Quando falta oxigênio, o que nos resta?

Manaus é a cidade que mais sofre com a pandemia (Foto: Bruno Kelly/Reuters)

Por Zenaide Maia*

Em primeiro lugar: nossos sentimentos e solidariedade às famílias que enfrentam a dor de perderem seus entes queridos por falta de oxigênio. Às que vivem o drama de rogar para que os seus familiares sejam transportados para outros estados, nossa reza para que tudo termine bem.

No início de 2020, Manaus foi o primeiro lugar a sofrer as maiores consequências da pandemia, mas não foi o último. Hoje, a capital do Amazonas é a primeira a enfrentar os sofrimentos da segunda onda do coronavírus, chegando a faltar oxigênio aos seus enfermos. Será que isso não irá ocorrer em outros lugares?

A responsabilidade pela tragédia da falta de oxigênio é exclusivamente culpa do desgoverno federal de nosso país. A falta de planejamento, de competência, de gestão e de vontade política é que mata os amazonenses por asfixia. Estamos sem coordenação nacional, vendo ministros da Saúde serem trocados exclusivamente por vaidade do presidente da República.

Não sem razão, estamos atrasados na vacinação, estamos sem insumos essenciais nos hospitais, estamos tendo de correr atrás do prejuízo provocado pela falta de um plano nacional de combate ao coronavírus. No caso de Manaus, o ministro da Saúde foi advertido sobre a iminente falta de oxigênio e, mesmo assim, houve demora em tomar providências para o reabastecimento.

Quer dizer: o responsável pela logística falhou em sua própria área de conhecimento. Mas, por outro lado, houve uma rapidez impressionante em orientar as unidades básicas de saúde de Manaus a receitarem medicamentos sem eficácia terapêutica comprovada contra a covid-19, para uma suposta “profilaxia”, também sem base científica. Isso é cruel! Manaus pedia por oxigênio, não por hidroxicloroquina ou ivermectina.

Mas o ministro da Saúde não age autonomamente; caso agisse, já teria sido exonerado, como os anteriores. Ele faz o que faz, autorizado pelo presidente da República. E o presidente da República disse que: “fez a sua parte” e que, só não fez mais porque o Supremo Tribunal Federal não deixou. Não é verdade. O STF nunca impediu o presidente da República de fazer nada em relação ao combate ao coronavírus. O presidente da República optou por negar a gravidade da doença, desde o início da pandemia até agora, quando passamos de mais de duzentos mil brasileiras e brasileiros mortos.

Pela sequência de atos prejudiciais ao direito essencial de respirar, praticados pelo presidente da República, aumenta a pressão da sociedade por soluções. Nós, parlamentares, precisamos agir! Não podemos deixar de dar uma solução e esperança aos brasileiros que estão

Quando falta oxigênio, o que nos resta?

Em primeiro lugar: nossos sentimentos e solidariedade às famílias que enfrentam a dor de perderem seus entes queridos por falta de oxigênio. Às que vivem o drama de rogar para que os seus familiares sejam transportados para outros estados, nossa reza para que tudo termine bem.

No início de 2020, Manaus foi o primeiro lugar a sofrer as maiores consequências da pandemia, mas não foi o último. Hoje, a capital do Amazonas é a primeira a enfrentar os sofrimentos da segunda onda do coronavírus, chegando a faltar oxigênio aos seus enfermos. Será que isso não irá ocorrer em outros lugares?

A responsabilidade pela tragédia da falta de oxigênio é exclusivamente culpa do desgoverno federal de nosso país. A falta de planejamento, de competência, de gestão e de vontade política é que mata os amazonenses por asfixia. Estamos sem coordenação nacional, vendo ministros da Saúde serem trocados exclusivamente por vaidade do presidente da República.

Não sem razão, estamos atrasados na vacinação, estamos sem insumos essenciais nos hospitais, estamos tendo de correr atrás do prejuízo provocado pela falta de um plano nacional de combate ao coronavírus. No caso de Manaus, o ministro da Saúde foi advertido sobre a iminente falta de oxigênio e, mesmo assim, houve demora em tomar providências para o reabastecimento.

Quer dizer: o responsável pela logística falhou em sua própria área de conhecimento. Mas, por outro lado, houve uma rapidez impressionante em orientar as unidades básicas de saúde de Manaus a receitarem medicamentos sem eficácia terapêutica comprovada contra a covid-19, para uma suposta “profilaxia”, também sem base científica. Isso é cruel! Manaus pedia por oxigênio, não por hidroxicloroquina ou ivermectina.

Mas o ministro da Saúde não age autonomamente; caso agisse, já teria sido exonerado, como os anteriores. Ele faz o que faz, autorizado pelo presidente da República. E o presidente da República disse que: “fez a sua parte” e que, só não fez mais porque o Supremo Tribunal Federal não deixou. Não é verdade. O STF nunca impediu o presidente da República de fazer nada em relação ao combate ao coronavírus. O presidente da República optou por negar a gravidade da doença, desde o início da pandemia até agora, quando passamos de mais de duzentos mil brasileiras e brasileiros mortos.

Pela sequência de atos prejudiciais ao direito essencial de respirar, praticados pelo presidente da República, aumenta a pressão da sociedade por soluções. Nós, parlamentares, precisamos agir! Não podemos deixar de dar uma solução e esperança aos brasileiros que estão sem vacina, sem oxigênio e SEM GOVERNO!

*É médica e senadora pelo Rio Grande do Norte.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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RN recebe 12 pacientes do Amazonas

Pacientes chegaram na madrugada de hoje (Foto: Elisa Elsie)

O Estado do Rio Grande do Norte recebeu, na madrugada desta segunda-feira (18), 12 pacientes transferidos do Amazonas, a pedido da secretaria de saúde daquele estado. O avião pousou às 2h50 na Base Aérea de Natal (Bant), em Parnamirim. A operação, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), contou com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que fez o transporte dos enfermos e da equipe médica, das forças de segurança estaduais e federais, da Samu Natal e RN e também da STTU (Secretaria de Municipal de Mobilidade Urbana). O secretário Cipriano Maia (Sesap) estava presente na chegada do voo e deu as boas-vindas oficialmente aos amazonenses.

“Trata-se de uma operação humanista, de amor ao próximo, de grande relevância para a saúde pública na defesa da vida dos amazonenses, que aqui chegam e que são bem acolhidos para serem atendidos”, declarou. Inicialmente seriam 10 pacientes, mas a secretaria do Amazonas solicitou mais duas vagas à rede estadual hospitalar do RN. Os dois enfermos adicionais foram transferidos para o Hospital Giselda Trigueiro e 10 estão no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), que integra a rede de instituições coordenada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e está recebendo pacientes do Amazonas em diversos estados brasileiros.

“Tudo está preparado para que os pacientes recebam o tratamento da melhor forma possível. Aqui no Rio Grande do Norte, teremos todo apoio tanto da equipe do HUOL como do Giselda e da Sesap para garantir informações aos familiares e o devido apoio à distância com a secretaria de saúde do Amazonas”, afirmou Cipriano. Segundo ele, o RN não corre risco de sofrer com a falta de oxigênio, fato garantido pela empresa que fornece o insumo ao estado.

“Tivemos uma decisão precavida, lá no início da pandemia, de instalarmos tanque de oxigênio em toda rede hospitalar do estado. Só tem um hospital que não tem e já estamos providenciando a instalação. Portanto, não temos risco imediato a não ser que haja problema de grande proporção”, explicou. Mas, mesmo com disponibilidade de leitos e com a chegada da vacina, ele faz um alerta para a população manter os cuidados de prevenção, como uso da máscara, álcool 70º e distanciamento social.

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Produtores de eventos procuram Câmara Municipal para reverter decreto

Vereadores discutem com empresários do setor de eventos uma solução para a crise (Foto: Edilberto Barros/CMM)

O presidente da Câmara, vereador Lawrence Amorim (Solidariedade) e a vereadora Larissa Rosado (PSDB) se reuniram com representantes da área de eventos para discutir soluções para a crise que o setor enfrenta. A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira, 13 de janeiro, na Câmara Municipal de Mossoró.

Na ocasião, os empresários e trabalhadores do setor expuseram as dificuldades que estão enfrentando por causa das limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus. “Estamos há quase um ano parados. Queremos voltar à trabalhar, obedecendo todas as medidas de segurança, assim como os outros setores como comércio, bares e restaurantes fizeram”, afirmou o promotor de eventos Elânio Tinoco.

Além do pedido para que o último decreto municipal, assinado em dezembro de 2020, seja flexibilizado, outro ponto levantado pelos empresários foi a necessidade de medidas para aliviar o setor, como a redução ou suspensão da carga tributária e taxas. “Quase não arrecadamos no ano passado, não temos como pagar as taxas. Mas o que mais queremos mesmo é poder realizar eventos, obedecendo as medidas de biossegurança”, justificou Tácio Garcia.

Ao final da reunião, a vereadora Larissa Rosado e o presidente da Câmara Lawrence Amorim se comprometeram a levar a questão ao Poder Executivo. “O setor de eventos foi o que mais sofreu durante a pandemia. Sei que o prefeito Allyson Bezerra é sensível à situação da classe e vai procurar uma forma segura para amenizar a crise enfrentada por aqueles que trabalham com eventos”, afirmou Lawrence. Uma reunião entre os empresários, a Câmara Municipal e o Poder Executivo será realizada nos próximos dias para discutir a situação.

Fonte: CMM

 

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Governadora anuncia que vacinação contra covid-19 começa em 72 horas após a chegada das doses

Governadora fez anúncio em reunião com prefeitos (Foto: Robson Araújo)

Em reunião presencial e virtual com prefeitos de todo o estado a governadora Fátima Bezerra confirmou nesta sexta-feira (8) que o Rio Grande do Norte está com estrutura pronta para receber e aplicar as vacinas contra a Covid-19. A chefe do Executivo garantiu que 72 horas após a chegada das doses, que deverão ser adquiridas e enviadas pelo Governo Federal, a vacinação será iniciada no estado.

“Nosso governo não se omite. Tomou medidas duras quando necessário. Adotou ações baseadas em estudos técnicos com fundamentação científica. Instalamos o comitê de especialistas das nossas universidades, junto com técnicos da nossa Secretaria de Saúde já no início da pandemia. Investimos R$ 221 milhões no enfrentamento ao novo coronavírus com novos leitos e melhorias na estrutura hospitalar, contratação de pessoal, insumos e reformas físicas. Melhorias permanentes que ficarão atendendo a população. Optamos por investir no SUS em vez de hospitais de campanha que são desativados. E agora estamos prontos para aplicar o Plano Estadual de Imunização”, afirmou na reunião realizada no auditório da Escola de Governo, em Natal.

O Governo do RN tem em estoque 900 mil seringas e agulhas, quantidade suficiente para iniciar a primeira fase da vacinação. E está adquirindo mais 2,5 milhões de unidades para garantir as fases seguintes. O Governo, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) também assegurou a instalação da rede de frio necessária para a conservação das vacinas e, em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), da UFRN, está capacitando vacinadores.

“O RN foi o primeiro estado a lançar plano estadual de vacinação. Afirmo a vocês que estamos prontos para a vacinação. Só falta a vacina chegar. O processo de vacinação deve ser feito em parceria com os municípios que são o ente responsável pela aplicação. O Governo do Estado elaborou o plano e vai dar todo o suporte aos prefeitos e aos municípios. Só aguardamos que a vacina chegue”, completou Fátima Bezerra.

Ao receber as vacinas a Sesap distribuíra às seis centrais onde os municípios devem retirar o material. Uma central de distribuição funcionará na capital e as outras cinco em Mossoró, Caicó, Santa Cruz, São José de Mipibu e João Câmara. “Devemos todos cumprir a parte que nos cabe e respeitar os protocolos de segurança. Enquanto autoridade devemos cumprir nosso papel somando esforços em assistência à população”, declarou a governadora que ainda alertou os municípios a seguirem as recomendações do Ministério Público para suspender as atividades com aglomerações e manter ações para a população respeitar as medidas protetivas: “O carnaval está suspenso. Tenho fé, esperança e confiança que, de mãos dadas, gestores e sociedade, vamos mitigar os efeitos da pandemia e salvar vidas”.

MONITORAMENTO

O Governo do RN também vai implantar o Regula Vacina, um programa no modelo do Regula RN, que registra a ocupação dos leitos críticos e clínicos específicos para a Covid. O Regula Vacina vai rastrear cada unidade de vacina recebida pela Sesap até seu destino final ao cidadão.

A reunião contou com 256 participantes na forma virtual, entre prefeitos, secretários de saúde e gestores públicos. Na presencial compareceram os prefeitos Júlio César (Ceará Mirim), Jussara Sales (Extremoz), Ivanildinho (Santa Cruz), Dr. Tadeu (Caicó), Emídio Junior (Macaíba), Manoel Bernardo (João Câmara), José Figueiredo (São José do Mipibu) e Mariana Almeida (Pau dos Ferros). O prefeito de São Tomé, Anteomar Pereira representou a Federação dos Municípios do RN.

Participaram também os secretários de saúde George Antunes (Natal), Mary Fernandes (Pau dos Ferros), Terezinha Rego (Parnamirim), Carlos Junior (Assu), Jalmir Simões (São Gonçalo do Amarante) e Morgana Dantas (Mossoró) e a representante do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-RN), Elisa Garcia.

Presentes também os secretários de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia, de Gestão de Projetos e Metas de Governo e coordenador do programa Governo Cidadão, Fernando Mineiro, da Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Araújo, da Comunicação Social, Guia Dantas, adjunta da Saúde, Maura Sobreira, assessora jurídica do Gabinete Civil, Luciana Daltro, e o procurador-geral do Estado Luiz Antônio Marinho.

FASES

A interrupção da circulação da Covid-19 no território nacional depende de uma vacina altamente eficaz sendo administrada em parcela expressiva da população. Em um momento inicial, onde não existe ampla disponibilidade da vacina no mercado mundial, o objetivo principal da vacinação é contribuir para a redução de morbidade e mortalidade pela Covid-19, de forma que existe a necessidade de se estabelecer grupos prioritários. Inicialmente a vacinação é prevista para três fases:

GRUPOS PRIORITÁRIOS – FASE 1
– Profissionais da saúde
– Pessoas de 75 anos e mais
– Pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas
– População indígena aldeada em terras demarcadas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas.

GRUPOS PRIORITÁRIOS – FASE 2
– Pessoas de 60 a 74 anos

GRUPOS PRIORITÁRIOS – FASE 3
– Pessoas com comorbidades

Os demais grupos prioritários serão vacinados nas demais fases de modo que a estimativa populacional está sendo atualizada pelo Ministério da Saúde para avaliação de qual fase esses grupos estarão inseridos, de acordo com o cenário de disponibilidade de vacinas e estratégia de vacinação.

A meta é vacinar os grupos prioritários até o final do primeiro semestre de 2021.

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Zenaide cobra urgência em imunização contra covid-19 e prioridade para pessoas com deficiência e doenças raras

Zenaide Maia (Pros-RN) cobra urgência em vacinação (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A senadora Zenaide Maia (Pros) cobra urgência do governo federal para o início da vacinação contra a Covid-19 e pede ao Ministério da Saúde a inclusão das pessoas com deficiência ou com doenças raras nos grupos que terão prioridade de imunização.

A parlamentar protocolou requerimento ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no qual pede informações detalhadas sobre o Plano de vacinação, até agora omisso no que tange a esses dois grupos de risco. “Até agora, o governo não se manifestou. Pessoas com deficiência ou com doenças raras têm índice de comorbidades maior do que a população em geral e, por isso, precisam ser incluídas nos grupos prioritários”, defendeu Zenaide, que acrescentou: “A demora nesse processo custa vidas! Precisamos pressionar o governo federal: SOS vacina para todos! Começando com quem mais precisa!”, enfatizou a parlamentar.

A senadora defendeu a prorrogação do auxílio emergencial enquanto durar a pandemia: “Renda mínima para os mais vulneráveis também salva vidas! Vacina e auxílio emergencial têm de ser prioridades para o governo!”, assinalou Zenaide, que também criticou a falta de clareza e de proatividade do governo federal, que agora se vê em dificuldades para adquirir seringas, agulhas e outros insumos necessários para a campanha de imunização. “Temos expertise em vacinação em massa, temos grandes centros de produção de vacinas, como o Instituto Butantan, mas não temos uma coordenação nacional e o presidente da república está jogando no time contrário, ao impor tantas dificuldades até mesmo para a compra de materiais básicos, como seringas e agulhas”, lamentou a parlamentar. “O mundo vacinando e o Brasil ainda patinando”, finalizou Zenaide.

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Mossoró já ultrapassou a marca de 10 mil casos de covid-19

Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, já ultrapassou a marca de 10 mil casos confirmados da covid-19.

Conforme os números do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) são 10.227 caso sendo 253 óbitos.

O bairro com mais casos confirmados é o Aeroporto com 10,98% seguido por Abolição (9,83%), Centro (8,67%), Nova Betânia (7,51%) e Santo Antônio   (6,36%).

Até agora no mês de dezembro foram 535 novos casos e 18 óbitos.

No Rio Grande do Norte já tem 110.505 casos confirmados e 2.885 óbitos causados por covid-19.

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Vacinação em massa: por que ficamos para trás?

Margaret Keenan foi a primeira pessoa vacinada contra covid-19 no Reino Unido (Foto: TVI/Reprodução)

Por André Frota*

No dia 08 de dezembro de 2020, a britânica Margaret Keenan, uma senhora de noventa anos recebeu a primeira dose da vacina Pfizer/BioNTech em um hospital em Coventry, na região central da Inglaterra. A fotografia do início do programa de vacinação em massa, executado de forma pioneira pelo Reino Unido, circulou pelo planeta.

Muitos têm se perguntado como e porque o Reino Unido venceu a corrida ocidental pela vacinação em massa. A resposta precisa será reservada à história. No entanto, certos eventos são administrativamente muito relevantes para serem deixados de lado. Em primeiro lugar, é preciso considerar que a vacina é produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e a empresa alemã de Biotecnologia BioNTech, em uma parceria entre EUA e Alemanha. Mesmo assim, nenhum desses países iniciou seu programa de vacinação ainda.

O Reino Unido veio à frente. Por óbvio, não se trata de um problema de produção da vacina, uma vez que os laboratórios da Pfizer/BioNTech possuem unidades de produção tanto nos EUA, quanto na Europa. Inclusive, incorporaram novas unidades na Suíça e na Bélgica, prevendo uma crescente demanda internacional.

O que ocorreu foi a agilidade da Agência Regulatória de Produtos Medicinais e de Saúde (MHRA), uma equivalente à ANVISA para o Reino Unido. Já em outubro, a MHRA iniciou o processo de revisão dos dados de testagem apresentados pela Pfizer/BioNTech e que resultou no anúncio de sua aprovação em 02 de dezembro. Seis dias após este anúncio, no dia 08 de dezembro, Margaret Keenan foi vacinada em Coventry. O Reino Unido já tinha quarenta milhões de doses e um plano nacional de imunização pronto para serem implementados.

A agência europeia European Medicines Agency (EMA), equivalente à MHRA para os europeus, iniciou o processo de análise dos dados Pfizer/BioNTech em outubro, no entanto, só irá divulgar os resultados no dia 29 de dezembro. Só após essa autorização, a comissão europeia irá se reunir e deliberar para autorização do programa de vacinação em toda União Europeia.

O que se pode deduzir da vitória britânica na corrida ocidental pela vacinação em massa? Em primeiro lugar, as apostas feitas em relação às vacinas que estavam sendo produzidas não se restringiram apenas a uma vacina. Nem mesmo a vacina de Oxford foi colocada em primeiro plano. Em segundo lugar, um plano nacional de vacinação já estava montado para ser implementado no Reino Unido. Em terceiro lugar, a infraestrutura de armazenamento e distribuição detinha as condições prévias para execução do plano de vacinação em massa.

E o Brasil?

A euforia, a cobrança e a necessidade humanitária para que um programa de vacinação seja implementado em cada município no Brasil tornou-se imprescindível. A pergunta que a população brasileira está se fazendo é: por que a morosidade na elaboração e execução do programa brasileiro?

Uma aposta contratual com a vacina de Oxford, que apresentou problemas nas etapas finais da testagem, atrasou o processo. Ainda, temos a disputa que se estabeleceu entre o governo do estado de São Paulo e o governo federal em relação à vacina chinesa Coronavac. Some-se a isso a inexistência de um plano nacional de vacinação já desenvolvido em coordenação com estados e municípios.

Em síntese, a corrida pela vacinação passa, em primeiro lugar, pelo grau de sintonia política entre as unidades da federação. Em segundo lugar, pela capacidade de prever cenários e estabelecer apostas contratuais em produtos que tenham maior chance de serem disponibilizados para a população brasileira, sem amarras ideológicas. Em terceiro lugar, pela capacidade operacional que depende de anos de investimento em infraestrutura e logística. Nessa corrida, as decisões do presente e as decisões do passado, deixaram os brasileiros no final da fila.

*É professor de Relações Internacionais e Geociências no Centro Universitário Internacional Uninter.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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Governo suspende realização de eventos públicos pelo Estado

Eventos estão suspensos (Foto> Acervo/Assecom)

O Governo do Rio Grande do Norte editou, nesta terça-feira (8), o decreto nº 30.210 suspendendo os eventos promovidos ou patrocinados pelo Estado que impliquem em aglomeração de pessoas, a exemplo de eventos corporativos, técnicos, científicos, convenções, shows ou qualquer outra modalidade de evento de massa.

Em outro decreto assinado pela governadora Fátima Bezerra há a recomendação aos municípios potiguares para a adoção das medidas necessárias para a suspensão de shows e eventos públicos ou privados de massa. E, para dar apoio complementar ao cumprimento das ações recomendadas, o Governo disponibiliza aos municípios suas forças de segurança, por meio das operações do Programa Pacto pela Vida.

A decisão salienta ainda que o combate à pandemia e as medidas de prevenção são questões que devem ser enfrentadas por toda a sociedade, e que o esforço para a superação da crise é de responsabilidade conjunta de governos, empresas e cidadãos.

DECRETO REVOGA PORTARIA CONJUNTA Nº026/2020

A atual determinação revoga a portaria conjunta nº 026/2020, GAC/SESAP/SEDEC/SETUR, de 21 de setembro de 2020, que tratava da retomada das atividades relacionadas ao setor de eventos corporativos, técnicos, científicos e convenções no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte. Ou seja, o atual decreto torna sem efeito os protocolos específicos estabelecidos para a retomada dessas atividades.

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Covid-19: MP alerta para os riscos em realizar grandes eventos

O número de casos de Covid-19 no Estado parou de diminuir desde o final de agosto, conforme dados da Secretaria de Saúde do RN (Sesap). Em algumas cidades, os casos vêm crescendo. Por isso, visando o controle da pandemia e a garantia da assistência aos cidadãos que se contaminarem, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) encaminhou uma recomendação para os gestores municipais.

Assim, prefeitos e secretários municipais de saúde devem fortalecer as ações de prevenção e de monitoramento da Covid-19 e ficar atentos aos riscos da realização de grandes eventos. Até agora, 12 Municípios receberam a recomendação ministerial: São Gonçalo do Amarante, São José do Campestre, Serra de São Bento, Monte das Gameleiras, Caiçara do Norte, Pedra Grande, São Bento do Norte, Poço Branco, São Fernando, Timbaúba dos Batistas, Caicó e Serra Negra do Norte.

A principal medida a ser seguida diz respeito à necessidade de os gestores avaliarem a  possibilidade de não autorizar ou cancelar evento já agendado, quando as condições epidemiológicas do Município não estiverem favoráveis (aumento do número de casos e de óbitos).

Ainda é desejável que não sejam realizados eventos que propiciem a aglomeração de pessoas quando a cidade estiver com classificação 3 ou 4 (amarelo) e 5 (vermelho), segundo o indicador composto criado para se ter uma visão global da epidemia no Estado do RN. De acordo com o Comitê Científico da Sesap para o enfrentamento da pandemia, esse indicador tem nove variáveis, relativas à assistência (ocupação de leitos), à situação epidemiológica (tendência de casos e óbitos e taxas populacionais) e à testagem.

Outra orientação refere-se à necessidade de autorização prévia dos eventos de massa como shows e festas com aglomerações, além da intensificação da fiscalização sobre o cumprimento das exigências referentes às normas de saúde pública que tratam sobre o coronavírus. Esses eventos só podem ocorrer mediante uso obrigatório de máscaras, disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores do evento, aferição de temperatura, distanciamento mínimo, entre outras providências, assim como seguir um protocolo de biossegurança por evento.

Números acendem alerta sobre controle da pandemia no Estado

De acordo com o Comitê de Especialistas da Sesap, a partir do final de agosto os casos no RN pararam de cair e ao longo do mês de setembro ocorreu um crescimento de 0,5% ao dia. Até 26 de outubro, o crescimento já era de 2% ao dia. O comitê classificou esse cenário de cessação do processo de queda “bastante preocupante”.

Assim, para emitir as recomendações, o MPRN considerou a urgência de cada município observar a sua classificação de acordo com o indicador mencionado. Considerando dados da Sesap até 09/11/2020, grande parte dos municípios estava com classificação 1 e 2. Entretanto ainda existiam 14% deles (que representam 15% da população potiguar) na categoria 3 (amarela), portanto com indicadores que merecem atenção por parte dos gestores.

Já outros dados colhidos pela Sesap, apontam que com relação ao número de casos novos de Covid-19, em 31/10/2020 (a última data para uma estimativa confiável), o RN estava com a mesma média diária de casos de 09/05/2020 (250 casos).

Fonte: MPRN

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