Médicos poderão fazer denúncias on line ao Cremern

Médicos que atuam em unidades de saúde (postos, UPAs, prontos-socorros e hospitais, entre outros) que oferecem assistência a casos confirmados e suspeitos de COVID-19 poderão informar falhas na infraestrutura de trabalho oferecida por gestores (públicos e privados) ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – Cremern. Nesta segunda-feira (30), entrou em operação uma plataforma online na qual o profissional poderá comunicar a situação que encontrou em seu local de trabalho. Basta acessar o portal www.cremern.org.br

A ferramenta foi desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Após acessar a plataforma, o médico deverá preencher alguns dados básicos de identificação (número do CRM, CPF e Estado onde mora). Superada essa etapa, ele terá acesso a um questionário simplificado que lhe permitirá indicar, de modo objetivo, as carências que encontra e que dificultam sua atuação no atendimento de casos suspeitos e confirmados de COVID-19.

Plataforma – Entre os itens relacionados na plataforma estão os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), considerados fundamentais para que as atividades aconteçam de modo adequado nas unidades que acolhem os pacientes contaminados pelo coronavírus. Esse kit básico de proteção, ao qual todos os médicos e demais profissionais da linha de frente deveriam ter acesso, é essencial para garantir o bem estar dos profissionais, evitando que se contaminem, adoeçam e corram risco de vida.

O médico que acessar a plataforma poderá relatar as carências que encontrou em sua unidade desses itens e de outros que são importantes, de acordo com o porte da unidade. Também há espaço para indicar problemas como falta de leitos (de internação e de UTI), dificuldade de acesso a exames (de imagem e laboratoriais), deficiências na triagem, carência de profissionais nas equipes e até de pessoal de apoio.

Texto: Assessoria Cremern.

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Fátima e Rosalba discutem ações conjuntas de prevenção ao coronavírus

Governadora e prefeita estiveram reunidas por videoconferência (Foto: Secom/PMM)

A governadora Fátima Bezerra (PT) esteve reunida por videoconferência, na manhã desta segunda-feira (30), com a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), e o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia.  O objetivo foi tratar do aumento da capacidade do sistema de saúde no município, com a implementação de 170 novos leitos, e também alinhar ações de isolamento social, medida de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).

Fátima explicou o Plano de Contingência para Mossoró e a expansão dos leitos que deve atender a população do município e região. “A perspectiva é que possamos criar 170 novos leitos. Mas uma das principais pendências é o efetivo de médicos e equipes de enfermagem que possam dar conta da demanda. Convocamos os aprovados no último concurso e, devido à gravidade da pandemia, estamos trabalhando para viabilizar a contratação temporária de novos profissionais e suprir a necessidade dos hospitais”, disse. Quanto aos novos leitos para o Tarcísio Maia, ela adiantou que estão sendo firmados os últimos preparativos para que as unidades estejam funcionando, no máximo, até a próxima segunda-feira (6).

Cipriano Maia reforçou as ações que estão em andamento para conter o vírus, como a criação de comitês por região. “Vamos trabalhar em conjunto com os municípios montando um plano de ação para cada região e ver como trabalharemos com os materiais que hoje estão escassos, como os respiradores e equipamentos de proteção individual (EPIs). Também estamos trabalhando para recuperar os equipamentos que temos e melhorar a oferta de serviço de forma racional”, acrescentou.

A prefeita de Mossoró solicitou apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), para aquisição de material hospitalar para montar uma ala de 20 leitos na Unidade de Pronto Atendimento Raimundo Benjamim Franco, também conhecida como UPA do BH. De acordo com a prefeita, o espaço, de iniciativa municipal, seria destinado aos pacientes que precisam ficar em observação mas que ainda não necessitam estar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Já temos o projeto e estamos levantando os valores. O pessoal nós temos, precisamos de apoio do Governo para aquisição do material para desafogar os hospitais, mas termos condições de receber pacientes que requerem cuidados. Vamos atender a região do Alto Oeste, por isso a necessidade de novos leitos”, justificou Rosalba Ciarlini. Ela também solicitou reforço nas divisas com o Ceará, estado que soma alto número de casos no país, atrás apenas de São Paulo e Rio Janeiro.

NOVOS LEITOS EM MOSSORÓ

No Hospital Regional da Polícia militar serão criados 25 novos leitos. O Hospital São Luiz está em negociação para a criação de 20 leitos de UTI e mais 20 enfermarias. Já no Hospital Rafael Fernandes serão 18 leitos, enquanto que na Casa de Saúde Dix Sept Rosado serão 10 UTIs e 40 Unidades de cuidados intermediários (UCI/enfermarias). No Hospital Regional Tarcísio Maia serão 20 novos leitos de UTI e 7 UCI, além de mais 10 leitos de estabilização nas UPAs.

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RN chega a 77 casos confirmados do novo coronavírus

A Secretaria Estadual de Saúde Pública informa que o Rio Grande do Norte chega a 77 casos de pessoas confirmadas com o novo coronavírus.

 As cidades com casos confirmados são Natal (36), Mossoró (16), Parnamirim (10), Assú (1), Apodi (1), Caicó (2), Carnaubais (1), Luís Gomes (1), Macaíba (1), Monte Alegre (1), Passa e Fica (1), São Gonçalo do Amarante (2), São José de Mipibu (1), Tibau (1).

Há ainda dois casos confirmados de pessoas residentes, respectivamente, na cidade de Recife e de Fortaleza, que foram atendidas no RN.

Com isso o Estado chega a 77 casos confirmados.

O novo boletim ainda traz 1.028 casos suspeitos e 362 suspeitos.

Confira o boletim AQUI.

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Nem o Coronavírus para a política em Mossoró

Coronavírus: políticos pedem adiamento das eleições municipais e ...
O coronavírus não conseguiu parar a política

Medidas dos governos, estatísticas, as imbecilidades que Bolsonaro tem falado em escala industrial, risco de adiamento das eleições e tantos outros assuntos que envolvem o coronavírus não foram suficientes para parar as negociações políticas em Mossoró.

As articulações seguem a todo vapor, mas mais discretas e se adaptando a isolamento social.

Nesta semana entramos na reta final da janela partidária e com ou sem coronavírus é preciso se posicionar bem no mercado das nominatas.

Vai que tem eleição mesmo, né?

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Basta, Paulo Guedes – Punir quem trabalha é tudo o que não se deve fazer

Exame aponta que Paulo Guedes não tem coronavírus, diz ministério ...
Guedes quer reduzir direitos dos servidores (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Por Geraldo Seixas*

No momento em que você lê esta matéria, os servidores da saúde pública colocam suas vidas em risco para atender à população. As forças de segurança se mantêm em atividade para garantir a ordem e a paz. Nos portos, aeroportos e fronteiras, servidores da Receita, policiais federais, servidores das Agências Reguladoras, da agropecuária e dos órgãos de controle ambiental mantêm a vigilância sobre o contrabando e o tráfico de drogas e armas, aceleram o comércio de máquinas e produtos essenciais ao abastecimento do país. INSS e administração tributária se desdobram para criar canais de atendimento que mantenham a normalidade dos serviços, sem a necessidade da presença das pessoas nas repartições. O poder judiciário, o Ministério Público e a Advocacia da União se reinventam pela regularidade jurídica do país. Técnicos e assessores parlamentares criam condições para que o Congresso se mantenha ativo. As Forças Armadas erguem hospitais de campanha para que não reste nenhum brasileiro sem socorro no momento mais agudo da epidemia. E isso se replica nos Estados e Municípios de todo país.

Estamos todos servindo ao Brasil. Enquanto a política se preocupa com a política, são os servidores públicos, mais uma vez, que sustentam o Estado. Não queremos reconhecimento, queremos um mínimo de respeito. Mas parece haver uma obsessão do senhor Paulo Guedes e de parte de sua equipe econômica em liquidar com os servidores. Isso custará muito caro ao país.

É mentira que os servidores sejam um mal orçamentário crescente a ser combatido. A despesa com o pessoal ativo e inativo da União correspondeu, em 2019, a 3,95% do PIB. Em 2002, correspondia a 4,32%. Em relação à receita corrente líquida, a despesa com os servidores da União correspondeu, em 2019, a 31,63%, contra 38,49%, em 2000. Os salários dos servidores já estão arrochados. São dois, quatro, em alguns casos, seis anos sem reajuste. Somos descontados em até 27,5% de imposto de renda na fonte. A recente reforma previdenciária elevou nossa contribuição previdenciária de 11% para até 22%. O governo já nos toma a metade de tudo o que ganhamos com nosso trabalho honesto e dedicação integral ao Estado. O que querem mais? De onde vamos tirar mais 30% dessa metade que nos resta depois dos descontos?

É uma covardia, além de uma idiotice: o dinheiro tungado do servidor não sairá da poupança ou do investimento na bolsa. Sairá do plano de saúde, da escola particular, da demissão das diaristas e domésticas. Enfim, sairá do mercado, do consumo dos 60 milhões de brasileiras e brasileiros que dependem da renda dos servidores públicos.

Não chegamos até aqui por acaso. Paulo Guedes parece representar muito mais o setor econômico e o setor financeiro, que a cada dia lucra mais e emprega menos. O povo, o pobre, o trabalhador, na ótica de Paulo Guedes são um problema, nunca a solução.

Jogaram a legislação trabalhista na lata de lixo. Produziram uma reforma previdenciária baseada em números falsos e argumentos fantasiosos. Prometeram milhões e empregos, um crescimento econômico fantástico. Tudo mentira!

A verdade está aí para todo mundo ver: metade da população economicamente ativa desempregada ou na informalidade, recessão econômica, dólar a R$ 5. E a culpa não é do Coronavírus.

Enquanto o mundo todo defende e pratica políticas de garantia de renda e incentivo estatal às pessoas e empresas como mitigação dos efeitos econômicos da pandemia, o Brasil continua a produzir suas jabuticabas. Paulo Guedes e equipe pretendem fazer uma distribuição de renda inédita no mundo: tirar do trabalhador para dar ao miserável.

Estranhamente, o Ministério da Economia não cogita tributar a distribuição de lucros daqueles que ainda têm muito a lucrar, nem taxar as grandes fortunas que podem contribuir com um pouco mais. Esse é o país em que o pobre paga IPVA do Fusca e o rico não paga do iate e do avião particular. Um país onde quem tem um imóvel alugado paga 27,5% de imposto de renda e quem tem um fundo com milhares de imóveis é isento de pagamento. É o país onde o errado é o certo, e o certo é o errado.

Consertem o que é preciso consertar. Ajudem quem precisa de ajuda com os meios corretos. Cobrem de quem pode contribuir. Nós, servidores, já estamos fazendo a nossa parte.

Basta de injustiça, basta de covardia! O Brasil precisa de líderes justos e corajosos.

*É presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita).

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E se fosse “só” 10 mortos pela pandemia aqui? De Sodoma e Gomorra para o Brasil atual (não é um resfriadinho ou gripezinha)

Foram os pecados sexuais que destruíram Sodoma e Gomorra? Saiba a ...

Por Tales Augusto

Desde criança minha mãe adotiva, minha mainha me levou a igreja. Aos poucos abri caminho para a Fé crescer em mim, as palavras da Bíblia possuem mais que a base de uma crença, elas nos mostram como são atuais.

Acredito que a maioria dos que leram a Bíblia viram em Gênesis 18, 19-33, devem lembrar de Sodoma e Gomorra. Quando Abraão questionou Javé ou Eu Sou acerca da cidade se tivesse um número mínimo, quase inexistente, insignificante de pessoas justas se Ele a destruiria. O número de justos era de 10 pessoas, caso Sodoma e Gomorra tivessem APENAS 10 JUSTOS, DEUS NÃO DESTRUIRIA AS CIDADES…

Usando como alegoria está passagem bíblica para embasarmos nossa leitura da atualidade, chegamos ao ano de 2020. Onde uma Pandemia se alastrou pelo mundo, muitos já se foram, mesmo com tantos tentando evitar algo pior.

Passados mais de cinco mil anos de acordo com a Bíblia, somos hoje capazes de tentar fazer com que muitos não paguem com suas vidas, a partir da nossa colaboração.

Fiquemos em casa, fechados, protegendo a nós e aos nossos, especialmente nossos velhinhos.

São medidas como essa, já comprovadas cientificamente que podem diminuir o número de mortes no geral, afinal de contas, são bem mais de 10 vidas como nos fora relatado na Bíblia.

E quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós, soubemos mais do que nunca o que é o Amor. Cristo, o Jesus que nos deu a vida, a deu numa máxima de AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

Por Ele, pelos nossos irmãos, fique em casa. Não ouça ou siga alguém que acha que velhinhos não têm valor, que querem te fazer acreditar ser a COVID-19 uma gripezinha ou resfriadinho.

Pois espero que não haja nas suas mãos, nas minhas, mortes que poderiam ser evitadas. Sabemos ser bem superior a 10 pessoas já hoje, dia 26 de março de 2020.

Se valorizamos tanto a vida, não podemos deixar acontecer o pior, Deus está vendo nossas ações para com nossos irmãos e todos possuem em si, o próprio Cristo. Pois somos morada do Espírito Santo.

OBSERVAÇÃO: a comparação entre Sodoma e Gomorra para com a atualidade foi para estabelecer que o mínimo de vida tem valor. Não é demérito religioso, nem poderia sendo cristão, humanista e respeitador de todas as fés e também a escolha de não ter nenhuma.

*É Cristão, Humanista e Historiador.

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E SE FOSSE VERDADE?!

Uso do Ponto de Interrogação ??? - Grupo Escolar

E se fosse verdade?!
Que houvesse uma sociedade
Que se preocupasse com a qualidade
Do bem-estar do povo de nossa cidade.

Não haveria tantas mazelas e nem maldades
Haveria sim, uma coletividade
Um povo que lutaria com força pela igualdade
Porém, isso ainda é uma utopia e uma não realidade.

Vivenciamos um momento difícil
Um vírus chegou e como nunca foi dito
Fiquem em suas casas, isso é preciso
Aumentem a higiene, isto é um aviso.

Sabemos que não é fácil seguir as recomendações
Mas, prestem atenção o que ocorre com as nações
Todos preocupados e desesperados com razões.
Precisamos que você seja também uma de nossas inspirações.

Então, vamos acreditar!
Que tudo isso vai passar!
Nossa economia vai melhorar!
Porém, precisamos ser sábios e saber como lutar!

Por isso, pensem antes de votar
Um clique de um voto seu
Pode permitir que um louco breu
Diga que tudo isso é uma “gripezinha”.

Vamos então fazer nossa parte
Cuidar da nossa família e ter responsabilidade
Desta forma, cuidaremos de nossa cidade,
Que todos queiram melhorar o mundo de verdade.

Ah! se isso fosse verdade…

Autor: Thiago Fernando de Queiroz

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Governo do RN sem voz: como o antipetismo radical conseguiu deixar o Estado sem comunicação com a sociedade diante de uma pandemia

Resultado de imagem para silêncio

Por Daniel Menezes*

Ao contrário do que o senso comum pode imaginar, informação é elemento central no combate a qualquer epidemia. Conforme pesquisa publicada pela BBC, 80% dos italianos acharam que a mídia exagerava sobre a situação do coronavírus que já se avizinhava e as correntes de whatsapp minimizadoras do problema estavam corretas. O resultado foi o empilhamento de corpos. É neste sentido que campanhas pesadas foram e continuarão a ser empreendidas contra o retorno do sarampo, da sifilis, entre outras doenças já com remédios e vacinas existentes. A possibilidade de ingressar na casa de milhões de brasileiros torna-se ainda mais relevante no momento em que o poder público enfrenta um vírus desconhecido e que precisa educar o cidadão – assustado – para inúmeras medidas.

GOVERNADORA PAUTADA PELO ANTIPETISMO RADICAL

A governadora Fátima Bezerra deixou tal obviedade de lado e foi pautada por um antipetismo radical, seletivo e com desejos políticos inconfessáveis, mas ainda assim objetivos (falarei depois a respeito deles). Uma visão extremista da disputa na arte de Maquiavel secundarizadora dos interesses da sociedade numa hora em que a união contra a pandemia do coronavírus deveria prevalecer.

Explico. O governo do RN se encontra sem a verba da publicidade licitada até o presente momento. Ou seja, nada pode gastar com propaganda. Pensando em promover campanhas de conscientização, a secretaria de comunicação abriu dispensa extraordinária de licitação para empregar 3 milhões de reais com propaganda exclusiva contra o coronavírus durante um período de seis meses. Ora, o dispêndio representa 1/3 do que normalmente o Estado canaliza para a área no mesmo prazo.

FAKE NEWS E APELO À DESINFORMAÇÃO

Após o anúncio, um movimento minoritário – mas barulhento – estabeleceu que era uma medida absurda, dando a entender que, ao invés de investir em saúde, dinheiro seria jogado pela janela.

A associação é bisonha. O governo do Estado, através de parceria com a união e em diálogo com o ministério público, já está correndo atrás dos equipamentos necessários. Uma verba não tem qualquer relação com a outra. Elas, na verdade, se complementam. O raciocínio (sic) não passou de mero jogo para a plateia. Basta acompanhar o noticiário para saber mais a respeito do que é aqui afirmado.

GOVERNO SEM VOZ E SE COMUNICANDO APENAS PELO DIÁRIO OFICIAL

Agora uma situação para lá de absurda ocorre. O governo do RN está se comunicando com a sociedade apenas através de diário oficial com a (in)consequente ausência de capilarização de seu conteúdo. Até o presente momento doze decretos com medidas de combate à epidemia foram veiculados. Porém, como o Estado não tem voz institucional, se limita a transmitir os atos em suas redes sociais e fica a mercê da boa vontade dos veículos de comunicação. A população, não informada, comete erros que depois devem ser corrigidos pela polícia militar na rua, brigando para que bares sejam fechados, para que pessoas não se aglomerem nas praias.

Vale lembrar que as ações de isolamento social estão sendo administradas pelos governadores e pelas prefeituras. Porém, o governo do RN, em especial, nada pode falar a respeito. Não tem voz própria. O custo da operação – em saúde e mortes – será muito mais elevado.

HIPOCRISIA SELETIVA

Vale observar a seletividade do ataque. Enquanto o Governo do RN é “irresponsável” por querer gastar 1/3 da verba de publicidade que normalmente executa em seis meses exclusivamente com o que vem deixando todo mundo assustado e pode colapsar o serviço de saúde, conforme declaração já dada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta. Nada é falado contra as prefeituras que, não apenas estão gastando com ações publicitárias distantes do principal problema mundial, como também aumentaram seus orçamentos para o ano eleitoral de 2020 com propaganda. Nada também é dito contra câmara municipal do Natal e assembleia, que estão veiculando outras campanhas publicitárias, inclusive nos veículos críticos da ação governamental.

Repare, caro leitor. Não há aqui qualquer crítica contra prefeituras e legislativos que fazem suas publicidades. A ação é da democracia. Mas por qual razão a do governo, que será exclusivamente feita para a necessidade do Estado liderar a sociedade contra o coronavírus, não está correta e as dos demais não têm problema?! Por qual razão articulistas e jornalistas não vêm qualquer impedimento em seus veículos, que estão recebendo publicidade de outros órgãos, apontam o dedo para o Governo do RN?

UMA GOVERNADORA SILENCIADA

O texto aqui será finalizado com um vaticínio. Na verdade, não chega a tanto. Trata-se do desenrolar evidente. Os mesmos que lutaram para que o governo não deixasse claro quais ações estão sendo hoje tomadas, amanhã irão acusar Fátima Bezerra de leniência diante da crise. A política – perversa diante da consequência deletéria da pandemia – será essa. Eles querem apenas alguns políticos com espaco de fala para amanhã exaltá-los.

*É professor da UFRN, cientista social e edital o Blog O Potiguar

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População em situação de rua terá refeição gratuita no Restaurante Popular

Governo do RN inaugura Restaurante Popular em Natal - YouTube
Restaurante popular terá gratuidade para pessoas em situação de rua (Foto: reprodução)

O Governo do Estado por meio da Sethas, neste momento de crise provocada pela pandemia do coronavírus (Covid-19) mantém em R$ 1,00 (Um Real) o valor simbólico por refeição no Programa Restaurante Popular que serve almoço, Café Cidadão e Sopa Cidadã. Para a população em situação de rua, o Governo determinou às empresas que as refeições serão gratuitas.

As empresas vão cadastrar as pessoas diariamente em uma ficha e um mapa diário será repassado à Sethas. O Programa atende, principalmente, a população em situação de vulnerabilidade. São 56 restaurantes populares que servem 42 mil refeições diárias entre almoços, Café Cidadão (44 unidades) e Sopa Cidadã (13 unidades).

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Sethas, responsável pela execução do Programa, determinou às empresas que prestam o serviço, a servirem as refeições em quentinhas. Agora, as refeições são preparadas e colocadas nas quentinhas trinta minutos antes de serem vendidas ao público-alvo. Além das embalagens descartáveis para as refeições os restaurantes também fornecem copos e talhares descartáveis.

As medidas estão de acordo com os protocolos de prevenção à contaminação estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e Decretos estaduais, que garantem mais segurança para usuários/as e, também, operadores/as que trabalham nos restaurantes.

As empresas foram notificadas e já estão cumprindo as normas que estabelecem reorganização na venda para evitar aglomeração e, também, distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas nas filas para a compra de alimentos.

Outra determinação a utilização de quentinhas para a venda dos alimentos (almoço, café da manhã e sopa), que são preparadas meia hora antes de os restaurantes abrirem, com fornecimento de copos e talhares também descartáveis. Também foi estabelecido que está proibida a refeição dentro das unidades que, para aumentar a segurança e evitar o contágio, aboliram as fichas reutilizáveis para a compra dos alimentos.

Em todas as unidades ficou estabelecido que álcool em gel, água corrente e sabão estão disponíveis para funcionários e consumidores/as.

“A Sethas tomou as providências no sentido de evitar aglomeração dentro das unidades e nas filas mas mantendo o funcionamento do serviço”, explicou a secretária da Sethas, Iris Oliveira.

Todas as decisões, complementou a secretária, foram tomadas em comum acordo com as empresas que fornecem alimentos para o Programa Restaurante Popular. “Ao mesmo tempo, discutimos medidas necessárias para evitar aglomeração  nas filas e uma redefinição no cardápio para o fornecimento de itens que não venham a ser perecíveis rapidamente”. Os itens do cardápio foram substituídos por outros de mesmo ou maior valor nutritivo de modo a oferecer maior segurança no fornecimento das quentinhas.

Também ficou assegurado que as empresas forneçam equipamentos de proteção individual (EPI) higienização pessoal de todos os colaboradores das empresas e das bancadas e demais superfícies com contato.

PROGRAMA

Com unidades 56 unidades em 34 municípios do Rio Grande do Norte, o Programa Restaurante Popular do Governo do Estado é executado pela Sethas.

PREÇO POR REFEIÇÃO: 1,00 (Um Real)

O Programa Restaurante Popular é um investimento do Governo do Estado com recursos do Fundo de Combate à Pobreza (FECOPE).

Público-alvo: Trabalhadores, donas de casa, pessoas em situação de rua, famílias em situação de vulnerabilidade social.

Informações Assessoria Sethas

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