Jornalista mossoroense ganha prêmio nacional

Com esta foto Jeane Meire ficou em segundo lugar no Prêmio Cidadania em Foco” (Foto: Jeane Meire)

Blog Saulo Vale

A Jornalista mossoroense Jeane Meire ganhou o segundo lugar do concurso de fotografia “Cidadania em Foco”, fruto de um esforço conjunto de servidores da Ouvidoria-Geral da União, em Brasília, e do Núcleo de Ações de Ouvidoria e Prevenção da Corrupção da Controladoria Regional da União no Estado de Minas Gerais (CGU MG).

A categoria em que a mossoroense foi uma das vencedoras contempla fotografias que mostram situações nas quais os serviços e políticas públicas não estão sendo executados adequadamente e, portanto, podem ser objeto de reivindicação de melhorias, através da participação social.

Invisibilidade Social

A fotografia, com título “Invisibilidade Social”, foi feita nas proximidades do Mercado Público da Cobal, em Mossoró e a repórter fotográfica captou a realidade de centenas de pessoas que vivem nas ruas da cidade.

“Este homem trabalha limpando carros. Mas, as pessoas não olham para ele. Não sabem sua idade, se tem família, não procuram saber sua história. Ele só é visto através do trabalho e por causa do trabalho. Apenas um limpador de carros, infelizmente. Assim como ele, há centenas em nossa cidade. Precisamos olhar mais ao nosso redor. Enxergar as pessoas de verdade”, ressalta Jeane Meire.

A premiação será nesta terça-feira, 03, às 14h, em Brasília.

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Ataque raso

O mundo das redes sociais desvendou o mistério de uma das áreas mais difíceis de trabalhar na pesquisa em ciências sociais: os estudos sobre recepção das notícias.

A teoria da agulha hipodérmica não se confirma. O público não absorve as notícias como algo pronto e acabado. Pelo contrário duvida e muito do que nós jornalistas noticiamos.

A profissão que escolhi está em crise.

Mas essa reação não se dá por critérios como cidadania ou desejo de querer esclarecer os fatos. Numa sociedade politicamente polarizada como a nossa as versões são mais importantes.

A pós-verdade controla as mentes. As pessoas acreditam no que querem e não no que se impõe como fato. A cobrança por imparcialidade não é fruto do clamor por bom jornalismo, mas para que se denuncie os adversários e se cale contra os aliados.

Resumindo: ninguém é imparcial.

Essa postura é ruim porque empobrece qualquer debate. É péssimo porque a verdade é a maior vítima.

No meio disso, os argumentos desaparecem. É como se o público quisesse um jornalista moldado à sua corrente de pensamento. Enxergar qualidades em quem pensa diferente é um exercício de bom senso pouco usado.

O mais importante é “lacrar”, “mitar” ou coisa que o valha. O interesse maior não é travar o bom debate, mas deslegitimar quem está tentando propor uma discussão. É uma tática boa para o líder político que está se beneficiando com isso, mas ruim por ser autoritária. Trata-se de uma demonstração, também, de indigência intelectual de quem apela a este recurso. É preciso refletir sobre o que é escrito, diferenciar notícia de artigo de opinião.

Nas redes sociais, principalmente no Facebook, percebo um deserto de pobreza argumentativa. A maioria das pessoas aparecem para xingar quando discordam. “comunista”, “petista”, “assessor do PT”, “parcial” e tantos outros adjetivos fazem parte da minha rotina. Já sofri com isso, hoje dou boas risadas embora não seja tão paciente quanto dizem.

Antes de criticar um texto se pergunte: “por que discordo?”, “no lugar dele o que eu escreveria?”, “tem alguma mentira/omissão?” ou “o que faltou neste texto?”. É uma forma mais interessante de se debater os fatos.

As Redes Sociais viraram apenas um ponto para o julgamento inquisitorial de haters. Lidar com isso será um grande desafio para os jornalistas nos próximos anos. Uns preferem se ausentar do debate em nome da saúde mental, outros escolhem tentar argumentar dando murro em ponta de faca. Cada um reage dentro da sua visão de mundo e eu respeito quem prefere não se desgastar.

Gostaria mesmo era de que as pessoas rebatessem um artigo ou notícia que publico com argumentos. Para mim seria um exercício intelectual interessante porque me levaria a refletir sobre o que estou produzindo.

Pena que raramente acontece.

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TCM recebe reconhecimento como canal jornalístico brasileiro

Direção da TCM comemora conquista (Foto: divulgação)

O canal local TCM 10 HD do grupo TCM Telecom recebeu na noite desta quinta-feira, 21, o reconhecimento da Ancine (Agência Nacional de Cinema) como Canal Jornalístico Brasileiro. O anúncio foi feito em evento que comemora os 20 anos da NEO, a Associação Brasileira de Operadores de TV por Assinatura e Internet Banda Larga, na cidade de Mendonza, na Argentina. A Diretora Administrativa da TCM Telecom falou da alegria em dar um passo importante para prestar um serviço cada vez melhor a Mossoró e a Região Oeste do Rio Grande do Norte.

“É de fundamental importância para nós que fazemos a TCM Telecom ter hoje o nosso canal reconhecido como canal de cota.  Isso significa que o canal de TV por assinatura criado em 2002 apenas para a produção de conteúdo comum, passa hoje a ser reconhecido dentro da agência reguladora, a Ancine, como um canal de conteúdo jornalístico. Isso é de fundamental importância não só no cenário local, na nossa região, no Estado do Rio Grande do Norte, mas dentro de uma conjectura de nível nacional. Isso muito nos orgulha, nos deixa muito felizes. Agradeço imensamente em nome da minha família a todos que construiriam o canal TCM 10 HD ao longo desses 17 anos”, agradeceu Stella Maris, em entrevista durante o evento.

Com sede em Mossoró, a expansão do Grupo TCM Telecom leva hoje o Canal TCM 10 HD a mais cinco cidades da região: Apodi, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Felipe Guerra e Upanema; além de alcançar espectadores em todo país e no mundo pela internet, através do Portal tcmhd.com.br.

Nota do Blog: tenho muito orgulho de um dia ter feito parte do Grupo TCM. A empresa merece muito esse tipo de reconhecimento pela seriedade no trato com a informação.

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Imparcialidade de goela

Vou começar este texto com um desafio ao leitor e a leitora: você está pronto para reconhecer qualidades em um jornalista que escreve coisas que lhe desagrada? Em seguida lanço mais dois questionamentos: você acredita em imparcialidade? Você quer bom jornalismo ou um noticiário adaptado à sua visão de mundo?

O bom jornalismo não é imparcial, mas objetivo. A tal imparcialidade é um discurso que muitas vezes se converte em omissão em relação às injustiças.

O jornalismo precisa ser objetivo e plural. Abrir espaços para todas as visões de mundo e ouvir sempre o outro lado e não sonegar direito de resposta ainda que a versão apresentada não seja condizente com a realidade. Isso não é ser neutro ou imparcial, mas cumprir o dever de ser plural e democrático.

 O que vejo nas redes sociais é uma discussão rasteira onde os sujeitos não conseguem apresentar um contra-argumento a uma crítica ao seu político de estimação. A ausência de reflexão por parte do público e de uma cultura jornalística em nossa sociedade gera as cobranças por uma imparcialidade que não existe.
Antes de cobrar imparcialidade que tal refletir: essa informação contém algum erro? Se tiver qual seria o erro? Se a resposta for sim vá ao debate de forma objetiva mostrando o que precisa ser trazido à luz. Essa é a melhor forma de cobrar um bom jornalismo. O ataque pelo ataque é uma autodesqualificação de quem questiona um profissional.

Repito: não existe imparcialidade. Quem diz ser imparcial não o é. Nenhum ser humano é neutro em sua plenitude. Existem jornalistas que são mais ou menos opinativos. Existem jornalistas que são mais ou menos objetivos. Assim como existem os jornalistas que quando fazem uma denúncia não abrem espaço para o outro lado e/ou sonegam o direito de resposta.

Todos os dias procuramos o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró para ouvir o outro lado. Nem sempre recebemos a resposta com a agilidade e muitas vezes os dois entes federativos escolhem não se manifestar. Nossa parte tem sido feita.

Tenho orgulho de ser parcial diante de causas justas. Sou parcial em defesa da tolerância às minorias, da liberdade de expressão e na luta por governos pautados pela inclusão social.

Admitir que tem lado é um ato de coragem num contexto de intolerância e hipocrisia. Reconhecer que assume posição não é demérito, mas um dever e um gesto de honestidade intelectual.

Existem pessoas totalmente despreparadas que confundem liberdade de expressão com direito de ofensa.

Quem ofende não quer bom debate nem mesmo jornalismo plural. Querem informações moldadas à sua visão de mundo.

São apenas pessoas com perfil autoritário cujo objetivo é impor sua visão de mundo à “socos e pontapés”.

Nesses anos de interação em redes sociais fui percebendo que os que clamam por jornalismo imparcial na verdade querem intimidar e constranger o jornalista quando este critica o seu político preferido ou contraria sua visão de mundo.

Quando criticamos um político o foco é nos seus atos. O homem e a mulher são poupados. O foco é na figura pública. A crítica é política e administrativa. Procuramos, inclusive, ser econômicos nos adjetivos.

É a imparcialidade de goela.

Por ter consciência e autocrítica nunca prometi ao meu público ser imparcial. Não sou porque opino em artigos. Minhas matérias são objetivas porque ouvem o outro lado mesmo quando discordamos. O espaço sempre estará aberto ao contraditório e eventuais erros sempre são acompanhados de retratação ao serem constatados.

O que as pessoas precisam compreender é a diferença gritante que existe entre matérias e artigos de opinião. Na matéria temos que mostrar os dois lados. No artigo mostramos a nossa avaliação dos fatos ainda que em alguns casos a ponderação seja necessária.

Nossa avaliação dos fatos segue um conjunto de princípios que são facilmente identificados. Somos a favor de direitos para LGBTs, contra o racismo, pregamos o diálogo como método de gestão, o investimento no desenvolvimento econômico e as políticas de inclusão social.

Na maioria das vezes quando alguém nos ataca em redes sociais não fica delimitado à ideia. O ataque é sempre no plano pessoal ou na cobrança de uma imparcialidade que nem mesmo o interlocutor acredita ou aplica nas suas ações.

A incapacidade de separar as coisas sempre termina na imparcialidade de goela.

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Jornalistas de Mossoró estão entre os finalistas do Prêmio MP de Jornalismo

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Mossoró emplacou três finalistas no Prêmio MP de Jornalismo. São dois do Grupo TCM e um do site Portal do RN.

Na categoria Webjornalismo o jornalista Márcio Alexandre concorre com a matéria “Trabalho de resolução de conflitos tem mais de 60% de acordos”.

Na categoria radiojornalismo* Carol Ribeiro está na disputa com a matéria “MP e Conselho Tutelar na Defesa da Infância e da Juventude” veiculada na 95 FM. Esse material tem co-autoria dos jornalistas Vonúvio Praxedes e Moisés Albuquerque.

Já Taysa Nunes concorre na categoria telejornalismo com a reportagem “MPRN e o Programa Acolher”.

São 29 jornalistas concorrendo ao prêmio cujo resultado será anunciado no dia 9 de dezembro.

Confira a lista completa de finalistas AQUI

*Na lista de finalistas, Carol Ribeiro aparece na categoria telejornalismo, mas na verdade ela concorre em radiojornalismo. A informação será corrigida.

Nota do Blog: parabéns aos colegas e já estou na torcida.

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Prefeitura faz aditivo de R$ 1 milhão em contratos com agências de publicidade

Blog Diário Político

A Prefeitura de Mossoró renovou por mais um ano contrato com três agências de publicidade: Art&C Comunicação Integrada; Dois A publicidade e INSIGHT comunicação e marketing. Cada empresa vai abocanhar no período R$ 357.400,00 que no total o executivo vai gastar entre 20 de setembro de 2019 e 20 de setembro de 2020 – período do aditivo – R$1.072.200. As duas primeiras agências possuem sede em Natal e a terceira é aqui de Mossoró.

Nos “Extrato de Aditivo” publicados pelo município não constam detalhamento de quais serviços são prestados especificamente pelas agências. Os contratos foram firmados inicialmente em 2017 e este é o segundo aditivo feito pela secretaria de comunicação municipal junto a essas empresas.

As informações constam no Jornal Oficial do Município (JOM 530b) publicado nessa quarta-feira, 09/10. Confira abaixo os dados na íntegra.

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18 ANOS RATTS RATTS. Maioridade conquistada com muito trabalho

Por Pedro Ratts

Vou tentar traduzir aqui nossos dezoito anos de trabalho num texto curto, na esperança de que você leia até o fim. Expressar em poucas palavras o que significa ver a empresa que leva os meus dois sobrenomes completar dezoito anos hoje.

Entre acertos e erros, bem mais acertos do que erros, conquistamos nosso espaço no mercado. Ajudamos pequenas marcas e se tornarem grandes e grandes marcas a se tornarem ainda maiores. Criamos marcas novas, criamos conceitos fortes e colocamos boas ideias na rua. Não vou citar nenhuma em específico, pois todas foram importantes e não caberiam aqui.

É gostoso saber que fizemos um bom trabalho, que construímos uma história respeitada no mercado. Passamos por cinco presidentes da república, cinco governadores de estado e cinco prefeitos de capital e superamos ainda várias crises econômicas. Vimos a internet explodir e as mídias sociais tomarem conta do meio. Assistimos à transformação dos veículos, alguns nascendo e outros morrendo. Vimos, enfim, a propaganda mudar completamente nestes dezoito anos. Com-ple-ta-men-te.

Mas vimos também uma coisa não mudar em nada durante todo este tempo: a força descomunal de uma grande ideia. Ratts Ratis Comunicação. Dezoito anos de criatividade, talento e trabalho. Acredite, muito trabalho! E estamos prontos para os próximos dezoito.

Obrigado a Deus, à minha família, aos clientes e a todos os colaboradores que por aqui passaram e nos tornaram mais felizes.

Às armas!

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Duas notas de orgulho

 

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está em festa com o ótimo desempenho de seus cursos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE).

Para este operário da informação dois dados provocam emoção: o conceito 4 de jornalismo e 5 (nota máxima) em publicidade. São cursos do Departamento de Comunicação Social onde tive a honra de ser aluno da primeira turma.

Por mais que alguns ressentidos digam o contrário, muita coisa boa sai de lá como Jussiê Filho (diretor de esportes da Band de Fortaleza), Carlos Adams (atual diretor de comunicação da UFERSA), José de Paiva Rebouças (diretor de comunicação da UFRN), Vonúvio Praxedes (âncora na TCM e 95 FM), Sarah Cardoso (Intertv Cabugi), Aline Linhares (Super TV), Saulo Vale (Rádio Rural e Super TV) e tantos outros cuja memória não ajudou a lembrar nesta hora.

Muita alegria, muito orgulho de ser UERN!

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Imparcialidade x Jornalismo moderno

Por Erasmo C. Firmino

(Tio Colorau)

 

De quando em vez ainda ouço ou leio alguém cobrando imparcialidade da imprensa. Na realidade, essas pessoas criticam os jornalistas ou blogueiros que estão no espectro político diverso do seu. Não tem nada a ver com imparcialidade, até porque o jornalismo moderno está cada vez mais parcial. Todos os grandes órgãos de imprensa e grandes jornalistas têm lados bem definidos.

O que a imprensa deve ser é honesta, isso sim. Não importa que seja de direita ou de esquerda, a credibilidade advém da divulgação de fatos verdadeiros.

Não me venham com essa de que Fulano perdeu a credibilidade, pois defende essa ou aquela vertente partidária. Isso é muito demodê. Além de todo mundo saber que a pessoa que faz uma crítica assim, invariavelmente está do outro lado do espectro político.

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Concessão de rádio comunitária para cidade do RN avança

Jean Paul Prates é autor de parecer favorável a rádio (Foto: assessoria)

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, dia 11, o relatório do senador Jean Paul Prates (PT-RN) que autoriza à Associação de Radiodifusão Comunitária do Sítio Bom Jesus da Serra para executar serviço de rádio comunitária no Município de Upanema.

“As rádios exercem um papel relevante na comunicação. São elas que estão presentes nos rincões do país, levando informação com transparência, qualidade e responsabilidade para as comunidades mais longínquas do Brasil”, defende Jean Paul.

Fique ligado

As rádios comunitárias no país ganharam legislação própria em 1998. No ano passado, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou relatório da ex-senadora Fátima Bezerra (hoje governadora do Rio Grande do Norte) que isenta as rádios comunitárias do pagamento de direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).  A proposta está, hoje, em análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Também foi aprovado pelos senadores, no ano passado, um projeto de lei que aumenta a potência das rádios comunitárias. O texto final prevê a ampliação de 25 para 150 watts. O projeto está, hoje, em análise na Câmara dos Deputados.

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