Ao não ir ao debate na TV Carlos Eduardo mostra que coloca questões pessoais acima do interesse público

Carlos Eduardo proporciona imagem constrangedora

A ausência de Carlos Eduardo Alves (PDT) no debate da TV Ponta Negra não tem justificativa estratégica como a de Jair Bolsonaro (PSL) em todos os debates do segundo turno.

É pura birra pessoal.

Bolsonaro não vai aos debates principalmente por entender que só tem a perder por liderar as pesquisas com folga. É uma estratégia feia, mas que outros políticos, como Lula, fizeram antes. O candidato do PSL ainda tem o álibi da bolsa da colostomia que pode gerar uma situação constrangedora.

Mas o que leva Carlos Eduardo Alves a não ir ao debate da TV Ponta Negra nos dois turnos? Não se trata de estratégia. Ele se encontra em desvantagem nas pesquisas até aqui e já participou do confronto de ideias em outras emissoras.

Segundo o Blog apurou com colegas jornalistas de Natal, Carlos tem problemas pessoais com a direção da TV Ponta Negra e esse é o motivo para ele não ter ido aos dois debates promovidos pela emissora.

O interesse público que um debate gera ficou em segundo plano.

Ao gerar as imagens constrangedoras de um debate que virou entrevista, Carlos Eduardo Alves mostra que as questões pessoais estão acima do interesse público.

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Carlos Eduardo não irá a debate na TV

O candidato ao governo do Rio Grande do Norte Carlos Eduardo Alves (PDT) não irá ao debate que a TV Ponta Negra marcou para hoje, 23 de outubro.

Segundo as regras acordadas em reunião na sede da emissora e assinadas pelos representantes das candidaturas ao governo do Estado, os candidatos tinham até as 18h ontem, 22, para confirmar presença. No entanto, a direção da TV Ponta Negra só recebeu a confirmação de presença por parte da senadora Fátima Bezerra (PT).

No primeiro turno Carlos Eduardo Alves também se ausentou do debate da Ponta Negra. Na semana passada, ele também faltou ao debate realizado pelo SEBRAE, com micro, pequenos e médios empreendedores.

No primeiro debate do segundo turno, realizado pela TV Bandeirantes Carlos Eduardo Alves teve dificuldades com temas relacionados à sua gestão municipal. Por mais de uma vez, Alves se atrapalhou com o tempo e chegou a dizer que estava satisfeito com o efetivo de 455 guardas municipais de Natal para tentar justificar porque não realizou concursos públicos, esquecendo que há lei indicando a necessidade de efetivo três vezes maior, de 1.500 guardas municipais.

Como a assessoria de Fatima Bezerra se dispôs a ir ao debate, de acordo com as regras acordadas, ela dará uma entrevista.

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Finalmente um debate sobre o desenvolvimento do RN. Candidatos decepcionam

Vices decepcionam

O programa Conversa Franca, debate organizado pelas entidades representantes do setor empresarial em parceria com a TCM, foi um primor de organização e qualidade técnica. Já os candidatos a vice-governador não estiveram à altura do evento.

De positivo a rara oportunidade de se discutir a mãe de todas as soluções para os problemas do Rio Grande do Norte: o desenvolvimento econômico.

Pena que em geral os candidatos não fizeram nada além do que trocar farpas e repetirem ideias já surradas.

Vamos as análises individuais:

Sérgio Leocádio (PSC) – vice de Brenno Queiroga

Mandou bem na função de franco atirador. Não trouxe nada de novo, mas falou algumas verdades inconvenientes contra os outros três adversários. Ganhou a simpatia do setor do eleitorado indignado com a classe política.

Antenor Roberto (PC do B) – vice de Fátima Bezerra

Mostrou um alto nível de formação política e qualidade intelectual acima de média dos oponentes. Se saiu bem do ponto de vista retórico e soube rebater os ataques ao lulopetismo. Pecou pela repetição dos velhos chavões da esquerda.

Kadu Ciarlini (PP) – vice de Carlos Eduardo Alves

Não se pode dizer que Kadu Ciarlini não é esforçado. Ele tentou mostrar uma postura conciliadora e ir além do “discurso do aplicativo”. O problema é que ele não consegue dar uma sequência lógica ao que diz. Sua fala sempre entra num oito. Pecou também por trazer informações imprecisas cuja realidade o desmente.

Tião Couto (PR) – vice de Robinson Faria

 

Durante todo o debate Tião esteve acuado por carregar nas costas o desgaste do governador Robinson Faria. Tem dificuldades para se expressar e precisa ir além do discurso empresarial da geração de empregos. Limitou-se a atacar a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A cabeça de Tião está em 2020.

Conclusão

No geral os candidatos mostraram pouco conhecimento sobre as necessidades econômicas do Rio Grande do Norte. Os postulantes ainda não compreenderam que se não tiver desenvolvimento não teremos as receitas necessárias para atender as demandas. O sofrido elefante segue com o mesmo modelo econômico dos tempos de Cortez Pereira. Lá se vão, como diria o lendário jornalista Emery Costa, mais de 40 anos.

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Ausência em debate na UERN expõe “salto alto” de Fátima

Fátima de “salto alto”?

Líder em todas as pesquisas e num cenário que há possibilidade de vitória no primeiro turno para o Governo do Estado, a senador Fátima Bezerra (PT) parece “tirar o pé” para não se comprometer muito até 7 de outubro.

O problema é que ao “tirar o pé” ela o coloca num “salto alto” que a leva ao “já ganhou” perigosíssimo em eleições.

Ao faltar ao debate entre os candidatos ao Governo promovido pelas entidades representativas da UERN, Fátima mostrou desinteresse pela universidade que tanto diz defender e desrespeito com o eleitorado mossoroense. Afinal de contas ela não faltou a nenhum debate na capital.

Dizer que mandou o vice Anteno Roberto (PC do B) representando ela atenua em relação aos outros candidatos faltosos (Robinson Faria, Carlos Eduardo e Heró Bezerra), mas não justifica na prática. Não existe meio respeito ou meio compromisso.

Indicar o vice para defender o programa de governo esvaziou o debate da UERN tanto quanto a ausência dos outros três. O eleitor quer ouvir o candidato e não o vice e isso óbvio.

Fátima sabe que a UERN é um reduto eleitoral dela, pelo menos em tese. Deu uma demonstração de “salto alto” não só com os eleitores uernianos, mas com toda população de Mossoró onde lidera sem ao menos ter um palanque sólido.

Sorte dela que os principais adversários não terão condições morais de explorar o assunto, mas que pegou mal, pegou.

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Robinson desmente próprio discurso da coragem ao se ausentar de debates

Robinson: o corajoso que não vai a debates

POR BRUNO BARRETO

O governador Robinson Faria (PSD) jacta-se de agir com coragem para enfrentar os problemas da segurança no Rio Grande do Norte. A palavra é recorrente nas ótimas peças publicitárias preparadas pela sua equipe.

Na prática, o governador segue ausente do debate sobre segurança. No dia 22 de agosto ele faltou ao debate do Fórum de Segurança transmitido pela TV União. Ontem foi a vez de não ir ao debate sobre segurança realizado pelas associações de policiais militares com transmissão da Band Natal.

Na próxima semana a Frente Parlamentar e Popular em Defesa da UERN fará uma sabatina com candidatos ao Governo. Entre os convidados apenas o governador candidato a reeleição não confirmou presença.

No horário eleitoral ele diz enfrentar com coragem a questão dos atrasos salariais. Mas não vai ouvir os anseios da comunidade uerniana.

O governador também não confirmou presença no III Painel Fisco e Sociedade com os candidatos ao Governo realizado pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (SINDIFERN).

Ao se ausentar destas discussões Robinson desmente o próprio discurso.

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Haddad afirma em Mossoró que é vetado nos debates pelos adversários

Haddad esteve reunido com parceiros políticos em Mossoró (Foto: Bruno Barreto)

Na coletiva de imprensa realizada hoje pela manhã em um hotel em Mossoró, o candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT) falou que está lutando para participar dos debates com os presidenciáveis representando o ex-presidente Lula.

Ele ainda analisou o cenário econômico do país e apresentou propostas do plano de governo do PT.

Confira a entrevista na íntegra.

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Candidatos ao Governo participam de debate sobre segurança

O FOSEG-RN reunirá os candidatos ao Governo do Estado para um debate sobre Segurança Pública. O evento será nesta quarta-feira, dia 22, a partir das 22h, com transmissão ao vivo pela TV União (canal 26 analógico e 800 HD – Cabo Telecom). É possível assistir também pelo aplicativo União Play, que pode ser baixado gratuitamente.

O Fórum de Segurança do RN (FOSEG-RN) é composto por policiais civis, policiais militares, policiais federais, agentes penitenciários, bombeiros militares, guardas municipais e agentes de trânsito. De acordo com a entidade, o objetivo é ouvir dos candidatos as propostas e planejamentos que serão empregados na Segurança Pública a partir da próxima gestão.

Durante o debate, os candidatos vão responder questões elaboradas pelos integrantes do Fórum de Segurança. Além disso, haverá um bloco de perguntas e respostas entre os próprios candidatos.

Todos os oito candidatos ao Governo do Estado foram convidados e apenas o candidato Robinson Faria (PSD) informou que não estará presente. Com isso, irão participar: Brenno Queiroga (Solidariedade), Carlos Alberto (PSOL), Carlos Eduardo (PDT), Dário Barbosa (PSTU), Fátima Bezerra (PT), Freitas Júnior (REDE) e Heró Bezerra (PRTB).

O acesso ao auditório do SINPOL-RN será restrito. Somente filiados aos sindicatos e associações que integram o FOSEG-RN poderão ingressar, porém, mediante inscrição feita previamente junto à diretoria das entidades.

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Ausente, Lula virou escada multiuso em debate

Por Josias de Souza

Lula desprezou várias oportunidades para colocar Fernando Haddad no pedestal de candidato oficial do PT ao Planalto. Acabou virando uma oportunidade que os outros candidatos aproveitam nos debates presidenciais. Na Rede TV!, a ausência de Lula tornou-se uma espécie de escada multiuso.

Bolsonaro chegou a produzir uma “cola”, para não esquecer de escalar seu cabo eleitoral invisível. Escreveu na mão: “pesquisas”, “armas” e “Lula”. Sobre Lula, disse que havia um púlpito reservado para ele no estúdio. Que teria sido retirado a seu pedido, pois lugar de bandido é na cadeia. Em verdade, a peça saiu de cena por vontade da maioria dos candidatos.

Alvaro Dias (Podemos), cuja plataforma é a refundação da República, com a  “institucionalização da Lava Jato”, tachou a candidatura de Lula de “encenação” e “vergonha nacional”. Apenas Guilherme Boulos, do PSOL, votou contra a retirada do púlpito de Lula do estúdio.

Sem a concorrência do PT, Boulos monopolizou o discurso de contestação. A exemplo do que ocorrera no primeiro debate, entoou uma pregação que fez lembrar o velho Lula da fase sindical, na década de 80. Seus ataques à “esculhambação” e aos “privilégios” do sistema político não levarão o PSOL ao Planalto. Mas o partido, nascido de uma costela do PT mensaleiro, abocanhará um pedaço do eleitorado que se sente órfão de Lula.

Um telespectador que se deixasse trair pelo sono imaginaria que o candidato de Lula na sucessão de 2018 é Henrique Meirelles, do MDB. O ex-ministro da Fazenda de Michel Temer repetiu à exaustão que não é político. Trocou a iniciativa privada pela presidência do Banco Central porque “o Lula chamou”.

Apropriando-se de uma obra coletiva, Meirelles jactou-se: “Criei 10 milhões de empregos” sob Lula. Sem mencionar o nome radioativo de Temer, o ex-ministro disse ter assumido a pasta da Fazenda para “consertar a bagunça da Dilma”. E produziu “mais dois milhões de empregos”.

Um brasileiro que integre a estatística em que o IBGE aponta a existência de 27 milhões de desempregados, desalentados e sub-remunerados no país, deve ter imaginado que Meirelles é candidato a presidente do Mundo da Lua. Com o hipotético apoio de Lula.

Boulos voltou a realçar os “50 tons de Temer” que coloriam a bancada de candidatos. Lembrou a entrevista em que Temer insinuou que o apoio dos partidos governistas do centrão fez de Alckmin o candidato do seu governo.

Meirelles sorriu amarelo. E Alckmin devolveu a provocação. Declarou que “os tons de Temer” são, na verdade, “avermelhados”. Lembrou que foram os companheiros petistas de Boulos que acomodaram Michel Temer na vice-presidência da República –“Duas vezes”, realçou.

Lula também compôs o pano de fundo de uma troca de amabilidades entre seus ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina perguntou a Ciro o que faria para resolver os conflitos em terras indígenas. Ex-titular da pasta da Integração Nacional, Ciro recordou que atuara junto com Marina para atenuar o problema no governo de Lula.

Para o bem ou para o mal, Lula foi utilizado como escada por quem quis. Só não foi aproveitado pelo petismo, que arrasta a candidatura-fantasma do seu líder como uma bola de ferro, longe das sabatinas e dos debates.

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