Eleição para deputado federal pode revelar alternativa antirosalbista

Política é ocupação de espaços. Por duas décadas os espaços ocupados na política mossoroense estiveram sob a batuta das duas principais alas da família Rosado. O grupo de Sandra Rosado ficava na oposição e tinha mandatos na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. A situação rosalbista tinha esses mesmos espaços e comandava a o Palácio da Resistência.

O estrago eleitoral de 2012 e 2016 mudou esse eixo. Os Rosados precisaram se juntar muito mais pela fragilidade do grupo de Sandra do que pela necessidade da oligarquia em geral.

Mas em geral os Rosados estão misturados e frágeis. Voltaram ao patamar dos anos 1980 quando unidos tinham apenas uma vaga na Câmara Federal e Assembleia além do comando da Prefeitura de Mossoró. O grupo de Sandra deixou de ser o contraponto a hegemonia rosalbista.

Diante disso há um espaço para o surgimento de novas alternativas políticas. A retirada de Tião Couto (PR) da disputa por uma vaga de deputado federal deixa em aberto um espaço enorme junto a um eleitor carente: o antirosalbista.

É justamente na vaga de deputado federal que podemos ter uma surpresa em Mossoró. Basta alguém conseguir mostrar a capacidade de conquistar aquele eleitor que não gosta da gestão da prefeita de Mossoró e quer um representante identificado com os interesses locais. Não é simples, mas existe aí pelo menos 65 mil eleitores dando sopa.

Uma votação expressiva em Mossoró para deputado federal, cujo número de candidatos é mais reduzido, pode colocar esse nome no cenário eleitoral de 2020 mesmo que não seja eleito.

Alguns nomes estão sendo colocado como candidatos a deputado federal com base em Mossoró. Um deles é o ex-prefeito de Almino Afonso Lawrence Amorim (SD) que fincou os pés na política mossoroense. Outro é o eterno candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC). No meio militar mais duas alternativas: os coronéis Alvibá Gomes e Alessandro Gomes. Pela esquerda um dos nomes discutidos para deputado federal é o secretário-geral do Sindipetro Pedro Lúcio (PC do B).

Há ainda o vereador Alex do Frango (PMB) que articula a candidatura nos bastidores. Além do ex-vereador Renato Fernandes (PSC) que disputa eleições há dez anos.

Desses, apenas Josué Moreira, Renato e Alex foram testados nas urnas em Mossoró. Os demais terão que provar o desafio de conquistar o eleitorado mossoroense.

A eleição de deputado federal pode indicar ou não uma novidade na política mossoroense.

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Conheça o trio de suplentes que estão fechando parceria política com deputado Galeno em Mossoró

Galeno x Sandra
Passagem mais marcante de Galeno por Mossoró foi um “bate-boca” com a vereadora Sandra Rosado

O deputado estadual Galeno Torquato está montando um staff político para sustentar a candidatura dele à reeleição este ano.

O trio de suplentes é formado pelo ex-presidente da Câmara Municipal Jório Nogueira (PSD), Cícera Nogueira (PSD) e o polêmico Tomaz Neto (PDT). O grupo somou 5.098 votos nas eleições de 2016, menos da metade dos 12.306 sufrágios recebidos há quatro anos por Galeno em Mossoró.

Neste ano, Galeno não terá o apoio importante da Prefeitura de Mossoró nem de um expressivo grupo de vereadores. Ainda pesa contra ele o desgaste por ter decepcionado os eleitores locais como “deputado de Mossoró”.

Em recente enquete do Blog do Barreto no grupo desta página no Facebook, ele foi escolhido o político com mandato mais “ingrato” com os eleitores da cidade (ver AQUI).

Apesar disso, ele sabe do peso de Mossoró nas eleições. Na segunda cidade do Rio Grande do Norte ele recebeu 19,44% dos 63.286 votos que conquistou no Estado.

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Galeno é escolhido o político com mandato mais ingrato com o eleitor de Mossoró

Francisco José Junior no auge da popularidade prometendo que Galeno seria o "deputado de Mossoró"
Francisco José Junior no auge da popularidade prometendo que Galeno seria o “deputado de Mossoró”

O deputado estadual Galeno Torquato (PSD) foi escolhido com 56,48% dos votos pelos leitores do Blog do Barreto como o político mais ingrato com o eleitor de Mossoró.

O percentual é expressivo partindo do pressuposto de que a disputa contou com a presença de outros oito políticos. Juntos eles obtiveram 43,52%.

A decepção com Galeno em Mossoró não é por acaso. Nas eleições de 2014, ele obteve 12.306 votos na segunda cidade do Rio Grande do Norte, ficando atrás apenas da deputada estadual Larissa Rosado (PSB). O desempenho teve papel fundamental do então prefeito Francisco José Junior (PSD) e um grupo de vereadores.

A votação de Galeno em Mossoró equivaleu a 19,44% dos 63.286 sufrágios conquistados pelo deputado em todo o Estado nas eleições de 2014. Tanto que mesmo com atuação apagada na cidade ele tenta formar um grupo de apoio aqui e já fechou com três suplentes de vereador que vão cuidar da campanha dele na cidade.

Galeno foi eleito prometendo ser um “deputado de Mossoró”, mas com exceção do Restaurante Popular do Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) não há registro de outras benfeitorias trazidas para a cidade pelas suas mãos. E olhe que o deputado prestigiadíssimo no governo Robinson Faria (PSD), o segundo colocado na enquete realizada pelo Blog no Grupo no Facebook.

O terceiro lugar foi do senador José Agripino (DEM) e o quarto da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Seguida por Sandra Rosado (PSB), Fábio Faria (PSD), Larissa Rosado (PSB) e os senadores Fátima Bezerra e Garibaldi Filho (MDB).

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