEM). Nas entrevistas oscilou entre dizer que os dois são “inamovíveis” da chapa majoritária e o reconhecimento de que um dos dois pode cair fora da disputa para acomodar alguém de fora.

O foco, logicamente, é o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e seu séquito de oito deputados estaduais. O nome do tucanato para a vaga seria o do ex-senador Geraldo Melo, que não disputa uma eleição há 12 anos.

Para vice, a preferência é por um nome de Mossoró indicado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A bola da vez é a ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini (PP), que está fora da política desde 31 de dezembro de 2012.

Se já tem optado por um palanque pesado pelo desgaste, as alternativas apresentadas a Carlos Eduardo não propõem leveza nem ao menos um calço de jovialidade que sustente um projeto marcado pela união das três mais tradicionais oligarquias familiares da política potiguar.

As alternativas apresentadas até aqui exalam um “cheiro” da naftalina que ficava impregnado nas roupas que ficavam muito tempo nos armários de antigamente.

Carlos Eduardo parece querer estar longe de tudo que represente algum tipo de novidade.

Compartilhe:

Carlos Eduardo e o trabalho para “amolecer” corações em Natal

carloseduardo

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) tem um grande desafio pela frente nos próximos meses: superar a imagem negativa do político que prometeu cumprir o mandato até o fim em 2016 e cedeu aos encantos da política um ano e meio depois.

A pesquisa Consult divulgada pelo Blog do BG e 98 FM de Natal colocou Carlos Eduardo liderando as pesquisas na Grande Natal. São 24,88% de intenção de voto contra 21.88% da senadora Fátima Bezerra (PT). O maior crítico do pedetista, Kelps Lima (SD), tem apenas 4,88%.

A renúncia de Carlos Eduardo Alves pegou mal e a pesquisa do Instituto Seta divulgada mês passado mostrou que a maioria dos eleitores natalenses desaprova a renúncia do agora ex-prefeito.

Mas há uma margem para ele “amolecer” os corações dos natalenses ao longo da eleição. Tudo vai depender de alguns fatores preponderantes:

  • Superar o problema do palanque dos grupos tradicionais que estão muito rejeitados pelos eleitores;
  • O desempenho do agora prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB).

São essas adversidades que Carlos Eduardo terá que superar para tornar a Grande Natal um impulso para a vitória em todo o Estado. Vale lembrar que o pedetista deixou o poder desaprovado pela maioria dos natalenses e os quase 25% que recebeu de intenção de voto do Instituto Consult (em Natal e Grande Natal) estão abaixo do patamar mínimo (25%) para nomes com o perfil dele. Tudo muito próximo ao teto, da capital, onde ele recebeu no mês passado 33,7% de aprovação e 57,3% de desaprovação.

A candidatura de Carlos está viabilizada politicamente e caminha a passos largos para o mesmo no ponto de vista eleitoral. Ele pode crescer como pode afundar junto com os apoiadores rejeitados que giram em torno de si.

Os próximos meses serão decisivos.

Compartilhe:

Carlos Eduardo partirá para ataque ao PT

Senadora-Fátima-Bezerra-e-o-prefeito-de-Natal-Carlos-Eduardo-1
Histórico de parcerias entre Fátima e Carlos Eduardo é coisa do passado

Enquanto a senadora Fátima Bezerra (PT) lidera as pesquisas adotando um discurso focado em temas nacionais, os seus adversários tentam chama-la para o debate local.

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) encontrou uma outra estratégia: vai tratar com Fátima de assuntos nacionais com efeito local. Nesse campo ele atrai o eleitorado antipetista para seu lado.

Em reunião com vereadores na semana passada, Carlos Eduardo deu o tom que deve usar na campanha: “Quebraram o país, além do desvio ético. Quebraram até a Petrobras. Incrível. A maior empresa do País”, disparou.

Ele disse que esses problemas provocados na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff provocaram os atrasos salariais da Prefeitura de Natal no ano passado. De uma vez só ele ataca Fátima e justifica porque atrasou salários.

Claro que a senadora petista terá o contra-argumento de dizer que Dilma já não era mais presidente quando os atrasos aconteceram, mas Carlos Eduardo vai seguir explorando um eleitorado que não está interessado nas explicações da petista.

É uma forma de chama-la a polarização. Até aqui Fátima tem evitado responder as críticas dos adversários.

Curiosidade

O curioso nisso é que Carlos Eduardo e Fátima possuem um longo histórico de parceria política. Na década passada ele lutou para ela ser candidata a prefeito de Natal em 2008 (ela acabou perdendo para Micarla de Sousa no primeiro turno). O empenho foi tamanho que chegou a se cogitar a filiação de Carlos Eduardo ao PT.

As declarações de Carlos Eduardo foram tiradas do site Agora RN.

Compartilhe:

Carlos Eduardo renuncia ao cargo de prefeito no dia em que delação revela suposta de propina de R$ 280 mil

207529

Carlos Eduardo Alves (PDT) é um homem audacioso. Mesmo com as pesquisas mostrando o tamanho da dificuldade que lhe separa do Governo do Estado, decidiu fazer o mesmo trajeto político que Wilma de Faria fez há 16 anos.

Agora é um ex-prefeito sem foro privilegiado e alvo de uma delação que o coloca em situação embaraçosa. Os documentos da Operação Cidade Luz vazados pelo Agora RN revelam que Carlos Eduardo Alves teria acertado propina de R$ 300 mil para receber via caixa dois de campanha em troca de obras de iluminação na capital do Estado. No fim das contas, segundo a delação, recebeu R$ 280.

Quem conta a história é o autor dos pagamentos: os empresários Allan Emmanuel Ferreira da Rocha e Felipe Gonçalves de Castro.

Carlos Eduardo obviamente nega, mas sabe que agora está vulnerável juridicamente e em ano eleitoral.

Logicamente a delação da Operação Cidade Luz não vazou por acaso, mas dará o tom do que vem pela frente até o outubro.

O negócio vai feder!

Compartilhe:

Como fica o grupo de Sandra Rosado após a prisão de Laíre?

a-100

Não precisa ser gênio da análise política para dizer que o grupo da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) vem perdendo capital político nos últimos anos. O pós-eleição de 2012, quando o grupo esteve muito próximo de ganhar a Prefeitura de Mossoró, só registrou retrocessos.

Embora bem votadas em Mossoró, Sandra e a deputada estadual Larissa Rosado não se reelegeram em 2014. Hoje a mãe é vereadora com votação muito aquém das expectativas e a filha só está no exercício do mandato graças a um acordo político em 2016 que colocou Álvaro Dias na condição de vice do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, abrindo uma vaga na da coligação que apoiou Henrique Alves em 2014.

O grupo hoje é um apêndice do rosalbismo numa união de rosados com ares de mera mistura política de ocasião. Sandra não teve força para indicar o vice da prefeita Rosalba Ciarlini em 2016. Também não conseguiu apoio para ser presidente da Câmara Municipal. A própria indicação de Lairinho Rosado para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico foi a duras penas e ele assumiu uma pasta que mais lhe traz problemas do que alguma oportunidade de evolução política.

A aliança com outrora arqui-inimigo rosalbismo não trouxe dividendos políticos ao grupo de Sandra. Pelo contrário, a facção política se apequenou, perdendo o comando da oposição em Mossoró, ao se submeter como mero penduricalho de Carlos Augusto Rosado.

O rosadismo também não está bem situado dentro do PSB, tanto que a própria Sandra chegou a admitir a possibilidade de trocar de partido. O grupo não tem estrutura financeira e está com a aguerrida militância desanimada com a aliança com o rosalbismo onde poucos foram indicados na estrutura do município.

A prisão de Laíre é um fator a mais para o enfraquecimento do capital político do grupo de Sandra Rosado.

O futuro de um dos mais tradicionais grupos políticos do Rio Grande do Norte é incerto e recheado de percalços colocando em risco a reeleição de Larissa Rosado e o retorno de Sandra à Câmara dos Deputados.

Talvez a parceria política com o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza pode ser a luz no fim do túnel (tema para outro texto).

Hoje é difícil mensurar qual o tamanho do grupo de Sandra em Mossoró, mas a olho nu percebe-se a inanição política.

Compartilhe:

Pesquisa aponta alto risco para candidatura de Carlos Eduardo Alves

CARLOS
Palanque pesado proposto para Carlos Eduardo tem 70% de rejeição

Até 7 de abril o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves tem uma decisão importante a tomar: renunciar ou não ao cargo que ocupa na capital do Estado. A comparação com a Wilma de Faria de 16 anos atrás é inevitável. Mas o cenário é totalmente adverso.

Naquela época, quando Wilma arriscou disputar o Governo do Estado deixando o próprio Carlos Eduardo no lugar dela, o cenário era totalmente diferente. A então prefeita era bem avaliada na capital e isso serviu de impulso e discurso para ela no interior. A “Guerreira” apresentou-se como o velho travestido de novo embalando e vencendo.

Há ainda um fator simbólico: Wilma nasceu em Mossoró e passou parte da juventude em Caicó, isso lhe dava discurso para entrar com aceitação nas regiões onde era menos conhecida.

Além disso, ela ainda tinha as estruturas das prefeituras de Natal e Parnamirim, respectivamente a primeira e a terceira do Estado.

Agora o que Carlos tem? A estrutura de uma Prefeitura de Natal combalida, que ficaria sob a batuta de um Álvaro Dias (MDB) envolvido em escândalos como os fantasmas da Assembleia e o apoio de aliados desgastados como Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM).

Além disso, Carlos Eduardo Alves prometeu seguir com o mandato até 31 de dezembro. A renúncia para disputar o Governo é péssima para a imagem dele em um cenário de eleitor mais atento e exigente.

Não se trata apenas de mera opinião, mas informações materializadas nos números da Pesquisa Seta divulgada ontem pelo Blog do BG. Apenas 11,6% dos entrevistados aprovam uma eventual renúncia do prefeito para disputar o Governo do Estado. Outros 34,8% reprovam a decisão e 53,6% são indiferentes.

No entanto, essa indiferença não se converte em votos. As intenções de voto dele estão em 8,1%, muito baixo para quem está há mais de 30 anos na política e governa a capital do Estado pela quarta vez. Mas esse mau desempenho tem explicação: 57,3% dos natalenses reprovam a gestão de Carlos Eduardo. Em outro item da pesquisa ruim e péssimo somam 55% sendo 44,7% avaliando a gestão como péssima e 10,3% colocando como ruim.

Tudo isso pesa contra o prefeito de Natal. Além de tudo ele teria, no cenário atual, um palanque pesado com José Agripino e Garibaldi Filho, os nomes mais rejeitados para o Senado (ver AQUI).

Não por acaso 70,4% dos entrevistados rejeitam a parceria Garibaldi/Agripino/Carlos Eduardo. Apenas 17,3% apoiam a união entre os políticos tradicionais. Outros 12% não souberam ou não quiseram opinar.

É um sinal claro da decadência dos grupos Alves e Maia exposto nas eleições de 2014 quando o esvaziado palanque de Robinson Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT) levou a melhor.

Todos os recados do eleitor no passado e no presente são ruins para a postulação de Carlos Eduardo. Se tudo der certo para ele em outubro teremos um fenômeno político novo a ser estudado.

Compartilhe: