Crise no RN não é de Governo, mas de Estado

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O Governo Robinson Faria (PSD) é ruim? É. Péssimo, diga-se. Pior que o de Rosalba Ciarlini (PP) que por sua vez foi pior que o de Wilma de Faria (PSB) que foi pior que o de Garibaldi Filho (PMDB) que só foi melhor que o de José Agripino (DEM) porque teve a privatização da COSERN e contou com a primeira experiência de estabilização monetária (Plano Real).

Então não se trata de problema de gestão? Trata-se sim. O Rio Grande do Norte faz tempo que não conta com um governador visionário. O último foi Cortez Pereira lá nos anos 1970. Foi tão bom governador que a elite política do Estado logo articulou a cassação dos direitos políticos dele assim que deixou o cargo.

São anos de butim nos cofres públicos do Rio Grande do Norte. O resultado é a crise de Estado. Até aqui o povo tem sido sacrificado com péssimos serviços, os servidores estaduais sofrem com os atrasos salariais e os poderosos lutam para manter os privilégios.

Está faltando Ministério Público, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Judiciário fazerem a parte deles. Ir para o sacrifício também. Primeiro cortando seus privilégios para colaborar com uma redução nos repasses para tirar o executivo do sufoco. Seria um gesto cívico abrir mão de benesses como auxílio paletó, verbas indenizatórias, auxílio moradia e outras excrecências tão comuns nos círculos dos barões estatais.

A crise é de Estado. É crônica. O desmantelo é geral. A classe política até aqui está omissa, acovardada dentro do próprio umbigo, num mundo à parte.

Pobre RN!

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