Para 59% dos leitores do Blog armar o cidadão não resolve

O Blog do Barreto perguntou esta semana se você é a favor que todo cidadão possa andar armado para se proteger dos bandidos?

A maioria dos leitores, 59%, entendeu que esta iniciativa não vai resolver o problema da violência. “O que resolve o problema da violência é investimento “descontrolado” em educação! Simples assim! Agora, imaginemos uma sociedade, descontrolada social e emocionalmente, como a nossa, armada! Seria o caos total! Simples assim!”, justificou o leitor Rui Nascimento.

Para 22,18% todo cidadão tem direito de andar armado e deve liberar geral o porte de armas. “Se um vagabundo souber q VC (sic) poderia ter uma arma dentro de casa, ele iria pensar varias (sic) vezes antes de adentra-la. Com toda certeza!”, explicou.

As alternativas mais ponderadas foram as menos votadas. “Não, mas algumas pessoas precisam ter uma arma para se proteger” teve 9,94%. A alternativa “Sim, mas nem todo mundo pode ter porte de armas” ficou com 8,88%. “Todos os cidadãos comprovados idôneos e de bem devem sim ter arma. Inclusive de cursos superiores diplomados”, sugeriu Aldo Arraes.

Alguns leitores classificaram a enquete como tendenciosa por mais que tenham sido apresentadas várias alternativas com base nas justificativas mais comuns nos debates das redes sociais. “A enquete dessa forma fica um tanto tendenciosa. Deveria haver uma opção dizendo que: o cidadão com bons antecedentes, devidamente habilitado possa ter arma em sua casa para defender sua família”, disse o ex-vereador Soldado Jadson sem levar em consideração as duas alternativas mais ponderadas.

Nota do Blog: o tema é polêmico e respeitamos as críticas. A nossa intenção é sempre fomentar o debate sobre os assuntos. Não houve a intenção de induzir o leitor até porque foram apresentadas quatro alternativas de escolha. Duas extremas e duas ponderadas. Mas em respeito aos princípios democráticos vamos lançar uma nova enquete sobre esse assunto na próxima semana.

Resultado final

Não. Armar a população não resolve: 59%

Sim. Todo cidadão tem direito a andar armado. Tem que liberar geral : 22,18%.

Não, mas algumas pessoas precisam ter uma arma para se proteger: 9,94%

Sim, mas nem todo mundo pode ter porte de armas: 8,88%

 

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Enquete da semana: você é a favor que todo cidadão possa andar armado para se proteger dos bandidos?

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O debate é polêmico. As opiniões muitas vezes caem nas armadilhas. Por isso, o Blog do Barreto pergunta na enquete da semana se você é a favor que todo cidadão possa andar armado para se proteger dos bandidos?

Foram apresentadas quatro alternativas com variações de sim e não com os argumentos mais frequentes vistos pelo editor desta na página nas redes sociais.

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Rogério Marinho defende derrubada do Estatuto do Desarmamento

Rogério no plenário _Foto Alexssandro Loyola

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) saiu em defesa do Projeto de Lei 3.722/12, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça, que revoga o Estatuto do Desarmamento. A posição do parlamentar foi divulgada por meio de um artigo publicado neste final de semana, no Novo Jornal.

Segundo o texto, o tucano considera que o estatuto do desarmamento votado em 2003 “demonstrou ser um completo e irreversível fracasso. Desarmou o cidadão honesto e não conseguiu retirar armas de bandidos”. Ainda de acordo com o deputado, os que defendiam desarmar a população tinham a expectativa de que os crimes iriam diminuir. “Aconteceu exatamente o inverso”, completa.

Na opinião de Rogério Marinho, “não se pode aceitar a tola visão de que arma mata, pois quem mata são as pessoas; armas podem inclusive ajudar a salvar vidas quando estão em mãos corretas”. Leia o artigo completo abaixo.

Direito sagrado de autodefesa

Deputado Federal Rogério Marinho

 

Na prática, o estatuto de desarmamento votado em 2003, cara bandeira da esquerda, demonstrou ser um completo e irreversível fracasso. Desarmou o cidadão honesto e não conseguiu retirar armas de bandidos, pois, por definição, eles não cumprem leis. 

A expectativa dos que defenderam desarmar a população era de que os crimes iriam diminuir. Aconteceu exatamente o inverso. O país, por inúmeros motivos, vive uma verdadeira explosão da criminalidade jamais vista. Chegamos, em 2014, à cifra lamentável de 60 mil assassinatos por ano. Em números absolutos, lideramos o macabro ranking mundial.  Em termos percentuais, são, em média, 29,1 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Os números são do último Mapa da Violência (IPEA e FPSP), publicado ano passado.

Como contraponto, pode-se observar que nos EUA, um dos países mais armados do mundo, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes não chega a cinco. O Estatuto do desarmamento é uma falácia completa e jamais interferiu positivamente na Segurança Pública. O Brasil, neste período de vigência do Estatuto, alçou índices de violência assustadores e o ritmo do crescimento do crime nunca esteve tão intenso.

Nós, potiguares, sabemos muito bem como é conviver com o medo constante de assaltos, estupros, sequestros relâmpagos e de assassinatos. O levantamento citado mostra que o Nordeste foi a região em que a intensidade do crime fez-se mais presente entre 2004 e 2014. Todos os estados nordestinos tiveram, no período, aumentos de mais de 100% no número de homicídios. O Rio Grande do Norte experimentou crescimento de 308% na taxa de homicídios, chegando a 46,2 assassinatos em cada grupo de 100 mil habitantes.

As evidências demonstram que o Estatuto do Desarmamento restringiu dramaticamente a possibilidade de acesso às armas por parte dos cidadãos cumpridores da lei e, na melhor das hipóteses, não contribuiu para diminuir a criminalidade. Em outros termos, apenas limitou e usurpou o direito natural e sagrado do indivíduo se defender e proteger seus entes queridos.

Portanto, apoiamos o Projeto de Lei 3.722/12, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça, que revoga o inapropriado Estatuto do Desarmamento. Em 2015, o projeto de Lei foi aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados e será apreciado no plenário da casa. Após a apreciação dos deputados, seguirá para o Senado da República.

Em 2005, 63% dos brasileiros votaram em referendo a favor do comércio de armas. De forma eloquente, a população não aceita a restrição do direito de autodefesa. Como representantes do povo, temos que trabalhar com energia para devolver em plenitude esse direito aos indivíduos.

Mas, não basta revogar o Estatuto, é preciso construir políticas consistentes de segurança para o país. Eis algumas providências urgentes: reformar todo sistema prisional, aumentar o rigor nas execuções penais, vigiar as imensas fronteiras nacionais, endurecer as leis, abaixar a maioridade penal, findar com a impunidade (somente 8% dos casos de assassinatos são solucionados) e não tolerar ou passar a mão na cabeça de bandidos.

Por fim, não se pode aceitar a tola visão de que arma mata, pois quem mata são as pessoas; armas podem inclusive ajudar a salvar vidas quando estão em mãos corretas.

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