Qual a moral da Assembleia Legislativa para falar em direito de ir e vir?

Assembleia

A Assembleia Legislativa não funcionou hoje por pressão dos servidores que lutam para barrar propostas que na prática vão diminuir seus salários e tirar direitos como os quinquênios.

Qual a moral da Assembleia para chancelar essas medidas se ela é um dos templos do desperdício do dinheiro público no Rio Grande do Norte? Na Assembleia 80% dos servidores são comissionados com salários acima da média do serviço público estadual.

Na Assembleia não se pode falar em zelo com a coisa pública. Lá existem quase 200 servidores efetivados por meio de atos secretos que se arrastam há anos no judiciário.

Qual a moral que a Assembleia Legislativa tem em falar em equilibrar contas quando ela desperdiça, segundo o G1RN, R$ 900,2 mil em combustíveis para os deputados rodarem o mundo por nossa conta? Falando em mundo o G1RN explica que dava rodar o planeta 48 vezes com a quantidade de combustível usada pelos deputados.

Na casa tem o líder do governo que usa tornozeleira eletrônica (Disson Lisboa) e o ex-deputado (Gilson Moura, servidor nomeado por atos secretos) que recebe R$ 24 mil todos os meses mesmo sendo condenado a 30 anos de cadeia por corrupção.

Há poucos dias, a Assembleia tentou impedir os servidores de entrar na casa, resistiu em dialogar. Chegou a colocar policiais na entrada na casa para impedir a entrada dos manifestantes. A Justiça precisou intervir para garantir que apenas 33 manifestantes entrem na casa.

Agora, por conta de um protesto (que pode se discutir o exagero), essa mesma Assembleia emite nota lamentando o cerceamento do direito de ir e vir.

Com qual moral?

Foto: G1RN

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