A guerra silenciosa de Rosalba contra a mídia mossoroense

Liberdade-de-Imprensa

Desgastada e com as redes sociais materializando o desempenho da gestão por meio de críticas a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem muito pouco o que mostrar ao povo de Mossoró.

Salário em dia é o mantra.

A lógica do rosalbismo é encarar jornalistas como serviçais que não devem fazer perguntas incômodas nem críticas à gestão. Publicidade é encarada como soldo em troca de silêncio para quem tem blog.

A nova tática da prefeita é proibir que secretários deem entrevistas aos veículos de comunicação não alinhados ao Palácio da Resistência. Nas rodas de conversas entre jornalistas as reclamações são constantes.

Os colegas relatam que as desculpas sempre giram em torno da incompatibilidade de agenda. Os convites são constantemente rejeitados e um simples esclarecimento pode demorar horas para ser apresentado por escrito.

Faz tempo que não ouço nem assisto entrevistas dos auxiliares da prefeita na mídia local. A própria prefeita só se manifesta por meio dos canais oficiais do município.

A guerra silenciosa de Rosalba com a mídia local expõe um pouco do autoritarismo ultrapassado de sua gestão que atua como se ainda estivesse nos anos 1990.

Todo jornalista sério quer abrir espaços para a gestão independente de quem seja porque sua preocupação principal é com o público. Os secretários e a prefeita têm a obrigação de se comunicarem com o povo.

Essa birra é sintoma de falta do que mostrar e medo de ter que se explicar.

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Novo Jornal descumpre acordo com demitidos

Abaixo nota dos jornalistas demitidos pelo Novo Jornal denunciando o descumprimento do acordo na Justiça do Trabalho,

É com tristeza que denunciamos mais um duro golpe contra a atividade profissional regular de Jornalistas no Rio Grande do Norte. Os mais de 20 profissionais demitidos do NOVO Jornal que aceitaram proposta da empresa para receber de forma parcelada as verbas rescisórias, em um acordo claramente desvantajoso para os trabalhadores, foram prejudicados pelos sócios do jornal.

Além de tomar todas as medidas judiciais cabíveis, o grupo está tornando o caso público e procurando todos os órgãos de investigação e fiscalização para obter auxílio no processo de busca pela transparência de informações, sobretudo no tocante ao funcionamento do sistema de transferência de recursos vindos do exterior, modelo sistematicamente alegado pela empresa para justificar as inúmeras intercorrências dos pagamentos desde o final de 2014 (ano em que o grupo empresarial assumiu o jornal).

Os profissionais têm informações acerca da presença das empresas RitzG5, do ramo imobiliário, de seus diretores Luiz Matida e Fernando Lessa, gerente comercial da RitzG5, que assinava o expediente do jornal como Fernando Laudares, e do advogado e professor André Elali na organização, elaboração e no comando do arranjo empresarial que resultou na aquisição do NOVO Jornal das mãos do jornalista Cassiano Arruda Câmara, em 2014. Cassiano Arruda Câmara criou a Anote, razão social da empresa que publicava o NOVO Jornal, em 2009.

Até bem pouco tempo a Ritz era associada à construtora G5, do empresário Sami Elali. Intitulava-se RitzG5. O advogado José Henrique Azeredo também foi apontado pelo comando como responsável pela empresa durante a transição.

Todas estas informações embasarão a série de medidas que os jornalistas começaram a tomar.

Após aceitarem abrir mão de juros e correção monetária, aceitarem parcelar em até oito vezes os valores a receber e permitirem que a primeira parcela fosse efetuada somente seis meses após o processo de encerramento do jornal, em outubro de 2017 (alternativa colocada pela empresa como única possibilidade de negociação), os jornalistas viram o pagamento das verbas rescisórias ser suspenso com menos de 50% da quitação prevista. O acordo foi feito com mediação do Ministério do Trabalho. E o descumprimento, comunicado ao grupo de jornalistas neste mês.

Os profissionais vítimas do descumprimento do acordo estão recebendo apoio de colegas e entidades, como o Sindicato dos Jornalistas do RN, que está dando todo o suporte ao grupo na ação trabalhista.

É de se lamentar que, além da crise que afeta o setor, profissionais ainda sejam vítimas de um golpe só comparável à exploração de má-fé.

O Jornalismo passa por uma série de transformações, mas não concordamos que em nome delas seja justificado o desrespeito ao profissional. Ao contrário, mais do que nunca a sociedade precisa da mediação jornalística para dar vez e voz às diversas conflagrações, sobretudo as potencializadas pelas redes sociais.

Dentro desse contexto, pedimos apoio à luta dos trabalhadores demitidos do NOVO Jornal como algo que importa não só a eles, mas a toda uma classe, fundamental para a democracia e para a sociedade manter-se informada com profissionalismo e honestidade.

  Jornalistas demitidos do NOVO Jornal.

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A realidade paralela de Robinson

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Além da entrevista ao Meio-Dia Mossoró acompanhei outras entrevistas do governador Robinson Faria (PSD) em Mossoró. Fico impressionando com a autoestima do governador mais impopular da história potiguar.

Na opinião dele o atual Governo fez uma revolução na saúde em Mossoró. A segurança nunca recebeu tantos investimentos e os números são ruins porque os bandidos possuem bons advogados e estão organizados. Quando perguntamos sobre investimentos na área de inteligência ele disse que vai tudo bem obrigado.

Para ele a greve da educação é política (aliás toda greve é política, os próprios grevistas dizem isso) e a gestão dele está fazendo grandes investimentos.

O governador vive em uma realidade paralela onde o Rio Grande do Norte está em pleno desenvolvimento e que a gestão dele finalmente está fazendo surgir um novo momento na economia do Estado, presa a um modelo criado na década de 1970.

A impopularidade na cabeça de Robinson é fruto de armações dos institutos de pesquisa que trabalham para adversários. Ele disse sentir apoio popular por onde passa e que só em junho vai decidir se vai ou não para a reeleição.

O governador também acredita que pode ter o apoio da prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP).

Ele jura que venceu a crise.

O que mais impressiona no discurso de Robinson é que ele passa a impressão de acreditar no que fala.

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Portal inova com jornalismo alternativo em Mossoró

Outras vibes

Já pensou um portal de notícias com informações curiosas sobre Mossoró? Um site onde você possa encontrar seis dicas onde comer com apenas R$ 6 na cidade ou saber quais as decidas em formaturas foram mais visualizadas nas redes sociais e ao mesmo tempo ver uma matéria bacana sobre o Shopping a céu aberto na praça do Mercado Central?

Só sendo numa outra vibe mesmo.

A equipe é formada por Sabatta Soares, Danilo Moisés, Marina Clara Soares e Erisberto Rêgo. Ainda tem a participação de Lara Gois deixando de lado o esporte e escrevendo sobre moda.

A proposta do site http://outrasvibes.com/ é justamente misturar jornalismo com entretenimento e bom humor trazendo informações que você não vai encontrar no Blog do Barreto, por exemplo.

Eu já visitei, gostei e aprovei.  Vá lá e vote na enquete e opine sobre qual o mossoroense mais ilustre da história. Fui lá e votei em Antonio Francisco.

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Izabel suspende atividades da TV Câmara

As atividades foram interrompidas hoje. A TV Câmara fica sem programação nas próximas semanas, até o dia 22 de fevereiro, quando acaba o recesso legislativo.
As informações foram repassadas pela presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro (PMDB). A justificativa é a de economizar verba para pagar parte das dívidas da Câmara Municipal.
De acordo com a presidente, a economia será de cerca de R$ 40 mil, durante o período de parada das atividades na TV.
Além disso, serão realizadas alterações na programação. “Vamos repaginar a grade de programação, e esse mês aproveitamos para diminuir custos. Vamos profissionalizar a TV”, explica Izabel.
Hoje, o funcionamento da TV Câmara é garantido por oito profissionais de uma empresa terceirizada e alguns apresentadores.
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Igreja evangélica compra Rádio Libertadora

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A Rádio Libertadora não pertence mais ao Senador José Agripino (DEM). A emissora AM foi adquirida hoje pela manhã pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus. O negócio foi fechado hoje pela manhã.

A entidade já tem planos ousados para a emissora. A primeira iniciativa é tornar a emissora uma FM com frequência em 96,3 a partir de março.

A rádio passará a funcionar no templo sede da Assembleia de Deus que fica na Avenida Leste Oeste.

Nota do Blog: faz alguns anos que a Libertadora está arrendada a Assembleia de Deus. José Agripino há anos abandou a rádio e corria o risco de perder a concessão por causa de uma ação do Ministério Público Federal. Ver AQUI.

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MPF pede cancelamento de concessões de rádio e TV de José Agripino

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O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) ajuizou uma ação civil púbica contra a União, TV Tropical, Rádio Libertadora Mossoroense e outras quatro rádios com o objetivo de obter o cancelamento da concessão do serviço de radiodifusão sonora ou de som e imagens. O MPF sustenta que fere a Constituição Federal o fato de o senador José Agripino Maia e o filho dele, deputado federal Felipe Catalão Maia, figurarem como sócios dessas empresas.

A ação civil pública é resultado de dois inquéritos civis que foram instaurados a partir de denúncias de possível violação aos preceitos constitucionais decorrentes da figuração de titulares de mandato eletivo no quadro societário de pessoas jurídicas que detêm a outorga para explorar o serviço de radiodifusão. Durante o trâmite dos inquéritos, o MPF apurou que tanto a TV Tropical como a Rádio Libertadora Mossoroense – e as outas quatro rádios -, autorizadas a explorar o serviço de radiodifusão no estado, têm entre seus sócios José Agripino (senador desde 1995) e Felipe Maia (deputado federal desde 2007).

De acordo com ação, o serviço de radiodifusão constitui importante veículo de comunicação, sendo a adequada execução essencial para concretizar diversos preceitos fundamentais. O procurador da República Rodrigo Telles, que assina a ação, destaca que a liberdade de expressão, o direito à informação, a proteção da normalidade e legitimidade das eleições, do exercício do mandato eletivo e os demais preceitos fundamentais decorrentes do princípio democrático precisam ser preservados.

“Tais preceitos, em sua dimensão objetiva, são desrespeitados quando o serviço de radiodifusão não é prestado de forma adequada, situação que ocorre quando titulares de mandato eletivo figuram como sócios ou associados de pessoas jurídicas que exploram referido serviço. O potencial risco de que essas pessoas utilizem-se do serviço de radiodifusão para a defesa de seus interesses ou de terceiros, em prejuízo da escorreita transmissão de informações, constitui grave afronta à Constituição brasileira”, destaca trecho da ação.

Para o MPF, ao proibir que deputados e senadores firmem ou mantenham contrato com empresa concessionária de serviço público, o artigo 54, inciso I, alínea “a”, da Constituição, veda que parlamentares sejam sócios ou associados de pessoas jurídicas concessionárias do serviço público de radiodifusão. “E, assim o é em razão de seu potencial (da radiofusão) de funcionar também e, no mais das vezes, preponderadamente, como órgão de imprensa, impondo-se assim que a vedação incida inevitavelmente em face das empresas concessionárias que detenham em seus quadros sociais deputados e senadores”.

Na ação, o MPF pede o cancelamento da concessão, permissão e/ou autorização do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem outorgado à TV tropical, Rádio Libertadora Mossoroense, Rádio Ouro Branco, Alagamar Rádio Sociedade Ltda., Rádio Curimataú de Nova Cruz Ltda. e Rádio A Voz do Seridó.

Além disso, pede que a União, por intermédio do Ministério das Comunicações, seja condenada a realizar nova licitação para os serviços de radiodifusão outorgadas às rés e a se abster de conceder renovações ou futuras outorgas do serviço de radiodifusão às rés ou a outras pessoas jurídicas das quais José Agripino e Felipe Maia sejam ou venham a ser sócios, enquanto titulares de mandato eletivo.

Após o recebimento da ação (protocolada sob o número 0812074-38.2016.4.05.8400) pela Justiça Federal, José Agripino e Felipe Maia serão citados para apresentar contestação.

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Sindicato dos radialistas critica demissão de Gilson Cardoso

Em nota, o Sindicato dos Radialistas criticou a demissão de Gilson Cardoso da 93 FM. Abaixo, o texto:

Nota de Solidariedade   O Sindicato dos Radialistas de Mossoró e Mesorregião Este do Rio Grande do Norte vêm a público se solidarizar com o companheiro Gilson Cardoso, que foi demitido de forma tempestiva da empresa da qual trabalhava, sistema resistência de comunicação. É inadmissível que tenhamos que assistir companheiros de radio sendo demitidos por não acompanhar politicamente seus administradores, provocando situações constrangedoras ao ponto de demitir o funcionário após uma campanha eleitoral por não concordar com a ideologia partidária de seus proprietários.   Não podemos assistir passivamente profissionais de imprensa sendo afastados de seus trabalhos e tendo o direito constitucional da livre manifestação de pensamento, expressão, seguimento partidário e o direito ao contraditório desrespeitado.   É inadmissível que tenhamos que assistir radialistas sendo tolhido do direito de comunicar na empresa que trabalha por não seguir o mesmo pensamento político de seus proprietários, principalmente com a projeção que tem o comunicador de rádio Gilson Cardoso.   Ratificamos nosso protesto a todo e qualquer tipo de atitude de seus patrões, afastando de sua empresa um comunicador que sempre zelou pela sua empresa e principalmente pela sua audiência na emissora que trabalhou até o dia de hoje.   Estamos solidários ao comunicador Gilson Cardoso, que tanto procurou fazer não só pelos seus ouvintes como também pelos companheiros da empresa que trabalhou e em especial respeitando e tendo um profundo apreço pelos seus diretores.      Presidente – Francisco Carlos Cavalcante de Assis.

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