Arquivamento da CEI do Lixo é aprovado em “sessão secreta”

Manoel-Bezerra-de-Maria

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que deveria investigar os contratos de limpeza urbana da Prefeitura de Mossoró se reuniu ontem, às 13h, no gabinete do presidente Manoel Bezerra (PRTB).

Na pauta a proposta o arquivamento da CEI sugerido por Bezerra. Como testemunha apenas um assessor da Câmara responsável pela confecção da ata.

“Sessão secreta”, diga-se.

A tarefa ficou menos desgastante sem plenário nem transmissão da TV Câmara. O arquivamento foi aprovado por 2×1. Manoel Bezerra contou com o apoio de Emílio Ferreira (PSD). Alex do Frango (PMB) foi o voto contra.

A palavra final agora será do plenário da Câmara Municipal em sessão que deve acontecer na terça ou quarta-feira.

Nota do Blog: essa sessão secreta tem tudo para ser anulada caso algum parlamentar da oposição decida recorrer ao judiciário.

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Desprezo de Manoel Bezerra pelas vaias é fruto da forma como vereadores conquistam votos

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“Com vaia ou sem vaia, eu sou eleito”. A frase foi dita no meio de uma discussão acalorada em que o sempre sereno vereador Manoel Bezerra (PRTB) perdeu as estribeiras. Não é para menos: ele estava sendo a vidraça que recebia as pedras sonoras das galerias após querer jogar na lata do lixo a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os contratos de limpeza urbana da Prefeitura de Mossoró.

As vaias converteram em cacos os nervos de Manoel Bezerra que reagiu desprezando quem o critica e, porque não, o despreza também pela sua origem humilde.

Acossado entre a opinião pública preguiçosa de Mossoró e os interesses palacianos, Manoel Bezerra não pensou duas vezes em agir para varrer para debaixo do tapete da história mossoroense a CEI do Lixo. O trabalho só não se consumou porque a sessão foi encerrada devido ao tumulto.

Manoel Bezerra tem razão quando diz não precisar dos aplausos das galerias para seguir na política. A vaia é digna de seu desprezo pelo interesse público. A cidadania seletiva e preguiçosa de Mossoró explica porque temos uma cidade que perde tantas oportunidades. O sal não elevou a cidade a algo maior porque a abundância é prima da indolência, o petróleo cada vez mais escasso gerou praças em vez de desenvolvimento e o que Manoel tem com isso? Tudo. Ele não precisa do eleitorado esclarecido para se manter vereador. Quanto menos desenvolvida uma cidade menos qualificada a Câmara Municipal porque o nível de exigência do eleitor é mínimo. Basta algum assistencialismo que não inclui socialmente para as migalhas se converterem em votos.

Manoel não precisa de aplauso, repito. Ele precisa de Prefeitura. É alinhado ao inquilino temporário do Palácio da Resistência. É o poder governista que lhe permite conseguir a ambulância para o doente, converte em facilidades as dificuldades que os desfavorecidos encontram no serviço público ou consegue o calçamento da rua abandonada. Para quê reconhecimento da opinião pública se a conta de luz do mais pobre ele paga no final do mês?

Para Manoel Bezerra a vaia não importa. Os votos estão garantidos em 2020 porque o eleitorado é fiel e grato. Manoel tem o voto de gratidão. O voto de opinião é motivo de desprezo porque ele nunca terá. Nem faz questão de ter.

Manoel Bezerra é o personagem deste texto, mas isso vale para pelo menos dois terços das 21 cadeiras da Câmara Municipal. A cidadania preguiçosa manda para casa os vereadores mais atuantes porque apresentar bons projetos, fazer discursos eloquentes, propor debates sobre temas relevantes ou fiscalizar o executivo não tem a menor importância diante da gratidão de quem tem a conta de luz paga todo mês pelo vereador ou tem nele o caminho para dar um “jeitinho” convertendo em facilidades as dificuldades impostas pela burocracia nossa de cada dia.

Assim se formam os cercadinhos de votos que conferem mandatos e sufoca a opinião pública ainda que preguiçosa em nossa cidade.

A conquista de um mandato não depende da opinião e a opinião não tem peso num contexto de cidadania preguiçosa e seletiva como a nossa.

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Manobra é feita para arquivar a CEI do lixo

O vereador Manoel Bezerra (PRTB), presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura possíveis irregularidades nos contratos de limpeza urbana da Prefeitura de Mossoró, conhecida como CEI do Lixo. O parlamentar está sugerindo o arquivamento da comissão.

O assunto foi trazido ao plenário pelo vereador Alex do Frango (PMB), representante da oposição na CEI, que entrou numa discussão acalorada com Manoel Bezerra.

A presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (MDB) já sinalizou que não concorda que a proposta seja votada em plenário antes de passar pela comissão.

Após os ânimos se acirrarem a ponto de relator da CEI Emílio Ferreira (PSD) intervir dando murro na mesa, Izabel Montenegro encerrou a sessão há poucos minutos.

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Câmara instala CEI do Lixo e define membros de comissão

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró Izabel Montenegro recebeu o pedido de instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os contratos de limpeza urbana da Prefeitura de Mossoró.

As bancadas já indicaram os nomes que vão compor a CEI do lixo dentro do critério da proporcionalidade. A oposição indicou Alex do Frango (PMB). A base governista colocou Manoel Bezerra (PRTB) e Emílio Ferreira (PSD).

O primeiro será o presidente. O segundo relator.

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Oposição estuda protocolar pedido de CEI do Lixo

A oposição está reunida na Câmara Municipal de Mossoró. A iniciativa visa protocolar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o custeio da limpeza urbana em Mossoró.

A CEI é uma espécie de CPI das câmaras municipais. Nunca uma funcionou em Mossoró, diga-se.

São necessárias sete assinaturas para instalar a CEI. A oposição tem sete membros além do vereador João Gentil que se diz independente .

A questão do lixo vem sendo denunciada por uma série de reportagens do jornalista Carlos Santos.

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