Vice-governador tenta mostrar que rompimento com Robinson não foi fake

Fábio Dantas tem sonho antigo de chegar ao TCE (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)

Cá desse espaço nunca levei muito a sério esse rompimento do vice-governador Fábio Dantas (PSB) com o governador Robinson Faria (PSD). Foi tudo civilizado demais para a prática política que estamos acostumados.

Agora Fábio eleva o tom das críticas ao governador:

“É um verdadeiro descalabro Robinson querer disputar a reeleição. Não podia concordar com essa decisão. O atual Governo não conseguiu – sequer – solucionar os problemas mínimos da população”.

As declarações foram em entrevista a jornalista Anna Ruth Dantas na FM Cidade em Natal.

Até aqui o vice-governador faz uma tímida pré-campanha e está muito dependente do projeto político do PSDB que negocia apoio a outros dois nomes: o próprio Robinson e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Em baixa nas pesquisas e com o nome ainda atrelado ao governador, Fábio Dantas tenta mostrar que o rompimento não foi fake.

Compartilhe:

Carlos Eduardo e o trabalho para “amolecer” corações em Natal

carloseduardo

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) tem um grande desafio pela frente nos próximos meses: superar a imagem negativa do político que prometeu cumprir o mandato até o fim em 2016 e cedeu aos encantos da política um ano e meio depois.

A pesquisa Consult divulgada pelo Blog do BG e 98 FM de Natal colocou Carlos Eduardo liderando as pesquisas na Grande Natal. São 24,88% de intenção de voto contra 21.88% da senadora Fátima Bezerra (PT). O maior crítico do pedetista, Kelps Lima (SD), tem apenas 4,88%.

A renúncia de Carlos Eduardo Alves pegou mal e a pesquisa do Instituto Seta divulgada mês passado mostrou que a maioria dos eleitores natalenses desaprova a renúncia do agora ex-prefeito.

Mas há uma margem para ele “amolecer” os corações dos natalenses ao longo da eleição. Tudo vai depender de alguns fatores preponderantes:

  • Superar o problema do palanque dos grupos tradicionais que estão muito rejeitados pelos eleitores;
  • O desempenho do agora prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB).

São essas adversidades que Carlos Eduardo terá que superar para tornar a Grande Natal um impulso para a vitória em todo o Estado. Vale lembrar que o pedetista deixou o poder desaprovado pela maioria dos natalenses e os quase 25% que recebeu de intenção de voto do Instituto Consult (em Natal e Grande Natal) estão abaixo do patamar mínimo (25%) para nomes com o perfil dele. Tudo muito próximo ao teto, da capital, onde ele recebeu no mês passado 33,7% de aprovação e 57,3% de desaprovação.

A candidatura de Carlos está viabilizada politicamente e caminha a passos largos para o mesmo no ponto de vista eleitoral. Ele pode crescer como pode afundar junto com os apoiadores rejeitados que giram em torno de si.

Os próximos meses serão decisivos.

Compartilhe:

O filho da Rosa

Kadu

Carlos Eduardo Ciarlini ou simplesmente Kadu, como a mãe, sempre omitiu o sobrenome Rosado, quem sabe para evitar o peso que o clã carrega. Ele, tudo leva a crer, será o nome para iniciar o processo de sucessão do rosalbismo e dando continuidade ao sobrenome dos descendentes de Jerônimo na política.

A geração dos bisnetos de Jerônimo Rosado já está na política há bastante tempo, ao contrário do que se imagina. Começou com Laíre Rosado no final dos anos 1970 quando presidiu a Arena (depois PDS) e mais efetivamente em 1986 quando ele foi eleito deputado estadual e depois federal por três vezes (1990, 94 e 98). Ele disputou a última eleição em 2002 quando foi candidato derrotado a vice-governador.

Seus filhos, Larissa e Lairinho Rosado, são ao mesmo tempo bisnetos e trinetos de Jerônimo. Vingt-un Neto também é outro bisneto que andou pela política assim como o ex-deputado estadual Frederico Rosado. Agora é a vez de Kadu Ciarlini.

Como se vê a terceira geração dos descendentes do “Velho Rosado” não tem repetido o mesmo brilhantismo da primeira e segunda. Nenhum deles, por exemplo, conseguiu eleger-se para a Prefeitura de Mossoró ou alçar voos políticos em faixa própria sem a tutela da primeira e segunda geração.

Esse será o desafio de Kadu Ciarlini que tentará muito mais como filho da Rosa do que como um Rosado, mesmo sendo filho de Carlos Augusto, o “Ravengar”.

O jovem tem experiências no marketing político bem-sucedida no Amazonas onde atuou na campanha do governador eleito e depois cassado José Melo (PROS).

Nas eleições de 2016 ele coordenou a campanha da mãe, Rosalba, obtendo sucesso mais uma vez. Agora é a vez de cuidar da formatação do próprio nome.

Na primeira experiência no serviço público a frustração. Durou pouco mais de dois meses na função de chefe de gabinete do governo da própria mãe.

Na “aristocrática” política potiguar onde os nomes se sucedem, mas os sobrenomes se perpetuam ele chega a disputa com a máquina municipal na mão e o peso de ser filho de uma ex-governadora e ex-senadora e de um ex-presidente da Assembleia Legislativa (1981-82).

A Prefeitura de Mossoró sempre fez um deputado estadual. Com Kadu não deve ser diferente.

Compartilhe:

Carlos Eduardo partirá para ataque ao PT

Senadora-Fátima-Bezerra-e-o-prefeito-de-Natal-Carlos-Eduardo-1
Histórico de parcerias entre Fátima e Carlos Eduardo é coisa do passado

Enquanto a senadora Fátima Bezerra (PT) lidera as pesquisas adotando um discurso focado em temas nacionais, os seus adversários tentam chama-la para o debate local.

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) encontrou uma outra estratégia: vai tratar com Fátima de assuntos nacionais com efeito local. Nesse campo ele atrai o eleitorado antipetista para seu lado.

Em reunião com vereadores na semana passada, Carlos Eduardo deu o tom que deve usar na campanha: “Quebraram o país, além do desvio ético. Quebraram até a Petrobras. Incrível. A maior empresa do País”, disparou.

Ele disse que esses problemas provocados na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff provocaram os atrasos salariais da Prefeitura de Natal no ano passado. De uma vez só ele ataca Fátima e justifica porque atrasou salários.

Claro que a senadora petista terá o contra-argumento de dizer que Dilma já não era mais presidente quando os atrasos aconteceram, mas Carlos Eduardo vai seguir explorando um eleitorado que não está interessado nas explicações da petista.

É uma forma de chama-la a polarização. Até aqui Fátima tem evitado responder as críticas dos adversários.

Curiosidade

O curioso nisso é que Carlos Eduardo e Fátima possuem um longo histórico de parceria política. Na década passada ele lutou para ela ser candidata a prefeito de Natal em 2008 (ela acabou perdendo para Micarla de Sousa no primeiro turno). O empenho foi tamanho que chegou a se cogitar a filiação de Carlos Eduardo ao PT.

As declarações de Carlos Eduardo foram tiradas do site Agora RN.

Compartilhe:

Blog do Barreto faz enquete sobre prisão de Lula

lula-e-o-primeiro-ex-presidente-2003-2010-do-brasil-preso-por-um-delito-comum-1523233028054_v2_615x300

“Você achou justa a prisão do ex-presidente Lula?”. Essa é a pergunta da enquete da semana realizada no Blog do Barreto para esta semana.

Lula se entregou a Polícia Federal no último sábado para cumprir pena por condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Triplex do Guarujá.

Para participar da enquete participe do Grupo do Blog do Barreto no Facebook. Apenas perfis falsos terão solicitações rejeitadas.

Para votar clique AQUI

Compartilhe:

PSDB é um partido turbinado no RN

reunião do PSDB1

Em quatro anos, o PSDB que não elegeu nenhum nome para a Assembleia Legislativa, saltou para oito cadeiras, mantendo a tradição e a força do “Partido do Presidente da Assembleia” que vem desde 1980 (ainda vou escrever um texto sobre esse assunto).

O PSDB nunca foi forte no Rio Grande do Norte. Durante toda a década de 1990 a legenda tinha em Geraldo Melo sua principal liderança. Ele era senador, mas o partido sempre foi coadjuvante.

Para você ter ideia, o PSDB potiguar nunca disputou o Governo do Estado em 30 anos de história. O máximo que conseguiu foi uma vitória de Geraldo Melo em 1994 para o Senado com o beneplácito da oligarquia Alves. A agremiação é forte em Estados vizinhos como Ceará e Paraíba.

A história do PSDB tem tudo para mudar em 2018, muito embora siga a sina de não ter candidato ao Governo do Estado em terras potiguares.

O ninho tucano está nas costas do sofrido elefante sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza. A legenda hoje conta com simplesmente oito deputados estaduais, um recorde que dificilmente aconteceria pela via das urnas.

Nos últimos anos, o máximo que um partido conseguiu sozinho foi conquistar seis cadeiras. O feito é do PMDB em 2010.

Um detalhe interessante é que o PSDB ainda se deu ao luxo de dispensar o segundo colocado nas eleições de Mossoró, Tião Couto.

A legenda terá como meta reeleger Rogério Marinho e conquistar uma cadeira no Senado trazendo de volta a política Geraldo Melo, seu antigo fundador.

Com esse staff o PSDB terá um peso importante na eleição de governador. A legenda tem alguns problemas internos, mas em princípio endossa o nome de Fábio Dantas (PSB). Mas o diálogo está aberto com o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e com o governador Robinson Faria (PSD).

Sob influência do debate nacional, os neotucanos só descartam diálogo com o PT.

O PSDB nunca esteve tão forte no Rio Grande do Norte.

Compartilhe:

Robinson é rejeitado pela classe política em Mossoró

Robinson apostou tudo em  Rosalba
Robinson apostou tudo em Rosalba

O governador Robinson Faria (PSD) segue com uma situação difícil em Mossoró. A começar com a relação com a elite política da cidade. Ele não consegue juntar em torno de si nem mesmo as forças mais enfraquecidas (e quase esquecidas) da cidade.

O governador deu de ombros ao ocaso do então prefeito Francisco José Junior na aventura da reeleição em 2016. Apostou todas as fichas numa parceria improvável com a hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Não recebeu a atenção esperada. Pelo contrário, levou até uma “chamada” dela em um evento público no Santo Antônio durante lançamento do Ronda Cidadã (ver vídeo abaixo) em março do ano passado.

O passo seguinte foi uma tentativa de aproximação com o enfraquecido grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB). As tratativas não avançaram mesmo com o histórico de amizade pessoal com a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB).

A última trincheira que Robinson tentou montar em Mossoró foi com a ex-prefeita Fafá Rosado, um nome pouco comentado nas rodas políticas da cidade e que está no ostracismo desde 2014 quando tentou sem sucesso se eleger deputada federal. Fafá escolheu o esvaziado PSB que está politicamente alinhado com o PSDB do arqui-inimigo sandrismo.

Hoje o principal apoio de Robinson em Mossoró é o vereador João Gentil que está deixando o PV.

O governador terá muitas dificuldades para andar em Mossoró se realmente quer ser reeleito. Em 2014 ele se aproveitou da popularidade estratosférica de Francisco José Junior e do apoio velado de Rosalba para ter uma vitória fundamental no segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. Foram 52.886 (57,82%) votos no primeiro turno.

Agora tudo pesa contra.

Compartilhe: