Blog debate fake news em simpósio

O Blog do Barreto estará representado pelo editor desta página no I Simpósio de Direito Penal e Constitucional da Universidade Potiguar (UnP) que será realizado hoje a noite.

Estaremos debatendo com o professor e advogado Phabyo Hunter o tema “Direito Constitucional: as fake news o “choque na política”.

A discussão será a partir das 19h no Campus da UnP.

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Primeira medida a ser adotada pela URSAL: melhorar o ensino de História

Leonardo Sakamoto

Um dos pontos altos do debate entre os presidenciáveis, na noite desta quinta (9), na TV Bandeirantes, foram os devaneios do Cabo Daciolo sobre um plano secreto para implementar a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (Ursal).

A esquerda é um dos maiores sacos de gatos, com pessoas que brigam até sobre qual o lado correto de quebrar um ovo. Não raro, ela é tratada como um bloco monolítico – que pensa igual, age igual, reclama igual. Talvez por isso, há quem acredite que comunistas e socialistas estejam prestes a dominar o continente. Mal sabem que as esquerdas desses países são diferentes, brigam entre si e não conseguem nem fazem com que um gato faça cocô na caixinha, quanto mais unificar a América Latina em uma ”pátria grande” revolucionária.

”A democracia é uma delícia, uma beleza, mas ela tem certos custos”, lamentou de forma bem-humorada Ciro Gomes diante do surto do colega, que o acusou de estar por trás desses planos.

Coincidentemente (ou não), Cabo Daciolo era bombeiro antes de ser eleito deputado federal, mesma profissão de Guy Montag, protagonista de ”Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury – que foi transposto para a tela por François Truffaut (1966) e Ramin Bahrani (2018). Na obra de ficção, bombeiros não apagavam incêndios, mas os provocavam. Queimavam livros, proibidos sob o argumento de que opiniões individuais tornavam pessoais antissociais e infelizes. O pensamento crítico era combatido. Quem lia era preso e ”reeducado”. Se uma casa tinha livros, bombeiros eram chamados para por tudo a baixo.

O incendiário Daciolo, que propôs alterar a Constituição Federal de ”todo o poder emana do povo” para ”todo o poder emana de Deus” também acredita no poder da reeducação – à sua imagem e semelhança. ”Eu quero deixar uma mensagem para os ateus, para os cristãos de forma geral, o espírita, o católico, a Umbanda, o evangélico, que vamos levar a nação a clamar o Senhor”, afirmou no debate.

No dia 10 de maio de 1933, montanhas de livros foram criadas nas praças de diversas cidades da Alemanha. O regime nazista queria fazer uma limpeza da literatura e de todos os escritos que desviassem dos padrões que eles queriam impor. Centenas de milhares queimaram até as cinzas. Einstein, Mann, Freud, entre outros, foram perseguidos por ousarem pensar diferente da maioria. A Alemanha ”purificou pelo fogo” as ”ideias imundas deles”, da mesma forma que, durante a Contra-Reforma, a Santa Inquisição purificou com fogo a carne, o sangue e os ossos daqueles que ousaram discordar.

O bombeiro Daciolo foi uma mão na roda para o capitão Jair Bolsonaro, que acabou parecendo até comedido diante da fúria do colega de Câmara dos Deputados. Mas, antes do fim do debate, fez questão de defender a imposição das ideias do movimento Escola Sem Partido, caso seja eleito.

Educar por educar, passando apenas dados e técnicas, sem conscientizar o futuro trabalhador e o cidadão do papel que ele pode vir a desempenhar na sociedade, sem considerar a realidade à sua volta, sem ajudá-lo a construir um senso crítico e questionador sobre o poder, seja ele vindo de tradições, corporações, religiões ou governos, é o mesmo que mostrar a uma engrenagem o seu lugar na máquina. A um tijolo, em qual parte do muro deve permanecer – na base da opressão, se necessário for. Se não entendeu, ouça The Wall, do Pink Floyd.

Repito o que já disse aqui várias vezes: uma das principais funções da escola deveria ser ”produzir” pessoas pensantes e contestadoras que podem – no limite – colocar em risco a própria sociedade do jeito que a conhecemos, fazendo ruir a estrutura política e econômica montada para que tudo funcione do jeito em que está. Em outras palavras, educar pode significar libertar ou enquadrar. Pode ajudar às pessoas a descobrirem como quebrar suas próprias correntes ou ser o pior cativeiro possível, fazendo com que oprimidos atuem gratuitamente como cães de guarda de seus opressores.

Que tipo de educação estamos oferecendo hoje? Que tipo de educação precisamos ter? Que tipo de educação um movimento como o Escola Sem Partido e tantas outras propostas fundamentalistas querem implantar? Ou, em suma: Como qualificar o debate público com políticos que não discutem políticas públicas?

Se o debate público e o debate eleitoral fossem mais qualificados, o cidadão comum se sentiria motivado a ler determinados textos até para não ser questionado coletivamente nas redes sociais ao expor argumentos ruins, preconceituosos e superficiais. Como dizer que o nazismo é de esquerda por conta do nome do partido alemão (Hitler se revira no mármore do inferno quando alguém o chama de comunista); que a Terra é plana e é o centro do universo, apesar de séculos de provas científico e imagens; que toda vacinação adoece crianças e serve apenas para a indústria farmacêutica ganhar dinheiro; que a ação humana não impacta o clima.

O que temos contudo, é que o discurso violento e simplificador – mais palatável e que mexe com nossos sentimentos mais primitivos e simples – ecoa e repercute. Esse discurso basta em si mesmo. Não precisa de nada mais do que si próprio para ser ouvido, entendido e absorvido. Em um debate qualificado quem usa esses argumentos toscos nem seria ouvido. Contudo, fazem sucesso na rede. Colam rápido, colam fácil. Viralizam. Memetizam.

Se há um exército que retuíta, compartilha e dá ”like” sem checar esse discurso, porque para ele isso basta, também existe uma miríade que preenche o vácuo deixado pela informação insuficiente que recebe com suas fantasias a fim de dar sentido à sua existência ao invés de ir atrás de mais conhecimento. Guiados apenas pela emoção ao invés de razão, tornam-se terreno fértil para as conspirações.

Não que elas não existam, porque existem. Mas são importantes demais para que o impacto de sua descoberta seja enfraquecido pela sua banalização no cotidiano sem graça. Como a revelação da criação de uma Ursal em um debate eleitoral.

Uma mentira contada repetidas vezes para si mesmo vira verdade e, para os outros, torna-se religião. Se a mensagem está bem estruturada, usando elementos simbólicos comuns ao universo do destinatário, que ele consegue consumir facilmente, e que faz algum sentido, por que não acreditar? Ainda mais por que questionar com profundidade leva tempo e paciência, commodities que estão cada vez mais difíceis de juntar.

O mundo sem teorias da conspiração seria menos divertido e romântico. E teríamos que assumir muitas de nossas responsabilidades sem jogar a culpa no desconhecido, no oculto, no sobrenatural, no estrangeiro.

Os cantos mais sombrios de nossa alma sempre buscaram juntar cacos de informações e dar sentido a um ocorrido de forma mágica quando não conseguimos ter acesso à visão geral. Imagine que chato seria um mundo em que as pessoas se dedicassem a aprender História a fim de compreender como chegaram até o aqui e o agora, garantindo uma boa parte dessa visão geral.

Mas, enfim, se tudo der errado, pelo menos teremos a Ursal e suas nove Copas do Mundo.

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Maioria dos leitores rejeitam hipótese de injúria racial para crítica de Ciro a Holiday

Para 83,65% dos leitores do Blog do Barreto o presidenciável Ciro Gomes (PDT) não praticou injúria racial ao chamar de “capitãozinho do mato” o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM).

O entendimento da maioria levou em consideração a simbologia histórica do capitão do mato e o comportamento político de Holiday que sempre classificou a causa negra no Brasil como “vitimismo” e sugeriu acabar com o Dia da Consciência Negra. “Para quem combate vitimismo, deve ser… Mas, vamos ler um livro de História para entender melhor”, disse Eriberto Monteiro.

Para outros 16,35% dos leitores que participaram na enquete, Ciro praticou injúria racial. Os argumentos passaram também por ataques ao editor do Blog. “Quem fez a enquete é branco, hétero, classe média alta e privilegiado. Você nem sabe o que é preconceito racial, Bruno Barreto. Só vejo brancos alegando que não foi injúria racial!”, disse Ewerton Medeiros.

Na próxima terça-feira o Blog do Barreto lançará uma nova enquete. Entre no grupo de nossa página no Facebook e participe.

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Debate sobre Jornalismo político em tempo de eleições abre I Simpósio de Jornalismo da UERN

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Hoje e amanhã, ocorre o o I Simpósio de Jornalismo da UERN (SIMJOR) organizado por estudantes do 7° período do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Uern.

 O evento é uma atividade da disciplina Agência Experimental em Jornalismo, ministrada pelo Prof. Ms. Esdras Marchezan.

O simpósio acontecerá no auditório do curso de Música, no Campus Central da Uern. A entrada é gratuita.

Na abertura do simpósio, no dia 20, às 19h, haverá uma mesa redonda sobre o tema: “Jornalismo político em tempo de eleições”. Para discutir o assunto, participarão da mesa os jornalistas Bruno Barreto, Carlos Santos, Carol Ribeiro e Saulo Vale. A mediação será do Professor Esdras Marchezan.

Amanhã, às 9h, acontecerá a mesa: “A cobertura de crimes pela imprensa: quais os limites?”, que vai contar com a presença dos jornalistas Erisberto Rêgo (TCM), Cézar Alves (Mossoró Hoje), e Fábio Vale (De Fato). A mediação será do Prof. Dr. Ricardo Silveira, chefe do Departamento de Comunicação Social (DECOM).

À tarde ocorrerão oficinas especializadas, ministradas pelo repórter-cinematografico Zenóbio Oliveira (UernTV) e pelo editor de imagens, Felipe Moju (UernTV).

No encerramento, na noite do dia 21, haverá uma mesa-redonda sobre o tema: “O telejornalismo contemporâneo e o desafio da audiência”. Para discutir o assunto, estarão presentes os jornalistas Sara Cardoso (InterTV Costa Branca) e Moisés Albuquerque (TCM). A mediação será do estudante Hélio Filho.

O simpósio é uma ação que busca fomentar espaços de discussão sobre o fazer jornalístico tanto na universidade, quando junto aos profissionais da área que atuam no mercado de trabalho.

Nota do Blog: fico muito honrado com o convite para debater jornalismo político com os alunos. Como egresso da primeira turma formada no Departamento de Comunicação da UERN estar nessa mesa terá um peso simbólico muito grande para mim.

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É hora de identificar quem faz pilhagens ao erário através de doações de casas, espaços comerciais e terrenos em Mossoró

Hoje na redação da TCM assisti uma reprise da sessão da Câmara Municipal de Mossoró do último dia 9. No debate se discutia algo além do preguiçoso debate nas redes sociais: a pilantragem de alguns que se beneficiam de oportunidades dadas pelo poder público.

Com defeitos e virtudes, são os vereadores que circulam a cidade e ouvem o povo de perto mais até mesmo que um jornalista por mais conhecido e popular que ele seja. O debate trouxe outros elementos além da tradicional acusação de que quem recebe terrenos casas sempre vende. A prática também acontece nos estratos mais abastados da sociedade sem gerar qualquer indignação.

Além dos que se aproveitam das casas populares, a presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (MDB) levantou a questão dos terrenos doados pelo município em troca de investimentos que nunca saem do campo das promessas. O vereador Raério Araújo (PRB) citou casos de pessoas que recebem boxes nos mercados da cidade para botarem pequenos negócios, mas terminam vendendo ou alugando. Faltou citar exemplos de casos concretos para ser perfeito.

Os três tipos de casos precisam de rigorosa fiscalização do poder público do contrário é apenas conivência.

Não podemos generalizar os empresários e pequenos comerciantes da mesma forma que não devemos fazer o mesmo com miseráveis que mal tem o que comer. Curiosamente só o último tema é alvo de relatos carentes de consistência (muito embora eu creia que isso acontece): o dos que se aproveitam de casas populares. A nossa velha mania de criminalizar a pobreza.

Precisamos discutir esse assunto com provas. Falar de ouvir dizer em redes sociais, meios de comunicação ou plenário da Câmara Municipal é leviandade. Isso vale para o leitor do Facebook, para os vereadores e até mesmo para mim.

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A arte de não se importar

Já pensou como a nossa vida seria bem melhor se a gente não se importasse tanto com assuntos que questões individuais dos outros?

Hoje vivemos em um país recheado de divisões e boa parte delas são motivadas pelo interesse de controlar a vida alheia.

O que temos a ver se Fulano gosta de namorar homens. Ou se Beltrana gosta de transar com mulheres. O que temos a ver se Cicrano professa uma religião de matriz africana?

Pense como a nossa vida seria muito melhor se nós simplesmente não nos importássemos com as escolhas individuais dos outros.

Por que não gostar de uma pessoa que muito bem poderia ser nossa amiga apenas por ela ter uma visão política diferente da nossa? Que tal pautarmos o debate limitando ao campo das ideias?

Infelizmente há um desejo de vencer debates que não tem vencedores e muitas vezes utilizamos a estratégia de “enquadrar” o interlocutor. O debate empobrece, infantiliza e muitas vezes os ataques descambam para o caráter pessoal.

Uma pessoa não pode ser considerada má por ser direita ou esquerda. Um caráter não pode ser julgado por sua orientação sexual ou preferência religiosa.

A vida em sociedade seria bem melhor se também soubéssemos nos colocar no lugar do outro, fossemos mais empáticos com quem sofre discriminação.

Vamos exercer a arte de não se importar. Vale a pena.

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Debate da TCM é focado em propostas e ausência de Francisco José Junior foi boa para Rosalba

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Um debate bem mais propositivo que o da Intertv Cabugi. Assim avaliou o debate da TCM. O formato com menos espaço para o confronto entre os candidatos facilitou isso.

Mas isso não significa que os candidatos não passaram por momentos tensos. Foram poucos, mas existiram.

A decisão do juiz Breno Valério de excluir o prefeito Francisco José Junior (PSD) colaborou e muito para que o debate fosse mais tranquilo. A ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) foi a mais beneficiada. Seus militantes comemoraram efusivamente nas redes sociais a exclusão do pessedista que expôs os pontos fracos dela tirando-a do sério na Intertv.

A ex-governadora estava visivelmente mais tranquila ontem. Ainda conseguiu pegar o principal adversário, Tião Couto (PSDB), ao fazer uma pergunta incluindo o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que é pouco conhecido do grande público e ainda leva os desavisados a se confundirem com o Sistema Único de Saúde (SUS). A sacada, legítima do ponto de vista político, deixou o tucano destreinado e com dificuldades para responder. Foi o melhor momento da carreira política de Rosalba em um debate.

Mas parou por aí. Ela recebeu o troco de Tião que a questionou a respeito dos números do transporte público apresentado por ela no outro debate. Ela não soube se sair da armadilha.

Já Tião Couto mostrou as mesmas dificuldades para se expressar das outras oportunidades que teve. Também foi infeliz ao dizer que os professores fingem que dão aula. Pegou mal e a militância rosalbista explorou o assunto à exaustão nas redes sociais.

E Gutemberg Dias (PC do B)? O comunista seguiu o padrão mostrado até aqui. Propositivo, bem articulado nas palavras. Soube atacar os dois principais adversários com argumentos sólidos.

Por fim, Josué Moreira (PSDC). Está bem abaixo das outras campanhas que participou e protagonizou o  momento mais patético do debate quando disse ser Rosalba um “mito” e só faltou declarar que vota na ex-governadora. O gesto sensibilizou Rosalba que chegou a dizer que faria o observatório lunar proposto pelo democrata cristão. Ela embarcou no projeto que parece ser elaborado pelo marketing do saudoso Miguel Mossoró.

Os candidatos seguiram fracos nas propostas e faltou a presença de Francisco José Junior para “animar a festa”.

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Começa o debate da TCM

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Mais de 40 profissionais da TCM (TV Cabo Mossoró) estão envolvidos na realização do Debate Vota Mossoró entre os candidatos a prefeito de Mossoró que começou às 20h40 desta terça-feira. Ao vivo no Canal TCM 10, o Debate está sendo transmitido simultaneamente pela 95 FM, Portal TCM, em cadeia pela Rádio Rural, pelo aplicativo TCM Play, pode ser visto também ao vivo em nossa página no Facebook, além de bastidores em nossas redes sociais.

Há intérprete de Libras durante todo programa que tem previsão de duração de 03 (três) horas. O mediador é o jornalista Moisés Albuquerque. Além do Debate, equipes de repórteres estão prontas para entradas ao vivo no TCM 10 para ao final do programa, após os comerciais, entrevistar os candidatos sobre sua avaliação do Debate Vota Mossoró. O acesso a TCM está restrito a assessores e convidados previamente cadastrados, mas os eleitores que comparecerem a sede da TCM poderão acompanhar o Debate através de um telão instalado na Avenida João Marcelino, em frente a TCM. Há serviço de segurança para o evento, incluindo a presença de seguranças próximos ao estúdio e na área externa da empresa.

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Um debate quente, mas fraco em propostas

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Acompanhei atentamente o debate da Intertv Costa Branca. Uma discussão quente, mas não necessariamente produtiva pela crônica falta de proposta dos candidatos.

Nesse aspecto quem se sobressaiu foi o candidato Gutemberg Dias (PC do B), o único a focar em ideias e quando saiu dessa questão trouxe o debate para o campo ideológico, provocando críticas. Para mim foi válido. O eleitor tem, sim, que saber qual a ideologia do candidato. O questionamento à Tião Couto (PSDB) foi válido.

O “candidato zumbi”, Francisco José Junior (PSD), agiu como um autêntico personagem do seriado “The Walking Dead” não atacando quem estava imune, neste caso a imunidade era não ter o sobrenome Rosado. Sobrou para a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP). Ela foi alvo constante dos ataques do prefeito, que como um zumbi, tirava nacos da carne política da pepista que não conseguia se sobressair ao recorrer a evasivas e foi várias vezes cobrada a responder as perguntas.

O ponto alto de Rosalba foi quando ela ironizou dizendo não saber como se dirigir ao prefeito se como candidato ou ex-candidato. Outro momento em que ela teve uma boa sacada foi quando disse que não sabia se o prefeito era Francisco, Francisco José Junior, Silveira ou Silveirinha. Foi só. Ela partiu para o ataque contra Tião explorando o assunto da Prest (veja AQUI) cuja realidade não bate com os argumentos dela.

Rosalba mostrou-se irritada, não conseguiu prestar contas com argumentos sólidos, sempre se limitando ao “Mossoró me conhece”, “Mossoró sabe o que eu já fiz” ou “vou fazer muito mais”. Ela também se atrapalhou ao falar dos processos judiciais. Não soube lidar com os fantasmas que rondam seu projeto e que certamente seriam explorados na campanha como o blog tinha antecipado (veja AQUI).

Tião Couto mostrou-se inseguro no começo do programa, mas aos poucos ganhou confiança. Está claro que ele age em bloco com Francisco José Junior. Prova disso, que na primeira pergunta o prefeito abordou a questão do abastecimento de água, um assunto que o tucano domina. Tião tem limitações para se expressar, isso é fato, mas mostrou evolução.

Já o “candidato zumbi”, Francisco José Junior fez o que se esperava dele: explorar a retórica privilegiada, a boa memória e o conhecimento de dados governamentais. Estava evidente que ele foi ao debate com o foco na desconstrução da imagem de Rosalba. Ele tirou ela do sério várias vezes. Cumpriu a questionável missão a que se propôs.

Nas trocas de farpas e ataques quem se superou foi Gutemberg Dias que mais uma vez reforçou a imagem de político preparado. Focou em propostas e agradou o eleitor que cobra isso dos candidatos. Saiu maior que entrou.

Vamos aguardar o segundo round na TCM amanhã.

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