Secretário afirma que Estado atrasa repasses ao Centro de Oncologia por questões burocráticas

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A convite do vereador Genivan Vale (PDT), o secretário estadual de Saúde, George Antunes, participou de reunião com servidores e pacientes do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) para discutir a questão do pagamento do débito com a unidade. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira, 13, no gabinete do parlamentar.

Na ocasião, o secretário estadual George Antunes explicou que o atraso no pagamento dos procedimentos ocorreu devido a questões burocráticas relacionadas a certidões apresentadas pelo prestador de serviço. Todavia, diante da urgência da situação, cuja continuidade do serviço do hospital depende diretamente do repasse dos recursos, Antunes se comprometeu em efetuar o pagamento de julho, que representa uma parcela de R$ 700 mil, até esta segunda-feira, 17, condicionando o repasse das demais parcelas à regularização da documentação.

De acordo com os servidores, o atraso no repasse dos recursos faz com que o Centro de Oncologia fique com pendências na documentação, impedindo que o Governo conclua o procedimento para o pagamento dos procedimentos. “Cria-se assim, um ciclo vicioso que acaba prejudicando à população”, observa os trabalhadores.

Com o intuito de quebrar este ciclo, ficou acertado que o Estado irá analisar possíveis mudanças na forma de pagamento aos procedimentos feito ao Centro de Oncologia. Atualmente, o pagamento é feito após auditoria do serviço apresentado na prestação de contas, a ideia é inverter esse procedimento, ou seja, primeiro pagar e depois auditar os serviços, a fim de agilizar o repasse dos recursos ao hospital.

Para o vereador Genivan Vale, o resultado do encontro foi bastante positivo. “Conseguimos a garantia do pagamento e o compromisso de que o Estado buscará formas para não mais atrasar os repasses. Esperamos que o Governo possa cumprir com este compromisso para que os serviços aos pacientes com câncer não sejam mais interrompidos”, frisa.

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Prefeitura informa que só recebeu hoje os recursos do SUS e já quitou dívida com Centro de Oncologia

A Prefeitura de Mossoró informa por de nota que só recebeu hoje dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) direcionados à oncologia e que já pagou a dívida com o Centro de Oncologia.

Abaixo a nota:

“A verdade sobre o suposto atraso no repasse dos recursos do SUS da Prefeitura de Mossoró para o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró. A Prefeitura recebeu hoje, 09 de setembro de 2016, o repasse dos recursos direcionados à oncologia referentes ao mês de junho de 2016. O processo está sendo pago e foi feito o repasse de R$ 504 mil, referente ao mês de Junho ao Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró.

Até o momento, as notas referentes à produção do mês de julho, ainda não foram enviadas pela unidade hospitalar para a Secretaria de Saúde, para o devido andamento ao processo.

Só em 2016, a Prefeitura já repassou R$ 3.873.420, 42 para o COHM”.

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Estado e Prefeitura devem juntos mais de R$ 1,5 milhão ao Centro de Oncologia

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Os serviços em oncologia estão sendo novamente paralisados em Mossoró. O permanente atraso no repasse de verbas do Sistema Único de Saúde compromete o atendimento aos pacientes com câncer e agrava a crise financeira do hospital.

As dívidas acumuladas do município e estado com o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró já ultrapassam R$ 1,5 milhões. A pendência maior é da Prefeitura Municipal, que deixou de pagar ao COHM a produção dos meses de junho e julho.

Em valores exatos, o montante da dívida acumulada da Prefeitura com o Centro de Oncologia é de R$ 831.096,41. Do total, cerca de R$ 70 mil são de despesas com médicos e R$ 761 mil de serviços hospitalares. As dificuldades não param por aí.

Se não bastassem as pendências da Prefeitura, o COHM sofre também com o atraso no recebimento de dinheiro do SUS por parte do Estado. O governo deve ao hospital o faturamento do mês de julho. Em números precisos, o total é de R$ 702.353,19.

Além desse valor, o Estado ainda deve ao Centro de Oncologia R$ 116 mil de produção de 2015. São recursos de despesas com quimioterapia e exames.Sem a verba, o atendimento à população fica comprometido e o tratamento do câncer prejudicado.

“Mais uma vez, consultas, cirurgias e a até a quimioterapia estão sendo paralisados. Não temos como manter a regularidade nos serviços, se chega a faltar dinheiro para comprar medicamentos e pagar funcionários, que estão com seus salários com dois meses de atraso”, diz o médico José Cure de Medeiros, diretor-técnico do hospital.

Para se ter ideia do cenário real, desde maio o hospital não consegue mais pagar regularmente os plantões dos médicos. “Somente com esses profissionais, há uma dívida de R$ 480 mil”, diz Cure, além de R$ 600 mil com folha de pessoal. A dívida do hospital já supera R$ 1 milhão.

PLUS

A situação financeira do hospital agrava-se ainda mais, segundo Cure, por causa da falta do pagamento do “plus” (complementação da tabela do SUS) pelo Governo do Estado, como é feito em Natal e Parnamirim.Lá, o Estado paga 150% de adicional, em todos os serviços médicos,sobre a tabela SUS.

Ademais, o Estado paga R$ 1.500,00 por uma diária de UTI em Natal, quando em Mossoró o valor não ultrapassa R$ 500,00 pelo mesmo tipo de atendimento. “Não temos mais como bancar esses custos”, garante Cure, lamentando que a falta de compromisso das autoridades públicas, prejudique os pacientes.

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